De onde menos se espera, aí é que não sai nada mesmo..., costumava dizer o Barão de Itararé.
Pois é, com os hermanos é sempre assim: não contentes em fazer mal a si próprios, eles ainda encontram uma maneira de acusar o Brasil de alguma perversidade contra eles.
Foi assim em 1999, foi assim a partir de Nestor Kirchner, tem sido assim com "la vieja", como diria José Mujica, alguém que conhece "los hermanos enemigos" muito melhor que os companheiros, que ou são ingênuos, ou são estúpidos (ou ambas as coisas, em dobro...).
Paulo Roberto de Almeida
Falando em relações comerciais...
Depois do governo brasileiro
dizer que a crise vem de fora, foi a vez da presidente argentina
Cristina Kirchner culpar o Brasil pela queda na economia argentina:
“O Brasil tem crescimento previsto de 1,3% e é nosso principal sócio comercial”, justificou.
Na
nossa relação com os hermanos, pelo menos não podemos nos queixar de
desalinhamento de discurso: também para eles, a crise vem de fora.
Da coluna diária da Consultoria Empiricus
(pois é, aquela que irrita o Planalto, e por isso me dá vontade de colocar aqui....)
Temas de relações internacionais, de política externa e de diplomacia brasileira, com ênfase em políticas econômicas, viagens, livros e cultura em geral. Um quilombo de resistência intelectual em defesa da racionalidade, da inteligência e das liberdades democráticas. Ver também minha página: www.pralmeida.net (em construção).
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sexta-feira, 8 de agosto de 2014
quarta-feira, 4 de abril de 2012
Los Hermanos, ou Manos Her Los?: todo al reves nas politicas argentinas...
A Argentina é um país que briga com o mundo todo, e não contente, acaba arrumando briga consigo mesmo.
Por que será que eles decaem, ininterruptamente, pelos últimos 80 anos?
Deve ser por algum motivo...
Paulo Roberto de Almeida
Por que será que eles decaem, ininterruptamente, pelos últimos 80 anos?
Deve ser por algum motivo...
Paulo Roberto de Almeida
Vendas brasileiras à Argentina recuam 18,8% após barreiras
Ariel Palacios , Correspondente / Buenos Aires
O Estado de S. Paulo, 4/04/2012
Resultado de março é a maior contração nas exportações do Brasil ao país vizinho desde outubro de 2009
As barreiras protecionistas à entrada de produtos estrangeiros impostas pelo secretário de comércio exterior Guillermo Moreno provocaram uma queda abrupta das compras argentinas de produtos brasileiros. Segundo um relatório da consultoria econômica Abeceb, de Buenos Aires, as vendas do Brasil para o mercado argentino despencaram 18,8% em março. A queda representa a maior contração nas vendas brasileiras à Argentina desde outubro de 2009, em plena crise mundial.
A Abeceb indica que o Brasil teve superávit de US$ 131 milhões com a Argentina em março. Isso equivale a uma queda de 73% em comparação ao saldo comercial favorável de março de 2011. O total vendido pelo Brasil à Argentina no mês passado foi de US$ 1,427 bilhão. Na contramão, o mercado brasileiro absorveu US$ 1,296 bilhão em mercadorias fabricadas na Argentina.
Por trás dessa queda nas exportações brasileiras, afirma a consultoria, estariam as novas medidas protecionistas argentinas (que foram acrescentadas às várias barreiras preexistentes), principalmente a "Declaração Juramentada Antecipada de Importação" (DJAI). A declaração consiste em um relatório detalhado que as empresas importadoras devem apresentar previamente ao organismo de arrecadação tributária e à Secretaria de Comércio Interior.
A queda nas vendas de produtos brasileiros está concentrada principalmente nos setores de automóveis e autopeças, maquinaria e equipamentos, minério de ferro, eletrônicos, plásticos e suas manufaturas, além de produtos siderúrgicos. Ao contrário do Brasil, que registrou queda, as vendas da Argentina ao sócio do Mercosul cresceram 2,5% em comparação com março de 2011.
No primeiro trimestre deste ano o Brasil teve um recuo significativo nas vendas à Argentina em comparação com o mesmo período de 2011. Segundo a Abeceb, as exportações à Argentina foram de US$ 4,561 bilhões, o que indica queda de 34,4% em relação ao mesmo período do ano passado. Na contramão, as vendas argentinas ao Brasil - de US$ 3,952 bilhões - somente recuaram 3,1% em comparação com o primeiro trimestre de 2011.
Dupla. O sistema protecionista argentino é liderado pela dupla composta pela ministra da Indústria, Débora Giorgi, e Guillermo Moreno, o secretário de Comércio Interior. Moreno, na última meia década, foi o homem de confiança da presidente Cristina para aplicar a política de congelamento de preços e maquiagem dos índices de inflação. Os analistas o definem como o homem que faz o "trabalho sujo" da administração Kirchner.
Já Giorgi tem fama de "durona" e "implacável" com o Brasil desde os tempos de secretária de Indústria e Comércio no governo do presidente Fernando De la Rúa (1999-2001). Na época, Giorgi afirmou que o governo anterior, do ex-presidente Carlos Menem (1989-99), havia sido "excessivamente permissivo e frouxo com o Brasil".
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