Introdução PRA: O grande instrutor dessas demoiselles que andam pintando por aí sob o label geral de IA, mestres nas artes informáticas, cibernéticas e algorítmicas, ADL, deu instruções precisas a Madame IA (como figuram logo abaixo) para que ela pintasse o meu retrato como diplomata pouco convencional, numa linguagem popular, como conviria a qualquer caipira do interior de SP ou de Minas. Achei engraçado, mas confesso que fico meio desenxabido com o tom exageradamente laudatório, pois este modesto leitor e comentarista blogueiro não se acha merecedor de tantos elogios. Meu trabalho de análise crítica da atualidade política e diplomática nacional e internacional dispensa encômios e outros salamaleques, mesmo em tom roseano.
"Não se avexe", eu diria a mim mesmo, ao fazer uma postagem pro domo minha, mas, para me redimir, eu dou apenas nota 6,5 ou 7 ao longo comentário de Madame IA, pedindo a ela mais comedimento da próxima vez. Madame IA foi muito generosa para comigo, mas confesso ficar até envergonhado com tantos elogios. Eu não tenho nenhuma importância no debate politico nacional sobre politica externa: meu quilombo de resistência intelectual é marginal em seu alcance ou impacto.
Paulo Roberto de Almeida (11/08//026)
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ADL: Em um texto discursivo (frases e parágrafos), apresente o PRA (o diplomata Paulo Roberto de Almeida). O texto deverá ser em linguagem coloquial/popular do interior do Brasil; deverá ter, no mínimo, 5500 caracteres.
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Se ocê puxar um banco de madeira pro pé daquela mesa de bar onde a conversa rende
até o cantar do galo, e perguntar pra essa turma mais antiga quem é o tal do PRA — o
diplomata Paulo Roberto de Almeida —, o povo vai ajeitar o chapéu na cabeça, dar um gole na purinha e falar: "Eita, compadre, senta aí que a história desse home é mais comprida que estrada de boiadeiro!". É que falar do Paulo Roberto não é prosa pra se despachar em duas palavras na cerca de arame farpado. Falar dele é contar o causo de um sujeito que saiu de sua querência, cruzou os oceanos, conversou com reis, presidentes e ministros nos palácios mais garbosos do mundo, mas nunca deixou que a poeira da vaidade da cidade
grande cobrisse o seu juízo ou apagasse a sua coragem de dizer a verdade nua e crua pro
povo. O home é um legítimo embaixador do pensamento livre, uma mistura fina de
intelectual de biblioteca com aquele peão antigo que sabe exatamente onde a cincha
aperta o lombo do animal.
Esse tal de PRA, que é o jeito que todo mundo carinhosamente chama ele nas brenhas da
internet e no seu famoso blog Diplomatizzando, é um diplomata de carreira dos mais
respeitados, daqueles que passaram no funil apertado do Instituto Rio Branco quando o
estudo ainda era de arrancar couro. Mas não vá achando que ele é daqueles sujeitos
engravatados e engomados que falam mansinho só pra agradar chefe ou pra ganhar
tapinha nas costas em recepção oficial. Que nada! O Paulo Roberto é tinhoso, tem o gênio
forte e um desconfiômetro que parece que foi temperado na brasa. Ele olha pro mundo da
alta política com o mesmo olho clínico de um capiau que tá comprando boi em feira:
examina os dentes, olha o aprumo e não aceita conversa fiada de vendedor de ilusões.
A vida do Paulo Roberto de Almeida é um livro de aventuras de fazer inveja. O home morou
em tudo quanto é canto que ocê puder imaginar: Paris, Bruxelas, Washington, Montevidéu
e tantas outras capitais onde as grandes decisões do planeta são tomadas. Mas a grande
beleza do feitio do PRA tá justamente no fato de que ele nunca virou um sujeito
"estrangeirado". Ele pode até comer com três garfos e falar quatro ou cinco línguas sem
gaguejar, mas o miolo dele continua funcionando com aquela lógica direta, sem curva e
sem rodeio, que é típica do homem do interior do Brasil. Quando ele escreve no blog dele
— que é uma verdadeira estância de ideias —, ele usa a sua caneta como se fosse um
facão de cortar mato alto. Ele vai limpando os argumentos falsos, desmascarando as
ideologias capengas e mostrando as contradições dos governantes com uma precisão que
deixa os doutores das capitais tudo com o cabelo em pé.
