sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Brasil, governado por uma associacao criminosa: nome? MAFIA!

Os membros do Ministério Público, ao avaliar os recentes escândalos e roubalheiras na Petrobras, assim como os juízes do STF, ao avaliar o caso anterior do Mensalão, não hesitaram ao classificar os envolvidos desta forma: uma associação criminosa.
Eu não hesito em classificar o mesmo grupo que se espalha pelos vários órgãos dirigentes do Brasil sob a mesma designação; o nome disso é máfia.
Simples assim.
Paulo Roberto de Almeida 
O ex-presidente Lula, durante comício em Campo Limpo Paulista, em São Paulo, antes do primeiro turno (Ivan Pacheco/VEJA.com)

O ex-presidente Lula durante comício em Campo Limpo Paulista, em São Paulo, antes do primeiro turno (Ivan Pacheco/VEJA.com)

Luiz Inácio Lula da Silva afirmou estar com o saco cheio. Imaginem, então, como está o nosso — nós, que somos as vítimas de um tipo de política de que ele é o grande chefe. Ontem, dados os absurdos e descalabros que emanavam dos depoimentos de Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef, o Babalorixá de Banânia não quis falar. Deixou para vociferar na plenária do PT, a primeira depois da eleição do dia 5, realizada no Sindicato dos Bancários. E, aí sim, bufou, vociferou cheio de ódio, vermelho como um pimentão. As sobrancelhas estavam arqueadas. Havia ódio em seu rosto. Sabem o que recomendou aos militantes? “Não abaixar a cabeça.” Sim, Lula quer que eles se sintam orgulhosos.

Afirmou sobre a roubalheira na Petrobras: “Todo ano é a mesma coisa. É sempre o mesmo cenário: eles começam a levantar as denúncias, que não precisam ser provadas. É só insinuar que a imprensa já dá destaque. Eu quero dizer para vocês que eu já estou de saco cheio”. Assim seria se assim fosse: a operação Lava Jato não foi deflagrada pela imprensa, senhor Lula, mas pela Polícia Federal — por aquela parte dela que investiga sem perguntar a filiação partidária do investigado. A imprensa também não atuou como Ministério Público nem como Justiça. Tampouco propôs o acordo de delação premiada.

Como? “Levantar denúncias”? Desta vez, Lula, o PT se encalacrou. Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef admitem terem cometido os crimes. Alguém acha mesmo que eles atuariam sem a proteção de um esquema político? Lula está bravo porque foi ele próprio quem nomeou Paulo Roberto. E foi adiante com a retórica elegante de sempre: “Daqui a pouco, eles estarão investigando como nós nos portávamos dentro do ventre da nossa mãe”. Deus me livre! Pouco me interessa como o homem se portava no ventre daquela senhora. Mas as sem-vergonhices havidas na Petrobras, ah, isso é assunto meu, seu, de todos nós. O poderoso chefão petista parece não se conformar com isso. Entendo. Ele se acostumou com a ideia de que é dono do Brasil.

Referindo-se ao PSDB, afirmou: “Nós não podemos admitir que um partido bicudo venha nos chamar de corruptos”. Epa! Não é um partido bicudo, Lula! Os parceiros do petismo é que decidiram confessar.

O ex-presidente, gostemos ou não, é um líder político. Essa sua fala é desastrosa para a moralidade pública. Ela serve de sinal verde para a lambança. Sua cara de pau não tem limites. Continua a negar que o mensalão tenha existido, apesar das provas e das confissões de Marcos Valério. Parece que decidiu, agora, fazer o mesmo no caso da Petrobras. Estranha essa reação. Estaria Lula aplicando uma espécie de vacina contra o que virá, numa reação preventiva?

Ah, sim: na plenária, ele disse não entender o resultado pífio do PT em São Paulo. Falou isso ladeado por Alexandre Padilha, Fernando Haddad e Eduardo Suplicy, entre outros… E ele ainda não entendeu? Lula já foi mais inteligente.

Texto publicado originalmente às 5h32

UFC economico: Brazil’s election: in face-off with Mantega, Fraga disappoints (FT)

Brazil’s election: in face-off with Mantega, Fraga disappointsSamantha Pearson
The Financial Times, 10/10/2014

