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segunda-feira, 20 de julho de 2026

O florentino Nicolao Maquiavel e a maldição de seus tradutores para português - Arnaldo Sampaio de Moraes Godoy (Conjur, Embargos Culturais)

2018ArnaldoEmbargoMaquiavelTraducoes

 

EMBARGOS CULTURAIS

O florentino Nicolao Maquiavel e a maldição de seus tradutores para português

Arnaldo Sampaio de Moraes Godoy

Conjur, Embargos Culturais, 29 de abril de 2018

https://www.conjur.com.br/2018-abr-29/embargos-culturais-maquiavel-maldicao-tradutores/

 

Spacca

 

Em algum ponto do universo (no céu ou no inferno ou nenhures, a depender do leitor) o florentino Nicolau Maquiavel convive com a descoberta de que passou de Florença para a posterioridade na forma de adjetivo negativo. Nossas hipocrisias transformaram Maquiavel em “maquiavélico”, simbolizando o maligno e significando muito que se crê que Maquiavel teria dito, ainda que não o tenha escrito.

Nessa categoria, uma lista de sentenças não localizadas como “fazei o mal, mas fingi fazer o bem”, “sede bruto e miserável”, “quando apunhalar o inimigo o faça pelas costas”, a par da mais da mais significativa de todas: “Os fins justificam os meios”. Na tradição ocidental Maquiavel é a própria encarnação da astúcia, da hipocrisia, da crueldade; é lugar comum lembrar que o substantivo próprio transformou-se em adjetivo prenhe de antropologia negativa. Mais. Como demonstrarei mais adiante, Maquiavel também sofre nas mãos de seus maiores algozes: seus tradutores traidores; ou, ainda, os faz sofrer.

O florentino também tem seus méritos. Afastou da teorização política a fabulização da realidade. Não nos vendeu nenhuma utopia. Também não nos legou nenhuma premonição de um mundo distópico. O futuro não é sombrio, e nem nirvânico. É apenas o resultado de nossa ação, pautado por nossos cálculos, e também influenciado por eventos externos, que fogem a nosso controle. É bíblico: colhemos na velhice o que semeamos na juventude.

A principal preocupação de Maquiavel consistia no esforço em influenciar a condução dos negócios públicos na cidade-república na qual vivia. Era um prático. Maquiavel defendeu a república florentina, a ordem estabelecida; inspecionava pessoalmente as fortalezas da cidade. Era um homem de costumes simples, de hábitos plebeus e anticonvencionais, gostava da boa conversa e sentava-se com desembaraço com qualquer tipo de gente.

Com a queda da república florentina em 1512 Maquiavel viveu seu inferno. Em 1513 foi preso e torturado. Tinha 44 anos. Retornou aos negócios da cidade de Florença em 1519. Em 1521 teve de abandonar a vida pública. Dedicou-se a literatura. Morreu em 21 de junho de 1527, aos 58 anos. Estava pobre e não exercia nenhuma influência política.

 

Seu legado, tomando-o sem qualquer folclore, consiste no fato de que deixou de fabulizar a realidade política, como o fizeram Platão e Morus, por exemplo, intervindo na vida real, aliás, a única que nos permite algum espaço de ação prática. Menos do que as prosaicas e úteis instruções deixadas no “Príncipe”, talvez o maior legado de Maquiavel seja o próprio exemplo, no sentido de que entendamos que a vida nos exige muita ação e muita energia.

Maquiavel é personagem emblemático do Renascimento, época que se opunha ao misticismo, ao coletivismo, ao antinaturalismo, ao teocentrismo e ao geocentrismo. O Renascimento era marcado por intensa defesa do racionalismo, do individualismo, do antropocentrismo, do heliocentrismo. O humanismo foi também um dos traços definidores daquele tempo, centrado na retomada dos valores greco-romanos, circunstância muito característica na obra de Maquiavel.

Especialmente no “Príncipe”, sua obra mais conhecida, Maquiavel suscita problemas de difícil solução. Trato da questão dos tradutores e me refiro à parte final do Capítulo XXV. Nesse capítulo, Maquiavel acrescenta a sorte (fortuna) à virtude, como indicativos do pleno sucesso e domínio do príncipe. O poder exige qualidades (virtude) mas de algum modo também depende de um contexto pré-determinado (a fortuna, ou a sorte). No original: “perché la fortuna à donna, et è necessario, volendola tenere sotto, batterla er untala”.

