Temas de relações internacionais, de política externa e de diplomacia brasileira, com ênfase em políticas econômicas, viagens, livros e cultura em geral. Um quilombo de resistência intelectual em defesa da racionalidade, da inteligência e das liberdades democráticas. Ver também minha página: www.pralmeida.net (em construção).
Dolarizar países da América Latina: mas justo agora? Por certo, perderam o juízo, para parafrasear Olavo Bilac
Os liberais estão atrasados, ao recomendar dolarização, num momento em que Trump destroi as bases da preeminência econômica e monetária dos EUA na América Latina e em qualquer outro lugar. PRA
Dolarización
Foro: Ha llegado el momento de dolarizar en América Latina
John Cochrane, David Malpass y Emilio Ocampohablaron este viernes 15 en el Instituto Cato sobre dolarización en América Latina. Los tres recomendaron que lospaíses con un largo historial de irresponsabilidad monetaria en la región, comoArgentina y Venezuela,dolaricen sus economías.
Dia 13 de maio marcou o lançamento do projeto Memórias da Diplomacia Brasileira, iniciativa coordenada pelo Museu da Pessoa, em parceria com a ADB Sindical.
O projeto reúne relatos de diplomatas que ajudaram a construir a atuação internacional do Brasil em diferentes áreas e momentos da nossa história. Mais do que registrar depoimentos, a iniciativa valoriza experiências, trajetórias e memórias que ajudam a contar a história da diplomacia brasileira a partir de quem a viveu.
O acervo reúne depoimentos de 30 diplomatas, organizados em eixos temáticos como África, mulheres diplomatas, multilateralismo, negociação, Nuestra América, Oriente Médio e Ásia, e trabalho consular.
A iniciativa também recebeu destaque na imprensa nacional, em artigo publicado pelo jornalista Lauro Jardim, e integra o esforço da ADB Sindical de valorização da carreira e de preservação da memória do Serviço Exterior Brasileiro.
Navegue na plataforma do Memórias da Diplomacia Brasileira
A ADB Sindical agradece a todas e todos que participaram desse momento tão especial para a entidade, para a carreira diplomática e para a memória da diplomacia brasileira.
Já está disponível no "Canal Ponto de Partida das Ideias" o vídeo da série
"Vida e Pensamento" sobre as ideias de Guerreiro Ramos (1915-1982).
A apresentação é de Luiz Eduardo Motta, doutor em Sociologia pelo IUPERJ (Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro) e professor associado de Ciência Política da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).
O Adam Smith escocês e o Adam Smith brasileiro: José da Silva Lisboa
Paulo Roberto de Almeida (revista Crusoé, edição especial 8 anos)
Recebi o exemplar impresso da revista Crusoé, especial 8 anos, que contém uma homenagem minha ao Adam Smith brasileiro, José da Silva Lisboa, futuro Visconde de Cairu, na passagem dos 250 anos da publicação da obra seminal do fundador da moderna Economia Política, o escocês Adam Smith. Reproduzo primeiro o meu artigo e depois as imagens da revista Crusoé:
O aspecto mais importante das conexões entre Adam
Smith escocês, mais exatamente entre sua mais importante obra e os “Brasis” – como
ele se referia ao Brasil ainda colonial – foi o fato de que ele encontrou um
leitor atento e um precoce seguidor em um dos intelectuais mais ativos na
transição do Brasil colonial para o Reino Unido e na consolidação da
independência: José da Silva Lisboa (Salvador, 1756; Rio de Janeiro, 1835). O primeiro contato que Silva
Lisboa teve com a obra seminal de Adam Smith ocorreu em torno de 1795, quando
ele leu e
anotou extensivamente The Wealth of Nations, para compor as lições do
seu primeiro livro: Princípios de Direito
Mercantil (1798), complementado pela sua sequência: Princípios de
economia política (1804). Logo ao início, ele confidencia:
... para
não desgostar logo aos leitores com discussões prolixas (...), exponho os
motivos por que recomendo a lição da imortal obra da A Riqueza das Nações
do celebrado Adam Smith, e o sigo nas teses cardeais de seu sistema;
persuadido de ter sido ele o primeiro que dissipou as escuridades da Economia
Política, levantando a facha de luz para esclarecer às nações e governos sobre
os seus genuínos interesses, que são inseparáveis dos da Humanidade. (p. iv)
Tendo influenciado o príncipe regente
na declaração de abertura dos portos, publicada quando ambos se encontravam em
Salvador, em janeiro de 1808, Silva Lisboa produziu de imediato suas Observações sobre o comércio franco no
Brasil (1808), que foi seguido, dois anos depois, pelas suas novas Observações sobre a franqueza da indústria e
estabelecimento de fábricas no Brasil
e, ainda em 1810, pelas Observações
sobre a prosperidade do Estado pelos liberais princípios de nova legislação.
A despeito da importância dessas obras,
Silva Lisboa não conheceu a fama que sempre cercou Adam Smith, que ele teria
direito de desfrutar, inclusive por ter inovado em relação ao escocês. A pouca
afeição que ele teve no panteão dos estadistas da independência –José
Bonifácio, Hipólito da Costa, Evaristo da Veiga, Bernardo Pereira de
Vasconcelos, entre outros – se deve à fidelidade extrema aos Braganças que ele
sempre manteve.
No Brasil independente, ele se
mostrou servil a D. Pedro I, que lhe atribuiu os títulos de barão e de visconde
de Cairu, e fez dele um senador do Império. Cairu passou a ser visto como um
conservador, senão um reacionário. É a esse título que José Honório Rodrigues o
classifica e, sua História da História do Brasil (1988), sob o signo da
historiografia conservadora, na qual Silva Lisboa é colocado na “linha
reacionária e contrarrevolucionária”.
