Más notícias para o tirano de Moscou. Em 2022 e 2023, as notícias eram todas sobre a ofensiva russa, a conquista de territórios. A partir de 2024, a Ucrânia conseguiu deter novos avanços, e desde 2025, ela passou à ofensiva, não apenas em seu próprio território ocupado, mas dentro da própria Rússia, Em 2026, que está recuando são as tropas de Moscou, enquanto a Ucrânia, por meio de drones e mísseis ucranianos, está levando a guerra ao coração do império agressor, promovendo suas próprias sanções estratégicas contra a economia de guerra russa.
Putin vai ter de recuar, de forma humilhante.
Ukraine defense becoming offensive agains Russian aggression war on Ukraine
Ukraine war
Daily update ⋅ June 7, 2026
NEWS
Ukraine war briefing: Kyiv unleashes hundreds of drones on Russia after Putin rejected ... - The Guardian
Ukraine targets St Petersburg in wave of strikes; Keir Starmer to ... Ukrainian president, who accused him of “choosing war again”.
Russian Offensive Campaign Assessment, June 5, 2026 | ISW
Institute for the Study of War
... war in Ukraine over economic health despite the mounting economic and societal costs. Ukrainianforces are expanding their battlefield air ...
Different sources continue to conclude that the Russian military's performance is declining ... - x.com
Ukrainian drones target St Petersburg in attack Russia calls 'unprecedented' - BBC
The city's governor urges residents to remain indoors for the first time since the beginning of the war.
Ukraine Is Not Losing. Russia Is Not Winning. - The Atlantic
... conflict than have been used during the entire Russia-Ukraine war. What Putin doesn't acknowledge is that his side is running out of air defense ...
Ukraine launches barrage of strikes hitting Russian ships in key occupied ports - YouTube
co.uk/news/39325742/ukraine-strikes-russian-naval-depot-peace-talks-zelensky/ Watch The Sun's latest coverage of the war in Ukraine, with real ...
Ukraine war live: Zelensky to meet Starmer after Kyiv drone strike on St Petersburg - The Independent
Ukraine targets St Petersburg again after Putin rejects Zelensky's offer for direct talks. Residents of St Petersburg were told not to leave their ...
Ukraine Drones Hit Russian Oil Depot in Krasnodar Region | WION Pulse - YouTube
Russia-Ukraine War: Ukraine Drones Hit Russian Oil Depot in Krasnodar Region -. #russiaukrainewar ...
Russia opens door to 'new relationship' with U.S. as Putin wrestles with Ukraine deadlock - NBC News
Talks appear no closer to ending the war, but Russian President Vladimir Putin has sought to project a bullish view of the Russian economy.
Russia will have to end war anyway, but on worse terms – Ukraine's foreign minister - pravda.com.ua
Ukraine's Foreign Minister Andrii Sybiha has said that by refusing direct negotiations with UkrainianPresident Volodymyr Zelenskyy, ...
Ukraine targets St. Petersburg again after Putin rejects Zelenskyy's offer for direct talks - AP News
Iran war Russia-Ukraine war Español China Asia Pacific Latin America Europe Africa. TOP STORIES. More than half of Latin Americans deported from US ..
Temas de relações internacionais, de política externa e de diplomacia brasileira, com ênfase em políticas econômicas, viagens, livros e cultura em geral. Um quilombo de resistência intelectual em defesa da racionalidade, da inteligência e das liberdades democráticas. Ver também minha página: www.pralmeida.net (em construção).
segunda-feira, 8 de junho de 2026
Ukraine defense becoming offensive agains Russian aggression war on Ukraine - Google alerts
Resiliência econômica e guerra - Carlos Primo Braga
Resiliência Econômica e Guerras
Carlos Primo Braga
https://capabrasil.com.br/resiliencia-economica-e-guerras-por-carlos-primo-braga/
Resiliência Econômica e Guerras
por Carlos Primo Braga


A guerra contra o Irã tem gerado uma série de análises sobre confrontos assimétricos, o papel de pontos de estrangulamento (como discuti em “Pontos de Estrangulamentos” e Confrontos Geopolíticos (por Carlos Primo Braga) – CapaBrasil) e as mudanças no mapa global de fontes de energia. A crise financeira global (2007-09), os conflitos no Leste Europeu e no Oriente Médio, a pandemia da Covid e a expansão econômica e militar da China vêm contribuindo para uma atenção crescente ao tema da resiliência econômica. Ao mesmo tempo, transformações tecnológicas (por exemplo, o fraturamento hidráulico (fracking) e a perfuração horizontal (horizontal drilling)), a expansão de fontes renováveis de energia e a evolução da inteligência artificial (IA), vêm redesenhando a estrutura global de produção e os padrões de consumo de energia.