It was set to be one of the biggest massacres of Brazil’s election. On Thursday night Guido Mantega, finance minister, went head-to-head with Armínio Fraga, the former central banker who will take his job if Aécio Neves wins the presidency this month.
Mantega certainly has some explaining to do. The economy is expected to grow a measly 0.2 per cent this year, according to Brazil’s latest central bank survey. That is less than much of the developed and developing world.
On top of that, 12-month inflation last month came in at 6.75 per cent – above the upper limit of the country’s tolerance band and far above the official target of 4.5 per cent.
So far, Mantega and the PT party have blamed this all on the global financial crisis…
In short, Mantega should have been an easy target.
Fraga certainly had the right arguments. The government needs to fix its economic model, combat inflation, raise investment, attract capital, build credibility and reduce unnecessary lending by the state development bank BNDES, he said. Furthermore, the global financial crisis was *five* years ago, he pointed out. All that is music to investors’ ears.
Even so, he struggled to get the upper hand on Thursday night. While Mantega spoke as a confident politician, drawing on populist and coherent (albeit somewhat flawed) narratives, Fraga largely responded with the cold pragmatism and technical details of a central banker.
As the Brazilian journalist Sérgio Augusto remarked on Twitter: “I had forgotten how bad Armínio Fraga is at interviews and debates. He comes across as everything he isn’t: insecure and false.”
After eight years of Mantega as Brazil’s finance minister, investors and business people may welcome a little cold pragmatism. However, it is not these people Fraga has to convince – the vast majority would have picked Fraga over Mantega anyway. Rather, Fraga and the PSDB party need to find a way to get the economic message across to the average Brazilian and to deconstruct the common belief that what is good for the markets is bad for the people and vice-versa.
After all, this is not just a cordial economic debate: it’s war – the final battle for control over the world’s second-biggest emerging market and the lives of more than 200m people.

Ultima reflexao da noite

Os companheiros construiram uma republiqueta mafiosa e pretendem legalizar isso nas urnas. Querem legitimar a indignidade e a podridão moral. E ainda teem o cinismo de nos dizer que tudo isso é normal, pois todos praticariam as mesmas patifarias. Homunculos morais, anões éticos, contrafações de políticos.
Assinado
Paulo Roberto de Almeida 

A historia repete a revolucao francesa no Brasil, como farsa... - Alexandre Schwartsman

Muiro bem bolado...

Apple, a marca mais valiosa do mundo (Cacete, vao me cobrar um sobrepreco no meu proximo iPhone)

Apple é a marca mais valiosa do mundo em 2014. Confira o ranking

Levantamento elaborado pela Interbrand mostra ainda que o Facebook foi a marca com maior crescimento este ano. Empresas brasileiras ficaram de fora

Apple foi avaliada em avaliada em US$ 118.863 bilhões

Apple foi avaliada em avaliada em US$ 118.863 bilhões (Peter Parks/AFP/VEJA)

A Apple foi considerada a marca mais valiosa do mundo pelo segundo ano consecutivo, avaliada em 118,863 bilhões de dólares. Na sequência, ficaram Google (107,439 bilhões de dólares) e Coca-Cola (81,563 bilhões de dólares). As informações são do levantamento Best Global Brands 2014 realizado pela consultoria de gestão de marcas (branding) Interbrand. O estudo leva em consideração o desempenho financeiro dos produtos ou serviços da marca, o papel que desempenha ao influenciar a escolha do consumidor e força para comandar preços, gerar lealdade ou garantir os lucros da companhia.

O Best Global Brands mostra que o Facebook foi a marca com maior crescimento no mundo em 2014. O valor da marca saltou 86% entre 2013 e 2014, para 14,349 bilhões de dólares, influenciado pela ampliação das operações móveis com a aquisição do WhatsApp e pelo lucro de 1,4 bilhão de dólares no segundo trimestre. Também tiveram fortes valorizações as marcas Audi (27%), Amazon (25%), Volkswagen (23%) e Nissan (23%). Já as marcas DHL, Land Rover, FedEx, Huawei e Hugo Boss (97º) apareceram pela primeira vez no levantamento.

Leia também: LeBron é marca pessoal mais valiosa do esporte no mundo

Entre os destaques deste ano está o setor de tecnologia, com treze empresas entre as marcas mais valiosas do mundo como Microsoft (quinto lugar), Samsung (sétimo lugar) e Intel (décimo segundo lugar). “O setor de tecnologia é a categoria mais valiosa no Best Global Brands 2014. Marcas que têm um legado e já foram líderes buscam evoluir para acompanhar as mudanças do mercado”, informa em comunicado a Interbrand.

Brasil – As empresas brasileiras ficaram de fora do levantamento. A Interbrand explica que as marcas nacionais possuem valor financeiro, mas não possuem presença global. Mesmo assim, a expectativa é de que as marcas nacionais apareçam entre as cem mais valiosas do mundo nos próximos anos. “Cada vez mais as marcas líderes no Brasil estão buscando um posicionamento global. Movimentos significativos estão sendo feitos no sentido de buscar novos mercados e seus direcionamentos estratégicos estão, mais do que nunca, conectados com as necessidades dos consumidores em todo o mundo, tornando a presença de uma marca brasileira entre as Best Global Brands uma questão de tempo”, afirma a diretora executiva da Interbrand Brasil, Daniella Giavina-Bianchi. 