Maquiavel equiparou a fortuna à mulher. E afirmou que a sorte seria obtida com força e violência, a exemplo de como mulheres seriam tratadas. Há aqui um tremendo problema que todo tradutor deve enfrentar, especialmente porque não pode passar ao largo para com a dignidade da pessoa humana.

Vejamos o que escreveram os tradutores de Maquiavel para nossa língua. Na prestigiosa tradução da Editora Martins Fontes lemos: “a fortuna é mulher, e é necessário, para submetê-la, bater nela e maltratá-la”[1]. Na tradução da Coleção Os Pensadores, optou-se por “a sorte é mulher e, para dominá-la, é preciso bater-lhe e contrariá-la”[2]; essa opção também foi a da Edipro, que manteve a versão da Editora Abril[3], bem como foi a opção da Ediouro[4]. A tradução da Martim Claret foi mais metafórica: “a sorte é uma mulher, sendo necessário, para dominá-la, empregar a força”[5]. Na edição da Golden Books optou-se por; “a sorte é uma mulher e, se quiseres conquista-la, precisas enfrenta-la e subjuga-la”[6].

A tradução da Paz e Terra é das mais agressivas: “a sorte é mulher e é necessário, para subjuga-la, espanca-la e surra-la”[7]. A tradução da Cultrix também é pesada: “a sorte é mulher, e é necessário, para domina-la, bater-lhe e feri-la”[8]. De igual modo, a tradução do Jardim dos Livros: “a fortuna é mulher e convém, se a queremos subjugar, batê-la e humilha-la”[9]. Na tradução da Companhia das Letras (que tem prefácio de Fernando Henrique Cardoso) a passagem também foi traduzida com aspereza: “a fortuna é mulher, e é preciso, case se queira mantê-la submissa, dobrá-la e força-la”[10].

Na tradução da L&PM Pocket tem-se a impressão que o tradutor registrou seu espanto com a passagem, colocando um “sic” em seguida do excerto: “a fortuna é mulher e, para mantê-la submissa, é preciso bater-lhe e maltrata-la [sic]”[11]. Na tradução da Revista dos Tribunais manteve-se o tom pesado: “a sorte é mulher e é necessário, para domina-la, bater-lhe e agredi-la”[12].

As traduções de Portugal mantém o mesmo tom de misoginia infinita. Na edição do Círculo dos Leitores “a fortuna é mulher e é necessário, querendo-a ter debaixo, vergá-la e acomete-la”[13]. Na edição da Europa-America optou-se por “a fortuna é mulher e, para a conservar submissa, é necessário bater-lhe e contrariá-la”[14], tradução também utilizada na edição da Casa Coisas de Ler[15]. Pesadíssima a tradução do Editorial Presença: “a fortuna é mulher e, se quiser mantê-la submissa, há que espanca-la e contraria-la”[16]. Na edição da Casa Guimarães também se optou por uma fórmula forte: “a fortuna é mulher, e é necessário, se se quer domina-la, bater-lhe e feri-la”[17].

Todas as traduções acima indicadas são medonhas e agressivas para com a condição feminina. São inaceitáveis, ainda que registrem o que Maquiavel escreveu. Não há hermenêutica ou teoria da tradução que explique o que Maquiavel tinha em mente quando compôs essa sentença.

Esse excerto é mais um componente, entre tantos outros, que confirmam que não entendemos o passado, que o passado não nos explica e que a possibilidade de compreensão universal é próxima do nada. Persiste o mundo, e as relações humanas, como um perpétuo mal entendido, no qual falamos o que não pensamos e ouvimos apenas o que queremos ouvir. E se a fortuna de alguém dependa de maus tratos para com qualquer ser humano, melhor perecermos na desgraça e na adversidade.

 

Notas: 

[1] Maquiavel, O Príncipe, São Paulo: Martins Fontes, 2010, pp. 124-5. Tradução de Maria Júlia Goldwasser.

[2] Maquiavel, O Príncipe, São Paulo: Nova Cultural, 1987, p. 105. Tradução de Lívio Xavier.

[3] Maquiavel, O Príncipe, Bauru: Edipro, 2010, p. 88. Tradução de Lívio Xavier.

[4] Maquiavel, O Príncipe, Rio de Janeiro: Agir-Editouro, 2008, p. 119. Tradução de Lívio Xavier.

