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quinta-feira, 17 de setembro de 2026

Comércio Exterior: o Brasil no plano global - Paulo Roberto de Almeida (Encontro Acadêmico do Livres)

  

Comércio Exterior: o Brasil no plano global

  

Paulo Roberto de Almeida

Notas para apresentação oral em Encontro Acadêmico do Livres, com a economista Sandra Rios, em 17/09/2026, 19h00, online.

 

 

Breve histórico do sistema multilateral de comércio

O sistema multilateral de comércio, instituído em 1949 pelo acordo geral sobre tarifas aduaneiras e comércio (GATT-1947), funcionou provisoriamente durante aproximadamente meio século, até ser absorvido na estrutura institucional da Organização Mundial do Comércio, um dos resultados (ainda que não previsto) da Rodada Uruguai de negociações comerciais multilaterais, lançada pela Declaração de Punta del Este, em setembro de 1986, e que se desenvolveu entre 1987 e 1993, com a assinatura dos acordos de Marrakesh em 1994. A WTO-OMC tinha 166 membros até 2024, sendo que o Brasil é membro fundador tanto da OMC, quanto do GATT.

Praticamente quase todos os países importantes do mundo são membros da OMC, com exceção da Coreia do Norte, de poucos países com status de observadores, em negociações para ingressar, na África do Norte e no Oriente Médio, além da Groenlândia, que Donald Trump quer absorver. Taiwan possui um status especial, como território aduaneiro, mas tem uma espécie de tratado de livre comércio com a China desde 2010, embora batizado de acordo quadro de cooperação econômica e formalizado, não entre os dois Estados, mas entre duas organizações civis. Existem ainda duas dúzias de países que possuem status de observadores junto à OMC, entre eles Argélia, Belarus, Líbano, Sérvia e a Santa Sé.

No momento de fundação da OMC, em 1994, 128 países eram partes contratantes ao GATT-1947, que começou com uma dúzia e meia de aderentes em 1948, e que se transformou em GATT-1994, ao final da Rodada Uruguai, a última exitosa (parcialmente), pois que a Rodada Doha, começada em 2001, nunca foi concluída (a despeito de avanços muito parciais logrados ulteriormente). Uma das principais inovações institucionais da Rodada Uruguai foi a criação de um mecanismo de solução de controvérsias comerciais entre Estados, de maneira muito mais efetiva do que os procedimentos flexíveis anteriormente existentes. Mas, o tribunal de apelação encontra-se paralisado desde 2019, devido à oposição política dos EUA em designar novos membros para o órgão.

O Brasil ratificou o acordo do GATT em julho de 1948, com algumas dificuldades, pois os congressistas tiveram de ser convencidos pelos diplomatas e por alguns parlamentares de que se tratava de um acordo aceitável para o Brasil, mesmo com a resistência de muitos; o então deputado Horácio Lafer, depois ministro da Fazenda de Getúlio Vargas e chanceler de Juscelino Kubitschek, foi um dos principais defensores do Gatt, convencendo os deputados a ratificar o Acordo Geral. Até aquela época o Brasil tinha em sua legislação comercial vários dispositivos contrários às tábuas da lei, isto é, contrários aos princípios básicos do Acordo Geral, inclusive derrogações ao tratamento nacional depois do ingresso dos produtos no território nacional, discriminações diversas, tarifas abusivas e distorções de todos os tipos.

Na segunda metade dos anos 1950, quanto se reformou nossa legislação aduaneira (nova Tarifa de 1958, claramente protecionista) até se cogitou, nas mais altas esferas do governo, de nos retirarmos do GATT. Cabe registrar que a Argentina só aderiu em 1967, e o México apenas em 1986, pouco antes da Rodada Uruguai.