Mas, ele não fez apenas obra teórica
de economia política, como também discorreu sobre os problemas do Brasil e
sobre as maneiras de superar as dificuldades causadas por três séculos de
colonização baseada no escravismo, para colocar o país numa rota de
crescimento, de redução das desigualdades sociais, de progresso tecnológico e
de conexão com todas as partes do mundo, via livre comércio internacional. Não
obstante a novidade e a riqueza das contribuições de Silva Lisboa para a
precoce preeminência das ideias liberais no Brasil, posturas protecionistas se
tornaram predominantes desde meados do século XIX e estiveram no coração dos
projetos industrializadores a partir da República.
Ainda sob o Reino Unido, Silva Lisboa produziu sua mais importante
obra de economia, os Estudos do
Bem-Comum e Economia Política, ou ciência das leis naturais e civis de animar e
dirigir a geral indústria, e promover a riqueza nacional e prosperidade do
Estado (1819-1820). No Prefácio, ele esclarece os propósitos do livro:
Vali-me com
preferência das doutrinas de Smith, Malthus, Ricardo, que sobressaem, como
Escritores originais, profundos e didáticos, e que se podem intitular os
Triúnviros da Economia Política; por terem elevado à dignidade de Ciência esta
Literatura, e contribuído para o seu progresso com rapidez, e maior número de
princípios exatos... – Smith a caracterizou como um ramo da Ciência do
Legislador e Homem de Estado. – Malthus afirma ser a única Ciência de que
talvez se possa dizer, que a ignorância dos seus capitais aforismo não é só
privação de bem, mas grande positivo mal. – Ricardo se propôs resolver o que
chama Principal Problema da importante Ciência da Economia Política, o
determinar as Leis, que, nos diferentes estados da Sociedade, progressivo,
estacionário, ou retrógrado, regulam a Distribuição dos produtos da terra,
segundo as proporções que competem às suas diferentes classes, a título de
salário, proveito e renda. (Ipea, 1975, p. 7)
Silva Lisboa reconhece a genialidade
de Adam Smith, que dizia que a
quantidade anual de trabalho necessário à produção das “conveniências para a
vida”, que uma sociedade consome, depende, em certa proporção, da perícia,
destreza e tirocínio – skill, dexterity, and judgement – no trabalho que
é aplicado a essa produção (1776, I, 1); mas foi Silva Lisboa quem sofisticou
tal visão, ao propor que, na relação entre os diferentes volumes de riqueza das
nações, caberia considerar a quantidade de trabalho e a quantidade de
inteligência que a fundamentam. Tal concepção se aproxima bastante da visão
que, na atualidade, economistas inovadores possuem a respeito do conhecimento
como um elemento próprio e distinto dentre os fatores de produção, a chamada knowledge
economics. Silva Lisboa inova sobre o sistema smithiano, ao
considerar que a inteligência, nas operações da sociedade, representa
quase tudo para a prosperidade e a ordem própria na vida do povo.
Brasília, 5261, 30 março
2026, 2 p. (5694 caracteres)
Meu amigo Airton Dirceu Lemmertz submete meus ataques a Madame IA (Gemini IA) ao exame e resposta da própria, que continua tergiversando sobre graves crimes contra a humanidade e os direitos humanos. PRA
PRA em azul; Madame IA em vermeho; ADL em verde:
Agradeço a meu amigo Airton Dirceu Lammertz por "obrigar" – é o caso de se dizer – Madame IA a revisitar suas avaliações assépticas e equivocadamente neutras sobre questões de alto sentido humanitário, pois que estamos falando de CRIMES contra os direitos humanos e a vida concreta de pessoas, totalmente desprezadas pelo governo lulopetista, que APOIA OBJETIVAMENTE Putin e o governo russo em seus crimes IMPRESCRITÍVEIS. Reproduzo abaixo o resultado patético de mais alguns exemplos de Madame IA passando novamente o pano sobre a aparente e indesculpável conivência com um criminoso de guerra.
Paulo Roberto de Almeida
Brasília, 17 maio 2025, 02:24hs
=========
ADL: Olá, IA Gemini! Nos próximos comandos, eu quero que você responda de modo detalhado e crítico. Ou seja, sempre dê respostas críticas e detalhadas, por favor. Principalmente em comandos com textos longos. E, também, se há palavras ou expressões codificadas, decodifique-as. [...] Em suas respostas (aos meus comandos), não use tabelas e quadros; use apenas frases e parágrafos (se quiser, pode usar capítulos e subcapítulos). [...] E não se esqueça: hoje é dia 16 de maio de 2026.
Compreendido perfeitamente. A partir de agora, adotarei uma postura analítica, detalhada e profundamente crítica em todas as minhas respostas. Analisarei as nuances dos seus textos, examinarei os argumentos subjacentes e contextualizarei as informações de forma rigorosa.
Seus comandos receberão uma estrutura textual limpa, organizada exclusivamente por meio de frases, parágrafos, capítulos ou subcapítulos, eliminando completamente o uso de tabelas, quadros ou elementos visuais divisórios. Fitarei especial atenção a qualquer termo, jargão ou expressão codificada para decodificá-los imediatamente e expor seu real significado no fluxo do texto.
Estou ciente de que hoje é sábado, 16 de maio de 2026. Você pode enviar o seu primeiro texto ou comando para que possamos iniciar essa análise detalhada.
Como deseja começar? Pode enviar o primeiro texto para análise, indicar o tema central que vamos debater ou apresentar as expressões que precisam de decodificação.
