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segunda-feira, 27 de junho de 2022

A cidade baiana que resistiu aos ataques portugueses na guerra da independência (FSP)

 

CIDADE BAIANA AFRONTOU PORTUGUESES, RESISTIU A CANHÕES E FOI 1ª CAPITAL DA 'BAHIA BRASILEIRA'!

Folha de SP, 24/06/2022 

Uma escuna militar com 26 marinheiros portugueses estava fundeada no rio Paraguaçu, principal rota fluvial entre o Recôncavo baiano e a Baía de Todos os Santos, com os canhões apontados para a Vila de Cachoeira.

As ameaças não dissuadiram os principais líderes políticos da vila, que em junho de 1822 decidiram afrontar os portugueses e a aclamar Dom Pedro de Alcântara como "regente constitucional e defensor perpétuo do Brasil". A retaliação não tardou e a vila foi alvejada por uma saraivada de tiros e balas de canhão.

O episódio, que neste sábado (25) completa 200 anos, marcou o início de uma "Bahia brasileira" e desencadeou a guerra pela Independência no estado, que opôs os portugueses e os nascidos no Brasil em uma série de batalhas que acabaram com a vitória brasileira em 2 de julho de 1823.

"Cachoeira foi a primeira capital brasileira da Bahia. Enquanto Salvador ainda era uma capital portuguesa e submetida a Lisboa, Cachoeira formou um conselho interino que passou a governar a província", afirma o historiador Sérgio Guerra Filho, professor da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia.

A aclamação de Dom Pedro respondia a uma consulta feita pelos deputados que representavam a Bahia nas cortes de Lisboa. O documento chegou com atraso ao Brasil e, por isso, "estava muitos graus abaixo da temperatura política na Bahia", como aponta historiador Luís Henrique Dias Tavares (1926-2020).

O ponto de ebulição foi atingido em fevereiro, quando o brigadeiro português Inácio Luís Madeira de Melo virou governador em armas da Bahia sob forte resistência. Um levante foi sufocado pelas tropas portuguesas, que assassinaram a abadessa Joana Angélica no Convento da Lapa.

O triunfo português em Salvador fez com que os revoltosos buscassem abrigo no Recôncavo baiano, onde começaram a organizar uma resistência ao comando português na província.

O período entre fevereiro e junho de 1822 foi marcado por articulações políticas, pela defesa de um centro de Poder Executivo no Brasil liderado por D. Pedro e pela compra de armas, munição e pólvora.

Por isso, quando a canhoneira portuguesa aportou no rio Paraguaçu, trancando a entrada e saída de embarcações do porto de Cachoeira, os brasileiros estavam preparados para resistir.

A aclamação a D. Pedro na Câmara Municipal foi comemorada em uma missa em ação de graças na Igreja Matriz de Cachoeira, em celebração conhecida como Te Deum. Ao fim da cerimônia religiosa, foram disparados os primeiros tiros.

Além das balas de canhão que vieram da escuna, portugueses que moravam na cidade também reagiram, entrincheirados, com tiros de armas de fogo contra aqueles que celebravam a insurreição nas ruas e praças de Cachoeira.

Um dos atingidos foi Manoel Soledade, personagem cuja participação na batalha ainda hoje é um mistério. Na versão mítica, eternizada em 1931 no quadro do artista Antônio Parreiras (abaixo), Manoel teria seria o responsável pelo toque do tambor das tropas brasileiras e tombou sob o instrumento.

O historiador cachoeirano Cacau Nascimento diz que não foi bem assim: "Manoel Soledade era um intelectual negro, uma figura influente. Ele recebeu um tiro após sair da missa e ficou ferido, mas não teve participação militar nas batalhas."

Os brasileiros reagiram para tentar neutralizar o ataque das forças portuguesas e instauraram uma Junta Interina Conciliatória e Defesa, embrião do que a partir de setembro se consolidaria em um governo paralelo da Bahia.

O clima de guerra instaurou-se na vila. A embarcação portuguesa seguiu atacando de forma violenta, atingindo edificações de Cachoeira.

A escuna canhoneira foi tomada apenas em 28 de junho, quando uma bandeira branca subiu na embarcação após ser cercada por uma flotilha improvisada com canoas e saveiros. Capitão e marujos foram presos e enviados à cadeia pública de Inhambupe, vila do sertão baiano.