[5] Maquiavel, O Príncipe, São Paulo: Martin Claret, 2007. Tradução de Pietro Nassetti.

[6] Maquiavel, O Príncipe, São Paulo: DPL-Golden Books, 2008, p. 233. Tradução de Cândida de Sampaio Bastos.

[7] Maquiavel, O Príncipe, Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1996, p. 127. Tradução de Maria Lúcia Cumo.

[8] Maquiavel, O Príncipe, São Paulo: Cultriz, 2006, p. 146. Tradução de Antonio D'Elia.

[9] Maquiavel, O Príncipe, São Paulo: Jardim dos Livros, 2007, p. 221. Tradução de Ana Paula Pessoa.

[10] Maquiavel, O Príncipe, São Paulo: Companhia das Letras, 2010, p. 134. Tradução de Maurício Santana Dias.

[11] Maquiavel, O Príncipe, Porto Alegre: L&PM, 2010, p. 124. Tradução de Antonio Carucio-Carporale.

[12] Maquiavel, O Príncipe, São Paulo: Revista dos Tribunais, 2003, p. 151. Tradução de J. Cretella Jr. De Agnes Cretella.

[13] Maquiavel, O Príncipe, Maia: Círculo de Leitores, 2011, p. 234. Tradução de Diogo Pires Aurelio.

[14] Maquiavel, O Príncipe, Mira-Sintra: Europa-America, 2002, p. 157. Tradução de Fernanda Pinto Rodrigues.

[15] Maquiavel, O Príncipe, Almargem do Bispo: Coisas de Ler Edições, 2007, p. 107. Tradução de Antonio Simões do Paço.

[16] Maquiavel, O Príncipe, Lisboa: Editorial Presença, 2008, p. 186. Tradução de Maria Jorge Vilar de Figueiredo.

[17] Maquiavel, O Príncipe, Lisboa: Guimarães Editores, 2008, p. 112. Tradução de Carlos Eduardo de Soveral.

 

 

é livre-docente em Teoria Geral do Estado pela USP e doutor e mestre em Filosofia do Direito e do Estado pela PUC-SP. Tem MBA pela FGV-ESAF e pós-doutorados pela Universidade de Boston (Direito Comparado), pela UnB (Teoria Literária) e pela PUC-RS (Direito Constitucional). Professor e pesquisador visitante na Universidade da Califórnia (Berkeley) e no Instituto Max-Planck de História do Direito Europeu (Frankfurt).

 

 

 

domingo, 19 de julho de 2026

O Adversário, de Emanuel Carrère - Arnaldo Sampaio de Moraes Godoy (Embargos Culturais, Consultor Jurídico)

 Embargos Culturais

O Adversário, de Emanuel Carrère 

Arnaldo Sampaio de Moraes Godoy

Consultor Jurídico, 

19 de julho de 2026, 8h00

https://www.conjur.com.br/2026-jul-19/o-adversario-de-emanuel-carrere/

Emanuel Carrère é um escritor francês que tem se notabilizado por livros que tratam de crimes e outras tragédias da vida. Em Outras Vidas que Não a Minha, narra um tsunami ocorrido em Sri Lanka. Carrère presenciou os fatos. Estava com a família hospedado em um resort.

A tragédia ocorreu em 2004. Em V 13 (na minha opinião seu livro mais arrebatador, resenhado nesta coluna em 2024) Carrère acompanha o julgamento de extremistas do Estado Islâmico responsáveis pela morte de 130 pessoas. São os dolorosos fatos ocorridos em Paris, em 13 de novembro de 2015. Em O Adversário, tema desta semana, o autor acompanha o julgamento de um homem que matou a esposa, dois filhos, o pai e a mãe, que ateou fogo na própria casa e que tentou o suicídio. Que defesa poderia haver?

Nos livros de Carrère o que liga as narrativas é a compaixão com a qual o autor trata vítimas e assassinos. Na impressão de Carrère, vítimas e assassinos são vítimas dos fatos da vida. Do ponto de vista criminológico, uma inusitada vitimologia, que escapa aos cânones da vitimologia tradicional. A vitimologia é um ramo da criminologia que estuda a figura da vítima, analisando sua personalidade, vulnerabilidades, o papel que desempenha na ocorrência do crime e o impacto da violência em sua vida. 

