Mostrando postagens com marcador Luiz Inácio Lula da Silva. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Luiz Inácio Lula da Silva. Mostrar todas as postagens

domingo, 18 de janeiro de 2026

Lula: This Hemisphere Belongs to All of Us - Luiz Inácio Lula da Silva (The New York Times) - Comentário preliminar por Paulo Roberto de Almeida

Comentário preliminar de Paulo Roberto de Almeida ao Artigo assinado pelo presidente Lula (certamente preparado no mais alto nível diplomático) publicado neste domingo no New York Times

        Deve ser lido com cuidado, refletido e aguardar repercussões, que podem ser positivas, ao demonstrar um posicionamento claro contra o arbítrio e a arrogância unilateral, ou negativas, ao atrair reações retaliatórias de quem é acusado de violações do Direito Internacional.

        Cabe registrar, porém, que muitos argumentos substantivos se aplicam não apenas a Trump e ao hemisfério, mas também, e sobretudo, a quem começou violando a Carta da ONU em outras partes do mundo, em especial a Putin e sua guerra de agressão na Ucrânia e, antes, na Georgia, Moldova e outras provocações contra países anteriormente dominados pelo opressivo império soviético (que parece estar sendo reconstruído).

Paulo Roberto de Almeida

Brasília, 18/01/2026

============

“*The New York Times - Lula: This Hemisphere Belongs to All of Us*

Jan. 18, 2026

By Luiz Inácio Lula da Silva

The United States’ bombings in Venezuelan territory and the capture of its president on Jan. 3 are yet another regrettable chapter in the continuous erosion of international law and the multilateral order established after World War II.

Year after year, major powers have intensified attacks on the authority of the United Nations and its Security Council. When the use of force to resolve disputes ceases to be the exception and becomes the rule, global peace, security and stability are jeopardized. If norms are followed only selectively, anomie sets in and weakens not only individual states but the international system as a whole. Without collectively agreed-on rules, it is impossible to build free, inclusive and democratic societies.

Heads of state or government — from any country — can be held accountable for actions that undermine democracy and fundamental rights. No leaders have monopolies over the suffering of their peoples. But it is not legitimate for another state to arrogate to itself the right to deliver justice. Unilateral actions threaten stability around the world, disrupt trade and investment, increase refugee flow and further weaken the capacity of states to confront organized crime and other transnational challenges.

It is particularly worrying that such practices are being visited on Latin America and the Caribbean. They bring violence and instability to a part of the world that strives for peace through the sovereign equality of nations, the rejection of the use of force and the defense of the self-determination of peoples. In more than 200 years of independent history, this is the first time that South America has come under direct military attack by the United States, though American forces previously intervened in the region.

Latin America and the Caribbean are home to more than 660 million people. We have our own interests and dreams to defend. In a multipolar world, no country should have its foreign relations questioned for seeking universality. We will not be subservient to hegemonic endeavors. Building a prosperous, peaceful and pluralistic region is the only doctrine that suits us.

Our countries must strive for a positive regional agenda that is capable of overcoming ideological differences in favor of pragmatic results. We want to attract investment in physical and digital infrastructure, promote quality jobs, generate income and expand trade within the region and with nations outside it. Cooperation is fundamental to mobilizing the resources that we so desperately need to combat hunger, poverty, drug trafficking and climate change.

History has shown that the use of force will never move us closer to these goals. The division of the world into zones of influence and neocolonial incursions for strategic resources are outdated and damaging.

It is crucial that the leaders of the major powers understand that a world of permanent hostility is not viable. However strong those powers may be, they cannot rely simply on fear and coercion.

The future of Venezuela, and of any other country, must remain in the hands of its people. Only an inclusive political process, led by Venezuelans, will lead to a democratic and sustainable future. This is an essential condition for the millions of Venezuelan nationals, many of whom are temporarily sheltered in Brazil, to be able to safely return home. Brazil will continue working with the Venezuelan government and people to protect the more than 1,300 miles of border that we share and to deepen our cooperation.

