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sábado, 16 de maio de 2026

Indicadores macroeconômicos oficiais do Brasil (sem ideologia) - Ricardo Bergamini

Somente o saber e o conhecimento serão capazes de demolir o extremismo de esquerda ou de direita (Ricardo Bergamini)

 

Prezados Senhores

 

Sejam de esquerda ou de direita: todos vão pagar a conta pelo estado de putrefação econômica, social, política e ética do Brasil. Cada um que escolha o culpado de sua preferência, com base nos indicadores abaixo. 

 

Indicadores macroeconômicos do Brasil, sem ideologia

 

Base: março de 2026

 

1 - Efeito do Depósito Compulsório e dos Créditos Subsidiados na Taxa de Juros de Mercado (BCB)

 

Em março de 2026, o custo médio de rolagem da dívida interna da União, em poder do mercado, foi de 12,86% ao ano, e ninguém consegue explicar o motivo pelo qual a taxa média de mercado do crédito livre, no mês de março de 2026, estava em 48,30% ao ano, ou seja: 3,75 vezes maiores. Ficando a impressão de que os bancos são os ladrões dessa fortuna, quando na verdade é o próprio governo.

 

2 - Estoque da Dívida Líquida da União (MF)

 

Em 2010, o estoque da dívida líquida da União (interna mais líquida externa) era de R$ 2.388,0 bilhões (61,46% do PIB). Em dezembro de 2018 era de R$ 5.671,4 bilhões (80,97% do PIB). Crescimento real em relação ao PIB de 31,74%, comparativamente a dezembro de 2010. Em dezembro de 2022, migra para R$ 8.106,8 bilhões (80,43% do PIB). Redução real em relação ao PIB de 0,67%, comparativamente a dezembro de 2018. Em março de 2026, migra para R$ 11.526,6 bilhões (89,14% do PIB). Aumento real em relação ao PIB de 10,83%, comparativamente a dezembro de 2022.

 

3 - Estoque da Dívida Consolidada do Governo Geral – Governo Federal, o INSS e os governos estaduais e municipais (BCB) 

 

Em 2010 o estoque da dívida do governo geral consolidada era de R$ 2.011,5 bilhões (55,0% do PIB). Em dezembro de 2018 era de R$ 5.272,0 bilhões (76,7% do PIB). Crescimento real em relação ao PIB de 39,45%, comparativament9 2010. Em dezembro de 2022 migra para R$ 7.224,8 bilhões (73,5 % do PIB). Redução real em relação ao PIB de 4,17% comparativamente a 2018. Em março de 2026, migra para R$ 10.473,7 bilhões (80,1% do PIB). Crescimento real em relação ao PIB de 4,43%, comparativamente a 2022.

 

4 - Taxa de Investimento (IBGE)

 

Em 2014, a taxa de investimento foi de 20,9% do PIB. Em 2025, a taxa de Investimento foi de 16,8% do PIB. Redução de 19,62% em relação ao PIB.  Provando que o crescimento de “voo de galinha” está se movendo no curto prazo por ilusão monetária, não de forma consistente e definitiva por poupança/investimento.

 

5 - Taxa de Poupança (IBGE)

 

Em 2008, a taxa de poupança bruta foi de 19,4% do PIB. Em 2025, a taxa de poupança bruta foi de 14,4% Redução de 25,77% em relação ao PIB.  Provando que o crescimento de “voo de galinha” está se movendo no curto prazo por ilusão monetária, não de forma consistente e definitiva por poupança/investimento.

 

6 - IPCA (IBGE)

 

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de março foi de 0,88%, ficando 0,18 ponto percentual (p.p.) acima da taxa registrada em fevereiro (0,70%). No ano, o IPCA acumula alta de 1,92% e, nos últimos 12 meses, de 4,14%, acima dos 3,81% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em março de 2025, a variação havia sido de 0,56%.

 

7 - IPP (IBGE)

 

Em março de 2026, os preços da indústria variaram 2,37% frente a fevereiro. Nessa comparação, 18 das 24 atividades industriais tiveram aumento de preços. O índice acumulado em 12 meses se mantém negativo, em -1,54%. O acumulado no ano foi de 2,53%.

 

8 - Saldo de Caixa em Moedas Estrangeiras (BCB) 

 

Saldo de caixa em moeda estrangeira em março de 2026 era de US$ 362,0 bilhões, e a dívida externa bruta em moeda estrangeira de US$ 848,9 bilhões. Com saldo devedor de US$ 486,9 bilhões. 

