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terça-feira, 10 de março de 2026

Os votos de São Paulo - Marcelo Guterman

 

Os votos de São Paulo

Existe uma mística nas eleições presidenciais brasileiras de que os votos do Nordeste dão a vitória ao PT. Isso é verdade, mas não é realmente o Nordeste que tem decidido as últimas eleições. A região funciona como um muro a ser transposto pelo desafiante do PT, e são as outras regiões do país que funcionam como a vara para saltar o muro. O gráfico 1 explica o conceito.

Neste gráfico, temos a diferença percentual entre o candidato do PT e o seu desafiante no Nordeste, em São Paulo, no restante do Brasil e no país inteiro. Podemos observar que, nas últimas 4 eleições, a diferença do PT para os adversários no Nordeste é de cerca de 40 pontos percentuais. O que definiu a eleição foi a diferença nas outras regiões, que variou bastante nesse período.

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O caso de São Paulo é especial, por isso destaquei o Estado. Além de ser o maior colégio eleitoral do país (21,7% dos votos válidos em 2022), foi o que mostrou a maior variação na eleição passada. Até 2022, o eleitor de São Paulo sempre deu menos votos para o PT do que a média de todas as outras Estados ex-Nordeste. Em 2022, no entanto, essa tendência se inverteu, como podemos observar no gráfico 2.

Se São Paulo tivesse mantido a mesma diferença de 2018 em relação ao restante do país ex-Nordeste (-9,4 p.p.), tudo o mais constante, Bolsonaro teria ganho a eleição por 50,4% a 49,6% dos votos nacionais. E considere que esta diferença de -9,4 p.p. havia sido a menor da série histórica desde 2002.

Assim, a eleição nacional em São Paulo ganha uma cor diferente. O paulista vai voltar ao padrão anterior, ou este seria um “novo normal”? Podemos ter um “cheiro” analisando as eleições para governador. Em São Paulo, o PT nunca ganhou uma eleição. É difícil fazer a comparação com os números da eleição nacional porque não houve 2o turno em 2006, 2010 e 2014, e em 2018 o PT sequer foi ao 2o turno. As duas únicas eleições comparáveis são as de 2002 e 2022.

Vamos lembrar que 2002 foi o único ano da história em que o PT ganhou a eleição presidencial no estado de São Paulo. Naquele ano, o candidato a governador, José Genoíno, perdeu para Geraldo Alckmin por 5,8 pontos percentuais. Em 2022, Haddad perdeu para Tarcísio por 6,6 pontos percentuais. Foram os dois anos em que o PT chegou mais perto do Palácio dos Bandeirantes.

É neste ponto que entra a pesquisa Datafolha para o governo de São Paulo, que dá 17 pontos de vantagem de Tarcísio sobre Haddad no 2o turno (considerando apenas os votos válidos). Comparando com os 6,6 pontos de 2022, temos uma deterioração significativa do candidato do PT em SP, o que poderia indicar que a diferença na eleição presidencial também será mais larga para o candidato desafiante no Estado. Como vimos, na eleição passada, não precisava de muito para virar o jogo, tudo o mais constante.

Claro que a campanha é nacional, cada voto conta. Mas em termos regionais, São Paulo deu a vitória a Lula em 2022. E pode tirar em 2026.

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segunda-feira, 9 de março de 2026

Guerra civil, caos, continuidade do regime no Irã: escolha a sua opção - Ali Vaez, Marcelo Guterman

 

Excelente entrevista do diretor para o Irã do International Crisis Group, Ali Vaez. Destaco o trecho acima, em que Vaez traça possíveis resultados para a guerra. São quatro:

1) Continuidade do regime atual dos aiatolás

2) Fim do regime dos aiatolás e ascensão de um homem forte das fileiras da Guarda Revolucionária 

3) Guerra civil e caos

4) Transição democrática com sob a liderança do filho do xá Reza Pahlevi.

Desses quatro cenários, o menos provável é o quarto, porque o filho do xá “não tem base nem capacidade organizacional dentro do Irã”. Você já leu isso aqui.

Restam os três primeiros cenários, nenhum deles alvissareiro para os amantes da democracia. Para os iranianos, a escolha é entre o caos ou um velho ou novo regime autoritário.

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domingo, 14 de setembro de 2025

Argentina, o país do déjà vu - Marcelo Guterman

A Argentina não é uma exeção: câmbio fixo ou bandas ajustáveis são dificilmente sustentáveis...

