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sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Notas sobre os trabalhos incluídos neste novo livro: História e Historiografia das Relações Internacionais do Brasil: dos descobrimentos ao final do Império (2026) - Paulo Roberto de Almeida

História e Historiografia das Relações Internacionais do Brasil: dos descobrimentos ao final do Império (2026)

Paulo Roberto de Almeida

Notas sobre os trabalhos incluídos neste novo livro:

        Este livro representa, como indicado na apresentação, uma compilação de ensaios e trabalhos previamente elaborados, eventualmente publicados em alguma obra coletiva, editada por colegas acadêmicos, ou em algum periódico especializado na área. Mas, para sua incorporação a esta coletânea, eles foram cuidadosamente revistos, atualizados quando necessário, mas preservados em sua unidade conceitual e objetivos fixados ao início do processo de elaboração de cada um.
        A própria seleção dos trabalhos que deveriam, ou que mereciam, constar de uma coletânea pessoal como esta também foi cuidadosamente conduzida, uma vez que o volume da produção, acumulada ao longo de várias décadas, era superior às dimensões de um novo livro destinado ao mesmo público preferencial nesta área: estudantes e pesquisadores de relações internacionais em geral, interessados em história diplomática brasileira, assim como na agenda corrente da política externa do país, incluindo o processo de integração regional. Alguns deles foram inteiramente reelaborados, a partir de notas e trabalhos produzidos ao longo dos últimos anos, sendo, portanto, relativamente inéditos, com uma ou outra publicação digital em sites acadêmicos ou em meu próprio blog (Diplomatizzando) ou em plataformas de interação acadêmica.
        A solução encontrada para equacionar o problema do grande volume dos trabalhos candidatos a integrar uma coletânea de história e historiografia das relações internacionais do Brasil foi a de dividir o material finalmente escolhido, de maneira seletiva, em dois volumes: o primeiro, aqui presente, limitado ao período colonial e independente monárquico, um segundo, ou talvez mais de um, voltado para o período republicano até a atualidade, dada a concentração de pesquisas e reflexões no período contemporâneo, coincidindo, aliás, com minhas próprias observações paralelas aos eventos e processos dos quais fui eu mesmo testemunha, dos anos 1960 a nossos dias.         Aguardando que os próximos volumes fiquem esquematizados, revistos e compostos para futura publicação, eis a informação sobre os trabalhos que compõem este volume.

1. Quatro séculos de relações internacionais do Brasil
Trata-se de uma combinação de alguns trabalhos alinhados na mesma temática. “A inserção econômica internacional do Brasil em perspectiva histórica” (Washington, 20 outubro 1999, 15 p., n. 713), que já foi uma versão revista do primeiro capítulo do livro O estudo das relações internacionais do Brasil (São Paulo: Unimarco, 1999), depois publicado como “O Brasil no cenário internacional” (São Paulo: Fundação Konrad Adenauer, 2000, p. 37-56). Serviu, em seguida, numa versão revista e ampliada (Washington, 22 mar. 2001, 13 p., n. 782). como conferência feita em 9 de novembro de 2000 na Universidade de Santiago de Compostela, num seminário sobre o “Brasil 500 anos”; em versão revista, o texto foi publicado na revista Meridiano 47, Boletim e Análise de Conjuntura em Relações Internacionais (Brasília: Instituto Brasileiro de Relações Internacionais, abr./mai./jun. 2001, n. 10/11/12, p. 2-11). Aqui foi objeto de revisão extensiva.

2. A diplomacia dos descobrimentos: de Colombo a Tordesilhas
Trabalho elaborado pela primeira vez em Montevidéu (23 setembro 1991, 33 p., n. 212), sob o título de “1492 e o nascimento da moderna diplomacia”; apresentado no “VI Encontro regional de História”, foi publicado no Brasil na Revista Brasileira de Política Internacional (Rio de Janeiro: ano xxxiv, n. 135-136, 1991/2, p. 35-55). Foi incorporado, sob o título de “A diplomacia dos descobrimentos: Tordesilhas e a formação do Brasil”, na primeira edição do livro Relações internacionais e política externa do Brasil: dos descobrimentos à globalização (Porto Alegre: Editora da UFRGS, 1998, p. 101-120), mas não retomado na 2ª edição desse livro (2004). Ampliado em 1999, sob o título de “A diplomacia dos descobrimentos: o Brasil e as relações internacionais na era das grandes descobertas” (Brasília, 14 janeiro 1999, 62 p., n. 652), mas permaneceu inédito desde então.

