O fato de Lula-Amorim terem praticamente alinhado o Brasil ao campo das duas grandes autocracias que pretendem construir, com o apoio já declarado de Lula, uma “nova ordem global” (mal definida, mas claramente orientada contra o Ocidente), pode não trazer retaliações diretas dos principais países ocidentais, mas já delimita uma postura diplomática, que será levada em conta em outros campos da agenda mundial. A brutalidade, todos os dias revelada, da agressão russa contra a Ucrânia, vai pesar na percepção interna e externa da política externa do governo Lula como sendo um elemento a mais numa posição que não é de estrita neutralidade, como alegado, mas de apoio objetivo aos interesses russos.
Temas de relações internacionais, de política externa e de diplomacia brasileira, com ênfase em políticas econômicas, viagens, livros e cultura em geral. Um quilombo de resistência intelectual em defesa da racionalidade, da inteligência e das liberdades democráticas. Ver também minha página: www.pralmeida.net (em construção).
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