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HISTÓRIA E HISTORIOGRAFIA DAS RELAÇÕES INTERNACIONAIS DO BRASIL: DOS
DESCOBRIMENTOS AO FINAL DO IMPÉRIO
Paulo Roberto de
Almeida
(Curitiba: Editora Appris, 2026)
SUMÁRIO
Prefácio, Sergio Florencio, 9
Apresentação, 15
Introdução
Visão Geral sobre a Construção da Nação
1. Quatro séculos de
relações internacionais do Brasil, 23
1.1.
Uma periodização tentativa da história brasileira, 23
1.2. A construção do Estado independente e sua
diplomacia, 24
1.3. Um lento
crescimento econômico no século XIX, 26
1.4. A República não
transformou estruturalmente o Brasil, 28
1.5. A diplomacia
brasileira, do Império à República, 30
Parte I:
Da Colônia à Independência
2. A
diplomacia dos descobrimentos: de Colombo a Tordesilhas, 35
2.1.
O ato fundador da história moderna, 35
2.2.
O monopólio pontifício das relações internacionais, 37
2.3.
Da arbitragem papal à negociação direta, 39
2.4. Tordesilhas: a primeira
partilha do mundo, 43
2.5.
Do condomínio ibérico à balança de poderes, 45
2.6. O nascimento da
diplomacia permanente, 48
2.7. A formação territorial
do Brasil, 50
3. A
formação econômica brasileira antes da autonomia política, 55
3.1. A colônia, até a vinda da família real, 55
3.2.
Situação econômica do Brasil colônia, até 1808, 56
3.3.
Transformações econômicas a partir do decreto de abertura dos portos, 60
3.4. Efeitos do tratado de
comércio de 1810, 62
3.5.
Mudanças econômicas a caminho da independência, 67
3.6.
O contexto econômico desfavorável das independências ibero-americanas, 71
Quadros e tabelas, 77
4. O
nascimento do pensamento econômico brasileiro: Hipólito da Costa, 80
4.1. A economia política
pelo método empírico: a missão na América, 80
4.2. A economia política
pelo método teórico: leituras de Hipólito, 82
4.3. A abertura dos portos e
as indústrias do Brasil: olhando o futuro, 85
4.4. Relações comerciais com
a Grã-Bretanha: antecipando o prejuízo, 88
4.5. O tratado de 1810 e o
interesse nacional: impacto na historiografia, 91
4.6. A separação de Portugal
e o problema da mão de obra, 93
4.7. Influência de Hipólito
no debate econômico do século XIX, 95
4.8. O legado de Hipólito:
humanismo, educação, clarividência econômica, 98
5. As revoluções
ibero-americanas e o constitucionalismo luso-brasileiro, 101
5.1. A evolução
constitucional na Europa e nas Américas, 101
5.2. Da Constituição de
Cádiz (1812) à Revolução do Porto (1820), 102
5.3. O mundo restaurado e
novamente turbulento: ascensão do liberalismo, 107
5.4. O constitucionalismo
português e a recolonização do Brasil, 112
5.5. A constituição
portuguesa de 1822 e seus efeitos no Brasil, 115
6. A
revolução do Porto, o Correio Braziliense e a
independência do Brasil, 121
6.1. Primeiras notícias: do
lado dos constitucionalistas, 121
6.2. A preocupação com as
“coisas” do Brasil, 122
6.3. As Cortes se “esquecem”
do Reino Unido do Brasil, 124
6.4. Começam as divergências
constitucionais entre os dois reinos, 125
6.5. A revolução do Porto
finalmente chega ao Brasil, 126
6.6. O Brasil “decide” ser
constitucional, 128
6.7. A separação refletida
nas páginas do Correio Braziliense, 129
7. A
censura política no momento da
independência, 133
7.1. Censura, uma prática
estatal, desde a mais remota antiguidade, 133
7.2. A censura política
contra o “armazém literário” de Hipólito, 136
7.3. O Correio
Braziliense como bastião da liberdade de imprensa, 139
8. A
hipótese de um império luso-brasileiro: um “imenso Portugal”?, 149
8.1.
Poderia o Brasil ter sido o centro de um império luso-brasileiro, 149
8.2.
A importância do Brasil para a economia da metrópole, 151
8.3.
Situação de Portugal e Brasil na fase anterior à independência, 154
8.4.
A hipótese da união imperial no período joanino e na independência, 156
8.5.
Hipólito da Costa e a manutenção da unidade luso-brasileira, 162
8.6.
Um império luso-brasileiro a partir de uma unidade americana?, 170
8.7.