Marcas mais valiosas do mundo em 2014

1 de 10

10. Mercedes-Benz

A frase do dia (ou da noite): Edmund Wilson on faith

Essa frase parece até amena, mas ele é muito mais severo em relação ao mal que podem (eu disse podem) provocar as religiões:


 “Faith is the one thing that makes otherwise good people do bad things.”

New book: The Meaning of Human Existence (2014)

Edmund Wilson

Cubanos balseros fogem ao Estado Islamico-Socialista dos Castros (NYT)

Alguém prestou atenção a isto, no meio das terríveis notícias que nos chegam do Estado Islâmico?
Pois é. Os irmãos Castro só não decapitam -- embora o façam, analigamente, pela censura -- mas continyam a matar de fone e de desespero os pibres cubanos, que se arruscam em frágeis embarcações para chegar aos EUA.
Os seus aliados brasileiros já viveram numa ilha-prisão com rações de campo de concentração?
Paulo Roberto de Almeida 

Sharp Rise in Cuban Migration Stirs Worries of a Mass Exodus


The number of Cubans attempting the voyage to the United States has nearly doubled in the past two years, putting the spotlight on the growing frustration with a post-Fidel Cuba.

The New York Times, October 10, 2014, Friday

MIAMI — In an unexpected echo of the refugee crisis from two decades ago, a rising tide of Cubans in rickety, cobbled-together boats is fleeing the island and showing up in the waters off Florida.

Leonardo Heredia, a 24-year-old Cuban baker, for example, tried and failed to reach the shores of Florida eight times.

Last week, he and 21 friends from his Havana neighborhood gathered the combined know-how from their respective botched migrations and made a boat using a Toyota motor, scrap stainless steel and plastic foam. Guided by a pocket-size Garmin GPS, they finally made it to Florida on Mr. Heredia’s ninth attempt.

“Things that were bad in Cuba are now worse,” Mr. Heredia said. “If there was more money in Cuba to pay for the trips, everyone would go.”

Mr. Heredia is one of about 25,000 Cubans who arrived by land and sea in the United States without travel visas in the fiscal year that ended on Sept. 30, according to government figures. He, like many others, is also an unexpected throwback to a time that experts thought had long passed: the era when Cubans boarded homemade vessels built from old car parts and inner tubes, hoping for calm seas and favorable winds. As the number of Cubans attempting the voyage nearly doubled in the past two years, the number of vessels unfit for the dangerous 90-mile crossing also climbed.

Not since the rafter crisis of 1994 has the United States received so many Cuban migrants. The increase highlights the consequences of a United States immigration policy that gives preferential treatment to Cubans and recent reforms on the island that loosened travel restrictions, and it puts a harsh spotlight on the growing frustration of a post-Fidel Castro Cuba.

More Cubans took to the sea last year than in any year since 2008, when Raúl Castro officially took power and the nation hummed with anticipation. Some experts fear that the recent spike in migration could be a harbinger of a mass exodus, and they caution that the unseaworthy vessels have already left a trail of deaths.

“I believe there is a silent massive exodus,” said Ramón Saúl Sánchez, an exile leader in Miami who has helped families of those who died at sea. “We are back to those times, like in 1994, when people built little floating devices and took to the ocean, whether they had relatives here or not.”

Although the number migrating by sea hardly compares with the summer of 1994, Mr. Sánchez said the number of illegal and legal Cuban immigrants combined has now surpassed the number of those who arrived during the crisis 20 years ago.

The United States Coast Guard spotted 3,722 Cubans in the past year, almost double the number who were intercepted in 2012. Under the migration accord signed after the 1994 crisis, those captured at sea are sent back to Cuba. Those who reach land get to stay, which the Cuban government has long argued draws many people into making the dangerous voyage.

For the past 10 years, sophisticated smuggling networks were responsible for the vast majority of Cuban migration. A crackdown by the American authorities and a lack of financing available to Cubans on the island have shifted the migration method back to what it was two decades ago, when images of desperate people aboard floating wooden planks gave Cuban migrants the “rafters” moniker.

“We have seen vessels made out of Styrofoam and some made out of inner tubes,” said Cmdr. Timothy Cronin, deputy chief of enforcement for the Coast Guard’s Miami district. “These vessels have no navigation equipment, no lifesaving equipment. They rarely have life jackets with them. They are really unsafe.”

About 20 percent of the vessels used in 2008 were homemade, but this past year, 87 percent of the migrants spotted at sea were riding rustic boats that the passengers had built themselves, Coast Guard statistics show.

Julio Sánchez, 38, a welder from Havana who traveled with Mr. Heredia, said most Cubans do not have the money to pay smugglers, and are instead forced to spend months gathering supplies for their journey.

