Mas, quem se importa com isso?
Acho, contudo, que o Ministro Mantega nao vai dar entrevista exclusiva para a Samantha Pearson: ela pega muito no pé dele. Com razao...
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Paulo Roberto de Almeida
Tentar entender o que Mantega quer no câmbio é exaustivo, diz FT
Segundo a publicação, há 3 razões para as mensagens contraditórias do governo. Uma delas: ‘Eles não têm ideia do que estão fazendo’.
LONDRES - Tentar entender o que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, quer pode ser "exaustivo", segundo o jornal Financial Times. Em texto publicado no blog sobre mercados emergentes, o BeyondBrics, a publicação diz que esse problema é ainda maior no tema preferido do ministro brasileiro: a chamada "guerra cambial". A reportagem sugere, inclusive, que o recente sobe-e-desce do dólar pode indicar, entre outras coisas, que o governo "não tem ideia do que está fazendo".
O texto cita algumas passagens recentes em que o governo demonstrou desejos distintos sobre o rumo das cotações de câmbio. Até alguns dias atrás, diz o texto, o real seguia relativamente enfraquecido depois de o ministro declarar diversas vezes que o governo estava pronto para corrigir qualquer movimento excessivo na moeda e que um real mais fraco seria favorável à indústria brasileira.
Apesar dessa sinalização de que o governo olhava com simpatia um real fraco, Mantega disse, lembra o texto, que o real permaneceria flutuante "desde que dentro de uma banda apropriada". "Um comentário quase tão sem sentido como a promessa recente do Banco Central de que a inflação convergiria de uma forma não-linear com a meta", diz o texto do FT.
Mas o mesmo governo brasileiro permitiu, afirma o texto, com uma estratégia liderada pelo BC que o real se fortalecesse nos últimos dias abaixo de R$ 2 pela primeira vez desde julho. Após esse sobe-e-desce, diz o blog, o mercado ficou "completamente confuso".
Para a repórter Samantha Pearson, do escritório do FT em São Paulo, "há três explicações possíveis" para as mensagens que parecem contraditórias. A primeira é que o governo brasileiro "quer uma valorização gradual do real para conter a inflação e os avisos de Mantega foram destinados a moderar os movimentos" da moeda norte-americana. A segunda opção é que a equipe econômica pode ter avaliado que o real está "no nível certo" e, então, passaram a ser emitidos sinais contraditórios para "estabilizar a moeda".
Há, porém, uma terceira opção. "Eles não têm ideia do que estão fazendo".
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Matéria original do Beyond Brics, Blog do Financial Times:
Confused about Brazil’s currency war? So are we
The real weakened early on Wednesday after Brazil’s finance minister warned the government was ready to correct any excessive moves in the exchange rate, adding that a weaker currency makes domestic industry more competitive.
Mantega added that the currency would remain free-floating as long as it stayed within an appropriate band – a comment almost as nonsensical as the central bank’s recent promise that inflation would “converge in a non-linear way” with the target.
But then the real trimmed those losses later on Wednesday after the central bank sold dollars with an agreement to repurchase them in two months, rolling over a line worth more than $1bn before it expires this week.
On Tuesday, the central bank allowed the real to strengthen beyond the 2 per dollar level for the first time since July as concerns grow that the weaker currency is making imports more expensive for industry and adding to the country’s inflation problems.
In the end, the real closed Wednesday’s session more or less flat and traders went home thoroughly confused.
It seems there are three possible explanations behind the authorities’ mixed messages:
1. They want a gradual appreciation of the real to curb inflation and Mantega’s warning was intended to moderate any sharp moves on the back of the central bank’s intervention
2. They have decided the real is at the right level and are sending out contradictory signals to stabilise the currency
3. They have no idea what they’re doing.
This from analysts at Bulltick:
Throughout 2012, the authorities had displayed their willingness to defend the BRL against aggressive appreciation pressures via various intervention schemes and capital controls. Then, in mid-December of last year, Brazil reversed some of the capital controls, in an effort to shore up the BRL, which has massively underperformed. The BCB increased the minimum amount on short dollar positions required by local banks to hold (60% reserve requirement). Then the BCB rolled over all maturing (Jan 2013) USD swap positions and the BCB sounded more hawkish (in the latest minutes). However all this may be more of a head-fake or worse, indicative of lack of clear direction on FX/inflation policy, part of reactive policy that has been the pattern over the past year. We think the government will return to a weak(er) BRL policy to prop up growth with the BRL trading on average this year within a range of 1.95-2.0/USD.Related reading:
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Brazil drops a capital control, beyondbrics
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