Mostrando postagens com marcador momentos decisivos da história do Brasil. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador momentos decisivos da história do Brasil. Mostrar todas as postagens

domingo, 25 de janeiro de 2026

História Virtual do Brasil: brincando de What If? - Paulo Roberto de Almeida

Retomando uma brincadeira antiga:

5199. “História virtual do Brasil; brincando de What If?”, Brasília, 25 janeiro 2026, 16 p. Retomada de alguns trabalhos antigos apenas como brincadeira com a História séria e correta. Disponível na plataforma acadêmica Academia.edu (link: https://www.academia.edu/150271221/5199_Hist%C3%B3ria_Virtual_do_Brasil_brincando_de_What_If_2026_

História Virtual do Brasil: brincando de What If?

Paulo Roberto de Almeida, diplomata, professor.
Retomada de alguns trabalhos antigos.

Durante alguns anos do início do presente século (ainda estou nele, um quarto de século depois), acumulei uma pequena literatura histórica de livros colocados na rubrica “What If?”, ou seja, história virtual, ou alternativa. Nunca desenvolvi o gênero, a despeito de ter ensaiado algumas brincadeiras com a história do Brasil, começando com a identificação daqueles episódios que poderiam ter representado alguma bifurcação em nosso itinerário como nação (e nos quais talvez tenhamos adotado o caminho errado).
Esse primeiro trabalho, puramente indicativo, se chamou “Momentos decisivos da história brasileira” (Washington, 18 junho 2003, 2 p., n. 1064), e tinha a seguinte descrição: “Relação cronológica de eventos ou processos que podem ser considerados como “turning points” na história do Brasil, desde Tordesilhas (1494) até a eleição de Lula (2002) como presidente do País. Base de um possível futuro trabalho ensaístico”. Imediatamente após, efetuei minhas primeiras brincadeiras nessa categoria, com o trabalho “História Virtual do Brasil: (What if...?)” (Washington, 21 junho 2003, 12 p., n. 1065), descrito da seguinte forma: “Aplicação seletiva de alguns eventos e processos relevantes da história do Brasil num exercício de “história virtual”, concluindo otimistamente pela ascensão do Brasil ao status de grande potência. Para ser desenvolvido progressivamente.”.
Menos de um mês depois, eu tratava de “explicar” o exercício pelo trabalho introdutório seguinte: “História Virtual: limites e possibilidades” (Washington, 7 julho 2003, 3 p., n. 1076). Texto de introdução metodológica e de justificativa didática de uma possível seção de história virtual para uma nova revista de história a ser editada no Brasil: História Viva”. Essa revista nunca foi publicada e meu texto acabou sendo incorporado a um trabalho de síntese que efetuei anos depois, congregando os textos acima citados: “História virtual do Brasil: um exercício intelectual” (Brasília, 29 novembro 2007, 16 p., 1841). Esse texto recebeu, em minha ficha de trabalhos, a seguinte descrição: “Consolidação, em arquivo único, de ensaio de história virtual do Brasil, com base nos trabalhos 1064, 1065 e 1076, feitos em Washington, em 18 e 21 de junho de 2003 e em 7 de julho de 2003. Ele teve uma publicação parcial numa revista acadêmica que já desapareceu (Espaço de Sophia (Tomazina – PR, ISSN: 1981-318X, Ano I, nº 9, p.1-15, dezembro 2007; edição eletrônica), e talvez esteja numa forma mais completa em uma das postagens que efetuei em Academia.edu. Em todo caso, vou retomar aqui essa versão mais completa, que segue abaixo.
(...)

Ler a íntegra, neste link:
https://www.academia.edu/150271221/5199_Hist%C3%B3ria_Virtual_do_Brasil_brincando_de_What_If_2026_

quinta-feira, 6 de abril de 2023

Em face de uma nova bifurcação da estrada, à nossa frente - Paulo Roberto de Almeida

Em face de uma nova bifurcação da estrada, à nossa frente

 

 

Paulo Roberto de Almeida

Diplomata, professor

(www.pralmeida.org; diplomatizzando.blogspot.com)

Nota sobre mais um momento decisivo na vida da nação: a opção entre sustentar um crime ou optar pela Justiça. 