It is in this spirit that my government has engaged in constructive dialogue with the United States. We are the two most populous democracies on the American continents. We in Brazil are convinced that uniting our efforts around concrete plans for investment, trade and combating organized crime is the way forward. Only together can we overcome the challenges that afflict a hemisphere that belongs to all of us.”


quinta-feira, 10 de março de 2016

O governo contra a lei - Jose Neumanne (OESP)

Só contra a lei??? Bondade do Nêumanne: o governo é um assembleia de ineptos dirigidos por uma quadrilha mafiosa.
Quando isso vai parar? Acho que só quando todos estiverem na cadeia...
Paulo Roberto de Almeida

O governo contra a lei

José Neumanne*
O mineiro Artur Bernardes entrou para a História como um presidente autoritário, que governou grande parte de seu mandato sob estado de sítio. A ele é atribuída uma sentença que não deixa dúvidas quanto a isso: “Aos amigos, tudo; aos inimigos, o rigor da lei”. O gaúcho Getúlio Vargas, que derrubou a República Velha, adotou-a e empregou-a como palavra de ordem de comandante da Revolução de 1930, presidente provisório, escolhido de forma indireta em 1934, ditador do Estado Novo e eleito pelo povo, em 1950. Esse lema poderia até substituir o dístico da Bandeira Nacional, inspirado no positivismo de Augusto Comte: “Ordem e progresso”.
Neste instante em que o retrocesso traz, como “nunca antes na História deste país”, a perspectiva assustadora do caos, pois a presidente da República se mantém no poder, mas não governa, e a economia desaba no buraco do passado, a garantia da prosperidade pela ordem parece mais uma anedota de humor negro. E à sociedade desamparada, aflita pela queda de produção e consumo, que gera o desemprego crescente, resta apegar-se à recente conquista de um Estado Democrático de Direito de verdade, cujo objetivo é a igualdade de todos diante da lei, agora ameaçada por quem comanda a máquina pública federal por delegação da maioria dos cidadãos, consultados em eleição.
Uma nesga de esperança raiou no céu da Pátria quando recentemente o Supremo Tribunal Federal (STF) julgou a Ação Penal (AP) n.º 470, conhecida vulgarmente como mensalão, esquema de corrupção assim definido pelo delator Roberto Jefferson. Nele o governo corrompia o Poder Legislativo para garantir apoio a suas decisões. Sob a presidência de Carlos Ayres Britto e, depois, de Joaquim Barbosa, a mais elevada Corte de Justiça processou e condenou altos dirigentes do governo e do partido de Luiz Inácio Lula da Silva. E atingiu pioneiramente maganões da República corrompida, negando o axioma ancestral de que cadeia é exclusividade de pretos, pobres e prostitutas.
Mas a força-tarefa da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público Federal (MPF), sob a égide do juiz federal Sergio Moro, em Curitiba, dissipou essa ilusão otimista ao investigar como funcionava o propinoduto da Petrobrás e também de outras empresas e autarquias federais para enriquecer companheiros e beneficiar aliados. Uma série de coincidências afortunadas, iniciada com a devassa de lavagem de dinheiro de burocratas e políticos corrompidos pelas maiores empreiteiras do País, revelou evidências de que não eram descabidas as denúncias de malversação de dinheiro do povo na contratação de obras públicas. O caixa 2 de um posto de gasolina em Brasília virou uma cornucópia inimaginável.