O Brasil poderia assumir a direção de um império multinacional?, 172
Parte II:
Os Grandes Desafios da Diplomacia
Imperial
9. A diplomacia
brasileira da independência: heranças e permanências, 181
9.1. A diplomacia e a política
externa na independência do Brasil, 181
9.2. A conquista da autonomia
no Arquivo Diplomático da Independência, 184
9.3. A outra independência:
uma construção alternativa do Estado, 187
9.4. A Bacia do Prata e a
Cisplatina: a primeira guerra do Brasil, 192
9.5. A diplomacia do tráfico
escravo: defendendo o indefensável, 195
9.6. A lenta conformação de
uma diplomacia profissional, 203
10.
O reconhecimento internacional da independência do Brasil, 206
10.1. Antes da
Independência: o manifesto às “nações amigas”, 206
10.2. Finalmente o Império
do Brasil: as primeiras missões, 207
10.3. A defesa do país
exigia uma monarquia unitária, 209
10.4. Sem concessões aos
imperialismos europeus, 210
10.5. Estabelecimento de
relações com as principais potências, 212
10.6. A primeira diplomacia
americanista do Brasil, 214
10.7. Os retardatários da
Santa Aliança: Áustria e Espanha, 215
10.8. A diplomacia brasileira
na construção do Estado, 218
11.
A construção da diplomacia imperial por seus “pais fundadores”, 220
11.1. Um Estado com política
externa, mas sem diplomacia, 220
11.2. Construindo a
instituição: caminhos da profissionalização, 223
11.3. O papel do Parlamento
na condução da diplomacia, 226
11.4. As bases intelectuais
da diplomacia imperial: Paulino, 227
11.5. A burocratização da
diplomacia imperial: Visconde do Rio Branco, 231
12.
A diplomacia da imigração: contornando o escravismo, 236
12.1. A diplomacia da
imigração e a competição estrangeira, 236
12.2.
A Lei de Terras: uma contrarreforma agrária, 238
12.3. Os diplomatas à cata
de imigrantes europeus, 241
12.4. Argentina e Estados
Unidos ganham no recrutamento, 242
12.5.
A escravidão forçada contra a imigração espontânea, 243
12.6.
Os diplomatas e a abolição, 244
13. Uma geopolítica avant la lettre: Varnhagen e
a reforma do Império, 248
13.1. Um historiador que
também foi um pensador geopolítico, 248
13.2.
Varnhagen possuía um pensamento estratégico?, 251
13.3.
O pensamento estratégico na época de Varnhagen, 255
13.4.
Qual era o pensamento estratégico de Varnhagen?, 258
13.5.
As propostas de Varnhagen se refletiram no Estado imperial?, 267
13.6.
O legado desse pensamento na construção do Estado brasileiro, 272
13.7.
Existe uma modernidade em Varnhagen?, 281
Parte III:
Historiografia
e História das Relações Internacionais do Brasil
14.
A historiografia da independência: uma revisão da literatura, 289
14.1.
Os principais trabalhos sobre a história da independência, 289
14.2.
Qual historiografia, qual independência?, 292
14.3.
A historiografia da independência: seus principais historiadores, 294
14.4. As fontes, os fatos e
a historiografia da Independência , 297
14.5. Historiadores
estrangeiros dos “sucessos” da independência, 299
14.6. O patrono da
historiografia, Varnhagen, e seu crítico: Oliveira Lima, 303
14.7. O Arquivo
Diplomático da Independência e o Projeto Resgate, 306
15.
A historiografia diplomática até a primeira metade do século XX, 311
15.1.
A historiografia: uma quase esquecida na história das ideias, 311
15.2.
A historiografia das relações exteriores e seus representantes, 313
15.3.
Varnhagen, o pai da historiografia, o legitimista da corte, 315
15.4.
João Ribeiro inaugura a era dos manuais de história do Brasil, 320
15.5.
Oliveira Lima: o maior dos historiadores diplomatas, 322
15.6.
Pandiá Calógeras: a sistematização da história diplomática, 327
15.7.
Interregno diversificado: trabalhos até o início do século XX, 331
15.8.
Os manuais de história diplomática: Vianna, Delgado e Rodrigues, 337
16.
A historiografia econômica do Brasil, 343
16.1. Temas, agendas,
historiadores, 343
16.2. Da reconstituição do
passado colonial às crises financeiras, 344
16.3. O nascimento de uma
história econômica nacional, 346
16.4. O nacionalismo e o papel econômico do Estado, 348
16.5. O grande esforço da
industrialização: Celso Furtado, 349
16.6.
Os desequilíbrios do crescimento: os novos historiadores, 351
16.7.