3. A formação econômica brasileira antes da autonomia política
Sob o título completo de “A formação econômica brasileira a caminho da autonomia política: uma análise estrutural e conjuntural do período pré-independência” (Brasília, 2 setembro 2007, 22 p. + bibliografia e quadros estatísticos), esse capítulo foi preparado a pedido, sob provável sugestão do embaixador Rubens Ricupero, da Federação do Comércio do Estado de São Paulo para integrar coletânea comemorativa dos 200 anos da Abertura dos Portos, em 2008. Foi publicado uma única vez neste volume: Luís Valente de Oliveira e Rubens Ricupero (orgs.), A Abertura dos Portos (São Paulo: Senac-SP, 2007; p. 256-283). Para inseri-lo nesta coletânea, o texto foi revisto em aspectos mínimos, com alguma contenção das tabelas estatísticas.

4. O nascimento do pensamento econômico brasileiro: Hipólito da Costa
Ao ser designado como ministro-conselheiro na embaixada em Washington, em meados de 1999, a primeira providência, ainda antes de chegar no posto, foi propor uma reunião com os brazilianistas mais conhecidos na literatura de humanidades e ciências sociais, já com o objetivo de preparar um volume sobre a produção acumulada desde o pós-segunda guerra. Isto foi feito, por meio de diversos seminários com os nomes mais presentes na bibliografia, em 1999 e 2000, e logo ao final de 2001 a editora Paz e Terra publicava a versão brasileira do livro: O Brasil dos Brasilianistas: um guia dos estudos sobre o Brasil nos Estados Unidos, 1945-2000 (co-edição, com Marshall C. Eakin e Rubens Antônio Barbosa; São Paulo: Editora Paz e Terra, 2002). A versão americana teve maiores cuidados na sua preparação: Marshall C. Eakin, Paulo Roberto de Almeida (eds.), Envisioning Brazil: a Guide to Brazilian Studies in the United States, 1945-2003 (Madison: The University of Wisconsin Press, 2005, 536 p.).
Simultaneamente, eu me ocupava de “descobrir” os primeiros “americanistas” brasileiros; já tinha uma ideia de quem poderia ser, inclusive porque estava em curso o grandioso projeto do saudoso jornalista Alberto Dines (assessorado pela historiadora Isabel Lustosa) de republicar a íntegra fac-similar de todos os números do Correio Braziliense (preservados na Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin). Não sei quem me indicou ao Dines, mas recebi um convite para colaborar num volume extra, adicional, de estudos sobre o “armazém literário” de José Hipólito da Costa, na abordagem que eu preferiria adotar. Como eu estava trabalhando, nessa época, na preparação de meu livro de pesquisa histórica sobre a Formação da Diplomacia Econômica no Brasil (três edições: 2001, 2004 e 2017), escolhi um tema e um personagem perfeitamente suspeitos de figurar, ao lado de José da Silva Lisboa, entre os iniciadores do pensamento econômico no Brasil.
Ao lado da consulta online aos 29 volumes do Correio Braziliense, busquei, junto à Library of Congress, a primeira edição brasileira do Diário de Minha Viagem para Filadélfia, 1798-1799, encontrado inédito na Biblioteca de Évora por Alceu Amoroso Lima e publicado pela Academia Brasileira de Letras em 1955, no qual o primeiro americanista brasileiro se pronunciava extensivamente sobre a economia da jovem república americana, mas também refletia sobre os ensinamentos que cabia transmitir para a sua pátria de origem. Após várias leituras paralelas, meu primeiro grande ensaio sobre Hipólito José da Costa foi publicado sob o exato título deste capítulo na edição facsimilar ampliada do Correio Braziliense, ou, Armazém Literário (São Paulo: Imprensa Oficial do Estado; Brasília: Correio Braziliense, 2002; reedição facsimilar, vol. xxx, p. 323-369), com alguma redução em sua extensão original.

5. As revoluções ibero-americanas e o constitucionalismo luso-brasileiro
Desde o bicentenário da coroação do Príncipe Regente como D. João VI, em 2018, o historiador José Theodoro Mascarenhas Menck vem conduzindo a publicação, ou escrevendo ele próprio, uma série inteira de livros sobre a história brasileira a partir do Reino Unido, sendo o primeiro D. João VI e a Construção das Bases do Estado Nacional (Brasília: Câmara dos Deputados, 2018), seguido pelo bicentenário do retorno de José Bonifácio ao Brasil em 1819. Em 2020, ele me convidou para participar do volume que, na série, se ocuparia do bicentenário da Revolução do Porto. Preparei um ensaio histórico sobre a “Formação do Constitucionalismo luso-brasileiro no contexto das Revoluções Ibero-americanas no início do século XIX” (Brasília, 2 abril 2020, 21 p., n. 3615), publicado in José Theodoro Mascarenhas Menck (org.), O constitucionalismo e o fim do absolutismo régio: obra comemorativa dos 200 anos da Revolução Constitucionalista do Porto de 1820 (Brasília: Edições da Câmara, 2020, p. 217-247). O texto é aqui reproduzido com alterações mínimas.