Spacca

Carrère amplia o escopo da definição e insere o criminoso no campo da vítima. É o que incomoda muita gente. Nas entrelinhas, o leitor percebe uma obcecada tentativa de compreensão do criminoso, que de algum modo (na percepção de Carrère) é vítima de sua trajetória e de suas escolhas. Tem-se a impressão de que o autor questiona os dogmas do livre-arbítrio, inferindo do mundo um determinismo mefistofélico que ronda todas as tragédias. Um livro que provoca.

 

segunda-feira, 20 de abril de 2026

Livro de Marina Basso Lacerda: O Novo Conservadorismo Brasileiro - Arnaldo Sampaio de Moraes Godoy (Embargos Culturais, Conjur)

Embargos Culturais

O Novo Conservadorismo Brasileiro, de Marina Basso Lacerda

19 de abril de 2026, 8h00

O Novo Conservadorismo Brasileiro, da cientista política Marina Basso Lacerda, é um livro em forma de um diagnóstico preciso das tensões políticas e ideológicas que marcam e que dividem o nosso país. Escrito sob uma perspectiva privilegiada — a autora é analista legislativa na Câmara dos Deputados — a obra aproxima História, Ciência Política, Economia, Direito Comparado e Sociologia da Religião.

Spacca

Marina explica as possíveis razões para a ascensão de um novo conservadorismo brasileiro. Enfatiza o protagonismo da direita cristã, inclusive apresentando e avaliando o desempenho da “bancada evangélica” em torno de uma agenda de costumes fortemente conservadora. Explora a nova direita cristã norte-americana, indicando “vasos comunicantes” que aproximam religiosos e conservadores, tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil.

A disputa no tema ideologia de gênero é também apontada como causa que fomenta o conservadorismo, que nas urnas foi recentemente comprovado com o crescimento exponencial do bolsonarismo. Marina também comenta a importância do escritor Olavo de Carvalho nesse contexto; lembrando que Olavo seria o responsável pela indicação de dois ministros no governo Bolsonaro: Ernesto Araújo (Relações Exteriores) e Ricardo Vélez Rodrigues (Educação). Necessária a leitura do diplomata Paulo Roberto de Almeida (Apogeu e Demolição da Política Externa Brasileira), a propósito do protagonismo de Ernesto no Itamaraty. Leitura imperdível. 



Autora esquadrinha o neoconservadorismo

Explorando um quadro de causas justificativas do crescimento do conservadorismo a autora imputa como causa mediata e imediata o antipetismo. O processo de “impeachment” da ex-presidente Dilma Rousseff ilustra esse postulado. A ajuda ao mais pobre, sem qualquer confronto com a ordem, âmago conceitual do lulopetismo, é um dogma rejeitado pela onda neoconservadora.

Marina disseca esse movimento, sugerindo seus pontos centrais: familismo (defesa da família patriarcal), militarismo interno (punitivismo), militarismo externo (combate ao comunismo), a par de posicionamentos a favor de Israel, bem como a adesão irrestrita aos postulados econômicos do neoliberalismo.

O neoconservador é liberal na economia e conservador nos costumes. A autora traça paralelos com a política norte-americana. Nos Estados Unidos, os democratas são liberais progressistas e os republicanos são liberais reacionários. Há uma antinomia em relação a questões morais (o aborto, por exemplo) que convive com uma absoluta convergência em relação a temas econômicos (críticas ao tamanho do Estado, também por exemplo).

A autora explorou os vários sentidos do selo “neoconservadorismo”, com referência a vários pensadores: Leo Strauss, Irving Kristol, Daniel Bell, Allan Bloom, entre tantos outros. Há uma convergência conceitual que une traços comuns do liberalismo econômico, do tradicionalismo moral e do anticomunismo. Edmund Burke (autor que é mencionado em toda discussão sobre o pensamento conservador) também é lembrado.Marina estuda a trajetória da direita cristã, especialmente no contexto norte-americano. Pontua o conflito conservador em face do avanço feminista e questões afetas a homossexuais. A autora toca em questões de aborto (o tema do Pró-Vida) e de famílias alternativas (o tema do Pró-Família). Retoma temas weberianos, a propósito de uma cosmovisão que enaltece o capitalismo como “um sistema ético que corresponde à dádiva de Deus, que é o livre-arbítrio”.

