segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

Ajustando algumas incoerências da diplomacia chinesa

 O espelho da diplomacia (ao inverso)

Cabe aplicar essas justas posições da diplomacia chinesa a um caso não semelhante, mas similar: a China aplicaria essas palavras ao caso da agressão russa contra a Ucrânia? Colchetes são meus, PRA.

“⚡️The Chinese Foreign Ministry commenting on the US aggression against Venezuela: 

America's use of force threatens peace in Latin America.

 [O uso da força pela Rússia ameaça a paz na Europa.]

We reject the Long Arm Jurisdiction law that violates state sovereignty and demand the US immediately release Maduro. 

[Nós rejeitamos o sequestro de crianças ucranianas pela Rússia, que viola vários tratados internacionais, e demandamos a imediata devolução dessas crianças à guarda de seus pais legitimos.]

⚡️The Chinese Foreign Ministry on the Venezuelan Vice President taking office: We believe that the Venezuelan government will handle its internal affairs properly in accordance with the Constitution and the law. 

[Acreditamos que o governo ucraniano possa tratar de seus assuntos internos adequadamente, de acordo à sua Constituição.]

Ready to support Latin America on issues of sovereignty, security and regional safety.

[A China está pronta para apoiar a Ucrânia e a Europa em assuntos de soberania, segurança e estabilidade regional.]

Acredito que a China não precisaria receber estas lições de coerência e de credibilidade diplomática. Em todo, espero ter contribuído um pouco.

Paulo Roberto de Almeida

Brasília, 5/01/2026

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