quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

24 pecados da vida política brasileira examinados por Madame IA - Paulo Roberto de Almeida e Airton Dirceu Lemmertz

 Madame IA (que ainda é uma Lady, mas deve logo logo virar uma Dame) analisou minha provocação gratuita e desabusada contra a casta política, a pedido de meu amigo Airton Dirceu Lemmertz, um exercício sempre bem-vindo, dada a natureza de minhas acusações certamente exageradas e infundadas. Agradeço mais uma vez.

Os 24 pecados da vida política brasileira: (uma pura invenção minha, de 2006, reciclada no final de 2025):

1) corrupção; 

2) hipocrisia; 

3) fraude; 

4) desfaçatez; 

5) volubilidade; 

6) inconstância; 

7) mentira; 

8 ) mediocridade; 

9) transferência de encargos para terceiros; 

10) ignorância deliberada de fatos de sua competência; 

11) irresponsabilidade quanto ao desempenho de funções; 

12) pretensão; 

13) eleitoralismo desenfreado; 

14) propaganda indireta, com meios públicos; 

15) uso da máquina estatal para fins particulares; 

16) populismo (velho e novo);

17) demagogia (aparentemente, uma segunda natureza); 

18) arrogância; 

19) clientelismo; 

20) fisiologia; 

21) nepotismo; 

22) fuga da realidade (autismo político); 

23) esquizofrenia (defesa de objetivos conflitantes na vida política); 

24) ofensa à inteligência alheia (“eu não sei”, “eu não vi”, “não estou sabendo”...). 


Pedido à Madame (por ADL):


ESCREVA UM TEXTO DE MODO DETALHADO E CRÍTICO AO TEXTO ANTERIOR, SOBRE "OS 24 PECADOS POLÍTICOS RECORRENTES NO BRASIL".

Fonte:  https://diplomatizzando.blogspot.com/2025/12/e-por-falar-em-sete-pecados-capitais-eu.html#:~:text=novos%20pecados%20da%20vida%20pol%C3%ADtica%20brasileira 


O texto que elenca os "24 pecados da vida política brasileira" funciona como um catálogo fenomenológico das patologias do poder no país. Mais do que uma simples lista, ele descreve um ecossistema onde a ética é subjugada pela conveniência. A seguir, apresento uma análise detalhada e crítica sobre esses pontos, agrupando-os por sua natureza funcional:


1. A Estruturalidade do Patrimonialismo (Pecados 1, 3, 15, 19, 20, 21):

Os itens que tratam de corrupção, fraude, uso da máquina pública, clientelismo, fisiologia e nepotismo não são falhas acidentais, mas sim resquícios do patrimonialismo brasileiro. A dificuldade histórica em separar o "público" do "privado" faz com que o Estado seja visto como um espólio a ser dividido entre aliados. O fisiologismo (troca de apoio por cargos) e o clientelismo transformam direitos em favores, perpetuando uma relação de dependência que fere a autonomia do cidadão.


2. A Retórica da Enganação e o Populismo (Pecados 2, 7, 13, 14, 16, 17):

A política brasileira é marcada por uma "estética da aparência". A hipocrisia, a mentira e a demagogia são ferramentas de sobrevivência. O eleitoralismo desenfreado e o populismo revelam uma visão de curto prazo: o governante não busca a construção de um projeto de Estado, mas a manutenção do poder através de narrativas sedutoras, porém vazias. A propaganda com meios públicos (pecado 14) é o braço financeiro dessa distorção comunicacional.


3. A Crise de Competência e Alteridade (Pecados 8, 9, 10, 11, 12, 18):

A mediocridade e a pretensão/arrogância formam um par perigoso. O texto aponta para uma tecnocracia muitas vezes ineficiente que, ao falhar, utiliza a transferência de encargos para terceiros. A ignorância deliberada (pecado 10) e a irresponsabilidade funcional sugerem uma casta política que se sente imune às consequências de sua própria inépcia, protegida por uma burocracia opaca.


4. O Descolamento da Realidade: O "Autismo" e a "Esquizofrenia" (Pecados 22, 23, 24):

Talvez o ponto mais crítico seja o divórcio entre a classe política e a vida real do povo. A fuga da realidade e a esquizofrenia política (defender o teto de gastos enquanto se criam auxílios extrateto, por exemplo) mostram um sistema que opera em lógica própria. A ofensa à inteligência alheia (o famoso "eu não sabia") é o ápice do cinismo, onde o político subestima a capacidade de julgamento da população para evitar a responsabilização jurídica e moral.


* Análise Crítica:

Embora a lista seja precisa em identificar os sintomas, é necessário um olhar crítico sobre a terminologia e a solução:

Uso de termos médicos: O uso de palavras como "autismo" e "esquizofrenia" para descrever comportamentos políticos (pecados 22 e 23) é problemático e datado, pois estigmatiza condições de saúde para descrever desvios de caráter ou estratégia. Do ponto de vista da ciência política, o que se chama de "autismo" é, na verdade, um encastelamento das elites.

O risco do antipoliticismo: Uma lista de "pecados" pode induzir o leitor a crer que toda política é inerentemente suja. Isso alimenta discursos de "salvadores da pátria" que prometem limpar o sistema, mas que frequentemente acabam cometendo os mesmos pecados com novas roupagens.

A Falta de Solução Institucional: O texto foca na moralidade individual do político. No entanto, esses pecados proliferam porque o sistema de incentivos (sistema eleitoral, financiamento de campanha e impunidade) os favorece. Sem reformas estruturais (reforma política e do judiciário), a moralização individual é uma tarefa de Sísifo.


* Conclusão:

Os 24 pecados formam um retrato fiel do "Brasil profundo" institucional. Eles revelam que a democracia brasileira ainda é jovem e luta contra vícios coloniais e oligárquicos. Superar esses pecados exige menos indignação moralista e mais vigilância cívica e reforma das instituições, para que o custo de cometer esses "pecados" seja maior do que o benefício de praticá-los.


Fonte (Gemini, a IA do Google):

Nenhum comentário:

Postagem em destaque

Livro Marxismo e Socialismo finalmente disponível - Paulo Roberto de Almeida

Meu mais recente livro – que não tem nada a ver com o governo atual ou com sua diplomacia esquizofrênica, já vou logo avisando – ficou final...