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sábado, 10 de outubro de 2026

Rogerio F. Pinto faz um indiciamento completo da casta política brasileira

 Rogerio F. Pinto faz um indiciamento completo da casta política brasileira (não chega a ser uma classe em si, apenas uma casta para si) e uma condenação em regra do deserto de ideias e de propostas em que se converteu a presente campanha eleitoral brasileira.

Ainda que ele exagere um pouco, creio que tem razão nos traços gerais da mais deprimente situação politica em face do que deveriam ser escolhas decisivas para a cidadania, mas que são apenas diatribes e ataques do mais baixo nivel. PRA


Transcrevo:

“Com a devida venia dos astutos analistas e jornalistas brasileiros exponho as minhas impressões quanto ao quadro eleitoral para a escolha do próximo presidente da nossa afligida república. São impressões de quem acompanha o cenário político brasileiro de longe, com limitada informação mas inspiradas pelo espírito de cidadania e algum interesse no seu futuro como nação.

O que mais me impressiona é a pobreza dos candidatos em termos de caráter, discernimento político de estadista, capacidade intelectual  e trajetória. Pobreza esta que se aplica somente aos candidatos concorrentes e não ao “pool” de candidatos presidenciaveis em potencial, como o VP Alkimin, o Gov. Leite, Gov/Ministro Ciro Gomes, por exemplo, entre outros. Com o Lula eleito, já se sabe que trará mais governo assistencialista com irresponsabilidade fiscal, incompetência executiva acompanhada de uma dose considerável de corrupção, entre outros desatinos associados ao PT. Portanto um desfeixo previsível e conhecido.

No caso do candidato do PL, trata-se de um personagem medíocre, sem destaque intelectual nem qualidades de liderança, que se destaca, não por conquistas parlamentares na esfera estadual ou federal mas pela vinculação familiar com o chefe de um governo notoriamente desastroso e golpista, e vínculos com o crime organizado no Rio de Janeiro. Ele procura dissimular este pasado maculado simulando virtude religiosa e insinuando vincular o governo ao evangelismo, comprometendo a natureza laica do Estado Brasileiro e a separação entre governo e igreja. Destaca-se também pela trajetória colorida de pequena e mesquinha corrupção e uma ignomína simpatia por governos autoritários de extrema direita aos quais pretende aproximar o Brasil, assumindo um papel de mero administrador colonial e não de  Presidente da República. Alem de não estar à altura do imenso desafio que representa tirar o Brasil da estagnação econômica e social em que se encontra, e’ imprevisivel  o estrago que se pode esperar de semelhante candidato, especialmente se eleito por tempo indeterminado em vista das prometidas alterações ‘a Constituição brasileira.

Um voto no imperfeito Lula por somente um mandato de 4 anos para depois enterra-lo junto com o PT e’  um preço razoável a pagar-se para não submeter a República ao risco de um novo governo desastroso e entreguista. Espera-se que ao cabo deste último governo do PT as lideranças partidárias se expurguem e produzam uma chapa presidenciável que possa tirar o nosso Brasil do marasmo em que se encontra.

Todas estas apreciações de observacao política  perdem sentido e relevância diante do princípio fundamental de análise política que reconhece que todo povo termina tendo o governo que merece, pese a que os analistas patriotas sempre achem que o Brasil merece melhor.”

Rogério F. Pinto


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