Participamos de todas as rodadas, embora nas primeiras fossemos relutantes nas reduções tarifárias. Recomendável a leitura do livro organizado e introduzido por Rogério de Souza Farias: A palavra do Brasil no sistema multilateral de comércio (1946-1994) (Brasília: Funag, 2013, 885 p.; disponível na Biblioteca Digital da Funag: https://funag.gov.br/biblioteca-nova/produto/1-187-palavra_do_brasil_no_sistema_multilateral_de_comercio_1946_1994_a ), pois ele refaz a longa história de nossa participação no SMC e nas rodadas de negociação até a criação da OMC.

 

Comércio exterior do Brasil: breves notas

Nossos principais parceiros comerciais são, pela ordem, a China – que sozinha faz mais do que o dobro dos dois outros parceiros – a UE e os Estados Unidos, seguidos pela Argentina e depois pelo Chile. Nosso teto tarifário se situa pouco acima do 30% ad valorem (35% em produtos agrícolas), embora a média das alíquotas, segundo o princípio MFN (NMF) esteja pouco acima de 10%, um pouco mais acima para produtos agrícolas. A TEC do Mercosul, como se sabe, vai de 0 a 20%, mas existem exceções (nacionais) que podem chegar a 35% (no caso de automóveis), ou até mais em regimes especiais. Também somos um dos países que mais aplicamos medidas antidumping, o que é outra forma de protecionismo, além das tarifas mais elevadas 3 ou 4 vezes acima da alíquota média dos principais comerciantes globais.

Nosso último Trade Policy Review foi feito em novembro de 2022, ou seja, quase quatro anos atrás, e as reclamações já são conhecidas: protecionismo renitente, altas tarifas, abuso em antidumping e mecanismos pouco transparentes em matéria de medidas para-tarifárias ou regulações minuciosas, ou seja, barreiras técnicas ao comércio, sempre perseguindo a proteção do mercado nacional contra a competição estrangeira. Esse último TPRM pode ser consultado neste link: https://www.wto.org/english/tratop_e/tpr_e/tp532_e.htm  

 

Acordos de livre comércio e liberalização tarifária parcial

Existem mais de 600 acordos regionais de comércio atualmente em vigor, desde o início do Gatt, sendo metade pelo Artigo 24 do GATT, que regula as exceções à cláusula MFN, mais de 200 ao abrigo do Artigo 5 do GATS, e mais de 60 acordos entre países em desenvolvimento, ou seja, ao a abrigo da cláusula de habilitação, que deriva da Rodada Tóquio (1979) do Gatt, na qual se inclui igualmente a Aladi e o próprio Mercosul.

O Brasil é parte de uma dezena de acordos regionais de comércio, metade via Mercosul, inclusive o recentemente aprovado acordo Mercosul-UE (ainda não ratificado, mas entrado provisoriamente em vigor), além do próprio Mercosul, da Aladi, e de um acordo preferencial com o México. O Mercosul tem ainda velhos e limitados acordos com a SACU, Índia, Egito e Israel, ademais de mais recentes com EFTA, Singapura, e negociações com Canadá e Coreia do Sul. Com o Canadá existem negociações desde 2018, e pode ser que elas se acelerem agora com os vários ataques de insanidade tarifária por parte de Trump. A Argentina, por sua vez, assinou um acordo de livre comércio com os EUA de Trump, o que parece ser um prolongamento das “relações carnais” que existiram na era Menem. Na América Latina, apenas a Colômbia, o Peru e o Chile participam de um número significativo de acordos de livre comércio, do tipo que Trump vem destruindo sistematicamente, desde o Nafta sob Trump 1, e agora até o acordo tripartite com Canadá e México que ele mesmo impôs aos outros dois parceiros dos EUA.

Trump e os “trumpistas comerciais” simplesmente ignoram e abominam a cláusula de nação mais favorecida e encontram-se empenhados em desmantelar o sistema multilateral de comércio, da mesma forma como Putin está desmantelando o sistema multilateral político, a Carta da ONU, ou a simples decência no respeito ao Direito Internacional. Trump e Putin são duas almas gêmeas, talvez até mais do que isso.