As implicações dos eventos no Golfo Pérsico, porém, vão bem além do impacto nos preços de energia, incluindo o impacto na segurança alimentar de muitos países. Mas os seus efeitos sobre a oferta do petróleo e do gás natural no curto e no médio prazo são os temas que vêm atraindo a atenção ao redor do mundo. Como observado por Faith Birol, Diretor Executivo da International Energy Agency (IEA), o choque atual é a maior ameaça já observada com relação à segurança energética global. Cerca de 13 milhões de barris/dia são afetados pelo conflito, em contraste com a experiência no contexto dos dois choques de petróleo da década de 1970, quando cerca de 10 milhões de barris/dia foram impactados.
A China é a maior importadora de petróleo do Irã e os países do Golfo Pérsico são uma fonte importante de oferta de gás natural liquefeito (LNG) para a China e para o mundo. A visita recente (14-15 de maio) do Presidente Trump à China, as cerimônias associadas ao “Summit” e as interações com o Presidente Xi Jinping receberam ampla cobertura da imprensa internacional. É interessante observar que a expressão “pompa e circunstância” foi frequentemente utilizada para caracterizar o Summit. Essa expressão foi popularizada por Shakespeare (Otelo) para caracterizar eventos marcados por aspectos performativos (paradas, banquetes e demonstrações de glória militar). Mas os resultados do encontro foram modestos.
Na prática, os resultados se concentraram em anúncios associados ao comércio bilateral (compras pela China de aviões da Boeing e de produtos agrícolas e a decisão dos EUA de flexibilizar controles de exportação para a aquisição de chips H200 da Nvidia por algumas empresas chinesas). Decisões substantivas no âmbito de tensões geopolíticas, porém, não ocorreram.
China e os EUA reafirmaram a necessidade de normalização do tráfico marítimo pelo Estreito de Ormuz e o consenso de que o Irã não deveria desenvolver armas nucleares. Essas mensagens, porém, têm limitado efeito prático. O recado geopolítico mais substantivo ocorreu na fala de Xi Jinping sobre a situação de Taiwan. Ao mencionar a necessidade de que os EUA e China evitem a “Armadilha de Tucídides”, o Presidente Xi sinalizou a importância do respeito pelos EUA com relação à prioridade chinesa de “reunificação” de Taiwan com a China. A resposta de Trump se pautou por reafirmar a ambiguidade diplomática dos EUA com relação a essa questão, mas nas entrelinhas deixou claro que a defesa de Taiwan não é uma prioridade para os EUA.
A dependência econômica bilateral entre as duas maiores potências econômicas é o principal seguro contra o acirramento do confronto geopolítico entre os dois países. A China precisa de mercados abertos para exportar o excesso de sua capacidade produtiva e alocar internacionalmente a sua poupança exagerada (43% do PIB). Já os EUA precisam não apenas manejar com cuidado os seus objetivos de reindustrialização de forma a evitar a ruptura de cadeias de valor integradas, mas também manter a credibilidade do dólar e o acesso a fluxos financeiros internacionais.
Nesse contexto, a resolução do conflito no Golfo Pérsico permanece como a questão mais urgente para a economia global. A duração do conflito dependerá significativamente da resiliência das economias envolvidas frente aos impactos do choque dos preços de energia. No caso da China, a despeito da sua dependência das exportações do Golfo Pérsico, a existência de estoques estratégicos e comerciais substantivos (cerca de 1,4 bilhões de barris) permitirá ao país administrar o choque a médio prazo (de 5 a 7 meses) sem impactos significativos na economia.
Com respeito ao Irã, a questão crítica é por quanto tempo o país poderá estocar a sua produção de petróleo para evitar o fechamento de seus campos produtores de petróleo, uma possibilidade de alto risco em virtude das dificuldades e do custo de se restabelecer produção caso o fechamento ocorra. Estimativas variam, mas tendem a considerar cerca de 120 milhões de barris de estocagem potencial no território iraniano com um adicional de até 127 milhões de barris em navios estacionados no Golfo. Em síntese, na medida em que se estima que pelo menos 55% da capacidade de estocagem já se encontravam utilizadas ao final de abril, a capacidade iraniana de estocagem não deve se estender por mais do que 60 dias adicionais (se 3 milhões de barris/dia continuarem a ser produzidos).