6. A revolução do Porto, o Correio Braziliense e a independência do Brasil
No mesmo ano, decidi participar de um painel temático sobre as revoluções na América do Sul no contexto de um congresso internacional sobre a Revolução de 1820, organizado em Portugal por acadêmicos reputados. O evento acabou sendo postergado ao ano seguinte, por causa da pandemia da Covid-19. Não fui ao congresso e minha colaboração ficou pendente de publicação, mesmo revista oportunamente: “A revolução liberal de 1820 como precursora da independência do Brasil: o papel do Correio Braziliense de Hipólito da Costa” (Brasília, 26 agosto 2021, 15 p., n. 3963). Daí minha decisão de publicá-la na Revista do IHG-DF (n. 12/2022, p. 59-78), da qual fui editor no período de 2020 a 2022; apenas recentemente a revista recebeu edições digitais (para os números antigos apenas em formato pdf: https://www.ihgdf.com.br/revistas/revista-ihgdf-n12.pdf), mas ainda assim decidi incluir essa colaboração nesta coletânea, com alguns ajustes pertinentes.

7. A censura política no momento da independência
Dando continuidade à sua expressiva série sobre o bicentenário da independência do Brasil, o historiador José Menck convidou-me para fazer uma introdução ao volume relativo ao ano de 2022, o que fiz não apenas recorrendo novamente a meu personagem histórico favorito, para mim o primeiro estadista do Brasil (a despeito de ter vivido a maior parte de sua vida adulta exilado), mas sobretudo focando no principal obstáculo que o seu “armazém literário” enfrentou durante 14 anos, a censura: “Hipólito da Costa, a censura e a independência do Brasil” (Brasília, 1 agosto 2021, 16 p., n. 3954), in: José Theodoro Mascarenhas Menck: A imprensa no processo de Independência do Brasil: Hipólito da Costa, o Correio Braziliense e as Cortes de Lisboa de 1821 (Brasília: Câmara dos Deputados, 2022, p. 19-41). Como para os demais capítulos, efetuei uma cuidadosa revisão deste ensaio, retirando-lhe a condição inicial de “introdução” a um volume coletivo.

8. A hipótese de um império luso-brasileiro: um ‘imenso Portugal’?
Três anos antes, eu havia recebido um convite de meu colega diplomata e eminente historiador André Heráclio do Rego para participar de um seminário realizado na Biblioteca Mindlin da USP sobre o tema “Oliveira Lima e a (Longa) História da Independência” (realizado em setembro de 2019). Apresentei um texto original de pesquisa intitulado “Um “imenso Portugal”? A hipótese de um império luso-brasileiro no contexto internacional do início do século XIX” (Brasília, 5 setembro 2019, 32 p., n. 3508). Depois de cuidadosa revisão em 2020, o ensaio histórico foi finalmente publicado: André Heráclio do Rêgo; Lucia Maria Bastos P. Neves; Lucia Maria Paschoal Guimarães (orgs.). Oliveira Lima e a longa história da Independência (São Paulo: Alameda, 2021, p. 283-331). Sua inserção nesta coletânea foi precedida de nova e cuidadosa revisão, com a incorporação de novos materiais.

9. A diplomacia brasileira da independência: heranças e permanências
No final de 2021, recebi convite de um professor da Universidade Federal Fluminense para proferir uma Aula Magna sobre a independência do Brasil, proferida em 29 de novembro. Como sempre faço quando recebo um convite para ocasiões dessa natureza, preparei um texto relativo ao tema, submetido simultaneamente à aula, com apoio em uma apresentação visual contendo sua síntese: “A diplomacia brasileira da independência: heranças e permanências” (Brasília, 15 novembro 2021, 26 p., n. 4018). O tema continuou a ser objeto de vários outros trabalhos, participação em seminários e preparação de artigos submetidos a revistas nos dois ou três anos seguintes, como evidenciado nos capítulos seguintes.

