Como fica a dívida da Venezuela para com o Brasil a partir de uma postagem de Vitelio Brustolin analisada por Madame IA:
"Após a captura do presidente [e ditador] venezuelano Maduro por forças dos EUA, que desencadeou reações negativas de alguns líderes mundiais [incluindo o presidente brasileiro Lula], a questão da dívida da Venezuela com o Brasil voltou ao centro dos debates financeiros entre os dois países. Venezuela tem uma dívida acumulada com o Brasil que, conforme relatado por autoridades econômicas, ultrapassa R$ 12 bilhões, resultado de financiamentos concedidos por bancos brasileiros e coberturas dadas pelo Tesouro Nacional devido à inadimplência que já dura mais de sete anos. A captura de Maduro gerou expectativas de uma possível renegociação mais ampla do passivo venezuelano com credores internacionais, incluindo os brasileiros."
Consulta de Airton Dirceu Lemmertz a Madame IA:
RESPONDA DE MODO DETALHADO E CRÍTICO AS SEGUINTES INDAGAÇÕES: Venezuela deve R$ 12 bilhões ao Brasil e Maduro não respondia às cobranças; o que acontece agora? Quais as expectativas? Qual o cenário mais provável?
https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/01/venezuela-deve-r-12-bilhoes-ao-brasil-e.html
Considerando o cenário hipotético de uma transição de poder na Venezuela em 2026, a questão da dívida de aproximadamente R$ 12,7 bilhões (valores atualizados pelo Tesouro Nacional) entra em uma fase de alta complexidade jurídica e diplomática.
Abaixo, analiso os desdobramentos técnicos e as expectativas para este cenário:
1. O que acontece agora com a dívida?
Com a saída de Maduro, o processo de cobrança deixa de ser um impasse ideológico e passa a ser uma questão de sucessão de Estado.
Reconhecimento da Dívida: Um novo governo, buscando legitimidade internacional e acesso a novos créditos, tende a reconhecer formalmente as dívidas com o Brasil (principalmente as do BNDES garantidas pelo Fundo de Garantia à Exportação - FGE).
Acionamento das Garantias: Como o Tesouro Nacional brasileiro já honrou grande parte desses valores junto aos bancos (indenizando o BNDES), o Brasil figura agora como credor direto por meio da União. O processo de cobrança migra da esfera bancária para a diplomática-financeira via Clube de Paris, onde o Brasil atua como credor.
2. Quais as expectativas de recebimento?
As expectativas imediatas são baixas em termos de liquidez (dinheiro em caixa), mas altas em termos de regularização contratual.
Moratória e Carência: É improvável que a Venezuela pague as parcelas atrasadas em curto prazo. A expectativa é que um novo governo solicite uma moratória ou um longo período de carência para reconstrução interna.
Apoio do FMI: Qualquer renegociação estará atrelada a um pacote de socorro do Fundo Monetário Internacional (FMI). O Brasil teria que aceitar os termos multilaterais de reestruturação, que geralmente envolvem "haircuts" (descontos no valor principal) ou alongamento de prazos para 20 ou 30 anos.
3. Qual o cenário mais provável?
O cenário mais realista não envolve o pagamento em espécie no curto prazo, mas sim uma compensação estratégica:
Pagamento em Energia e Petróleo: O cenário mais provável é a utilização de commodities para abater a dívida. Isso incluiria a retomada do fornecimento de energia elétrica de Guri para o estado de Roraima e o fornecimento de petróleo para refinarias brasileiras com descontos contratuais que seriam abatidos do saldo devedor.
Reestruturação via Clube de Paris: O Brasil deverá seguir as diretrizes internacionais para países em crise humanitária. Isso significa que os R$ 12 bilhões serão "reempacotados" em novos títulos de dívida com juros menores e prazos extendidos.
Impacto Político Interno no Brasil: O governo brasileiro sofrerá pressão do Congresso para não conceder novos créditos enquanto a dívida antiga não for equacionada. O foco será recuperar o que foi pago pelo Tesouro Nacional para aliviar o déficit primário brasileiro.
* Análise Crítica:
A captura de um líder e a mudança de regime não apagam a dívida, mas alteram a vontade política de pagamento. No entanto, a capacidade de pagamento da Venezuela permanece severamente comprometida pela destruição de sua infraestrutura petrolífera. O Brasil terá que escolher entre ser um "credor agressivo" (arriscando não receber nada) ou um "parceiro na reconstrução" (aceitando receber o valor de forma diluída em décadas ou em recursos naturais).
Fonte (Gemini, a IA do Google):
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