 

Relações comerciais Brasil-Estados Unidos sob Trump

Não é preciso descrever as várias etapas da insanidade tarifária de Trump contra o Brasil e praticamente todos os países do mundo, desde o Liberation Day de abril de 2025 (quando ficamos temporariamente aliviados por termos caído na cota mínima de 10%), seguido das tarifas punitivas e outras medidas retaliatórias por razões claramente políticas ligadas ao processo Bolsonaro, todas elas demandadas pela família Bolsonaro, que é fiel aliada e submissa a Trump. Ao mesmo tempo, foram iniciadas investigações absurdas ao abrigo da seção 301 do Trade Act de 1974, que chegam até a incriminar o PIX por concorrência desleal com os cartões Visa e Master Card, ademais de outras recriminações esquizofrênicas.

Posteriormente, ocorreram mudanças parciais de humor e de raiva, com alterações limitadas nessas medidas exclusivamente e unilateralmente trumpistas, contra as quais o presidente Lula tem procurado atuar por meio de um diálogo errático, ao estilo da canção de Aldir Blanc e João Bosco, “são dois prá lá, dois prá cá”. Isso deve continuar enquanto Trump existir como o mais desequilibrado presidente que os EUA e o mundo já conheceram.

Nossa disputa mais recente é com os EUA, como não poderia deixar de ser, mas o Brasil apenas solicitou consultas a propósito da última rodada das marteladas tarifárias eminentemente políticas, ao abrigo da seção 301 do Trade Act, por parte do insano dirigente que se crê o imperador hemisférico. O pedido, circulado no final de julho de 2026, pode ser visto aqui: https://www.wto.org/english/news_e/news26_e/ds646rfc_30jul26_468_e.htm .

 

 

Paulo Roberto de Almeida

Brasília, 5439, 29 agosto 2026, 4 p.; revisão, 5461: 17/09/2026.

  Disponível no blog Diplomatizzando (link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/09/comercio-exterior-o-brasil-no-plano.html

 

segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Encontro com o Conselho Acadêmico do Livres: Comércio Exterior: o Brasil no plano global: Sandra Rios⁩, Paulo Roberto de Almeida

Encontro com o Conselho Acadêmico do Livres: 

Comércio Exterior: o Brasil no plano global: 

Sandra Rios⁩, Paulo Roberto de Almeida 

 

*Encontro com o Conselho Acadêmico*!
O Livres convida você para o debate "*Comércio Exterior: o Brasil no plano global",* no dia 17/09, às 19h!
Para discutir a abertura comercial, a competitividade do nosso mercado e o papel estratégico do Brasil na economia global, receberemos dois grandes especialistas do nosso Conselho Acadêmico:
👤 @⁨Pralmeida@me.com⁩ — Diplomata e Conselheiro Acadêmico
👤 @⁨Sandra Rios⁩ — Economista e Conselheira Acadêmica
🗓️ Data: *17/09*
⏰ Horário: *19h*
💻 Onde: Ao vivo pelo *Google Meet*

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2024

Comércio Exterior de 1 trihão de dólares - Rubens Barbosa (OESP)

                     COMÉRCIO EXTERIOR DE 1 TRILHÃO DE DÓLARES

Rubens Barbosa, 

O Estado de S. Paulo, 27/02/2024

 

O comércio exterior brasileiro ultrapassou meio trilhão de dólares em 2023. A notícia foi saudada com um grande sucesso do comércio brasileiro no mundo. A corrente de comércio subiu a mais de US$ 580 bilhões, com US$339,7 bilhões de exportação, com um aumento de 1,7% em relação a 2022, e US$ 240,8 bilhões de importação, com queda de 11,7, em relação a 2022. O superavit recorde chegou a US$ 98,8 bi. crescimento de 60% em relação a 2022 (mais da metade com um único país, China). O Brasil se consolidou como um dos maiores exportadores mundiais de alimentos e minério com mais de 18% e 26% das exportações totais do país respectivamente. Cresceu o número de empresas exportadoras, que hoje chegam a 28.500. Acentuou-se a importância do mercado asiático (mais de 50% das exportações totais), em especial o da China, Hong Kong e Macau, que representaram US$ 105,75 bi, mais de 30% das exportações totais brasileiras.