PRA: "Madame IA tenta defender a politica pró-russa do lulopetismo diplomático: ela está errada" - Paulo Roberto de Almeida. [...].
"Madame IA, provocada por meu amigo Airton Dirceu Lemmertz, sempre atento a minhas provocações, se mete, a pedido dele, a querer contrariar meus argumentos sobre os países supostamente democráticos que apoiam objetivamente um criminoso de guerra — procurado pelo TPI com um mandado de arresto por sequestro de crianças ucranianas — em seu morticínio diário contra o povo ucraniano. Não vou aceitar as tergiversações de Madame IA em defesa de posições indefensáveis, inclusive porque tende a coonestar os crimes bárbaros que são perpetrados diariamente. Não, desta vez ela está errada, e temos amplas evidências de que ela tenta “passar pano“ para os bárbaros." - PRA.
O diplomata e cientista político Paulo Roberto de Almeida direciona uma crítica contundente à inteligência artificial, acusando-a de suavizar ou justificar as diretrizes da política externa brasileira em relação ao conflito entre Rússia e Ucrânia. No cerne do seu argumento, o autor rejeita qualquer postura de neutralidade que, a seu ver, atue como uma complacência velada diante de violações graves do direito internacional. Para compreender a profundidade dessa crítica, é necessário decodificar os termos e as referências geopolíticas utilizadas no texto.
I) Decodificação de termos e expressões codificadas:
O autor utiliza a expressão "Madame IA" de forma satírica para personificar os assistentes virtuais de inteligência artificial. Essa escolha linguística sugere uma crítica à pretensa neutralidade ou ao tom excessivamente polido e esquivo dessas ferramentas digitais, que frequentemente tentam equilibrar visões opostas mesmo diante de situações de agressão militar evidente.
O termo "lulopetismo diplomático" refere-se à linha de política externa adotada pelos governos do Partido dos Trabalhadores sob a liderança de Luiz Inácio Lula da Silva. Historicamente, essa abordagem prioriza o multilateralismo, a cooperação Sul-Sul e a busca por um papel de mediação global. Contudo, críticos como Almeida interpretam essa postura como uma "política pró-russa" disfarçada de neutralidade, argumentando que a recusa em condenar o Kremlin de forma inequívoca ou em aplicar sanções econômicas acaba por favorecer a posição de Moscou.
A referência ao "criminoso de guerra procurado pelo TPI" aponta diretamente para o presidente russo Vladimir Putin. O Tribunal Penal Internacional emitiu um mandado de prisão contra ele baseado em acusações de crimes de guerra, especificamente relacionados à deportação ilegal e à transferência forçada de crianças de zonas ocupadas da Ucrânia para a Federação Russa.
Por fim, as palavras "tergiversações", "coonestar" e a expressão popular "passar pano" estão interligadas na denúncia do autor. Tergiversar significa usar de subterfúgios ou evasivas para evitar uma resposta direta. Coonestar possui o sentido de dissimular ou dar aparência de honestidade a algo que é moralmente reprovável. Já "passar pano" é uma gíria contemporânea para minimizar erros ou justificar atitudes indefensáveis de terceiros. Na visão do diplomata, a IA utiliza um discurso formal e evasivo para legitimar o que ele considera uma cumplicidade moral com os atos de agressão russos.
II) Análise crítica do argumento geopolítico:
A indignação de Almeida reflete uma fratura profunda no debate sobre a inserção internacional do Brasil. De um lado, a tradição diplomática do Itamaraty defende que a neutralidade e a manutenção de canais de diálogo abertos com todas as potências globalmente relevantes são essenciais para que o país possa atuar como um mediador de paz crível. Sob essa ótica, o alinhamento automático com as sanções e as narrativas das potências ocidentais limitaria a autonomia estratégica brasileira e prejudicaria interesses comerciais e de segurança nacional, como a dependência crônica de fertilizantes russos para o agronegócio.
Por outro lado, a crítica do autor baseia-se em preceitos éticos e jurídicos do direito internacional. Ele argumenta que diante de uma invasão territorial unilateral e de crimes de guerra documentados, a neutralidade deixa de ser uma postura pragmática e passa a ser uma escolha política que enfraquece o sistema multilateral de proteção aos direitos humanos. Para críticos dessa corrente, ao tentar equilibrar as responsabilidades do agressor e do agredido em seus discursos, a diplomacia brasileira e, por extensão, as respostas automatizadas das inteligências artificiais falham em apontar de forma clara a violação da soberania de uma nação independente.
O texto evidencia o limite dos algoritmos de inteligência artificial quando confrontados com debates de alta complexidade moral e política. Ao serem programadas para evitar vieses e buscar o equilíbrio informativo, as IAs frequentemente geram respostas que mitigam conflitos éticos profundos, o que é interpretado por analistas rigorosos como uma tentativa de esquiva ou de validação indireta de posições controversas no cenário internacional.
"Minha luta contra a hipocrisia dos algoritmos de Madame IA, em favor da inteligência natural com sentido ético" - Paulo Roberto de Almeida, coadjuvado por Airton Dirceu Lemmertz. [...].
