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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Zelensky: Putin “já começou” a Terceira Guerra Mundial - O Antagonista

 Mundo

Zelensky: Putin “já começou” a Terceira Guerra Mundial
Invasão russa à Ucrânia completará quatro anos na terça-feira
O Antagonista, 24 de fevereiro de 2026

Às vésperas do quarto ano da invasão russa à Ucrânia, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, acusou o ditador russo, Vladimir Putin, de ter começado a Terceira Guerra Mundial.
Para Zelensky, a questão é “quanto território ele conseguirá tomar” e “como impedi-lo”.
“Acredito que Putin já começou. A questão é quanto território ele conseguirá tomar e como impedi-lo. A Rússia quer impor ao mundo um modo de vida diferente e mudar a vida que as pessoas escolheram para si mesmas”, disse o líder ucraniano em entrevista à BBC.
Para aceitar um cessar-fogo, Moscou exige que Kiev entregue 20% da área de Donestsk que ainda controla, além de Kherson e Zaporizhzhia.
Questionado se estaria disposto a ceder territórios em troca da paralisação dos combates, Zelensky respondeu:
“Não encaro simplesmente como terra. Vejo como abandono – enfraquecendo nossas posições, abandonando centenas de milhares de pessoas que vivem lá. É assim que eu vejo. E tenho certeza de que essa ‘retirada’ dividiria nossa sociedade”, disse.
E continuou: “Isso provavelmente o satisfaria por um tempo… ele precisa de uma pausa… mas, uma vez recuperado, nossos parceiros europeus dizem que isso pode levar de três a cinco anos. Na minha opinião, ele poderia se recuperar em no máximo dois anos. Para onde ele iria depois? Não sabemos, mas que ele queira continuar [a guerra] é um fato.”
Putin não vai parar na Ucrânia
Zelensky disse à BBC que Putin “não vai parar na Ucrânia” e detê-lo agora seria uma vitória para o mundo inteiro.
“Acredito que deter Putin hoje e impedi-lo de ocupar a Ucrânia é uma vitória para o mundo inteiro. Porque Putin não vai parar na Ucrânia.”
O presidente da Ucrânia afirmou ainda que uma vitória da justiça seria a devolução de todas as terras pertencentes ao país em 1991, ano em que Kiev declarou sua independência da União Soviética.
“Nós faremos isso. Isso é absolutamente claro. É apenas uma questão de tempo. Fazer isso hoje significaria perder um número enorme de pessoas — milhões de pessoas — porque o exército [russo] é grande, e entendemos o custo de tais medidas. Não teríamos gente suficiente, perderíamos pessoas. E o que é terra sem gente? Honestamente, nada.
E também não temos armas suficientes. Isso depende não só de nós, mas também dos nossos parceiros. Portanto, neste momento isso não é possível, mas retornar às fronteiras justas de 1991 [ano em que a Ucrânia declarou sua independência, precipitando o colapso final da União Soviética], sem dúvida, não é apenas uma vitória, é justiça. A vitória da Ucrânia é a preservação da nossa independência, e uma vitória da justiça para o mundo inteiro é a devolução de todas as nossas terras.”
Em 2014, a Rússia anexou a Crimeia, que também era parte do território ucraniano.


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