 

O comércio exterior se beneficiou de medidas tomadas pelo governo em 2022 para desburocratizar procedimentos e reduzir custos das transações. O BNDES voltou a apoiar as exportações aumentando a competitividade dos produtos nacionais. A promoção comercial e a cultura exportadora foram fortalecidas por ações da APEX e SEBRAE. Acordos de comércio, como o assinado com Singapura, e o de liberalização e simplificação com os EUA, inclusive com o fim da sobretaxa as exportações brasileiras de aço, foram positivas. A reforma tributária contribuirá para a melhoria da competitividade.

 

Como disse o Vice-Presidente e Ministro do MDICS, Geraldo Alkmin, “os resultados nos desafiam a fazer mais para abrir novos mercados e melhorar a competitividade e incluir produtos de maior valor agregado”.

 

Os desafios para o comércio exterior brasileiro vão além do que corretamente mencionou o ministro Alckmin. Os números realmente impressionantes geraram um sentimento ufanista (Brasil celeiro do mundo), mas escondem vulnerabilidades que um país do porte do Brasil (9ª. Economia global) não poderia aceitar, em função das incertezas geradas pelas transformações da economia e da geopolítica global.

 

A dependência do agronegócio para o sucesso econômico do país preocupa pelo fato de o setor agrícola se ter tornado o motor da economia. Os EUA e a Europa também são grandes produtores agrícolas, mas o setor industrial tem sua força própria, ao contrário do que ocorre no Brasil.

 

A concentração no comércio exterior brasileiro de poucos produtos (soja, petróleo e minério de ferro representam 37% das exportações, 5 produtos (incluindo açúcar e milho), 46% e 8 produtos, 2/3 do total exportado) e poucos mercados (Asia, Oriente Médio e Norte da África, representam 65% do total exportado) expõe o crescimento da economia, caso haja desaceleração do mercado externo (em especial o da China) e redução da produção agrícola nacional por fatores climáticos, como está ocorrendo este ano. A China concentra 75% das exportações da soja nacional.

 

As transformações da nova economia global criam outros tipos de vulnerabilidade, em consequência da ênfase em políticas industriais nos países desenvolvidos e crescentes restrições externas para garantir autonomia soberana em virtude das mudanças geopolíticas e para atender as novas prioridades de políticas ambientais, como as medidas tomadas na Europa para eliminar as importações de produtos agrícolas provenientes de áreas desmatadas e as taxas de carbono (CBAN).

 

A crescente perda de importância do setor industrial, em termos de PIB, (que chegou a ser 28% do PIB e que agora, na indústria de transformação, pouco passa de 10%) fez cair o nível de investimento interno e as importações se reduziram significativamente (11%). A participação de produtos manufaturados brasileiros no mercado internacional está pouco acima de 0,5%).

 

Vulnerabilidade adicional da área externa é a ausência de um instrumento de financiamento das exportações. Como todos os principais países, urge a criação de um Eximbank para apoiar uma politica de ampliação dos mercados na América Latina e na África, inclusive com a criação de cadeias regionais de produção de valor e com o necessário respaldo para os produtos da indústria de Defesa.                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  

 

O governo divulgou as linhas gerais de um programa de política industrial para fortalecer o setor e torná-lo mais competitivo no mercado externo. Com metas até 2033, o plano dá grande ênfase ao papel do governo, como estão fazendo os EUA e países europeus. Subsídios e conteúdo local aparecem ao lado de incentivos, linhas de crédito e compras governamentais em seis setores, entre os quais saúde, defesa, infraestrutura, saneamento, mobilidade. Transformação digital da indústria, bioeconomia, descarbonização e transição energética são prioridades para a modernização do setor.

 

Com maior valor agregado, o aumento das exportações dos produtos industriais reduziria a dependência da economia do setor das commodities, agrícolas, minerais e energéticas. Dado o potencial de crescimento do comércio exterior em função do dinamismo do agronegócio e da recuperação gradual da competitividade industrial, caso as vulnerabilidades sejam reduzidas, será possível colocar como meta de US$ 1 trilhão nos próximos 5 anos, com a coordenação entre governo e setor privado.