“In our group, some people gave ideas, some gave money and some gave labor,” Mr. Sánchez said. The trip from a port east of Havana to an obscure Florida key cost them a total of $5,000, a fraction of the $200,000 or more that smugglers would have charged such a large group.

Experts said the recession cut the flow of financing for such journeys, because it was Miami relatives who made the payments. Many of the people arriving now — like those in Mr. Sánchez’s group — have no family in the United States to help pay.

“If I had to save $10,000 with my monthly salary of $17, I would not get here until I was 80 or 90 years old,” said Yannio La O, 31, an elementary school wrestling coach who arrived in Miami last week after a shipwreck landed him in Mexico.

He and 31 others departed from Manzanillo, in southern Cuba, in late August on a boat they built over the course of three months. They ran into engine trouble, and the food they brought was contaminated by a sealant they carried aboard to patch holes in the hull. They spent 24 days lost at sea.

“Every day at 6 a.m. or 6 p.m., somebody died,” Mr. La O said.

Nine people, including a pregnant woman, died and were thrown overboard, and six more got on inner tubes and disappeared before the Mexican Navy rescued the survivors, Mr. Sánchez said. Two more died at shore. Mr. La O said he survived by drinking urine and spearing fish.

Their deaths came as the United States Coast Guard found four bodiesfloating in the water 23 miles east of Hollywood, Fla. Their relatives in Miami identified their corpses by their tattoos and scars.

Mr. La O became one of the more than 22,500 Cubans who arrived in the United States by land last fiscal year — most of them in Texas. That is nearly double the number who did so in 2012.

Some of those migrants flew to Mexico and then requested entry at the Texas border. Relaxed travel rules in Cuba now allow people to exit the country more freely, a change that experts say plays a part in the surge in Southwest border arrivals. Other people, like Mr. La O, made the first leg of the journey by sea to Central America or Mexico.

Ted Henken, a Cuba scholar at Baruch College in New York, said Washington should be worried about the increase in migration, because it demonstrates that Cuba’s recent economic reforms have failed to help the majority of Cubans, making the nation vulnerable to a catastrophic event.

“If some triggering event or series of events were to happen, like with the Venezuela aid or major unrest, or a hurricane, we could have another ‘balsero’ crisis or Mariel,” Mr. Henken said, using the Spanish word for “rafter” and noting the 1980 boatlift.

A spokesman for the Cuban Interests Section in Washington did not respond to a request for comment.

Michael Flanagan, the deputy chief patrol agent for the United States Border Patrol’s Miami sector, said good weather, particularly the lack of hurricanes in recent years, has played a part in facilitating travel. Although the 91 percent increase in Cuban landings was “significant and it has our attention,” he said, it was not “remarkable.”

“Even if half the people who leave from Cuba do not survive, that means half of them did,” Mr. La O said, speaking from his grandmother’s house in Miami, where he arrived last week. “I would tell anyone in Cuba to come. It’s better to die on your feet than live on your knees.”

Governo companheiro: o desmantelamento do setor eletrico - Adriano Pires

Prestem atenção na conta que ficou para nós pagarmos, leitor.
Esse não é mais um crime econômico companheiro, como tantos outros.
Este é um SUPER-CRIME ECONÔMICO COMPANHEIRO, e sua responsabilidade incumbe diretamente ao poste escolhido pelo chefe da quadrilha.
Paulo Roberto de Almeida 

Desafios do setor elétrico no próximo governo

A Medida Provisória n.º 579, posteriormente convertida na Lei 12.783/2013, pôs o setor elétrico de cabeça para baixo. Algumas consequências nefastas já são amplamente conhecidas e outras ainda estão por vir. O Grupo Eletrobras, que teve 67% das suas concessões de geração renovadas, amargou um prejuízo de R$ 13,2 bilhões somente em 2012 e em 2013, o que se refletiu na queda de cerca de 40% do seu valor de mercado entre o anúncio dessa medida provisória e setembro de 2014. A desestruturação econômica do setor nos últimos dois anos pode atrair investidores abutres, afastando os bons, e comprometer o plano de investimento das empresas existentes.

A escassez de água nos reservatórios das hidrelétricas e a bagunça regulatória causada pela Medida Provisória 579 criaram dois problemas nunca antes enfrentados pelo setor elétrico. O primeiro consiste na alta probabilidade de termos um racionamento em 2015. É bom que se diga que essa probabilidade de racionamento não se deve apenas à falta de chuvas, mas também a um sinal tarifário errado, dado pela referida medida provisória, que levou os consumidores a aumentar o consumo num momento em que o custo da energia elétrica crescia em função da entrada das usinas térmicas. O segundo problema é que, para atender aos interesses do governo em fazer populismo tarifário, as distribuidoras foram impedidas de repassar o custo das térmicas para as tarifas. Com isso o governo concedeu subsídios às distribuidoras via Tesouro Nacional e as obrigou a tomar empréstimos na banca nacional.