 

Caso seja utilizado o saldo de caixa, aumentará a dívida líquida da União.

 

Cabe lembrar que, em moedas estrangeiras o BCB é devedor, tanto da dívida do setor privado, quanto do setor público. 

 

9 - Pesquisa Mensal de Comércio (IBGE)

 

Em março de 2026, o volume de vendas do comércio varejista cresceu 0,5% frente a fevereiro deste ano, na série com ajuste sazonal. Com isso, a média móvel trimestral foi de 0,6%.

 

Frente a março de 2025, o volume de vendas do varejo cresceu 4,0%. O acumulado nos últimos 12 meses foi de 1,8%. No ano, acumula 2,4% de ganhos.

 

No comércio varejista ampliado, que inclui Veículos, motos, partes e peças, Material de construção e Atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo, o volume de vendas variou 0,3% em março. Frente ao mesmo mês de 2025, houve crescimento de 6,5%. A média móvel trimestral foi 0,8%.

 

O acumulado dos últimos 12 meses registrou variação de 0,2%. No ano, acumula 1,9% de ganhos.

 

10 - Variação do PIB (IBGE)

 

PIB cresce 2,3% em 2025 e fecha o ano em R$ 12,7 trilhões

 

Em valores correntes, o PIB totalizou R$ 12,7 trilhões em 2025. Já o PIB per capita chegou a R$ 59.687,49, com avanço real de 1,9% frente ao ano anterior.

 

11 - Pesquisa Industrial Mensal (IBGE)

 

Em março de 2026, a produção industrial nacional mostrou variação positiva de 0,1% frente a fevereiro, terceira taxa positiva consecutiva, acumulando neste período expansão de 3,1%. Em relação a março do ano passado, a indústria ampliou a produção em 4,3%, após recuar 0,7% em fevereiro e avançar 0,2% em janeiro de 2026, quando interrompeu três meses consecutivos de queda na produção: dezembro (-0,1%), novembro (-1,4%) e outubro de 2025 (-0,4%). O acumulado do ano ficou em 1,3% na comparação com o primeiro trimestre do ano passado. Nos últimos 12 meses, houve avanço de 0,4%. A média móvel trimestral em março foi de 1,0%.

 

Em março de 2026, a indústria caiu 13,9% em relação ao ponto mais elevado que foi em maio de 2011.

 

12 - Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (IBGE) 

 

No trimestre encerrado em  março de 2026, existiam 175,1 milhões de pessoas em idade de trabalhar, sendo 66,5 milhões fora da força de trabalho.

 

No trimestre encerrado em março de 2026, existiam 108,6 milhões de pessoas na força de trabalho, sendo 6,6 milhões de desocupadas e 38,1 milhões de informais.

 

No trimestre encerrado em março de 2026, existiam apenas 63,9 milhões de brasileiros formais, sendo apenas 40,6 milhões de declarantes de imposto de renda.

 

Resumindo: O Brasil é um acampamento de refugiados.

 

13 - Política Fiscal (BCB) 

 

Até março de 2026, o governo para obter um déficit fiscal primário de R$ 137,1 bilhões (1,06% do PIB), pagou R$ 1.080,4 bilhões (8,35% do PIB) de juros.

 

No acumulado em doze meses até dezembro de 2022, registrou-se superávit fiscal primário de R$ 126,0 bil3hões (1,28% do PIB). No acumulado em doze meses até março de 2026, registrou-se déficit fiscal primário da ordem de R$ 137,1 bilhões (1,06% do PIB), Aumento real em relação ao PIB de 182,81%, comparativamente ao acumulado em doze meses até dezembro de 2022. 

 

No acumulado em doze meses até dezembro de 2022, os juros nominais alcançaram R$ 586,4 bilhões (5,96% do PIB). No acumulado em doze meses até março de 2026, os juros nominais alcançaram R$ 1.080,4 bilhões (8,35% do PIB). Aumento real em relação ao PIB de 40,10%, comparativamente ao acumulado em doze meses até dezembro de 2022.

 

No acumulado em doze meses até dezembro de 2022, o déficit fiscal nominal alcançou R$ 460,4 bilhões (4,68% do PIB). No acumulado em doze meses até março de 2026, o déficit fiscal nominal alcançou R$ 1.217,5 bilhões (9,41% do PIB). Aumento real em relação ao PIB de 101,07%, comparativamente ao acumulado em doze meses até dezembro de 2022.