 

Rubens Barbosa, presidente do Instituto de Relações Internacionais e Comercio Exterior (IRICE) e membro da Academia Paulista de Letras

 

 

 

quarta-feira, 28 de julho de 2021

Ingresso e fuga de capitais do Brasil, de 1995 a junho de 2021 - Ricardo Bergamini

 De 1995 até 2002 (FHC) o Brasil gerou uma saída líquida (fuga) de US$ 22,2 bilhões; de 2003 até 2010 (Lula) o Brasil gerou uma entrada líquida (captação) de US$ 210,5 bilhões; de 2011 até 2018 (Dilma/Temer) o Brasil gerou uma entrada líquida (captação) de US$ 65,7 bilhões; de 2019 até junho de 2021 (Bolsonaro) o Brasil gerou uma saída líquida (fuga) de US$ 51,3 bilhões. 

 

 

Movimentações Financeiras das Contas Externas do Brasil

 

Ricardo Bergamini

 

Posição de Câmbio Contratado – Fonte BCB

 

Base: US$ Bilhões

Ano

Exportações (+)

Importações (-)

Financeiro

Saldo

1995

53,1

41,5

4,2

15,8

1996

50,2

41,5

2,1

10,8

1997

55,9

58,6

-4,1

-6,8

1998

47,7

43,9

-18,3

-14,5

1999

41,6

32,9

-24,9

-16,2

2000

51,7

46,1

-0,9

4,7

2001

58,0

47,2

-13,8

-3,0

2002

60,1

39,7

-33,4

-13,0

Total

418,3

351,4

-89,1

-22,2

2003

73,2

44,8

-26,0

2,4

2004

93,5

56,8

-24,7

12,0

2005

123,0

71,2

-32,5

19.3

2006

144,4

86,8

-20,3

37,3

2007

184, 8

108,0

10,7

87,5

2008

188,0

140,1

- 48,9

- 1,0

2009

144,7

134,7

18,8

28,8

2010

176,6

178,4

26,0

24,2

Total

1.128,2

820,8

-96,9

210,5

2011

251,2

207,2

21,3

65,3

2012

224, 6

216,2

8,3

16,7

2013

232,9

221,8

- 23,4

- 12,3

2014

222,3

218,1

- 13,4

- 9,2

2015

181,7

156,1

- 16,0

9,6

2016

173,6

126,2

- 51,5

- 4,1

2017

195,6

142,6

- 52,4

0,6

2018

226,8

179,0

- 48,7

- 0,9

Total

1.708,7

1.467,2

-175,8

65,7

2019

196,4

178,9

- 62,2

- 44,7

2020

192,4

169,1

- 51,2

- 27,9

Até Jun/21

116,6

103,2

1,9

15,3

Total

505,4

451,2

-111,5

-51,3

 

 

De 1995 até 2002 (FHC) o Brasil gerou uma saída líquida (fuga) de US$ 22,2 bilhões; de 2003 até 2010 (Lula) o Brasil gerou uma entrada líquida (captação) de US$ 210,5 bilhões; de 2011 até 2018 (Dilma/Temer) o Brasil gerou uma entrada líquida (captação) de US$ 65,7 bilhões; de 2019 até junho de 2021 (Bolsonaro) o Brasil gerou uma saída líquida (fuga) de US$ 51,3 bilhões. 

 

Os brasileiros terão que aprender, de uma vez por todas, que os discursos internos que empolgam os seus súditos (não são eleitores), não servem para o público externo, por isso o mundo está assustado com o Brasil. 

 

Cabe lembrar que essas informações macroeconômicas divulgadas pelo governo são destinadas ao público externo, não para o público interno, que não tem nenhum interesse no assunto.

 

Em 2019, sem pandemia, já havia ocorrido uma fuga de US$ 44,7 bilhões. 

 

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