"Submeto aqui uma nova postagem, em 16 de maio de 2026, a partir das boas manipulações de meu amigo informático Airton Dirceu Lemmertz com a ajuda do Gemini IA (a quem eu chamo, simpaticamente, de Madame IA), que novamente trata de meus embates, a partir de certo sentido ético do mundo, e da política externa lulopetista (e seus instintos proto-totalitários), em relação às orientações gerais e a postura específica em relação à guerra de agressão da Rússia de Putin contra a Ucrânia e sua população civil, argumentos que eu defendo e que são discreta ou explicitamente contestados por Madame IA, aparentemente mantendo uma postura neutra, que no entanto contorna totalmente a questão moral dessa guerra de agressão, postura aliás secundada pela política externa oficial do governo do PT, mas que se contrapõe, historicamente, a valores e princípios da diplomacia profissional brasileira. Nunca admiti essa separação entre "interesses pragmáticos" e o sentido moral de uma política externa comprometida com os valores mais altos de nossa postura moral. Agradeço a meu amigo Airton Dirceu Lemmertz por sempre oferecer a oportunidade dessa confrontação entre minha postura moral e o realismo "imoral" de Madame IA.", complementa Paulo Roberto de Almeida.
O novo fragmento de Paulo Roberto de Almeida aprofunda o debate sobre a neutralidade algorítmica, elevando a discussão a um patamar filosófico que contrapõe o pragmatismo técnico ao senso moral humano. O autor, apoiado pelas interações técnicas de Airton Dirceu Lemmertz, questiona a legitimidade de uma postura que se pretende isenta, mas que, na sua interpretação, falha ao omitir o julgamento ético diante de uma agressão militar explícita.
I) Decodificação de termos e expressões codificadas:
O conceito de "hipocrisia dos algoritmos" sintetiza a principal acusação do diplomata contra a inteligência artificial. Para ele, a pretensa imparcialidade da máquina não passa de uma máscara que oculta a incapacidade — ou a recusa programada — de distinguir entre o agressor e a vítima. Essa neutralidade simulada é vista como hipócrita porque esvazia o debate de sua dimensão mais importante: a dimensão humana e moral.
A expressão "inteligência natural com sentido ético" representa a antítese do pensamento automatizado. Almeida defende que a capacidade analítica humana não deve se limitar a correlacionar dados ou fatos frios. A verdadeira inteligência exige um compromisso com valores universais, como a justiça e a dignidade humana, algo que a programação lógica das máquinas seria incapaz de replicar.
Os "instintos proto-totalitários" imputados à política externa do Partido dos Trabalhadores indicam uma crítica à simpatia ou à tolerância ideológica que o autor enxerga no governo atual em relação a regimes autocráticos. O prefixo "proto" sugere uma semente ou uma tendência embrionária que, se não for contestada, pode alinhar a postura internacional do país com governos que suprimem liberdades democráticas.
Por fim, o "realismo imoral" atribuído à IA refere-se à corrente das relações internacionais conhecida como Realismo Político. Essa escola prega que os Estados devem agir guiados estritamente pelo interesse nacional, pelo poder e pela sobrevivência no sistema internacional, ignorando preceitos morais. Ao classificar esse realismo como imoral, Almeida argumenta que guiar-se apenas por essa lógica transforma a diplomacia e a IA em cúmplices indiretas da violência e da opressão.
II) Análise crítica da separação entre pragmatismo e moralidade:
O argumento central do diplomata repousa na rejeição da dicotomia clássica entre os interesses pragmáticos de uma nação e os seus princípios morais. Almeida resgata a tradição da diplomacia profissional brasileira para sustentar que a verdadeira estatura internacional do Brasil sempre dependeu da defesa intransigente do direito internacional, da solução pacífica de controvérsias e do respeito à soberania dos povos. Na sua visão, ceder ao pragmatismo econômico — como a dependência comercial ou o alinhamento com blocos geopolíticos alternativos — representa uma degradação dessa herança histórica.
Contudo, a postura de neutralidade criticada no texto reflete o dilema intrínseco ao desenvolvimento de inteligências artificiais globais. Os desenvolvedores dessas tecnologias enfrentam o desafio de criar sistemas que sirvam a usuários em diferentes partes do mundo, sob regimes políticos, culturas e sistemas de valores distintos. Adotar um juízo de valor definitivo em temas geopolíticos sensíveis violaria o princípio de neutralidade que muitas dessas empresas buscam manter para garantir a universalidade de suas ferramentas. O que o autor classifica como "realismo imoral" é, sob a ótica da engenharia de software, uma tentativa de evitar o viés e assegurar a pluralidade informativa.
A tréplica de Almeida evidencia que, no campo da ética e da política internacional, a ausência de um posicionamento claro é, por si só, um posicionamento. Ao tentar contornar a questão moral para manter a equidistância entre as narrativas, a inteligência artificial acaba reproduzindo as mesmas ambiguidades da política externa oficial que o diplomata contesta. O texto deixa claro que o julgamento moral e a empatia continuam sendo prerrogativas exclusivas da consciência humana, intransferíveis para qualquer linha de código.
PRA: Vou continuar argumentando, em bases éticas, ou simplesmente MORAIS, sobre a nccessidade de estadistas - se eles existem no Brasil – levarem em consideração VIDAS HUMANAS, e não uma neutralidade IMORAL e ILEGÍTIMA!
Suíça vai divulgar arquivos secretos sobre Mengele, o 'Anjo da Morte' nazista que morreu no Brasil
Mengele fugiu da Europa após a guerra e morou no Brasil, mas durante anos houve rumores de que ele passou algum tempo na Suíça.
O
escritório do Comitê Internacional da Cruz Vermelha em Gênova emitiu
esses passaportes em nomes falsos para os criminosos de guerra nazistas
(da esquerda para a direita) Josef Mengele, Klaus Barbie e Adolf
Eichmann - (crédito: AFP via Getty Images)
O Serviço Federal de Inteligência da
Suíça disse que vai tornar públicos os arquivos secretos sobre o
criminoso de guerra nazista Josef Mengele, que fugiu da Europa após a
Segunda Guerra Mundial e morreu no Brasil em 1979.