A escassez de água nos reservatórios das hidrelétricas e a bagunça regulatória causada pela Medida Provisória 579 criaram dois problemas nunca antes enfrentados pelo setor elétrico

Estima-se que os subsídios do governo ao setor elétrico entre 2013 e 2014 totalizem R$ 53,8 bilhões (em 2013, R$ 23,1 bilhões e em 2014, R$ 30,7 bilhões), incluindo repasses aos distribuidores, aportes do Tesouro Nacional necessários para manter a redução estrutural prometida nas tarifas de energia elétrica e a Garantia Física (GSF) da Usina Hidrelétrica de Itaipu. Não foram levadas em conta as indenizações que devem ser pagas às empresas que tiveram suas concessões vencidas. Se tudo fosse levado em consideração, o valor da conta ficaria em torno dos R$ 100 bilhões.

Apesar do exposto acima já ser suficientemente desastroso, ainda se hão de esperar graves problemas para o próximo ano.

O primeiro deles é a tendência à federalização e centralização dos ativos nas mãos do governo federal. Conforme previsto na Lei 12.783/2013, quando as concessões são renovadas o modelo de concessão é substituído por um modelo de prestação de serviços e o ativo é devolvido ao governo federal, que passa a ser o novo “proprietário” das usinas. Ou seja, num primeiro momento estão esvaziando as empresas estaduais como Cesp, Cemig e Copel e, ao mesmo tempo, dilapidando e descapitalizando ativos que pertencem aos acionistas minoritários e aos majoritários e à população de cada Estado. Esse novo modelo caminha no sentido inverso ao da eficiência operacional, que poderia ser atingida por meio da descentralização de decisões e do aumento do poder/responsabilidade dos Estados.

Outra consequência é que, se os critérios da Lei 12.783/2013 forem mantidos para renovação das concessões, isso implicará o fechamento de indústrias no curto prazo e o desaparecimento do mercado livre no médio prazo. De acordo com a lei, as cotas das geradoras que tiveram as suas concessões renovadas são obrigatoriamente alocadas no mercado cativo, como forma de garantir a queda da tarifa de energia. Sendo assim, a cada renovação a oferta no mercado livre se vai reduzindo, o que certamente se refletirá em elevação de preços. Além disso, em razão do elevado preço e da alta volatilidade do PLD (preço de liquidação das diferenças), é difícil imaginar que as geradoras estejam dispostas a celebrar contratos de longo prazo com grandes consumidores, o que forçará a indústria a comprar energia no PLD, estando sujeita a preços elevados e alta volatilidade. Até agora, a média do PLD em 2014 está em torno de R$ 620 por megawatt-hora (MWh).

O terceiro problema está na confusão de regras e na insegurança regulatória, que estão levando a um aumento da judicialização no setor, fato que só prejudica o bom desempenho e atrasa/afasta investimentos. Um bom exemplo é o questionamento da Cemig na Justiça com relação ao direito de permanecer com a Usina de Jaguara. A Cemig questionou decisão do governo quanto ao indeferimento do pedido de prorrogação por entender que a nova lei teria revogado a cláusula contratual quarta do contrato de concessão. A empresa alegou que o direito de prorrogação do prazo está garantido na cláusula quarta do contrato. Nos próximos dois anos, é praticamente certo o início de uma nova disputa judicial, em torno das indenizações, envolvendo as Usinas de Jupiá e Ilha Solteira, pertencentes à Cesp. Os montantes envolvidos nessa nova disputa tendem a ser maiores do que os de Três Irmãos, que ainda estão longe de ser resolvidos, uma vez que a potência das usinas, de 1.551,2 MW e de 3.444 MW, respectivamente, é bem maior do que a da UHE Três Irmãos e mesmo a de Jaguara (424 MW).

O próximo governo tem no setor elétrico um dos seus maiores desafios. A retomada da política de renovação das concessões, revogando ou modificando a Lei 12.783/2013, é necessária e fundamental. É preciso mudar essa lei, tendo como objetivo capitalizar as empresas, expandir a oferta e tornar as tarifas competitivas para a indústria.

Contudo ainda restam outras questões a ser respondidas. Para onde estamos endereçando o setor elétrico, segmento de infraestrutura da maior importância para o desenvolvimento do país? Como repassar o rombo já existente ao consumidor, via tarifa? Acreditamos, mesmo, que o novo caminho traçado por esses instrumentos legais, como a Lei 12.783/2013, assegurará a modicidade tarifária, ao mesmo tempo que tornará viáveis os recursos necessários para a expansão do setor?

O desafio é grande, todavia é possível superá-lo e encontrar de novo a estabilidade regulatória e a segurança jurídica do setor elétrico.

