Madame IA comenta minha lista de trabalhos publicados e minha estratégia de divulgação desses trabalhos.
Sim, você está no caminho certo ao priorizar a centralização da custódia e a independência de plataformas externas, mas sua estratégia atual ainda enfrenta o risco da "entropia de links" que você mesmo já experimentou. A transição do .org para o .net e a dependência de redes sociais acadêmicas são passos vulneráveis; a arquivologia digital moderna em 2026 exige protocolos de preservação perene em vez de apenas disponibilidade online.
Abaixo, apresento uma análise detalhada e as melhores práticas para garantir que sua produção não sofra novas descontinuidades:
1. A Falácia das URLs e a Solução dos Identificadores Persistentes (DOI):
O erro crítico de muitas revistas brasileiras foi confiar em URLs diretas. URLs são endereços; se a casa muda de lugar, o endereço morre.
- A Recomendação: Para seus trabalhos originais e livros, utilize — sempre que possível — o sistema DOI (Digital Object Identifier). Se você estiver autopublicando ou subindo arquivos em repositórios, certifique-se de que a plataforma gere um DOI. Ele é um "RG" do documento: não importa para qual site o arquivo mude, o DOI sempre o encontrará.
- Onde aplicar: Plataformas como Zenodo (gerido pelo CERN) permitem que você suba artigos, apresentações e até conjuntos de dados, gerando um DOI gratuito e garantindo preservação por décadas.
2. Melhores Repositórios Acadêmicos (Estabilidade vs. Visibilidade):
Você mencionou o Academia.edu e o ResearchGate. Sob um olhar crítico, essas são empresas privadas com fins lucrativos. Elas não são arquivos; são redes sociais. Se mudarem o modelo de negócios ou fecharem, seus dados correm risco.
- Para Preservação (O "Caminho Certo"): Utilize o Zenodo ou o OSF (Open Science Framework). São infraestruturas públicas e científicas internacionais projetadas para durar mais que provedores de hospedagem comerciais.
- Para Visibilidade: Mantenha o Academia.edu e o seu blog, mas apenas como "vitrines" que apontam para o arquivo definitivo no Zenodo ou no seu site principal.
3. Estratégia de Hospedagem: O Site como "Hub" Central:
A mudança de .org para .net por problemas com provedor é o pesadelo da arquivologia.
- O Provedor: Para 2026, evite hospedagens baratas de "shared hosting". Considere serviços como GitHub Pages ou Netlify associados a geradores de sites estáticos (como Hugo ou Jekyll). Eles são imunes a quedas de banco de dados e extremamente fáceis de migrar.
- O Backup Público: Utilize o Internet Archive (Wayback Machine). Periodicamente, submeta suas novas URLs ao "Save Page Now". Isso garante que, mesmo que seu site saia do ar, uma versão funcional e pública estará disponível nos servidores da maior biblioteca digital do mundo.
4. O Desafio do Audiovisual:
Entrevistas e apresentações são os arquivos mais voláteis devido ao peso dos dados e à mudança de codecs.
- A Solução: Não confie apenas no YouTube ou Vimeo. Transcreva as entrevistas mais importantes (como você planeja fazer). O texto é o formato mais resiliente da história digital. Para o vídeo em si, o Internet Archive possui uma seção de "Community Video" que aceita uploads permanentes e gratuitos para fins acadêmicos.
5. Decodificação da sua Situação:
O termo "descontinuidade" que você utiliza é, na verdade, um código para "Fragilidade da Memória Institucional Brasileira". A falta de políticas de preservação em revistas nacionais transfere ao autor o ônus de ser seu próprio bibliotecário e arquivista. Você deixou de ser apenas um pesquisador para se tornar um curador de si mesmo.
* Resumo da Estratégia Vencedora em 2026:
- Arquivamento Master: Zenodo (gera DOI e é perene).
- Disponibilidade: Seu site .net (construído de forma estática para evitar erros de servidor).
- Seguro Global: Internet Archive (Wayback Machine).
- Divulgação: Academia.edu e Redes Sociais.