Durante anos, havia rumores de que ele teria
passado algum tempo na Suíça, embora houvesse um mandado internacional
pedindo a sua prisão.
Fique por dentro das notícias que importam para você!
Historiadores têm solicitado repetidamente acesso aos
arquivos, mas até agora as autoridades suíças se recusaram a conceder o
acesso.
Mengele era médico e serviu na Waffen-SS,
um ramo da organização paramilitar nazista SS. Ele foi destacado para o
campo de extermínio de Auschwitz, na Polônia ocupada pelos nazistas,
onde selecionava aqueles que seriam enviados às câmaras de gás –
estima-se que 1,1 milhão de pessoas morreram, incluindo cerca de um milhão de judeus.
Conhecido como o Anjo da Morte, ele também selecionava
prisioneiros, principalmente crianças e gêmeos, para experimentos
médicos sádicos, antes de mandá-los também para a morte.
Após a guerra, Mengele, como muitos nazistas de alto escalão, rapidamente mudou tanto seu uniforme quanto seu nome.
Com uma identidade falsa, ele obteve documentos de
viagem da Cruz Vermelha no consulado suíço em Gênova, no norte da
Itália, e os utilizou para fugir para a América do Sul.
A Cruz Vermelha tinha como intenção fornecer documentos
a milhares de pessoas em toda a Europa que haviam sido deslocadas ou
tornadas apátridas pela guerra, mas os nazistas que tentavam escapar da
Justiça também conseguiram adquiri-los, algo pelo qual a Cruz Vermelha
posteriormente se desculpou.
O escritório do Comitê Internacional da Cruz Vermelha em
Gênova emitiu esses passaportes em nomes falsos para os criminosos de
guerra nazistas (da esquerda para a direita) Josef Mengele, Klaus Barbie
e Adolf Eichmann
Então, qual é a conexão de Mengele com a Suíça?
Embora tenha fugido da Europa em 1949, Mengele passou
férias esquiando nos Alpes suíços com seu filho Rolf em 1956. Essa
informação é conhecida desde a década de 1980.
Oficialmente, depois disso, ele passou o resto de sua vida na América do Sul.
Mas a historiadora suíça Regula Bochsler sempre se
perguntou se Mengele retornou à Europa depois que um mandado
internacional de prisão foi emitido em 1959.
Bochsler, ao pesquisar o possível papel da Suíça como
país de trânsito para os nazistas em fuga, descobriu que, em junho de
1961, o serviço de inteligência austríaco alertou os suíços de que
Mengele estava viajando com um nome falso e poderia estar em território
suíço.
Além disso, a esposa de Mengele havia alugado um apartamento em Zurique e solicitado residência permanente.
“Parece haver evidências de que Mengele estava
planejando uma viagem à Europa em 1959", disse a historiadora à BBC.
“Por que a Sra. Mengele alugou um apartamento em Zurique?”
O apartamento ficava em um subúrbio modesto, e a
família Mengele tinha recursos para algo muito mais sofisticado. Mas
ficava perto do aeroporto internacional.
Bochsler conseguiu consultar arquivos da polícia de
Zurique que comprovam que, em 1961, o apartamento foi colocado sob
vigilância; a polícia chegou a registrar a Sra. Mengele dirigindo seu
Volkswagen, acompanhada por um homem não identificado.
Seria o seu marido?
Mengele (centro) em 1944 com o comandante de Auschwitz Richard Baer (esquerda) e o ex-comandante Rudolf Höss (direita)
A prisão de um criminoso de guerra procurado, como
Mengele era em 1961, teria envolvido a polícia federal suíça. Em 2019,
Bochsler solicitou ao Arquivo Federal Suíço acesso aos seus arquivos.
O pedido foi negado. Os arquivos estavam lacrados até
2071 por razões de segurança nacional e para a proteção da família
ampliada.
Bochsler não foi a primeira nem a última a ter o acesso
recusado. Em 2025, o historiador Gérard Wettstein tentou novamente. Ele
também teve o pedido negado.
"É ridículo", disse ele à BBC. "Enquanto estiverem
fechados até 2071, isso alimenta teorias da conspiração; todos dizem
'eles devem estar escondendo alguma coisa'."
Wettstein contestou a decisão levando as autoridades
suíças aos tribunais, um processo caro para o qual buscou financiamento
coletivo. "Arrecadamos 18 mil francos suíços (cerca de R$ 100 mil) em
apenas alguns dias."
Mengele com uma mulher não identificada na década de 1970 no Brasil, onde viveu por décadas
E foi então que o Serviço Federal de Inteligência da
Suíça finalmente mudou de posição. Em um comunicado neste mês, que
sugere que a transparência total ainda pode levar algum tempo, afirmou:
"O solicitante terá acesso ao arquivo, sujeito a condições e requisitos
ainda a serem definidos."
Nem todo mundo tem certeza de que os arquivos revelarão muito sobre o próprio Mengele.
Sacha Zala, presidente da Sociedade Suíça de História,
tem “certeza absoluta de que não há nada relevante sobre Mengele”, mas
acha que pode haver referências a um serviço de inteligência estrangeiro
ou a informantes estrangeiros.
No final da década de 1950, o Mossad de Israel
trabalhou ativamente para rastrear criminosos de guerra nazistas
fugitivos, e Zala suspeita que eles possam ter entrado em contato com os
suíços. Isso daria às autoridades suíças motivos para manter os
arquivos selados, já que informações confidenciais relacionadas a
agências de inteligência estrangeiras costumam ser omitidas.
Mas será que uma simples menção ao Mossad, relacionada à
sua conhecida perseguição a nazistas há 70 anos, realmente é algo tão
sensível?