 

14 - Política Monetária (BCB)

 

Em março de 2026, o volume de operações de crédito foi de R$ 7.215,2 bilhões (55,8% do PIB), sendo: 

 

- 56,92% do total - R$ 4.107,1 bilhões (31,8 % do PIB) com recursos livres com juro médio de 48,3% ao ano. 

 

- 43,08% do total – R$ 3.108,1 bilhões (24,0 % do PIB) com recursos direcionados concedidos por bancos públicos (CAIXA, BB, BNDES) com juro médio de 12,1% ao ano. 

 

A taxa média de juros das operações contratadas em março de 2026215cançou 33,1% a.a.

 

15 - Pesquisa Mensal de Serviços (IBGE)

 

Em março de 2026, o volume de serviços no Brasil mostrou queda de 1,2% frente ao mês imediatamente anterior, na série livre de influências sazonais, após ter apresentado estabilidade (0,0%) em fevereiro de 2026. Dessa forma, o setor de serviços está 18,2% acima do nível de fevereiro de 2020 (pré-pandemia) e fica, em março de 2026, 1,7% abaixo do topo da série histórica, alcançado em outubro de 2025. Frente a março de 2025, o volume de serviços cresceu 3,0%, seu 24º resultado positivo consecutivo. O acumulado de janeiro a março deste ano foi de 2,3%, frente a igual período de 2025. O acumulado nos últimos doze meses foi a 2,8%, mantendo o ritmo de expansão frente ao observado em fevereiro (2,8%) e assinalou a taxa menos intensa desde outubro de 2024 (2,7%).

 

16 - Balanço de Pagamentos (BCB)

 

Série história do saldo das transações correntes com base na média/ano foi como segue: Governo FHC (1995/2002) – déficit de US$ 23,4 bilhões = -3,31% do PIB; Governo Lula (2003/2010) – déficit de US$ 6,6 bilhões = -0,52% do PIB; Governo Dilma/Temer (2011/2018) – déficit de US$ 48,2 bilhões = -2,20% do PIB; Governo Bolsonaro (2019/2022) - déficit de US$ 36,2 bilhões = -2,11% do PIB; Governo Lula (Mar/2026 – déficit de US$ 64,3 bilhões = -2,71% do PIB.

 

17 - Movimentações Financeiras das Contas Externas do Brasil (BCB) 

 

De 2019 até março de 2026, os irmãos gêmeos xifópagos primatas Lula/Bolsonaro expulsaram US$ 106,3 bilhões do Brasil. 

 

De 1995 até 2002 (FHC) o Brasil gerou uma saída líquida (fuga) de US$ 22,2 bilhões; de 2003 até 2010 (Lula) o Brasil gerou uma entrada líquida (captação) de US$ 210,5 bilhões; de 2011 até 2018 (Dilma/Temer) o Brasil gerou uma entrada líquida (captação) de US$ 65,7 bilhões; de 2019 até 2022 (Bolsonaro) o Brasil gerou uma saída líquida (fuga) de US$ 71,4 bilhões. De 2023 até março 2026 (Lula) o Brasil gerou uma saída líquida (fuga) de US$ 34,9 bilhões. 

 

18 – Relatório Bimestral de Receitas e Despesas (MF)

 

Na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026, a previsão de crescimento econômico para o ano era de 2,44%. No 1º bimestre de 2026, a previsão de crescimento econômico migrou para 2,33%. 

 

Na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026, o resultado primário previsto foi de déficit para o ano de R$ 22,9 bilhões. No 1º bimestre de 2026, o resultado primário previsto para o ano migrou para déficit de R$ 59,8 bilhões. 

 

19 – Principais indicadores de juros e inflação (IBGE/ME/BCB/FGV) 

 

IPCA nos últimos doze meses, até março de 2026, foi de 4,14% ao ano. 

 

IGPM nos últimos doze meses, até março de 2026, foi de -1,83% ao ano. 

 

IPP nos últimos doze meses, até março de 2026, foi de -1,54% ao ano (inflação dos produtores). 

 

Taxa de juros SELIC, em março de 2026, foi de 14,75% ao ano. 

 

Taxa de juros de longo prazo (rolagem da dívida do governo), em março de 2026, foi de 12,20% ao ano.

 

Taxa de juros para devedores de segunda classe, em março de 2026, foi de 48,30% ao ano. 