  

 

Tudo indica que já chegamos ao limiar de uma ruptura fundamental entre as democracias de mercado realmente existentes e duas autocracias ambiciosas, apostando na decadência ocidental.

Nos anos 1930, o cenário apontava para a reconstrução mussolinista do Império romano, para o Lebensraumhitlerista e o extermínio da praga judaica, e para a Grande Esfera de Co-prosperidade dos militaristas fascistas do Japão na Ásia Pacífico e na China.

Naquela conjuntura crucial para os destinos do Brasil no mundo, Oswaldo Aranha, educado por Rui Barbosa, soube manter o Brasil no lado certo, ou seja, com as potências democráticas, ao contrário dos autoritários do Estado Novo e, ao lado, da Argentina, que se manteve “neutra”, mas totalmente simpática às potências fascistas até 1945.

E agora? Qual será o caminho adotado pelo Brasil?

Vai virar para o outro lado?

Temo que sim.

Se mestre Antonio Paim ainda estivesse vivo, certamente ele acrescentaria mais um capítulo ao seu livro “Momentos Decisivos da História do Brasil”.

Como ele já morreu, talvez eu mesmo escreva esse complemento. 

Mas será uma tristeza se tivermos mais uma, a quarta, chance de enveredarmos pelo caminho correto, e se a perdermos, uma vez mais, por incapacidade política ou por cegueira diplomática das elites, ou ainda, por uma visão curto-prazista de vantagens imediatas numa aliança com a potência ascendente, como parecia ser a Alemanha dos anos 1930.

Estamos no centenário da morte de Rui Barbosa, em 1923; por isso recomendo a leitura do seu “Conceitos Modernos do Direito Internacional” de 1916, também conhecido pelo título de “Os Deveres dos Neutros” (reeditado pela Casa Rui Barbosa em 1983).

Resumo o essencial: “NAO SE PODE SER NEUTRO ENTRE A JUSTIÇA E O CRIME!”

É isso!

Paulo Roberto de Almeida

Brasília, 4351: 6 abril 2023, 1 p.

quarta-feira, 20 de julho de 2022

Novamente na encruzilhada da História? - Paulo Roberto de Almeida

 Novamente na encruzilhada da História?

Sociedades pouco educadas, tanto nas massas quanto nas pretensas elites, podem ser suscetíveis de seguirem líderes voluntariosos e perigosamente equivocados para a nação, quando pretendem guiá-la por caminhos não exaustivamente mapeados por estudos técnicos abalizados por avaliações rigorosas de custo-benefício para o país.

Corporações de Estado, como FFAA e Itamaraty, quando passivas e submetidas a dirigentes ineptos, podem ser cooptadas e conduzidas a participar de iniciativas políticas altamente prejudiciais ao país. 

Assim ocorreu sob a ditadura militar, o mesmo se reproduziu sob o lulopetismo e também está acontecendo agora, sob o bolsonarismo aloprado. 

Poderia apresentar muitos exemplos de casos concretos que resultaram em desvio de funções e em atrasos para o desenvolvimento material e político-institucional para o Brasil, mas não é o mais conveniente neste espaço. 

Em todo caso, gostaria de aproveitar um dos títulos do mestre Antonio Paim e confirmar que estamos novamente numa encruzilhada crucial para o destino da nação, aquilo que ele chamou de Momentos Decisivos da História do Brasil

Infelizmente, falhamos sob a colônia— o que não estava em nosso poder determinar —, mas igualmente fomos incapazes de corrigir as vias erradas sob o Império e novamente sob a República não soubemos construir as bases fundamentais de uma nação comprometida com o bem-estar e a prosperidade de todos os seus filhos.

Em próximo livro — Construtores da Nação: Projetos para o Brasil, de Cairu a Merquior (LVM, 2022) — examino e discuto as propostas de reformas estruturais e de políticas públicas apresentadas e defendidas por duas dezenas de intelectuais e estadistas nacionais, infelizmente não realizadas a contento nos últimos dois séculos de vida independente.

Paulo Roberto de Almeida

Brasília, 20/07/2022

Postagem em destaque

Livro Marxismo e Socialismo finalmente disponível - Paulo Roberto de Almeida

Meu mais recente livro – que não tem nada a ver com o governo atual ou com sua diplomacia esquizofrênica, já vou logo avisando – ficou final...