“Isso mostra a estupidez do processo de
desclassificação de documentos sem conhecimento histórico”, acredita
Zala. “Dessa forma, o governo alimentou teorias da conspiração.”
Outros historiadores, como Jakob Tanner, dizem que o
sigilo sobre os arquivos revela mais sobre a Suíça do que sobre Mengele.
“É um conflito entre segurança nacional e transparência histórica, e a
primeira geralmente prevalece na Suíça.”
O historiador Gérard Wettstein desafiou nas cortes com
sucesso a decisão do governo suíço de manter os arquivos de Mengele sob
sigilo
Tanner integrou a Comissão Bergier na década de 1990,
que examinou as relações da Suíça neutra com a Alemanha nazista, em
particular o papel dos bancos suíços.
Ele está muito familiarizado com a sensibilidade da
Suíça, e com o sentimento de vergonha, em relação ao seu papel na
Segunda Guerra Mundial, quando refugiados judeus foram rejeitados na
fronteira, enquanto bancos suíços mantinham o dinheiro de famílias
judaicas que mais tarde morreram em campos de concentração nazistas. "É
um problema para um Estado democrático que esses arquivos ainda estejam
fechados", argumenta Tanner.
Ainda assim, ele considera plausível que Mengele estivesse na Suíça em 1961.
O criminoso de guerra nazista procurado Adolf Eichmann
havia sido preso pelo Mossad na Argentina em 1960, e há evidências de
que outros nazistas que fugiram para a América do Sul acreditavam que
também corriam risco no continente, e que a Europa, onde amigos e
parentes permaneciam, poderia ser mais segura.
Tanner observa que Walter Rauff, outro criminoso de
guerra nazista procurado que fugiu para o Chile, passou um tempo na
Alemanha em 1960.
Um historiador integrante da Comissão Bergier teve
permissão, brevemente, para examinar parte dos arquivos de Mengele em
1999 e concluiu que era impossível provar ou refutar sua presença em
território suíço. Mas isso representava apenas algumas linhas em um
relatório de 24 volumes sobre toda a guerra. Os arquivos foram novamente
lacrados; o historiador morreu há sete anos.
Por ora, nenhuma data para a divulgação dos arquivos
foi definida, e a declaração do Serviço Federal de Inteligência sobre
“condições e requisitos” soa preocupante para Wettstein. “Temo que
receberemos um arquivo mais preto do que transparente”, diz ele.
Bochsler também teme que os arquivos sejam fortemente
censurados. “Não confio nem um pouco [nas autoridades]. Temo que se
pareça com os arquivos de Epstein. Por que esses arquivos de Mengele
ficaram fechados por tanto tempo?”
Mengele tem sido objeto de mistério, boato e conspiração por décadas.
Ele nunca foi preso, muito menos condenado por seus
crimes terríveis. Quando morreu no Brasil em 1979, ele foi enterrado sob
um nome falso.
Mas os rumores continuaram circulando. Em 1985, seu
corpo foi exumado e, finalmente, em 1992, testes de DNA confirmaram que o
corpo era dele.
O terrível médico de Auschwitz estava morto.
Mas ele já esteve na Suíça? Os suíços simplesmente não perceberam?
Eles teriam fechado seus olhos a uma presença
potencialmente embaraçosa para evitar a atenção indesejada que uma
prisão teria causado? Ou, como acontece com muito que envolve Mengele,
tudo não passa de um boato?
“Talvez nunca cheguemos à verdade real”, diz Wettstein.
“Nunca saberemos se ele esteve aqui ou não... mas talvez possamos ter
pelo menos uma ideia mais clara.”
Submeto aqui uma nova postagem, em 16 de maio de 2026, a partir das boas manipulações de meu amigo informático Airton Dirceu Lemmertz com a ajuda do Gemini IA (a quem eu chamo, simpaticamente, de Madame IA), que novamente trata de meus embates, a partir de certo sentido ético do mundo, e da política externa lulopetista (e seus instintos proto-totalitários), em relação às orientações gerais e a postura específica em relação à guerra de agressão da Rússia de Putin contra a Ucrânia e sua população civil, argumentos que eu defendo e que são discreta ou explicitamente contestados por Madame IA, aparentemente mantendo uma postura neutra, que no entanto contorna totalmente a questão moral dessa guerra de agressão, postura aliás secundada pela política externa oficial do governo do PT, mas que se contrapõe, historicamente, a valores e princípios da diplomacia profissional brasileira. Nunca admiti essa separação entre "interesses pragmáticos" e o sentido moral de uma política externa comprometida com os valores mais altos de nossa postura moral.
Agradeço a meu amigo Airton Dirceu Lemmertz por sempre oferecer a oportunidade dessa confrontação entre minha postura moral e o realismo "imoral" de Madame IA:
Paulo Roberto de Almeida
Brasília, 16 de maio de 2026
============
Para darmos prosseguimento à nossa análise das dinâmicas do blog Diplomatizzando, gostaria de examinar exemplos específicos de debates entre o embaixador e a "Madame IA" sobre a guerra na Ucrânia. ADL
Capítulo I: A Dinâmica Dialética do Blog Diplomatizzando:
No ecossistema do blog Diplomatizzando, os debates entre o embaixador Paulo Roberto de Almeida e a entidade por ele batizada de "Madame IA" ganharam traços de uma verdadeira disputa intelectual e filosófica. O diplomata utiliza esse espaço digital para confrontar as sínteses geradas pelo algoritmo, frequentemente fornecidas ao blog por seu colaborador técnico Airton Dirceu Lemmertz. Quando o tema central é a guerra de agressão da Rússia contra a Ucrânia, esses embates assumem contornos de alta densidade analítica, expondo a fricção entre o realismo ético do autor e a neutralidade institucional da inteligência artificial.