Argentina, o país do déjà vu

A Argentina é um eterno déjà vu. Agora mesmo estou lendo um livro (gentilmente emprestado pela amiga Nora Gonzalez) que reúne entrevistas de economistas argentinos sobre a convertibilidade. O livro é de 1995, a convertibilidade (1 peso-1 dólar, garantido pelo governo) havia sido instituída em 1991, e passava por seu primeiro grande teste, após a crise do México, em março daquele ano.

A primeira pergunta do jornalista é a mesma para todos os entrevistados: “poderá se manter a convertibilidade?”. Estou ainda na metade do livro, mas a resposta, até o momento, oscilou entre “se manterá” e “precisa ser mantida”. E não pensem tratar-se de economistas heterodoxos ou desenvolvimentistas. Pelo contrário, o apoio à convertibilidade se dá mesmo entre os entrevistados que se alinham à ortodoxia, que citam o problema do déficit fiscal como o principal para a manutenção da convertibilidade.

Havia uma leitura de que a convertibilidade seria um instrumento para forçar o mundo político a se adequar. Como sabemos, ocorreu o inverso: o Estado não se adequou, e a convertibilidade foi pelos ares 6 anos depois.

O problema do câmbio fixo, mesmo com o governo fazendo tudo certo, é a incapacidade de absorver choques de externos. O efeito é o esgotamento das reservas na vã tentativa de blindar a economia doméstica do choque, dando tempo para que o mundo político faça a lição de casa, adaptando o país às novas condições externas. O problema, como sabemos, é que o mundo político, ainda mais na América Latina, não faz a lição de casa, sobrando para o BC a tarefa inglória de sustentar um câmbio distorcido.

Milei, que se elegeu com uma plataforma de não intervenção na economia, insiste em manter o câmbio sob controle. Adotou um sistema de bandas reajustáveis, as mesmas que praticamos durante 4 anos, entre 1995 e 1999, e que foi pelos ares, substituída pelo atual regime de câmbio flutuante. Ou seja, Milei está só 30 anos atrasado.

Alguns dirão que não dá para fazer tudo de uma vez, o câmbio flutuante virá a seu tempo, quando todo o resto da casa estiver arrumado e a inflação estiver em patamares mais baixos. O problema, claro, é combinar com o cenário externo e o fornecimento de dólares para manter as reservas. Não há caso de câmbio fixo que tenha terminado bem. Talvez essa seja uma exceção.

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quarta-feira, 10 de setembro de 2025

Onde está a oposição moderada? - Ação e reação - Marcelo Guterman

 

Ação e reação

O jornalista Marcelo Godoy é mais um que já está rouco de tanto clamar por uma “direita moderada”. O desespero é tanto que Godoy lista até Ciro Gomes no rol de “políticos moderados”, talvez porque ele fale mal tanto de Lula quanto de Bolsonaro. Mas, convenhamos, chamar Ciro de “moderado” é a própria definição de contradição em termos.

Mas voltemos ao leito do rio principal. A questão sempre omitida nesse clamor por uma “direita anti-bolsonarista” é que Bolsonaro foi somente uma reação à extrema-esquerda representada pelo PT.

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Alguns podem estranhar o termo “extrema-esquerda” aplicada ao PT. Afinal, a esquerda somente seria “extrema” no caso de partidos nanicos como PSTU ou PCO ou mesmo o PSOL. Eu diria que esses partidos são mais folclóricos do que radicais. Em outras palavras, o seu radicalismo é caricato. “Extrema” mesmo, operacional, é o PT.

Durante duas décadas, houve a impressão de que o PT era a esquerda e o PSDB era a direita brasileira, mas ambos mais ao centro do espectro ideológico. À esquerda do PT havia os partidos folclóricos, enquanto à direita do PSDB havia… o nada, o que permitiu ao PT levar adiante esse jogo de ilusão de ótica. Não à toa, nessa época os petistas chamavam os tucanos de “fascistas”.

O truque se desfez como uma bolha de sabão com o surgimento de Bolsonaro. Os tucanos voaram para o ninho petista, FHC apertou a mão de Lula e Alckmin, tucano histórico, cantou a Internacional Socialista. O fato é que, nesses anos todos, nunca houve uma direita política. Houve uma centro-esquerda (os tucanos) e o PT mais à esquerda. A esquerda da esquerda é chamada de extrema-esquerda. CQD.

Em reação a essa extrema-esquerda surge uma extrema-direita, personificada em Bolsonaro. Para que haja espaço para os moderados da direita, é necessário que haja espaço para os moderados da esquerda. Mas procure artigos e editoriais clamando por políticos à esquerda que se descolem de Lula. Eles até existem, mas não têm, obviamente, nenhuma chance eleitoral. É o beneplácito de Lula que atrai votos, como se viu em 2018, quando um poste desconhecido foi ao 2o turno.