Para os EUA as externalidades do conflito são menos dramáticas. O país é um exportador líquido de petróleo desde 2019, sendo responsável por 90% da expansão da produção global de petróleo no período 2015-2024 com base na exploração de óleo de xisto viabilizada por inovações tecnológicas. Isso não significa, porém, que os EUA estejam imunes ao atual choque do petróleo já que o país precisa importar petróleo pesado (mais denso e com alto teor de enxofre), em virtude das características de suas refinarias.
As implicações para o consumidor americano têm sido significativas. Por volta de 22 de maio, o preço médio do galão de gasolina nos EUA estava em US$4,55 e em alguns estados, por exemplo, na Califórnia, já ultrapassava US$6,00. Esse é o “calcanhar de Aquiles” da administração Trump: o tema do custo de vida nos EUA e o seu impacto nas eleições do Congresso em novembro. A guerra não é popular e ela já se traduziu em um aumento médio de US$1,50/galão de gasolina desde o seu início no final de fevereiro.
As externalidades da guerra incluindo a destruição da infraestrutura nos países do Golfo Pérsico, os impactos do choque de petróleo nas economias importadoras de energia e o aumento da inflação (com seus efeitos nos mercados de títulos governamentais) contribuem para pressionar a busca por uma solução diplomática para o conflito. O anúncio do Presidente Trump (23 de maio) de que os pontos básicos de um “Memorandum of Understanding” (MoU) haviam sido negociados com o Irã teve um impacto inicial positivo nos mercados. O preço futuro do barril de Brent recuou para cerca de US$91,00 (29/05) e o preço médio do galão de gasolina nos EUA diminuiu para US$4,36 (30/05).
Os detalhes do MoU não são públicos, mas a sua estrutura parece incluir: uma trégua nas hostilidades, a “reabertura” do Estreito de Ormuz para o trânsito marítimo, o restabelecimento do comércio de petróleo e o fim dos bloqueios navais. Em seguida (nos próximos 30 a 60 dias), ocorreriam negociações sobre o futuro do programa nuclear iraniano.
Esses objetivos são bem menos ambiciosos do que o propósito de mudança de regime (uma prioridade para Israel) e o conceito de uma rendição incondicional como sugerida pelo Presidente Trump no início do conflito. Nesse momento, a viabilidade de um acordo nas linhas do MoU está em questão. A trégua já foi violada, por exemplo, no contexto de uma operação caracterizada pelos EUA como um ataque “defensivo” (25/05). Evidentemente, as bases para um sucesso nas negociações diplomáticas são frágeis, dada a mútua desconfiança histórica entre os países em conflito.
Mercados financeiros – particularmente nos EUA – continuam a operar com base na expectativa que esse choque do petróleo será passageiro. A percepção de que as tensões geopolíticas estavam diminuindo gerou uma queda no preço do petróleo, que havia acumulado um aumento de 83% do início do ano até o final de abril, para um aumento de cerca de 54,2% no final da semana passada. Mas caso a navegação pelo Estreito de Ormuz não seja normalizada nas próximas semanas, o preço do barril de Brent pode aumentar para cerca de US$120,00, refletindo o choque de oferta. Além disso, mesmo que a negociação seja concluída com sucesso e o tráfico marítimo seja regularizado a médio prazo, as análises de mercado sugerem que o preço do petróleo permanecerá bem acima dos valores que prevaleciam no início desse ano (US$66,6 por barril em janeiro de 2026).
Nesse domingo (31/05), a imprensa ocidental divulgou informações de que a administração Trump decidiu revisar o MoU, endurecendo algumas das suas cláusulas, em particular, com respeito à reabertura do Estreito de Ormuz. Já a imprensa iraniana observa que do ponto de vista do Irã, o estreito se encontra sob uma nova “administração”, sinalizando o objetivo de impor um pedágio para a navegação marítima. A questão do acesso a recursos iranianos (cerca de US$12 bilhões) “congelados” pelos EUA como condição para reiniciar as discussões sobre o programa nuclear também se tornou um ponto de discórdia.
A única certeza na atualidade é que choques geopolíticos continuarão a impactar a economia global de forma significativa. O papel do Itamaraty em administrar esses choques no contexto da política externa brasileira merece uma atenção especial.
Esse tema foi discutido em um webinar recente da iniciativa Imagine Brasil, da Fundação Dom Cabral, que pode ser acessado nesse link: https://www.youtube.com/watch?v=2r62zsVsIeA.
Carlos Primo Braga é Ph.D. em Economia pela Universidade de Illinois Urbana-Champaign, Professor Associado da Fundação Dom Cabral. Foi Diretor de Política Econômica e Dívida do Banco Mundial. Autor.