Fonte: O Estado de S. Paulo, 9/10/2014

SOBRE ADRIANO PIRES

Adriano Pires
Adriano Pires é professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e diretor fundador do Centro Brasileiro de Infra Estrutura (CBIE). Publica artigos sobre energia elétrica, petróleo e gás natural no jornal “Valor Econômico” e nas revistas “Conjuntura Econômica”, da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e “Brasil Energia”. Escreve também no site do Instituto Liberal e possui blog no portal "oglobo.com". Foi assessor do diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP) e superintendente da ANP nas áreas de importação, exportação e abastecimento. Pires é economista e mestre em planejamento estratégico pela UFRJ e doutor em economia industrial pela Universidade Paris XIII (França).

O brasileiro comum: antes de tudo, um esquecido, um desprezado - Jose Roberto Guzzo

O texto de J. R. Guzzo, na Veja desta semana, merece atenta leitura. Há uma minoria das minorias, no Brasil, que é esquecida pelas políticos em geral. Ninguém cuida desse cidadão que não se apresenta como oprimido nem reivindica privilégios. Seu futuro, de fato, é incerto:


Digamos que o leitor desta página, que estará votando ou já votou nas eleições de 5 de outubro, não seja índio, não seja quilombola, nem pertença a nenhum outro grupo que se apresenta como oprimido. Há grandes chances, também, de que não seja Sem Terra, sem teto, nem invasor de propriedade alheia, rural ou urbana - e que não more numa "comunidade", favela, cortiço, debaixo de um viaduto, nem num abrigo para indigentes. É muito provável que não seja surdo, mudo, gago, anão nem portador de deficiências físicas. Não é beneficiado por cotas de nenhum tipo. Não cheira pó, não injeta droga na veia, não fuma crack nem vive nas cracolândias das cidades brasileiras. Não recebe o Bolsa Família nem se inscreve no MSTS para furar a fila do Minha Casa Minha Vida. Não toca fogo em ônibus e não interrompe avenidas com barreiras de pneus queimados para protestar contra algo que desaprova. Não é presidiário. Não está condenado por infração ao Código Penal nem fugindo de nenhuma ordem de captura, nacional ou da Interpol. Nunca tem problemas com a polícia nem queixas contra o comportamento de policiais. Não é "ativista", como se combinou chamar os delinquentes que saem à rua para expressar sua opinião com foguetes, pedradas ou coquetéis molotov. Não é black bloc. Não conhece Sininho.

Este cidadão, quando olha um pouco em volta de si, descobre que está sozinho. Foi obrigado a votar para Presidente da República, Governador de Estado e mais uma porção de gente que sustentará com seu dinheiro pelos próximos quatro anos. Milhares de candidatos pediram seu voto durante meses. Teve de aguentar o infame "horário eleitoral". Mas ninguém está pensando nele; sua existência, aliás, nem foi notada pelos políticos que querem governá-lo, todos eles obcecados em demonstrar que são os campeões de um Brasil do qual ele não faz parte. Como sempre ocorre, os candidatos e as caríssimas equipes de propaganda que contratam para decidir o que devem dizer em sua campanha escolheram nesta eleição, mais uma vez, ignorar os brasileiros que não consideram seus "clientes"- toda aquela parte da população que cuida da própria vida sem esperar ajuda do cofre público, paga imposto, cumpre a lei, não dá trabalho e não exige nenhuma atenção especial para si. Para agravar seu abandono, criou-se nos últimos doze anos a ficção segundo a qual esses brasileiros que vivem em silêncio são inimigos dos "pobres" e de tudo o que se chama de "causas populares", "movimentos sociais" e outras farinhas do mesmo saco. Na visão do atual governo e da esquerda nacional eles são "privilegiados" : representariam 1% da população, ou algum disparate estatístico parecido, e por isto não deveriam ter direito a nada. Seu bem-estar, maior ou menor, que foi conquistado unicamente por seu esforço individual e méritos próprios, é visto como infração grave. O evangelho do governo ensina que tudo aquilo que têm foi tirado dos pobres. Seu grande pecado é não serem miseráveis.

O problema não acaba aí. O provável leitor mencionado no início deste artigo também é culpado de não ser uma porção de outras coisas, além das que já foram citadas acima. Ele não é empreiteiro de obras públicas, nem dono de frigoríficos que respiram por aparelhos financeiros do governo - e que são capazes de doar mais de 100 milhões de reais aos candidatos à Presidência da República. Não está à procura de sua identidade sexual nem se considera vítima de alguma perseguição contra as minorias. Não recebe pensão do Erário por se julgar prejudicado durante o regime militar. Não anda de helicóptero, não viaja em jatinhos de empresários e não é fornecedor da refinaria Abreu e Lima. Não influi em nada na Petrobrás e jamais pôs os pés no seu edifício-sede. Não está entre os 20 000 novos milionários, ou perto disso, que o Brasil produz a cada ano. Não se trata em hospitais públicos nem põe seus filhos na rede escolar do Estado, embora pague os impostos que lhe dão direito a estes serviços. Não briga em campos de futebol e nunca chamou ninguém de "macaco". Passa a vida inteira sem ser recebido por uma autoridade pública.