Adoraria ter um segundo turno, por exemplo, entre Eduardo Leite e Kim Kataguire. Um de esquerda, outro de direita, ambos críticos tanto de Lula quanto de Bolsonaro. Mas a vida real não é assim. Enquanto a esquerda estiver dominada por Lula e seus extremistas, a direita estará dominada por Bolsonaro e seus extremistas. Ação e reação, como diria Newton.

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sábado, 6 de setembro de 2025

A explicação de Haddad para a crise dos Correios - Marcelo Guterman

O déficit operacional dos Correios é mostruoso; mas o ministro da Fazenda acha que não é má gestão; é concorrência desleal. Marcelo Guterman desmonta o argumento.

Os Correios anunciaram o resultado do 2o tri, totalizando o recorde de R$ 4,4 bilhões de prejuízo só no 1o semestre do ano. Para termos uma ideia, o prejuízo no ano passado inteiro foi de R$ 2,6 bilhões, tendo sido o recorde da empresa. Pelo visto, neste ano os Correios baterão o próprio recorde com louvor.

Para vocês terem uma ideia da enormidade do que isso significa, o maior prejuízo de uma empresa brasileira na história foi o da Petrobras em 2015: R$ 35 bilhões. A diferença é que a Petrobrás é a maior empresa do Brasil, com faturamento, à época, de cerca de R$ 320 bilhões/ano. Os Correios, por outro lado, faturaram, neste ano, R$ 8,2 bilhões. Então, prestem atenção: a Petrobrás perdeu R$ 35 bi sobre um faturamento de R$ 320 bi, ou aproximadamente 11%. Os Correios perderam, R$ 4,4 bi, sobre um faturamento de R$ 8,2 bi, ou incríveis 54% do faturamento!!! Se esse não é o recorde mundial de prejuízo, deve estar próximo.

Tendo esse quadro em mente, podemos apreciar a fala do ministro da Fazenda mais fanfarrão da história brasileira. Haddad, com a cara de pau que a natureza lhe deu, afirmou sem ruborizar: o problema foi a "quebra do monopólio", que fez os Correios ficarem com a carne de pescoço enquanto as empresas privadas ficaram com o filé.

Essa fala é simplesmente mentirosa. Vejamos.

O monopólio da União sobre as entregas postais foi determinada no governo Vargas, através do Decreto-Lei 1.681, de 13/10/1939 (https://tinyurl.com/4n5pm3kr). Lá está escrito:

"Art. 1º A União tem monopólio:

I – Da expedição para o exterior da República e do transporte e da distribuição no território nacional:

a) de cartas missivas fechadas ou abertas;

b) de cartões postais que trouxerem o endereço do destinatário;

c) de qualquer correspondência fechada como carta."

O item c) poderia ser interpretado como qualquer encomenda. No entanto, o artigo 2o esclarece:

"Art. 2º Estão excluidos do monopólio de transporte pelo Correio:

I – As cartas e os objetos fechados como carta, de peso superior a 2 kgs.;"

Portanto, encomendas com mais de 2 kgs já estavam fora do monopólio desde 1939. Mas a Lei 6.538, de 22/06/1978 (https://tinyurl.com/242mayyr), torna o monopólio ainda mais restrito, conforme se lê no artigo 9o:

"Art. 9º - São exploradas pela União, em regime de monopólio, as seguintes atividades postais:

I - recebimento, transporte e entrega, no território nacional, e a expedição, para o exterior, de carta e cartão-postal;

II - recebimento, transporte e entrega, no território nacional, e a expedição, para o exterior, de correspondência agrupada"

Por "correspondência agrupada" entende-se mais de uma correspondência, em que pelo menos uma seja carta ou cartão-postal. Portanto, o monopólio é bastante específico, ao referir-se somente a cartas e cartões-postais.

Tanto é assim, que o único projeto de lei que tramita no Congresso para quebra de monopólio é o PL 7488/2017, do deputado Eduardo Bolsonaro, e que só agora, em maio deste ano, foi aprovado na Comissão de Comunicação da Câmara, e ainda tem um longo caminho pela frente.

A depender dos Correios e do PT e suas franjas, esse monopólio nunca será quebrado. Reportagem da revista Época, em julho/2017 (https://tinyurl.com/57fyznks) descreve como os Correios mantinham (não sei se mantém até hoje) um exército de advogados para processarem quem ousasse mandar cartas por fora do sistema da empresa. A CUT, por sua vez, "alerta" para o entreguismo do PL 7488/2017, em função do seu avanço na Câmara (https://tinyurl.com/yb59ujfn).

