Materia sobre artigo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso sobre a nova atitude que deveria assumir a oposição (partindo do pressuposto de que exista uma, acrescentaria eu...).
Esse artigo de FHC está sendo publicado na mesma revista em que também tenho um artigo: "Miséria da Oposição", o que já revela o que eu penso da "oposição" atualmente, entre aspas, como ela merece.
A revista Interesse Nacional pode ser consultada neste link: http://interessenacional.com
Ou neste aqui: http://interessenacional.uol.com.br/
Meu artigo, está aqui:
A Miséria da “Oposição” no Brasil: Da Falta de um Projeto de Poder à Irrelevância Política?
Por: PAULO ROBERTO DE ALMEIDA
Revista Interesse Nacional, n. 13, abril-junho 2011, p. 28-36.
Quem preferir ler no formato original, ou seja, publicado, em arquivo pdf, pode me pedir em separado. No meu site tem um link para enviar mensagens a este autor (assediado por milhões de junk-mails, spams, virus, ataques de loucura, etc...).
Paulo Roberto de Almeida
Oposição precisa conquistar a classe média, afirma FHC
DANIELA LIMA, DE SÃO PAULO
Folha de São Paulo, terça-feira, 12 de abril de 2011
Em manifesto, ex-presidente defende nova estratégia para PSDB e critica insistência na aproximação com o "povão"
Tucano diz que situação pode se complicar se Dilma Rousseff ganhar apoio de setores que ainda resistem a Lula
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso defende em artigo que será publicado nesta semana uma revisão profunda da estratégia adotada pelo PSDB e pelos demais partidos de oposição para voltar ao poder.
Numa espécie de manifesto, ele afirma que a oposição deveria desistir de conquistar as camadas mais pobres do eleitorado e se conectar com a nova classe média produzida pelo crescimento econômico dos últimos anos.
"Enquanto o PSDB e seus aliados persistirem em disputar com o PT influência sobre os "movimentos sociais" ou o "povão", falarão sozinhos", diz o ex-presidente.
Ele observa que a classe média não participa da vida política do país como no passado, mas está presente em lugares onde os partidos praticamente não existem, como as redes sociais da internet.
"Se houver ousadia, as oposições podem organizar-se, dando vida não a diretórios burocráticos, mas a debates sobre temas de interesses dessas camadas", diz.
O artigo aparecerá no novo número da revista "Interesse Nacional", que será publicado na quinta. E no site interessenacional.uol.com.br.
FHC diz que a presidente Dilma Rousseff (PT) poderá conquistar eleitores que mantiveram "certa distância" do ex-presidente Lula.
"Dilma, com estilo até agora contrastante com o do antecessor, pode envolver parte das classes médias. Estas [...] mantiveram certa reserva diante de Lula", avalia.
FHC critica os governos que o sucederam e o próprio partido. "Uma oposição que perde três disputas presidenciais não pode se acomodar e insistir em escusas que jogam a responsabilidade no terreno "do outro'", afirma.
Em 2010, o ex-governador José Serra brigou por meses com o senador Aécio Neves pela liderança da chapa. Ganhou internamente, mas perdeu para Dilma.
FHC diz que a oposição não defendeu seu legado.
"Segmentos numerosos das oposições de hoje aceitaram a modernização representada pelo governo FHC com dor de consciência", avalia.
O ex-presidente deu a seu artigo o título "O papel da oposição", o mesmo de um texto célebre que publicou na década de 1970, quando fazia oposição à ditadura militar. E comparou a situação da época com a vivida hoje, com o PT ao poder.
"Diante do autoritarismo era mais fácil fincar estacas em um terreno político", diz.
Ontem, em após o lançamento do livro "Ruth Cardoso Fragmentos de Uma Vida", de Ignácio de Loyola Brandão, ele disse que é cedo para avaliar os 100 primeiros dias de Dilma. Avaliou que não basta falar de austeridade fiscal contra a inflação, mas praticá-la.
Colaborou LEANDRO MARTINS, de Ribeirão Preto
Temas de relações internacionais, de política externa e de diplomacia brasileira, com ênfase em políticas econômicas, viagens, livros e cultura em geral. Um quilombo de resistência intelectual em defesa da racionalidade, da inteligência e das liberdades democráticas. Ver também minha página: www.pralmeida.net (em construção).
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