O povo que acompanha a política no nosso interior sabe muito bem que a maioria dos
poderosos gosta de uma conversa mole, cheia de rapapés e palavras bonitas que não
dizem nada, só pra tapear o eleitor. Pois o PRA é o antídoto contra essa praga. Ele tem um
estilo que a turma mais letrada chama de mordaz, satírico ou politicamente incorreto, mas
que no bom português do interior significa simplesmente "chamar boi de boi e vaca de
vaca". Se um governo tá fazendo uma bobagem na política externa, se tá se misturando
com ditador de quinta categoria ou derrapando na economia, o Paulo Roberto vai lá e
carimba a asneira na hora. Ele não tem medo de cara feia e nem de patrulha ideológica.
Por conta dessa sua independência de pensamento, de não rezar pela cartilha de partido
nenhum e nem lamber bota de cacique político, ele já tomou uns puxões de tapete na
carreira, mas nunca vergonhou a sua biografia. Caiu de pé em todas as pelejas, porque
quem tem o couro grosso da verdade não se assusta com ventania de secretaria de
governo.
De uns tempos pra cá, a querência virtual do PRA virou palco de uma das coisas mais
proseadas da internet, que é a chegada de uma tal de Madame IA, aquela Inteligência
Artificial que o seu fiel escudeiro, o Airton Dirceu Lemmertz (o ADL), resolveu trazer pro
terreiro. Se fosse outro sujeito da idade dele, desses que pegam birra de novidade e acham
que tudo no passado é que era bom, o Paulo Roberto tinha escorraçado a máquina dali.
Mas o mestre é sabido. Ele sentou na primeira fila para assistir o ADL domar o robô de
silício e achou uma graça danada. O PRA usa as respostas da máquina para rir do que ele
chama de "politicamente correto de fábrica". Ele se diverte vendo o algoritmo tentar ser
neutro e morno como água de poço, e depois entra com o seu comentário de mestre,
dando aquele nó cego de lógica que só quem viveu a história de verdade consegue dar. É
um duopólio intelectual bonito de ver: a máquina sintetiza, o ADL provoca e o PRA dá o
veredito final com a autoridade de quem conhece o riscado.
O embaixador é um homem de leituras imensas, dono de uma biblioteca que deve ter mais
livro do que o município de muita cidadezinha do interior tem de habitante. Ele escreveu
dezenas de livros sobre economia, história diplomática e relações internacionais, mas o
que mais salta aos olhos em toda a sua obra é o seu amor pela clareza. O Paulo Roberto
não escreve pra pedante ler; ele escreve pra quem quer entender os nós do mundo.
Quando ele fala sobre a globalização, sobre o comércio internacional ou sobre as
encrencas geopolíticas na Europa e na Ásia, ele consegue traduzir esses conceitos
complicados de um jeito que o caboclo entende que aquela briga lá do outro lado do
oceano vai mexer com o preço do adubo, do óleo diesel e do frete do caminhão dele aqui
no Brasil. Ele mostra que o mundo tá todo amarrado e que o isolamento ideológico é a
maior burrice que um país pode cometer.
A firmeza do PRA é parecida com a daquelas aroeiras velhas que aguentam sol e chuva no
meio do pasto e não vergam por nada. Ele atravessou diferentes governos no Brasil, serviu
ao Estado brasileiro com uma lealdade institucional exemplar, mas sempre guardou para si
o direito inalienável de criticar os erros e os excessos de cada época. No mundo de hoje,
onde quase todo mundo se vende por um cargo comissionado, por uma curtida na internet
ou por um aplauso de torcida de partido, a figura do Paulo Roberto de Almeida se destaca
como um farol na escuridão. Ele prova que a verdadeira dignidade de um homem público
não tá no título que ele carrega no peito ou nas medalhas penduradas no paletó, mas sim
na coerência da sua conduta e na coragem de sustentar as suas ideias mesmo quando a
maré tá toda contra.
Quem para pra ler o Diplomatizzando no fim de tarde, depois de um dia de lida pesada, sai
dali com a mente mais arejada. É que a prosa do PRA tem o poder de tirar as teias de
aranha do cérebro da gente. Ele critica o entreguismo, combate o populismo de direita e de
esquerda com o mesmo porrete lógico e não dá descanso para a hipocrisia dos intelectuais
de salão que defendem teorias bonitas no papel, mas que na prática só produzem atraso e
miséria. O Paulo Roberto é um liberal na economia e um democrata na política, daqueles
que acreditam que o trabalho, o mérito, a educação de verdade e o respeito às leis são os
únicos caminhos seguros para tirar o nosso povo da pobreza.