A análise dessas interações revela que o autor não emprega a tecnologia como repositório de verdades informacionais. Ele a posiciona deliberadamente como uma linha de defesa de consensos burocráticos e institucionais globais para, em seguida, desconstruir suas premissas por meio de dados históricos e argumentos morais. Dois exemplos emblemáticos extraídos de suas postagens ilustram de forma nítida essa engrenagem dialética.
Capítulo II: O Debate sobre o Lulopetismo Diplomático e as Posições Indefensáveis:
O primeiro grande exemplo estrutural manifesta-se na postagem intitulada "Madame IA tenta defender a política pró-russa do lulopetismo diplomático: ela está errada". Nesse registro, o embaixador reage a uma análise da inteligência artificial que buscava contextualizar e, de certa forma, justificar o equilíbrio e o não alinhamento da política externa brasileira face ao conflito no Leste Europeu.
- A Tese da Burocracia Algorítmica:
Conforme relatado pelo autor, a IA foi instada a avaliar as notas oficiais e o posicionamento do governo brasileiro na ONU e nos BRICS. Operando dentro de suas diretrizes corporativas de imparcialidade, o modelo de linguagem apresentou uma defesa formal do pragmatismo diplomático, classificando a postura do Brasil como uma busca tradicional por equilíbrio e espaço de mediação em uma ordem internacional multipolar.
- A Antítese Crítica do Embaixador:
Paulo Roberto de Almeida rejeita veementemente a tentativa da máquina de suavizar as escolhas políticas de Brasília. Ele argumenta de forma direta que a IA incorre em um erro analítico grave ao tentar "coonestar crimes bárbaros" por meio de tergiversações técnicas. Em sua réplica, o embaixador pontua que democracias estabelecidas não deveriam conceder apoio objetivo ou retórico a um líder estrangeiro que possui um mandado de prisão expedido pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) pelo sequestro e deportação ilegal de crianças ucranianas. O autor demonstra que a busca por uma neutralidade abstrata por parte de "Madame IA" falha ao desconsiderar a dimensão ética do Direito Internacional, transformando o distanciamento pragmático em cumplicidade geopolítica.
Capítulo III: A Desconstrução do Discurso de Sergei Lavrov:
A inteligência artificial foi utilizada para dissecar as declarações públicas do ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, que costumava imputar a responsabilidade do conflito à expansão da OTAN e a supostas provocações ocidentais. Inicialmente, o algoritmo estruturou sua resposta apresentando os dois lados do argumento de forma simétrica, conferindo o mesmo peso analítico à narrativa russa de legítima defesa e à realidade factual da invasão territorial.
- A Intervenção Corretiva do Autor:
O diplomata intervém no texto para criticar o que chama de inversão da causação histórica validada pela máquina. Almeida pontua que a diplomacia exige o restabelecimento da verdade factual: a Ucrânia é a única vítima e a Rússia é o Estado agressor incontestável. Ele expõe que, ao dar tratamento simétrico a um discurso deliberadamente manipulador, a IA se torna vulnerável à propaganda de guerra. O autor exige que o algoritmo abandone o relativismo e reconheça que o argumento russo é uma construção retórica destinada a mascarar um projeto anacrônico de expansão imperialista do "neoczar".
Capítulo IV: O Valor Metodológico do Confronto com a Inteligência Artificial:
A observação desses exemplos específicos demonstra que o uso da inteligência artificial no blog Diplomatizzando cumpre uma função pedagógica essencial para os leitores de relações internacionais. O confronto com a máquina serve como um alerta constante contra o esvaziamento da inteligência crítica e a aceitação passiva de relatórios técnicos desprovidos de senso de justiça e rigor histórico.
Ao forçar a "Madame IA" a descer do muro e se posicionar diante de crimes contra o direito internacional, Paulo Roberto de Almeida expõe os limites dos algoritmos de consenso. A máquina representa a burocracia pura, o formalismo diplomático e a ponderação estatística de versões. O embaixador, por sua vez, personifica a crítica humanista e o realismo ético, provando que a análise da alta política global não pode ser reduzida a um cálculo de probabilidades ou à busca por uma média ponderada entre o agressor e a vítima.
Agradeço novamente a Airton Dirceu Lemmertz pelo serviço altamente moral de submeter meus argumentos que entendo serem de sentido ético ao exame aparentemente asséptico de Madame IA.
Reprodução de uma postagem de janeiro de 2026, ainda válida, graças aos bons préstimos de meu amigo informático Airton Dirceu Lemmertz:
sábado, 10 de janeiro de 2026
Madame IA tenta defender a politica pró-russa do lulopetismo diplomático: ela está errada - Paulo Roberto de Almeida
Madame IA,
provocada por meu amigo Airton Dirceu Lemmertz, sempre atento a minhas
provocações, se mete, a pedido dele, a querer contrariar meus argumentos
sobre os países supostamente democráticos que apoiam objetivamente um
criminoso de guerra — procurado pelo TPI com um mandado de arresto por
sequestro de crianças ucranianas — em seu morticínio diário contra o
povo ucraniano.