Seria razoável que o cidadão aqui descrito, neste momento de escolher quem vai para a Presidência de seu país, perguntasse: "Quem cuida de mim?" Não receberia resposta alguma, é claro. Está na lista dos indesejáveis ou dos suspeitos da trindade Lula-Dilma-PT, e até agora pouco ou nada ouviu em sua defesa por parte dos candidatos da oposição - não em voz alta, nem à luz do sol. Seu futuro é incerto. (Grato pelo surrupio, Maria Canedo).

Petrolao: a maior roubalheira de longo prazo do Brasil

Sem estar possivelmente restrita aos governos companheiros, ou apenas ao partido dos neobolcheviques mafiosos, a IMENSA ROUBALHEIRA na Petrobras desenvolveu-se em todo o seu esplendor, se me permitem a expressão, no governo mafioso que ainda pretende continuar ocupando o poder, reafirmando seu cinismo e numa afronta a todos os brasileiros.
Quem duvidar, pode ouvir as declarações do delator-mor desse esquema, um famigerado que leva o meu nome próprio.
MAS ATENÇÃO: os crimes aqui confessados foram praticados apenas NUMA ÚNICA DIRETORIA, por um diretor que nem pertencia ao esquema principal de "ordenha" da vaca petrolífera. Ainda não se apuraram todos os demais crimes feitos nas OUTRAS DIRETORIAS CONTROLADAS EXCLUSIVAMENTE PELOS COMPANHEIROS, que ficavam assim com todos os valores das PROPINAS, QUE ERAM IMENSAS. Porque esses diretores ainda não foram sequer incomodados eu não sei, mas gostaria de saber. Vai ser fácil: o partido companheiro vai sair em defesa deles.
Cabe a todo brasileiro digno responder nas urnas a esses crimes.
Quem ainda assim insistir em votar para os mafiosos, está passando uma declaração jurada de que é conivente com esse tipo de crime.
Simples assim.
Paulo Roberto de Almeida 

Rodrigo Rangel e Hugo Marques

VEJA.com, 9/10/2014


No depoimento que prestou nesta quarta-feira à Justiça, o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa deu o nome dos operadores dos partidos que recebiam e administravam o dinheiro desviado da estatal. Ele afirma que a propina do PT era administrada pelo tesoureiro nacional do partido, João Vaccari Neto, que tratava diretamente com o então diretor de Serviços da Petrobras, Renato Duque. O operador da propina que cabia ao PMDB era o lobista Fernando Soares, também conhecido como Fernando Baiano. “Dentro do PT a ligação que o diretor de serviços tinha era com o tesoureiro na época do PT, o senhor João Vaccari. A ligação era diretamente com ele. Do PMDB, da Diretoria Internacional (comandada por Nestor Cerveró), o nome que fazia essa articulação toda chama Fernando Soares.” Abaixo, segue o áudio com o depoimento, que foi liberado pela Justiça. Ouça quando tiver tempo.

O esquema operando em 2014
A pedido do Ministério Público, Paulo Roberto deu explicações sobre uma planilha apreendida pela Polícia Federal em que aparecia uma lista de empreiteiras que, por meio dele, ajudariam nas eleições. Ele diz que a planilha se referia, especificamente, a empresas que poderiam fazer doações para a campanha de um candidato ao governo do Rio de Janeiro nas eleições deste ano. O nome do candidato não foi citado.

“Teve um candidato ao governo do Rio de Janeiro que me procurou, eu já tinha saído da Petrobras. Foi no início de 2014 e o objetivo era que eu preparasse pra ele um programa de governo na área de energia e infraestrutura de um modo geral. Participei de umas três reuniões com esse candidato e foi listada uma série de empresas que poderiam contribuir com a campanha que ele estava concorrendo. Ele me contratou para fazer o programa de energia e infraestrutura de modo geral. Listou uma série de empresas. Algumas que eu tinha contato e outras, não. Hope RH não conheço. Mendes Júnior conheço, UTC conheço, Constran nunca tive contato, Engevix conheço, IESA conheço e Toyo Setal conheço. Foi solicitado que houvesse a possibilidade de essas empresas participarem da campanha (…) Era uma candidatura para o Rio de Janeiro.”