10. O reconhecimento internacional da independência do Brasil
Como esperado, no decorrer de 2022 recebi diversos convites para participação em seminários a respeito da independência. Um desses convites foi para oferecer um texto escrito em obra coletiva: “O reconhecimento internacional da independência do Brasil” (Brasília, 15 dezembro 2022, 13 p., 4288), atualmente disponível, com 36 outras colaborações, em obra digital disponível na biblioteca digital da Câmara dos Deputados, in: 1822-2022: Livro do Bicentenário da Independência do Brasil (Brasília: Secretaria Nacional de Economia Criativa e Diversidade Cultural da Secretaria Especial de Cultura do Ministério do Turismo, 2022, p. 602-620; disponível no seguinte URL da CD: https://bd.camara.leg.br/bd/handle/bdcamara/41362).

11. A construção da diplomacia imperial por seus “pais fundadores”
Depois que elaborei um livro de pesquisa histórica sobre a Formação da Diplomacia Econômica no Brasil (três edições: 2001, 2004 e 2017, esta última em dois volumes, disponível na Biblioteca Digital da Funag), venho preparando, erraticamente, mas de forma progressiva, uma outra obra que vai tratar da “formação dos diplomatas brasileiros”, desde o século XIX aos dias atuais. Esse novo livro, voltado ao “capital humano” do serviço exterior do Brasil, vem sendo preparado desde 2021, mas recebeu uma primeira versão parcial neste capítulo, inédito neste formato ainda provisório. Ele ainda será reescrito e unido a outros ensaios com vistas a essa futura obra, mas resolvi incluir o texto preliminar nesta coletânea. Ele integra, por assim dizer, um universo de reflexões sobre o processo de Bildung do Itamaraty, já exemplificado por duas outras obras: o volume coletivo por mim organizado Intelectuais na Diplomacia Brasileira: a cultura a serviço da nação (Rio de Janeiro: Editora Francisco Alves; São Paulo: Editora Unifesp, 2025, 425 p.) e a obra individual Vidas Paralelas: Rubens Ricupero e Celso Lafer nas relações internacionais do Brasil (Rio de Janeiro: Ateliê de Humanidades, 2025, 364 p.).

12. A diplomacia da imigração: contornando o escravismo
Este capítulo representa uma versão reduzida, e adaptada, do capítulo pertinente de minha obra de pesquisa histórica já referida: Formação da Diplomacia Econômica no Brasil. Assim como a diplomacia do tráfico e da escravidão, também objeto de cuidadosa coleta de material primário, fontes documentais nos relatórios anuais da antiga Secretaria de Estado dos Negócios Estrangeiros e material do Arquivo Histórico do Itamaraty (RJ), a construção do Brasil se fez com mão-de-obra “importada”, primeiro os escravos africanos, depois a massa de imigrantes europeus, do Oriente Médio e do Japão. Como argumentado, a longa extensão da escravidão, a aprovação de uma Lei de Terras (1850), que representou uma espécie de antirreforma agrária, assim como a ausência de uma verdadeira política imigratória de Estado, se refletiram em fluxos bastante inferiores ao de países como Argentina ou Estados Unidos. Ainda assim, os diplomatas dos Negócios Estrangeiros e depois das Relações Exteriores atuaram de forma bastante ativa na atração “braços para a lavoura”, o que se intensificou nas primeiras décadas da República com operários e trabalhadores urbanos.

13. Uma geopolítica avant la lettre: Varnhagen e a reforma do Império
Em 2024, atendendo a um convite, participei de um grande esforço coletivo, conduzido por acadêmicos associados à Universidade de Macau, sobre a geopolítica do Brasil e da América do Sul: “Brazilian geopolitical thinking ahead of its time: Varnhagen’s Organic Memorial (1849)” (Brasilia, 26 setembro 2024, 18 p., n. 4741). Esse ensaio histórico sobre uma obra quase desconhecida do patrono da historiografia brasileira, foi publicado como primeiro capítulo, nesse título inglês, no seguinte livro, em dois volumes: Francisco Leandro, Rodrigo Franklin Frogeri, Yichao Li, Francisco Proença Garcia, Antonio Ruy de Almeida Silva (eds.), The Palgrave Handbook on Geopolitics of Brazil and the South Atlantic (Singapore: Palgrave Macmillan Singapore, 2025, p. 3-18). Para este volume, planejado mais recentemente, preparei um novo texto, aproveitando partes, mas ampliando a pesquisa original, que recebeu exatamente o título deste capítulo (Brasília, 3 agosto 2025, 41 p., n. 5012), efetuando a síntese de vários trabalhos anteriores sobre o grande historiador do Império.