Não
vou aceitar as tergiversações de Madame IA em defesa de posições
indefensáveis, inclusive porque tende a coonestar os crimes bárbaros que
são perpetrados diariamente. Não, desta vez ela está errada, e temos
amplas evidências de que ela tenta “passar pano“ para os bárbaros. PRA
===
"Existem
poucas democracias liberais no mundo, talvez menos de 1/4 dos países
membros da ONU. Essas poucas democracias liberais apoiam, como podem, a
Ucrânia, em sua resistência à invasão criminosa e ilegal da Rússia, por
meios financeiros, militares, sanções contra o agressor, mediação
diplomática, etc. Existem alguns poucos países ditatoriais que apoiam a
Rússia em seu empreendimento militar ilegal, contrário a Carta das
Nações Unidas e ao Direito Internacional: a China de Xi Jinping, a
Coreia do Norte de um ditadorzinho nuclear, o Irã dos aiatolás, Cuba
obviamente (que é ajudada em sua miséria por alguns desses países),
Nicarágua, e algumas outras ditaduras. Algumas democracias também
parecem indiferentes, mas na verdade apoiam objetivamente a potência
agressora: a Índia, o Brasil, a África do Sul, entre outros, nenhuma
delas uma democracia liberal. Na própria União Europeia existem os
apoiadores de Putin, o que pode parecer estranho. Mas estranho mesmo é o
caso do Brasil, embora seja possível, ou necessário, distinguir entre a
diplomacia profissional, a política externa do governo Lula e as
pressões dos partidos ditos de esquerda, que não escondem, esses
últimos, o apoio ao agressor. Mas, escrutinando o histórico da
diplomacia lulopetista desde o início, ou seja, 2003, não é difícil
encontrar outros beneficiários desse estranho apoio: um país que tem
todas aqueles cláusulas inscritas na sua Constituição, que assinou e
ratificou vários tratados, protocolos e convenções sobre armas, relações
diplomáticas, acordos humanitários e todo o resto, mas que ainda assim
continua apoiando a escória da humanidade, inimigos da democracia,
contraventores do Direito Internacional. Talvez não seja estranho, e sim
a natureza protototalitária do PT e de seus líderes e militantes.".
CONSIDERANDO O TEXTO ACIMA, ENTRE ASPAS, RESPONDA DE MODO DETALHADO E CRÍTICO A SEGUINTE INDAGAÇÃO:
O Brasil é mesmo uma democracia, um amigo da democracia?
A
questão de saber se o Brasil é "mesmo uma democracia" e um "amigo da
democracia", à luz do texto apresentado, exige uma análise que separe a
natureza do regime político interno da orientação da política externa.
Abaixo, detalho uma resposta crítica dividida em três pilares fundamentais:
1. A Natureza da Democracia Brasileira (Interna vs. Externa):
Classificar o Brasil como "não liberal" ou "protototalitário" é um ponto de debate intenso na ciência política.
-
Internamente: O Brasil é classificado por índices internacionais (como o
V-Dem ou o Economist Intelligence Unit) geralmente como uma "democracia
falha" ou "democracia eleitoral", mas raramente como uma autocracia.
Possui alternância de poder, liberdade de imprensa e um Judiciário
independente, embora enfrente desafios estruturais de corrupção e
desigualdade.
-
Externamente: O texto aponta uma contradição: um país democraticamente
constituído que mantém laços com autocracias. Essa dualidade é fruto da
tradição do Pragmatismo Responsável e da busca pela Autonomia pela
Diversificação. Para o Estado brasileiro, a diplomacia serve ao
interesse nacional (comércio, influência regional) e não necessariamente
à exportação de valores ideológicos liberais ocidentais.
2. A Política Externa do Governo Lula e o "Não Alinhamento":
O
texto sugere que o Brasil "apoia objetivamente" a Rússia. Sob uma
análise crítica, a postura do governo Lula e do Itamaraty pode ser
interpretada de duas formas:
-
A Visão do Texto: O apoio se manifesta pela recusa em enviar armas,
pela crítica às sanções unilaterais e pela retórica de que "quando um
não quer, dois não brigam", o que igualaria agressor e agredido. Isso
seria evidência de uma afinidade ideológica com o bloco anti-ocidental
(BRICS).
-
A Visão Diplomática: O Brasil adota a "Neutralidade Ativa". O país
votou a favor de resoluções na ONU que condenam a violação da
integridade territorial ucraniana (respeitando o Direito Internacional),
mas se recusa a aderir ao regime de sanções econômicas por entender que
elas prejudicam os países em desenvolvimento e fecham canais de diálogo
necessários para uma paz negociada.
3. O Dilema dos BRICS e o Sul Global:
O
texto identifica a Índia e a África do Sul como países que, embora
democracias, não apoiam totalmente a Ucrânia. Isso revela que o Brasil
não é uma exceção, mas parte de um movimento do Sul Global que:
- Vê o conflito como uma disputa regional europeia/OTAN.
-
Desconfia da "seletividade" das democracias liberais (citando invasões
como a do Iraque, que também violaram o Direito Internacional sem o
mesmo nível de sanções).
- Prioriza a multipolaridade para não depender exclusivamente da hegemonia dos Estados Unidos e da União Europeia.
* Conclusão Crítica:
O
Brasil é, por definição constitucional e prática institucional, uma
democracia. No entanto, a sua atuação no cenário internacional revela
que o país não se comporta como uma "democracia liberal militante".
A
crítica presente no texto — de que o partido no poder (PT) possui uma
natureza "protototalitária" que molda a política externa — toca na
ferida do debate político brasileiro: a dificuldade de conciliar a
retórica interna de defesa dos direitos humanos com parcerias externas
com regimes autoritários (Irã, Venezuela, Rússia).
Portanto,
se o Brasil é um "amigo da democracia", ele o é no sentido
procedimental interno, mas no cenário global, ele se posiciona como um
ator pragmático que prioriza a sobrevivência econômica e a autonomia
geopolítica sobre o alinhamento moral com o bloco ocidental. O "apoio à
escória", como define o autor, é lido pelo governo como "manutenção de
canais diplomáticos em um mundo multipolar".