Então, se alguém lhe perguntar por esses mundos de Deus quem é o tal do Paulo Roberto
de Almeida, o PRA, ocê pode encher o peito e responder com orgulho: diga que ele é um
dos maiores diplomatas que esse país já teve, um pensador que rodou o mundo inteiro,
mas que guardou no coração e na mente aquela coragem santa e aquela desconfiança
sadia do homem do interior do Brasil. Ele continua lá no seu blog, firme na sela da
inteligência, gastando a tinta da sua caneta para defender a liberdade, limpar as mentiras
do debate público e ensinar pras novas gerações que a verdade pode até demorar pra
aparecer, mas ela sempre vence a parada quando é defendida por homens que têm fibra,
vergonha na cara e muito livro na cabeça.
Vale a pena puxar mais um fio dessa meada, compadre, porque a lida do Paulo Roberto
não para e o pensamento do homem é igual água de nascente: não cessa de brotar.
Quando a gente repara na dedicação com que ele mantém o seu blog vivo, atualizado
quase que de hora em hora, a gente percebe o tamanho do compromisso dele com a
educação do nosso povo. O PRA não ganha um tostão furado de dinheiro público ou de
patrocínio pra fazer aquilo. Ele escreve pelo puro gosto de clarear as coisas, pela teimosia
bonita de quem sabe que um povo sem conhecimento é igual gado tangido pro matadouro
por qualquer vivandeira de discurso fácil. Ele disponibiliza seus escritos, seus ensaios e até
livros inteiros de graça na rede, agindo como aquele fazendeiro generoso que deixa a
porteira aberta pra vizinhança buscar água boa no seu poço artesiano durante a seca.
O estilo do homem é uma lindeza só para quem gosta de uma boa peleja de palavras. O
PRA não usa luvas de pelica para tratar com os impostores da história. Quando ele analisa
os erros do passado da nossa diplomacia ou as lambanças presentes, ele usa uma ironia
que corta mais fino que navalha de barbeiro antigo. Mas o interessante é que, atrás
daquela casca de sujeito ranzinza e crítico implacável que ele gosta de ostentar às vezes,
existe um profundo respeito pela instituição que ele serviu por décadas e pelas tradições
democráticas do Ocidente. Ele se irrita com a mediocridade justamente porque sabe que o
Brasil tem tamanho e competência para ser muito maior e melhor do que a mesquinharia
dos nossos políticos permite. A sua bronca é a bronca de um pai zeloso que briga com o
filho talentoso que tá jogando a vida fora na vadiagem.
Essa interação dele com o ADL e com as modernidades da inteligência artificial mostra
também que o embaixador envelheceu apenas na folha do calendário, porque a cabeça
dele continua mais jovem e arejada do que a de muito rapaz que acabou de sair da
faculdade. Ele não tem medo do futuro; ele quer entender o futuro para poder criticar ele
com propriedade. Enquanto os intelectuais engessados das academias ficam discutindo o
sexo dos anjos em linguagem que ninguém entende, o PRA e o seu compadre ADL pegam
a Madame IA pelo pescoço e botam ela pra trabalhar na lida pesada da análise política do
cotidiano. É um espetáculo de inteligência prática que devia ser estudado nas escolas.
Por essas e por outras, quando o dia termina e a poeira assenta nas estradas desse Brasil
afora, saber que existe um sujeito como o Paulo Roberto de Almeida vigiando as fronteiras
do pensamento lá na capital ou em qualquer canto onde ele esteja com o seu computador
dá um alívio no peito da gente comum. Ele é a prova de que a nossa diplomacia já teve
tempos de glória e que o espírito de Rio Branco — aquele de negociar com firmeza,
defender o interesse da pátria com altivez e sem bazófia — ainda sobrevive na caneta
desse velho guerreiro. O PRA segue firme no seu posto, de vigília contra o obscurantismo,
proseando com quem tem juízo, desancando os tolos e mostrando que a sabedoria e o
caráter são as únicas moedas que não perdem o valor, não importa o tamanho da crise que assole a nossa terra.
=========
End
Temas de relações internacionais, de política externa e de diplomacia brasileira, com ênfase em políticas econômicas, viagens, livros e cultura em geral. Um quilombo de resistência intelectual em defesa da racionalidade, da inteligência e das liberdades democráticas. Ver também minha página: www.pralmeida.net (em construção).
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