sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

Revista Será?, Editorial, artigo de Paulo Roberto de Almeida

Revista Será?
Desde 2012 acompanhando o fluxo da história.
ANO XIV Nº691

Recife, 9 de janeiro de 2026.

Caros leitores,

2026 começa sob tensão, ruído e incerteza — e é precisamente por isso que seguimos adiante. Desde 2012, a Revista Será? mantém uma aposta deliberada na reflexão crítica, no rigor intelectual e na pluralidade de vozes. Em um mundo que acelera simplificações e flerta com o autoritarismo, reafirmamos, neste novo ano, nossa determinação em produzir conteúdo de qualidade, capaz de iluminar zonas obscuras do presente e oferecer instrumentos de compreensão, não slogans.

Abrimos a edição com “O protetorado bolivariano de Trump – Editorial”, no qual a revista analisa, sem concessões, os sinais de uma nova forma de dominação política e econômica na Venezuela. Na sequência, Paulo Roberto de Almeida, em “O que muda para o Brasil na geopolítica da desordem de Trump?”, amplia o foco e examina os dilemas estratégicos impostos ao Brasil por um cenário internacional em franca decomposição do multilateralismo.

Em “O ano 2026 começou muito mal – Crans Montana, Venezuela e Irã”, Rui Martins articula tragédias e conflitos para mostrar como a lei da força ameaça substituir, de vez, as normas internacionais. Paulo Gustavo, em “Medo e Fascismo”, desloca o olhar para o plano mais profundo da política, investigando o medo como ferramenta central das novas formas de autoritarismo e convocando à vigilância democrática.

O diagnóstico social brasileiro aparece com precisão em “Brasil, um país tradicionalista”, no qual Hubert Alquéres discute os limites da modernização nacional à luz de valores persistentes, desconfiança institucional e polarização. A edição ganha especial densidade com a chegada de nosso novo colaborador equatoriano, Johnny Jara Jaramillo, que se integra de forma valiosa ao corpo da Revista Será?. Em “2026: Retornar à Alteridade”, ele nos oferece uma reflexão filosófica poderosa sobre o esgotamento do vínculo com o outro e a urgência ética de reconstruir a convivência humana em sociedades governadas pelo medo.

Encerrando os ensaios, Carlos Eduardo de Vasconcelos, em “Jogos de Acertos de Contas, Riscos e Poesia. Salvemo-nos”, propõe um pensamento transversal que articula geopolítica, tecnologia, direito e arte, lembrando que sem ética e diálogo não há futuro possível. Na Última Página, a charge de Elson sintetiza, com ironia e acuidade, o espírito crítico da edição.

Boa leitura.
Os Editores

Índice

O protetorado bolivariano de Trump - Editorial
O que muda para o Brasil na geopolítica da desordem de Trump? - Paulo Roberto de Almeida
https://revistasera.us2.list-manage.com/track/click?u=411db2b245b4b4625516c92f4&id=c53b6901fe&e=1647837395
O ano 2026 começou muito mal - Crans Montana, Venezuela e Iran - Rui Martins
Medo e Fascismo - Paulo Gustavo
Brasil, um país tradicionalista - Hubert Alquéres
2026: Retornar À Alteridade - Johnny Jara Jaramillo
Jogos de Acertos de Contas, Riscos e Poesia. Salvemo-Nos - Carlos Eduardo de Vasconcelos.
Última Página, a charge de Elson


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