Progressos na pesquisa em história econômica, 353
Anexos:
Cronologia e Documentos
Históricos
1. Cronologia histórica até a independência do Brasil, 357
2. Documentos fundadores
da nação brasileira, 375
a)
Tratado de Tordesilhas, 1494, 375
b)
Carta de El-Rei de Portugal D. Manuel aos Reis Católicos, 1501, 377
c)
Tratado de Madri, 1750, 379
d)
Tratado de comércio de 1810, 383
e)
Elevação do Brasil a Reino Unido, 1815, 399
f)
Manifesto aos governos e às nações amigas, 1822, 401
Referências, 413
Notas sobre os trabalhos , 435
Nota sobre o
autor, 445
================
Primeira Orelha:
Paulo Roberto de
Almeida integra um seleto
grupo de diplomatas de forte perfil acadêmico. É autor de diversos livros de
relações internacionais, de história diplomática e de análise das grandes
etapas das relações exteriores do Brasil, ademais de obras sobre o comércio
internacional e sobre o processo de integração regional.
É doutor em Ciências Sociais, mestre em Planejamento Econômico e
diplomata de carreira (1977-2021). Foi professor no Instituto Rio Branco e na
Universidade de Brasília e, de 2004 a 2021, professor de Economia Política no
Programa de Pós-Graduação em Direito no Centro Universitário de Brasília
(Ceub). Serviu nas embaixadas em Berna, Belgrado e Paris, nas delegações em
Genebra e Montevidéu e foi ministro-conselheiro na Embaixada em Washington
(1999-2003). Foi assessor no Núcleo de Assuntos Estratégicos da Presidência da
República (2003-2007). De agosto de 2016 a março de 2019 foi diretor do
Instituto de Pesquisa de Relações Internacionais (IPRI-Funag). É membro do
Conselho Editorial da Revista do Instituto Histórico e Geográfico do
Distrito Federal, da qual foi editor.
Anima o blog http://diplomatizzando.blogspot.com/ e disponibiliza trabalhos e livros nas plataformas Academia.edu e
Research Gate.
Segunda Orelha:
Algumas obras mais relevantes:
Vidas Paralelas:
Rubens Ricupero e Celso Lafer nas relações internacionais do Brasil (2025).
Intelectuais na
diplomacia brasileira: a cultura a serviço da nação (org.) (2025).
Construtores da
Nação: projetos para o Brasil, de Cairu a Merquior (2022).
Miséria da
diplomacia: a destruição da inteligência no Itamaraty (2019).
Contra a corrente:
Ensaios contrarianistas sobre as relações internacionais do Brasil (2014-2018) (2019).
A Constituição
contra o Brasil: ensaios de Roberto Campos sobre a Constituinte e a Constituição de 1988 (2018).
O homem que pensou o Brasil: trajetória intelectual de Roberto Campos (org.) (2017).
Formação da
diplomacia econômica no Brasil: as relações econômicas internacionais no
Império (2017).
Nunca Antes na
Diplomacia...: A política externa brasileira em tempos não convencionais (2014).
Integração
Regional: uma introdução
(2013).
Relações
internacionais e política externa do Brasil: a diplomacia brasileira no
contexto da globalização
(2012).
O Moderno Príncipe
(Maquiavel revisitado)
(2010).
Relações
internacionais e política externa do Brasil: história e sociologia da
diplomacia brasileira
(2004).
Os primeiros anos
do século XXI: o Brasil e as relações internacionais contemporâneas (2002).
O Brasil e o
multilateralismo econômico
(1999).
Mercosul:
Fundamentos e Perspectivas
(1998).
SINOPSE
[253 palavras,
para contracapa do livro História e
Historiografia das Relações Internacionais do Brasil]
A construção da política externa e da
diplomacia brasileira desde suas origens
Este livro combina ensaios de história das
relações internacionais nos primeiros quatro séculos de vida da nação (períodos
colonial e independente monárquico) com a historiografia profissional que se
ocupou dos mesmos temas e períodos. Ele é o resultado de uma longa convivência,
profissional e acadêmica, do autor com a história das relações exteriores do
Brasil, enquanto a mais importante colônia do grande império marítimo
português, e com a literatura que se ocupou da inserção internacional do Brasil
naquela primeira fase, assim como da vida independente sob o Império, nas
primeiras oito décadas de autonomia estatal. Ele permite avaliar, pelo lado
empírico e pela produção historiográfica dos seus grandes historiadores, como
essa formação incipiente e seu desenvolvimento ao longo do século XIX, serviu
de quadro para a construção de uma diplomacia de grande qualidade intelectual e
de bom desempenho profissional, dotada de grande credibilidade na fase
contemporânea.
Da colônia à independência são apresentados
as principais matrizes, primeiro portuguesas, depois genuinamente nacionais, da
formação das bases de um protagonismo diplomático que despontaria na
independência e se exerceria em toda a sua plenitude sob a República, mas
preservando o rico legado vindo da metrópole e desenvolvido pelos “pais
fundadores” da nação independente, tal como exposto e discutido nas principais
obras da historiografia diplomática sobre os quatro séculos até o final do
Império. O autor se nutriu dessas obras e até contribuiu para o enriquecimento
dessa história, em especial pelo lado das relações econômicas internacionais do
Brasil.