Novo livro: Economia política das constituições brasileiras, seu impacto nas relações econômicas internacionais do Brasil - Paulo Roberto de Almeida
Novo livro quase saindo do forno:
Paulo Roberto de Almeida
Economia política das constituições brasileiras:
seu impacto nas relações econômicas internacionais do Brasil
Índice
Apresentação:
As constituições e as relações internacionais do Brasil,3
1. A representação política no Brasil até a Constituição de 1824, 11
1.1. Uma longa tradição de representação política
1.2. O controle da metrópole
1.3. A tradição liberal de Cádiz chega no Porto
1.4. O nascimento do federalismo
1.5. Um parlamentarismo “presidencialista”?
1.6. Monarquistas “republicanos”?
1.7. Uma divisão de poderes sui generis
1.8. O imperador dissolve a primeira Constituinte
1.9. A primeira insurreição contra a Constituição outorgada
2. Formação do constitucionalismo luso-brasileiro no século XIX, 22
2.1. As grandes datas da evolução constitucional na Europa e nas Américas
2.2. Pré-história da Revolução do Porto de 1820: a Constituição de Cádiz (1812)
2.3. O mundo restaurado e novamente turbulento: ascensão do liberalismo
2.4. O processo liberal português e suas consequências no Brasil: nova colonização?
2.5. A constituição liberal portuguesa de 1822 e as consequências para o Brasil
3. Da Constituinte de 1823 à Constituição de 1824: aspectos econômicos, 42
3.1. No Brasil, as receitas seguem as despesas, não o contrário
3.2. A Constituinte de 1823 e o seu “pai fundador”: Antonio Carlos Ribeiro de Andrada
3.3. A economia política do projeto de Constituição de 1823
3.4. A Constituição Política do Império do Brasil: seus aspectos econômicos
3.5. Uma economia comandada pelo gasto público, não pela poupança ou investimento
4. A economia nas constituições brasileiras, de 1824 a 1946, 55
4.1. A interpretação econômica das constituições
4.2. A estrutura constitucional do império liberal escravista
4.3. A República aprofunda a intervenção do Estado na economia
4.4. A União e os estados na repartição do bolo tributário
4.5. O estatismo e o nacionalismo nascentes na Constituição de 1891
4.6. O nacionalismo econômico é constitucionalizado a partir de 1930
4.7. Intervencionismo econômico constitucionalmente assegurado em 1937
5. Uma interpretação econômica das constituições (1986), 76
5.1. A constituição como instrumento econômico
5.2. A representação dos interesses na experiência de 1946
5.3. A elaboração do processo constituinte de 1987-88
5.4. A “economia política” da Constituição na perspectiva de 1987
6. As relações internacionais na ordem constitucional de 1988, 99
6.1. Constituição e sociedade no Brasil
6.2. Relações exteriores e Constituição
6.3. A Experiência histórica brasileira
6.4. As relações internacionais na nova Constituição
6.5. Implicações para a política externa do Brasil
7. Análise crítica do conteúdo econômico da Constituição de 1988, 122
7.1. Introdução: sobre mudanças de regime econômico
7.2. Mudanças de regime econômico no Brasil contemporâneo
7.3. A Constituição de 1988: um novo contrato social para o Brasil?
7.4. O que a Constituição promete, e o que ela produz, na realidade?
7.5. A Constituição “cidadã”: distribuindo bondades para todos
7.6. A Constituição “estatal”: reduzindo o espaço da livre iniciativa
7.7. A Constituição “parlamentar”: muitos privilégios, baixa produtividade
7.8. A Constituição “econômica”: equívocos em cadeia
7.9. A Constituição dos “direitos sociais”: sem qualquer análise dos custos
7.10. Uma Constituição economicamente esquizofrênica
8. A Constituição e a integração regional, 158
8.1. Um país voltado para si mesmo
8.2. Uma vocação integracionista, a despeito de tudo
8.3. Supranacional vs. intergovernamental
9. Brasil: um país de ponta-cabeça? Sobre as propostas de Modesto Carvalhosa, 162
9.1. O Brasil de ponta cabeça?
9.2. Como ficamos de pés para cima?
9.3. Como fazer o Brasil apoiar-se sobre os seus próprios pés?
9.4. O que nos diz a história sobre o papel dos municípios na administração do Brasil?
9.5. O diferencial de produtividades como indicador crucial de desenvolvimento
9.6. Um manual para colocar o Brasil sobre os pés, a partir de Modesto Carvalhosa
9.7. Há salvação para o Brasil com seu atual sistema político? A regeneração pela base
Referências bibliográficas, 193
Apêndices
Nota sobre o autor, 201
Livros de Paulo Roberto de Almeida 202
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