A autora explora a aliança entre o neoliberalismo e o neoconservadorismo, o que poderia sugerir algum paradoxo, que o livro desmistifica. Marina esquadrinha o neoconservadorismo em todos os seus sentidos: privatismo, antilibertarismo, neoliberalismo, militarismo, sionismo, reforço aos papeis tradicionais de gênero.

O que cativa é que a autora explora todas essas questões no contexto de nossa recente história política. Nesse sentido, ao lado de O Ovo da Serpente, de Consuelo Dieguez, O Novo Conservadorismo Brasileiro é um dos livros mais importantes para uma tentativa de compreensão de nossos tempos. Tempos sombrios.

  • é advogado em Brasília (Smaniotto, Castro, Barros & Godoy), livre-docente (USP), doutor e mestre (PUC-SP), professor titular de mestrado e doutorado (UniCeub-Brasília) e professor visitante (Boston, Nova Déli, Berkeley, Frankfurt, Málaga).

 

domingo, 25 de fevereiro de 2024

Embargos Culturais: a coluna de livros de Arnaldo Sampaio de Moraes Godoy no Conjur

EMBARGOS CULTURAIS: a coluna de livros no Conjur de ARNALDO SAMPAIO DE MORAES GODOY

 https://www.conjur.com.br/colunistas/embargos-culturais/

Imperdível, todos os domingos, para os que gostam de livros, em geral, em especial na conexão com mundo jurídico (mas literário também).

Contei, aproximadamente, 494 ou 496 colunas (13 colunas, cada bloco, em 38 blocos), desde a primeira, abaixo reproduzida, sobre Macbeth, que é de 31 de julho de 2011. Ou seja, dentro de SEIS domingos, ele poderá comemorar 500 colunas (e alguns milhares de livros citados paralelamente). Trata-se de um dos mais vigorosos empreendimentos culturais do e no Brasil, à altura de um Wilson Martins, que publicou sete volumes da História da Inteligência Brasileira, falando, se possível, de todas as obras produzidas no Brasil, ou por brasileiros, desde o século XVI até os anos 1970.

A mais recente, logo abaixo, é de 18 de fevereiro de 2024. Ou seja, neste domingo, 25 de fevereiro, teremos uma nova, a qual acessarei assim que disponível (estamos na madrugada do domingo).

Mas não se trata de apenas uma resenha de UM livro cada domingo. Paralelamente, Arnaldo Godoy cita muitas outras obras. Por exemplo, coloquei as notas remissivas para a sua resenha de Macbeth, ao final desta postagem: 

Começo pelos mais recentes, ou seja, das últimas semanas de 2023 e as primeiras de 2024:

RECENTES:

(...)

Passo agora para o primeiro bloco, o 38. do total, com resenhas desde 2011.

Citações desta primeira coluna sobre Macbeth: 

[1] BRADLEY, A. C., A Tragédia shakespeariana, São Paulo: WMF Martins Fontes, 2009, p. 255. Tradução de John Russell Brown.

[2] Cf. MOURTHÉ, Claude, Shakespeare, Porto Alegre: L & PM, 2010, p. 164. Tradução de Paulo Neves.

[3] Cf. FREUD, Sigmund, Os Arruinados pelo êxito, in Obras Completas, Rio de Janeiro: Imago, 1999, Volume XIV, pp. 331 e ss. Tradução sob direção de Jayme Salomão.

[4] Cf. HELIODORA, Bárbara, Reflexões shakespearianas, Rio de Janeiro: Lacerda Editores, 2004, pp. 159 e ss.

[5] BORGES, Jorge Luís, Prólogos, com um prólogo de prólogos, São Paulo: Companhia das Letras, 2010, p. 193. Tradução de Josely Vianna Baptista.

[6] BLOOM, Harold, Gênio- os 100 autores mais criativos da história da literatura, Rio de Janeiro: Objetiva, 2003, p. 44. Tradução de José Roberto O´Shea.

[7] Cf. HONAN, Paul, Shakespeare, uma vida, São Paulo: Companhia das Letras, 2001, p. 399. Tradução de Sonia Moreira.

[8] Cf. CARBER, Marjorie, cit., loc.cit.

[9] Cf. FREUD, Sigmund, cit., p. 335


Trabalho excepcional, que deveria ser publicado em formato de livro digital, para podermos acessar facilmente as quase 500 colunas produzidas.


Paulo Roberto de Almeida

Brasília, 25 de fevereiro de 2024

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