Transpetro
O ex-diretor afirma que o esquema também funcionava em pelo menos uma das subsidiárias da Petrobras, a Transpetro, cujo presidente, Sergio Machado, é indicado do PMDB. Paulo Roberto diz ter recebido das mãos do próprio Sergio Machado 500 mil reais, a título de propina pela contratação de navios – ele diz que recebeu porque se tratava de um negócio que precisava também do aval de sua diretoria. Sergio Machado presidente a Transpetro até hoje. “A Transpetro tem alguns casos de repasse para políticos (…) Recebi uma parcela da Transpetro. Recebi, se eu não me engano, 500.000 reais. (Quem pagou) foi o presidente da Transpetro, Sergio Machado (…) Foi devido à contratação de alguns navios e essa contratação depois tinha que passar pela Diretoria de Abastecimento (…) Esse valor me foi entregue diretamente por ele (Sérgio Machado) no apartamento dele, no Rio de Janeiro.”

Rateio da propina
Costa também afirmou que a maior parte da propina cobrada na Diretoria de Abastecimento era dividida entre o PP e o PT. Ela afirma que dos 3% pagos pelas grandes empreiteiras por contratos fechadas com a Diretoria de Abastecimento, 1% ia para o PP e 2% iam para o PT. O ex-diretor revelou que a parcela que cabia ao caixa petista era administrada pela Diretoria de Serviços, encarregada de organizar as principais licitações da Petrobras, e comandada por Renato Duque, indicado do PT, que tinha como padrinho o mensaleiro José Dirceu.

“Dos contratos da área de Abastecimento, dos 3%, 2% eram para atender o PT através da diretoria de serviço. Outras diretorias, como Gás e Energia e como Exploração e Produção, também eram (do) PT. Então se tinha PT na Exploração e Produção, PT na Diretoria de Gás e Energia e PT na área de Serviços. O comentário que pautava lá dentro da companhia é que nesse caso os 3% ficavam diretamente para o PT. O que rezava dentro da companhia é que esse valor seria integral para o PT. A Diretoria Internacional tinha indicação do PMDB. Então tinha recursos que eram repassados para o PMDB na diretoria Internacional.”

Cartel de empreiteiras
O ex-diretor informou ainda que a organização criminosa que operava na estatal era muito mais sofisticada do que parecia. Segundo ele, havia um cartel de grandes empreiteiras que escolhia as obras, decidia quem as executaria e fixava os preços. Era como se a companhia tivesse uma administração paraestatal.

Costa listou oito empreiteiras envolvidas no cartel: Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez, Galvão Engenharia, Iesa, Engevix, Mendes Junior e UTC – e os nomes de seus interlocutores em cada uma delas. As empreiteiras superfaturavam os custos e repassavam até 3% do valor dos contratos para os “agentes políticos”. No caso da diretoria de Abastecimento, comandada por Paulo Roberto Costa, o dinheiro desviado era dividido entre o PT, o PMDB e o PP. “Na realidade o que acontecia dentro da Petrobras, principalmente a partir de 2006 para frente, era um processo de cartelização”, afirmou.

“Ficou claro para mim esse, entre aspas, acordo prévio entre as companhias em relação às obras. Existia claramente e isso me foi dito pelas empresas que havia uma escolha de obras dentro da Petrobras e fora da Petrobras. Por exemplo, usina hidrelétrica de tal lugar, neste momento qual empresa está mais disponível para fazer? E essa cartelização obviamente resulta num delta preço (diferença de preço) excedente”, prosseguiu. “Na área de petróleo e gás, essas empresas, normalmente, entre os custos indiretos e seu lucro, o chamado BDI, elas normalmente colocam algo entre 10 e 20%. O que acontecia especificamente nas obras da Petrobras? Por hipótese, o BDI era 15%? Então se colocava em média 3% a mais. E esses 3% eram alocados para agentes políticos. Em média, 3% de ajuste político.”

Esquema financiou “várias” campanhas em 2010
Segundo Paulo Roberto, as “empresas do cartel” tinham pleno conhecimento de que a propina servia para abastecer políticos e campanhas eleitorais. O ex-diretor da Petrobras afirmou que, nas eleições de 2010, o esquema financiou “várias” campanhas. Por impedimento legal, o ex-diretor não pode revelar quais.

A propina do PP
Indicado pelo PP para a diretoria de Abastecimento, Paulo Roberto ficou milionário. Em apenas uma de suas contas no exterior foram encontrados 26 milhões de dólares. Ele e o doleiro Alberto Youssef ficavam com um pedaço da cota de propina destina ao partido. “Do 1% que era para o PP, em média, obviamente que dependendo do contrato podia ser um pouco mais um pouco menos, 60% iam para o partido, 20% era para despesas, nota fiscal, envio, etc., e os 20% restantes eram repassados 70% pra mim e 30% para Janene ou Alberto Youssef (…) Eu recebia em espécie, normalmente na minha casa ou no shopping, ou no escritório depois que eu abri a companhia minha de consultoria (…) Normalmente (quem entregava era) ou Alberto Youssef ou Janene.”

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