Isso só foi possível por uma série de acasos inesperados. O primeiro deles foi a volta do juiz que mais conhece lavagem de dinheiro no País à primeira instância no Estado onde nasceu, viveu e prosperou o doleiro reincidente Alberto Youssef. A repetição da impunidade garantida na Operação Castelo de Areia tornou-se mais difícil depois da morte do mago das causas vitoriosas em tribunais de terceira instância para cima, Márcio Thomaz Bastos. E a devassa ficou mais consistente e ágil por causa da competência e da lisura dos agentes e procuradores federais e da obediência ao acordo internacional que incorporou o Brasil ao Primeiro Mundo no combate à corrupção. Isso se completa com o aprimoramento da contribuição de réus confessos à Justiça, erroneamente definida de forma pejorativa como delação premiada, que dá aos investigadores o caminho das pedras para obterem provas.
A pusilanimidade da oposição foi compensada pela labuta diligente e corajosa dos meios de comunicação, que têm informado à sociedade fatos relevantes revelados em delação. E também pela histórica decisão do STF de autorizar ordens de prisão contra condenados em segunda instância.
O assassínio do autor do programa de governo na primeira vitória de Lula à Presidência, Celso Daniel, a rapina na Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo (Bancoop), o mensalão, o petrolão, a compra de decisões do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) e a concessão de privilégios a “compadritos” pelo Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) não são casos estanques. Mas constituem um escândalo só.
Delitos comprovados e passeios de burocratas e dirigentes de partidos do governo, em especial o PT, pelo Código Penal e entre vários processos mostram que o assalto a estatais foi planejado, organizado e cometido após a ocupação de altos cargos na máquina e nas empresas públicas. Do noticiário pode-se concluir que os gestores da União nestes 13 anos, ao contrário do que imaginavam seus adversários, não seguiram as diretrizes do marxismo-leninismo, do stalinismo, do foquismo cubano, do socialismo, peronismo, bolivarianismo, sandinismo ou qualquer ideologia de esquerda.
A ruína econômica de Cuba e Venezuela foi construída pelos tiranetes de esquerda Fidel e Raúl Castro, Hugo Chávez e Nicolás Maduro. E estes inspiram seus asseclas brasileiros por saberem tirar proveito do acesso sem fiscalização a orçamentos públicos. É o caso do comunista angolano José Eduardo dos Santos, pai de Isabel, a mulher mais rica da África. Mas seus reais inspiradores são, de fato, assaltantes comuns, como Tião Medonho e Fernandinho Beira-Mar. A retórica populista é só pretexto.
A visita de Dilma ao antecessor em solidariedade por sua condução coercitiva pela força-tarefa da Lava Jato não deixa dúvidas de que a chefe do governo apoia o líder dos investigados na operação policial. E não os investigadores. Seu desgoverno presta serviço à impunidade e ao privilégio e fica contra agentes do Estado que tentam garantir a igualdade de todos diante da lei e devassar o maior escândalo de corrupção da História, para puni-los.