14. A historiografia da independência: uma revisão da literatura
Trata-se, aqui, de uma versão ligeiramente diferente de ensaio preparado a convite do embaixador Gelson Fonseca Jr., diretor do Centro de História e Documentação Diplomática, para um número especial dos Cadernos do CHDD sobre a independência do Brasil: “Historiografia da independência: síntese bibliográfica comentada” (Brasília, 9 setembro 2022, 19 p., n. 4234), publicado nessa versão de 2022 nos Cadernos do CHDD (ano 21, número especial, segundo semestre de 2022, p. 127-150; disponível: https://funag.gov.br/biblioteca-nova/produto/1-1200). Na versão presente neste volume, efetuei uma revisão ampliada do ensaio de 2022.

15. A historiografia diplomática até a primeira metade do século XX
Este capítulo foi baseado em diversos outros trabalhos produzidos sobre as principais obras de história diplomática, esforço que venho conduzindo desde que passei a pesquisar sistematicamente a história diplomática do Brasil, a partir da segunda década de meu exercício profissional a serviço da diplomacia brasileira, superando uma primeira década dedicada basicamente à sociologia e à história política e econômica do Brasil, que constituiu o núcleo de minha formação universitária. Trata-se de uma reunião de estudos parciais, reunidos, numa versão preliminar, no primeiro capítulo – “Relações internacionais do Brasil: uma síntese historiográfica” – de meu livro Apogeu e demolição da política externa: itinerários da diplomacia brasileira (Curitiba: Editora Appris, 2021), e que se estendia até as obras mais recentes nessa temática, como, por exemplo, a obra paradigmática do embaixador Rubens Ricupero, A Diplomacia na Construção do Brasil (1750-2024), mas que terminava por algumas interrogações sobre as “questões pendentes” nesse setor especializado da historiografia diplomática. Uma futura continuidade da presente coletânea, dedicada ao século XX até a atualidade, vai tentar efetuar uma nova síntese nessa área, inclusive obras que ainda estão sendo preparadas e publicadas.

16. A historiografia econômica do Brasil
Elaborado originalmente a convite de meu amigo acadêmico francês, Denis Rolland, obviamente em francês, minha língua universitária – “L’historiographie économique brésilienne, de la fin du XIXème siècle au début du XXIème : une synthèse bibliographique” (Brasília, 5 janeiro 2011, n. 2234, da lista de originais) –, esse ensaio foi publicado pela primeira vez como contribuição ao livro editado por Marie-Jo Ferreira, Simele Rodrigues e Denis Rolland (orgs.): Le Brésil, territoire d'histoire. Historiographie du Brésil contemporain (Paris: L’Harmattan, 2013, p. 93-105). Convertido para o português pouco depois, foi publicado sob o título de “Historiografia econômica brasileira: uma tentativa de síntese bibliográfica” (Brasília, 22 abril 2011, 18 p., n. 2263) na Revista de Economia e Relações Internacionais (FAAP-SP, vol. 11, n. 21, julho 2012, p. 5-21), uma revista infelizmente descontinuada, sem que tenham sido preservados seus arquivos digitais, anteriormente disponíveis. Como se trata de trabalho não disponível no Brasil, decidi revisá-lo, e ampliá-lo, para inclusão neste volume, com alguma atualização sobre obras mais recentes.

Cronologia histórica até a independência do Brasil
Elaborada originalmente no final dos anos 1990, publicada inicialmente como apêndice a meu livro O estudo das relações internacionais do Brasil (São Paulo: Editora UniMarco, 1999), essa cronologia foi cuidadosamente revista e ampliada para sua incorporação ao presente volume, também como apêndice. Ela antecede a obra bem mais importante, e completa, do colega diplomata e historiador Eugênio Vargas Garcia: Cronologia das relações internacionais do Brasil (3ª ed., revista, ampliada e atualizada até 2016. Rio de Janeiro, Contraponto Editora, 2017, 1ª ed., em 2000).

Documentos fundadores da nação brasileira
Os seis documentos históricos coletados neste segundo apêndice foram simplesmente coletados em diversas fontes documentais, algumas originais (disponíveis na internet), outras com base em publicações diversas, como por exemplo a compilação do colega diplomata e historiador Eugênio Vargas Garcia: Diplomacia brasileira e política externa: documentos históricos, 1493-2008 (Rio de Janeiro, Contraponto Editora, 2008).

Ver o índice deste livro neste link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/01/novo-livro-historia-e-historiografia.html

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