Assim, quando Haddad afirma que o prejuízo dos Correios é função da "quebra do monopólio", está mentindo. Nunca houve monopólio para encomendas. Tanto é assim, que, por exemplo, a Fedex está no Brasil desde 1989 entregando encomendas, e não me consta que estivessem, em algum momento, operando fora da lei. Portanto, os Correios sempre enfrentaram concorrência para outras coisas que não cartas e cartões-postais.

Na verdade, o problema dos Correios não é a "quebra do monopólio" para encomendas, mas a incompetência da empresa para competir em um mercado que sempre esteve aberto. Enquanto o monopólio na entrega de cartas ainda garantia algum faturamento, essa incompetência não pesava tanto. Agora, que o mercado de cartas quase desapareceu, só sobrou a incompetência.

Entendo que possa haver habitantes de rincões do país que precisem receber cartas. O ponto é que, para essas exceções, certamente não é necessária uma empresa do tamanho dos Correios. Leia o manifesto da CUT, e você vai entender que a grande preocupação é proteger os funcionários de uma empresa que poderia ser, hoje, muito menor do que é, se o único motivo de sua existência for somente entregar cartas.

Em entrevista ontem no SBT, Lula afirmou que vai regular as redes sociais doa a quem doer, porque "não se pode brincar com a verdade". Concordo. Lula poderia começar regulando a fala de seu ministro da Fazenda.

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sábado, 30 de agosto de 2025

O Brasil nas capas da The Economist - Marcelo Guterman

O Brasil nas capas da The Economist

Mais uma capa da The Economist sobre o Brasil causou furor. É sempre assim: as capas da revista mais prestigiada do mundo nunca são neutras, sempre procuram provocar discussão. Com essa não foi diferente, ao propor que a democracia brasileira poderia ser um exemplo para a americana. Como disse meu amigo Victor H M Loyola, parece mais uma capa provocando Trump do que propriamente sobre Bolsonaro.

Fiquei curioso em saber quantas vezes o Brasil foi capa da The Economist nos últimos anos. Os arquivos da revista retroagem somente até 1997 (pelo menos contendo as edições completas semanais). Desde 1997, foram 13 capas dedicadas ao Brasil, ou 0,9% do total. Essa é a medida da relevância brasileira.

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A primeira foi em 16/01/1999, sobre a desvalorização cambial, que fazia parte de uma série de capas sobre a grave crise financeira que vinha se abatendo sobre os mercados emergentes.

As duas próximas, em 05/10/2002 e 30/09/2006, focariam em Lula. A primeira comenta a primeira eleição de Lula, enquanto a segunda, vejam só, coloca Hugo Chavez como uma possível ameaça à liderança de Lula na América Latina, dado que o presidente brasileiro vinha sofrendo com o Mensalão e uma economia que andava de lado.

Três anos depois, temos talvez a capa mais icônica sobre o Brasil, com o famoso Cristo Redentor decolando, em 14/11/2009. Era a época do milagre econômico brasileiro.

Mas o otimismo deu lugar a três capas em que a The Economist descreve a espetacular queda do Brasil no governo Dilma. A primeira, de 28/09/2013, é um contraponto ao Cristo decolando, a segunda, às vésperas da eleição de 2014, pede a mudança do governo, e a terceira, em 28/02/2015, descreve o pântano econômico em que o País estava metido.

Em 2016, algo inusitado: 3 capas em 4 meses, sobre a queda de Dilma. A primeira (02/01/2016) prevê um ano horrível para Dilma, a segunda (26/03/2016) pede a saída de Dilma e a terceira, logo após a votação do impeachment (23/04/2016), comenta todo esse processo.

Finalmente, as três últimas capas trazem Bolsonaro. A primeira, em 22/09/2018, coloca Bolsonaro como uma nova ameaça populista na América Latina às vésperas das eleições, a segunda (22/09/2022), também às vésperas das eleições, chama a atenção para a alegação de fraude nas urnas (a mesma que Trump havia usado dois anos antes) e, finalmente, a desta semana, às vésperas do julgamento de Bolsonaro. Com essa última capa, Bolsonaro passa a ser o político brasileiro com mais aparições na capa da The Economist, pelo menos desde 1997.

Como podemos observar, a revista não alivia para ninguém. Sempre haverá quem comemore e quem torça o nariz, a depender das simpatias políticas. Enquanto isso, a The Economist continua sendo uma referência no debate público global.

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