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Brasília – Até que ponto há presença de guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em território brasileiro? E o quão nociva pode ser esta presença? Para debater estas e outras questões relacionadas à segurança regional, o Instituto InfoRel de Relações Internacionais e Defesa promove no dia 10 de dezembro, das 14h às 18h, no Centro de Convenções Brasil 21, o debate “Farc no Brasil: mito ou realidade?”, com a presença de especialistas do Brasil e da Colômbia.
Foram convidados o general de brigada Valmir Azevedo, que comandou tropas na Amazônia; o especialista em terrorismo, contrainsurgência e crime organizado, Marcus Reis; e o jornalista especializado em Farc e inteligência, Andy Webb Vidal, britânico radicado na Colômbia.
Na oportunidade, serão debatidos temas relacionados com os diálogos de paz dos quais o Brasil não faz parte, os vínculos da organização com o crime organizado e o narcotráfico, problemas crônicos para as pequenas, médias e grandes cidades do Brasil, e os danos causados ao processo de integração regional.
A entrada é franca, mas as vagas são limitadas. As inscrições podem ser feitas pelo e-mail: inforel@inforel.org. Contatos pelo telefone: 55 61 8153 2514.
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Temas de relações internacionais, de política externa e de diplomacia brasileira, com ênfase em políticas econômicas, viagens, livros e cultura em geral. Um quilombo de resistência intelectual em defesa da racionalidade, da inteligência e das liberdades democráticas. Ver também minha página: www.pralmeida.net (em construção).
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segunda-feira, 9 de dezembro de 2013
Farc no Brasil: mito ou realidade? - debate em Brasilia, 10/12, Centro Brasil 21
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Brasil,
FARC,
narcoguerrilheiros
terça-feira, 23 de outubro de 2012
Diplomacia brasileira: entre o Oriente Medio e a Colombia
As razões que impedem o Brasil de colaborar com a pacificação da Colômbia não são exatamente essas que aponta o ex-chanceler. Para ajudar, é preciso ser isento, apenas isso.
Paulo Roberto de Almeida
RIO - O ex-ministro das Relações Exteriores Celso Lafer (1992 e 2001-2002) disse nesta segunda-feira que o Brasil deveria ter uma atuação mais ativa no esforço para a obtenção da paz na Colômbia — na luta entre o Estado e a guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) — antes de se preocupar com a busca da paz no Oriente Médio, por mais legítima que essa seja.
Paulo Roberto de Almeida
Celso Lafer defende ação brasileira na pacificação da Colômbia
Chico Santos
Valor Econômico, 22 de outubro de 2012
RIO - O ex-ministro das Relações Exteriores Celso Lafer (1992 e 2001-2002) disse nesta segunda-feira que o Brasil deveria ter uma atuação mais ativa no esforço para a obtenção da paz na Colômbia — na luta entre o Estado e a guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) — antes de se preocupar com a busca da paz no Oriente Médio, por mais legítima que essa seja.
“O chanceler [Antonio] Patriota esteve há pouco tempo no Oriente Médio preocupado com o problema dos palestinos e da paz, um tema legítimo, sem dúvida. No entanto, o Brasil tem se abstido de uma atuação mais ativa com relação ao tema das Farc, na Colômbia”, destacou Lafer. Para o ex-ministro, o tema pode ser encarado como um problema da América do Sul. “Minha prioridade seria olhar nossa vizinhança antes de olhar o que está acontecendo no resto do mundo”, disse ao responder a uma pergunta sobre a atual política brasileira para a América do Sul e o Oriente Médio.
Lafer disse que o Brasil poderia estar agora ajudando no esforço de paz que as duas partes em guerra na Colômbia tentam implementar, mas ressaltou que a falta de uma participação anterior dificulta qualquer tentativa de auxílio neste momento. O ex-chanceler disse ainda que, estando fora do governo, ele carece de informações para dizer o que poderia ser feito para que a diplomacia brasileira recuperasse o tempo perdido no tema colombiano.
Ainda em relação à política regional, Lafer criticou a atuação brasileira no episódio da suspensão do Paraguai do Mercado Comum do Sul (Mercosul) e da posterior admissão da Venezuela sem o respaldo paraguaio. “Já escrevi sobe isso e disse que a suspensão do Paraguai se fez ao arrepio das regras de suspensão previstas no Protocolo de Ishuaia [que trata dos princípios democráticos no Mercosul, Chile e Bolívia].”
Quanto ao Oriente Médio, “uma região muito complexa”, Lafer acha que o Brasil pode até ter um papel na construção da paz, “na medida em que isso for solicitado”. Segundo ele “o terceiro, em prol da paz, tem um papel, desde que conte com avaliações positivas de todas as partes envolvidas”.
Lafer fez nesta segunda-feira palestra durante o Encontro Anual da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais (Anpocs), que acontece em Águas de Lindóia (SP).
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