Olhando o panorama por cima: da democracia å mediocracia
Os militares já não contam quase nada, ou totalmente nada, na política, o que é um bom sinal para a civilidade (em dois sentidos) na política brasileira.
Os juízes do Supremo passaram a contar, muito, e muito mais do que deveriam, e isso se converteu num problema, pois que eles se politizaram, por decisão própria ou por indução externa, como antigamente os militares se politizavam, e intervinham na política. Juízes se tornaram mais conhecidos do que cantores ou jogadores de futebol, o que é uma novidade, desde o Mensalão, passando pelo Petrolão, e agora pela maior fraude bancária de nossa história.
Políticos? Acho que eles continuam mamando mais do que nunca.
Os Fundos Partidário e Eleitoral, na faixa de 6 bilhões de reais no orçamento, representam mais de 3 vezes o montante alocado para o complexo de pesquisa científica (CNPq), na faixa de menos de 2 bilhões.
Ou seja, estamos condenando o Brasil não só a ficar parado, como a recuar. Os militares pelo menos gostavam de ciência e tecnologia.
Não, não estou querendo a volta deles à política. Apenas dando uma ideia de quão mediocrizado está o Brasil.
Lutamos durante anos para chegarmos a uma democracia, para acabarmos numa mediocracia?
Paulo Roberto de Almeida
Brasília, 9/09/2026
Temas de relações internacionais, de política externa e de diplomacia brasileira, com ênfase em políticas econômicas, viagens, livros e cultura em geral. Um quilombo de resistência intelectual em defesa da racionalidade, da inteligência e das liberdades democráticas. Ver também minha página: www.pralmeida.net (em construção).
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quarta-feira, 9 de setembro de 2026
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