 

Taxa de juros para devedores de primeira classe, em março de 2026, foi de 12,10% ao ano.  

 

20 - Resultado Previdenciário Total da União (RGPS e RPPS) – (MF) 

 

Em 2018, gerou déficit previdenciário de R$ 287,5 bilhões (4,10% do PIB). Em 2022 migrou para déficit previdenciário da ordem de R$ 375,4 bilhões (3,82% do PIB). Redução real em relação ao PIB foi de 6,83%, comparado ao ano de 2018. Em março de 2026, migrou para déficit previdenciário de R$ 466,4 bilhões (3,60% do PIB). Redução real em relação ao PIB foi de 5,76%, comparativamente ao ano de 2022.  

 

21 – Dívidas dos estados e municípios, não pagas, e honradas pela União (MF) 

 

Em março de 2026, foi honrado pela União o montante de R$ 0,4 bilhão de dívidas, não pagas, dos estados e municípios, conforme quadro demonstrativo abaixo. Até março de 2026 foi de R$ 1,0 bilhão.

 

De 2016 até março de 2026, a União teve que honrar pagamento das dívidas, não pagas, dos estados e municípios, constantes do quadro demonstrativo abaixo, no montante de R$ 87,5 bilhões. 

 

Em 2024, os estados e municípios tinham uma dívida total de R$ 1.207,4 bilhões, sendo R$ 805,0 bilhões com a União.

 

CAPAG (Capacidade de Pagamento) - Em 2024, RJ e MG tiveram nota D (estado falimentar). Somente restará a intervenção da união.

 

22 - Diferença entre juros SELIC e juros de longo prazo (BCB) 

 

Existe a taxa de juros SELIC divulgada periodicamente pelo Banco Central, destinada às operações de mercado de curto prazo, ou seja: é uma taxa de referência para um dia, que em março de 2026 estava em 14,75% ao ano.

 

A outra taxa de juros é a de longo prazo negociada, pelo Banco Central, com grandes investidores, que em março de 2026 foi de 12,20% ao ano. Sendo de 12,86% ao ano para a dívida interna em poder do mercado, e -3,37 ao ano para a dívida externa. 

 

Em março de 2026, os investidores tiveram um ganho real acima da inflação de 8,06% ao ano em seus investimentos no Brasil, ou seja, dentro da média de 2011/2025 que foi de 6,36% ao ano. 

 

23 -  Saldo da Balança Comercial (BCB)

 

Até março de 2026, o Brasil exportou US$ 82,3 bilhões e importou US$ 68,2 bilhões, gerando um saldo na balança comercial positivo para o Brasil de US$ 14,1 bilhões.

 

Até março de 2026, o Brasil exportou para a China US$ 24,0 bilhões e importou US$ 17,9 bilhões, gerando um saldo na balança comercial positivo para o Brasil de US$ 6,1 bilhão.

 

Até março de 2026, o Brasil exportou para os Estados Unidos US$ 7,8 bilhões e importou US$ 9,2 bilhões, gerando um saldo na balança comercial negativo para o Brasil de US$ 1,4 bilhão.

 

Até março de 2026, o movimento corrente da balança comercial (exportações mais importações) aumentou 4,4% em relação ao ano de 2025. Com aumento das exportações em 7,1% e aumento das importações em -1,3%, e aumento do saldo comercial de 47,6%

 

24 – IGPM (FGV) 

 

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) registrou alta de 0,52% em março, revertendo a queda de 0,73% observada em fevereiro. Com esse resultado, o índice passa a acumular alta de 0,19% no ano e retração de 1,83% em 12 meses. Em março de 2025, o IGP-M havia apresentado queda de 0,34% no mês, acumulando variação de 8,58% em 12 meses.

 

25 - Composição do PIB Brasileiro (IBGE) 

 

Em 2025, a composição do PIB foi como segue: R$ 775,3 bilhões (6,09%) na agropecuária; R$ 2.566,8 bilhões (20,15%) na indústria; R$ 7.609,9 bilhões (59,74%) no serviço e R$ 1.,786,6 bilhões (14,02%) em impostos. Totalizando um PIB de R$ 12.738,6 bilhões (100,00%).

 

Em 2025, 18,28% do PIB são compostos de 14,02% de imposto e 4,26% de inflação.

 

Ricardo Bergamini

www.ricardobergamini;com;br

 

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