domingo, 15 de julho de 2012

Presidentes com bom humor e presidentes con odio - Moises Naim


¿Para qué sirve un expresidente?

"No es fácil haber sido presidente. El viejo chiste es que los expresidentes son como los jarrones chinos: todo el mundo dice que son muy valiosos pero nadie sabe qué hacer con ellos. Y muchos jefes de Estado tampoco saben qué hacer consigo mismos una vez que dejan de serlo. Algunos, como Bill Clinton, mantienen una actividad frenética; otros, como Vladímir Putin, se las arreglan para no dejar nunca el poder y aun otros, como Silvio Berlusconi, dedican su post-presidencia a preparar el regreso a palacio."

EL OBSERVADOR GLOBAL

¿Para qué sirve un expresidente?

Lula, que imitó las políticas de Cardoso cuando fue presidente, debería emularlo también ahora. Un verdadero demócrata no usa su influencia para intervenir en las elecciones de otro país

No es fácil haber sido presidente. El viejo chiste es que los expresidentes son como los jarrones chinos: todo el mundo dice que son muy valiosos pero nadie sabe qué hacer con ellos. Y muchos jefes de Estado tampoco saben qué hacer consigo mismos una vez que dejan de serlo. Algunos, como Bill Clinton, mantienen una actividad frenética; otros, como Vladímir Putin, se las arreglan para no dejar nunca el poder y aun otros, como Silvio Berlusconi, dedican su post-presidencia a preparar el regreso a palacio.
En estos días, dos eventos casi simultáneos, protagonizados por dos expresidentes, ilustran formas muy distintas de asumir el papel de “ex”. El contraste de sus actuaciones no ha podido ser más extremo y más aleccionador. Se trata de los dos expresidentes más famosos —y exitosos— de Brasil: Fernando Henrique Cardoso y Luiz Inácio Lula da Silva. Ambos han estado en la arena pública internacional por diferentes motivos. Fernando Henrique Cardoso ganó el premio más importante del mundo en el campo de las ciencias sociales: el premio Kluge, otorgado por la Biblioteca del Congreso de Estados Unidos. El galardón tiene un proceso de selección tanto o más riguroso que el de los premios Nobel, y una dotación equivalente (un millón de dólares).
Mientras Cardoso recibía el premio Kluge por su aportación a las ciencias sociales, Lula apoyaba a Hugo Chávez en su campaña electoral
El jurado enfatizó que el premio reconocía las aportaciones intelectuales de Cardoso, que era un prestigioso sociólogo antes de entrar en la política. Cardoso hizo contribuciones pioneras al análisis de la desigualdad y el racismo en el subdesarrollo. También fue el padre de la famosa Teoría de la Dependencia, que sostenía que el subdesarrollo era en parte causado por los países más ricos y las relaciones de explotación que mantenían con los países pobres. Esta idea, popular en los años 70 y 80, ha perdido vigencia y el mismo Cardoso reconoce que el mundo ha cambiado y que sus conclusiones ya no son válidas.
Casi al mismo tiempo que Cardoso recibía el galardón, Lula intervenía por videoconferencia en la reunión del Foro de São Paulo, una agrupación de la izquierda latinoamericana fundada bajo el auspicio del Partido de los Trabajadores de Brasil (PT) en 1990. A los asistentes al encuentro, celebrado en Caracas, Lula les dijo: “Solo con el liderazgo de Chávez el pueblo realmente ha tenido conquistas extraordinarias. Las clases populares nunca fueron tratadas con tanto respeto, cariño y dignidad. Esas conquistas deben ser preservadas y consolidadas. Chávez, cuente conmigo, cuente con el PT, cuente con la solidaridad y apoyo de cada militante de izquierda, de cada demócrata y de cada latinoamericano. Tu victoria será nuestra victoria”.
No es legítimo que Lula
aplauda en Venezuela
políticas públicas
diametralmente opuestas
a las que él mismo impuso
con gran éxito en Brasil
Es perfectamente legítimo que Lula exprese su afecto y admiración por Hugo Chávez. Los afectos -como el amor- son ciegos y merecen respeto. Pero no es legítimo que Lula intervenga en la campaña electoral de otro país. Eso no lo hacen los demócratas. Lula lo sabe. Y ya lo había hecho antes, cuando, en vísperas de un importantísimo referéndum en Venezuela, irrumpió en el proceso afirmando que Chávez era el mejor presidente que había tenido el país en los últimos cien años.
Tampoco es legítimo distorsionar, como lo hizo Lula, la realidad venezolana, especialmente la de los pobres. Chávez ha tenido un efecto devastador para Venezuela y los pobres son sus principales víctimas. Son ellos quienes pagan las consecuencias de vivir en uno de los países más inflacionarios del mundo, son ellos quienes deben arreglarse con un salario real que ha caído al nivel que tenía en 1966 (sí: 1966). Son ellos quienes no consiguen trabajo a menos que sea en el sector público y a condición de demostrar constantemente su adoración y su fidelidad “al comandante”. Son ellos quienes ven a sus hijos e hijas asesinados a una de las tasas más altas del mundo. No es de extrañar, por tanto, que en las últimas elecciones legislativas más de la mitad de los votos fueran contra Chávez. En Venezuela es imposible alcanzar ese porcentaje sin millones de votos de los más pobres, --esos pobres que, según Lula, están mejor que nunca. Finalmente, tampoco es legítimo que Lula aplauda en otro país políticas públicas que son diametralmente opuestas a las que él mismo impuso con gran éxito en Brasil.
En este sentido, no sería malo que, al igual que imitó las políticas de Cardoso cuando fue presidente, Lula lo emule ahora como expresidente. Sería bueno que aprenda del Cardoso político; el que sabe que un verdadero demócrata no usa su prestigio e influencia como expresidente para intervenir de manera abusiva en las elecciones de otro país.
Sígame en Twitter @moisesnaim


Postagem em destaque

Livro Marxismo e Socialismo finalmente disponível - Paulo Roberto de Almeida

Meu mais recente livro – que não tem nada a ver com o governo atual ou com sua diplomacia esquizofrênica, já vou logo avisando – ficou final...