Tenho o prazer de informar sobre a publicação de um livro do Professor Carlos Maurício Ardissone, dos cursos de Graduação em Relações Internacionais do IBMEC-RJ e da Universidade Estácio de Sá, que constitui uma adaptação de sua tese de Doutorado, defendida perante o IRI-PUC/RJ, em abril de 2011. Igualmente funcionário do INPI, o Prof. Ardissone está plenamente habilitado a tratar desse relevante tema da agenda internacional, que teve desdobramentos importantes desde antes da inauguração do governo FHC, quando o acordo Trips foi assinado no âmbito da Rodada Uruguai de negociações comerciais multilaterais.
Propriedade Intelectual e Relações Internacionais nos Governos FHC e Lula: os rumos das negociações globais e das políticas públicas
Curitiba: Editora Appris, 2013, 323 p.; ISBN: 978-85-8192-230-0
A forma como cada país define sua inserção internacional nas negociações
globais em propriedade intelectual é fundamental para o seu
desenvolvimento econômico, científico e tecnológico. Durante décadas de
economia fechada, o Brasil deixou de aproveitar janelas de oportunidade
para a construção de um parque industrial verdadeiramente competitivo
que conferisse prioridade à inovação. Adotou-se nesse período uma
postura diplomática predominantemente de resistência e baixo perfil no
campo da propriedade intelectual, condizente com o ambiente
protecionista vigente. A predominância de uma concepção de
industrialização de inspiração nacional-desenvolvimentista entre os anos
30 e 70 não favoreceu, contudo, o fortalecimento da capacidade endógena
de produção e de proteção do conhecimento e da tecnologia nacionais.
A
abertura econômica promovida a partir dos anos 90 e as mudanças
importantes nas normas globais de comércio levaram à necessidade de
transformações no padrão de inserção do Brasil no regime internacional
de propriedade intelectual. Nos Governos FHC e Lula, o país passou
gradualmente por modificações em sua via diplomática, abandonando uma
posição tradicionalmente reativa e de resistência para uma de mais
engajamento e proposição. Não obstante, mesmo na passagem do Governo FHC
para o Governo Lula, diferenças importantes se observaram em relação ao
modo como o Brasil formulou a sua política externa e planejou sua
articulação com outras políticas públicas, particularmente a política
industrial. Essas diferenças se concentraram em três variáveis
fundamentais: as ideias, as instituições (como o Ministério da Indústria
e o Instituto Nacional da Propriedade Industrial) e as lideranças, com
desdobramentos relevantes para o Brasil nos rumos das negociações
globais e das políticas públicas nacionais.
Temas de relações internacionais, de política externa e de diplomacia brasileira, com ênfase em políticas econômicas, viagens, livros e cultura em geral. Um quilombo de resistência intelectual em defesa da racionalidade, da inteligência e das liberdades democráticas. Ver também minha página: www.pralmeida.net (em construção).
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quinta-feira, 12 de dezembro de 2013
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