A Junta de Defesa recebeu adesões de Santo Amaro e São Francisco do Conde e passou a ter pretensões mais amplas: governar a província e preparar a tomada de Salvador, ainda sob jugo português.

A escolha de Cachoeira como centro da resistência foi natural. A vila era estratégica por causa do porto, que escoava a produção de fumo, couro e algodão. Tinha na época cerca de 20 engenhos de cana-de-açúcar que se mantinham com a força de trabalho escravo.

O enfrentamento aos portugueses uniu comerciantes, coronéis, proprietários de terra e donos de engenho, que escalaram escravizados para formar parte das tropas que partiriam para cercar a capital.

"Foram vários grupos que se unificaram para a resistência. Mesmo com interesses conflitantes, eles se uniram em torno de um Brasil livre", afirma Luís Antônio Costa Araújo, historiador e provedor da Santa Casa de Misericórdia de Cachoeira.

O interesse por maior autonomia se transformou em um nacionalismo que levou parte dos líderes a trocar sobrenomes lusitanos por outros com referências nativas, como Baiense, Baitinga, Morici, Baraúna, Pitombo, Tanajura, Gê Acaiaba e Dendê Bus.

Entre junho e outubro de 1822, foram criados em Cachoeira batalhões patrióticos, formados principalmente por brancos pobres, negros libertos e negros escravizados enviados pelos seus senhores.

Entre eles, estavam a Companhia dos Caçadores de Santo Amaro, os Voluntários da Vila de São Francisco e os Voluntários do Príncipe Dom Pedro, cujos soldados ficaram conhecidos como "periquitos" pelo fardamento verde.

Foi deste batalhão que participou uma das principais heroínas da guerra: Maria Quitéria de Jesus, uma jovem e exímia atiradora que se disfarçou de homem para ser aceita no batalhão.

Proibida pelo pai de se alistar no batalhão, ela vestiu um uniforme do cunhado, cortou seus cabelos e se apresentou como um homem sob a alcunha de "soldado Medeiros". Mesmo depois de descoberta mulher, permaneceu no batalhão e lutou nas batalhas em Salvador e na foz do rio Paraguaçu.

O reforço oficial viria nos meses seguintes, quando o Exército Pacificador partiu do Rio de Janeiro com armamentos, 38 oficiais e 260 soldados para reforçar as tropas que conquistariam Salvador em 2 de julho de 1823.

Depois de 200 anos, os filhos da terra lutam para preservar o legado da resistência cachoeirense, seja pela exaltação ao passado de "cidade heroica", seja pelas tradições dos descendentes de quilombos, inviabilizados ao longo dos últimos dois séculos.

Neste 25 de junho, como acontece desde 2007, Cachoeira passa a ser a capital da Bahia por um dia. Por mais um ano, a cidade vai exaltar a figura do caboclo, que representa a participação popular nas batalhas contra os portugueses, com desfile cívico, sambas de roda e saudações nos terreiros de Candomblé.

"O desafio é manter a tradição. Houve uma carnavalização da data, que cai em meio aos festejos de São João. A data passou a ser uma coisa mais festiva e menos cívica", explica o escritor e artista plástico Davi Rodrigues, que tem nas tradições populares de Cachoeira o centro de seu trabalho.

Outro desafio é enfrentar a ruína econômica de uma cidade que saiu do apogeu no século 19, quando ganhou uma ponte de ferro sobre o rio Paraguaçu, ao declínio no século 20, com a derrocada do porto, da ferrovia, da indústria do fumo e dos engenhos de açúcar.

Estagnada com cerca de 30 mil habitantes, caiu de 2ª maior cidade baiana para o 83º município em população do estado.

Mitigar as desigualdades sociais e raciais são um desafio ainda maior em uma cidade com mais 80% da população negra, boa parte dela pobre. Foi só em 2020 que a cidade deu um passo na representatividade e elegeu sua primeira prefeita negra em 490 anos de história.

Para Luís Antônio Costa Araújo, a cidade heroica de Cachoeira —que com seu casario histórico é considerada Patrimônio Cultural Brasileiro— deve trabalhar para fazer do seu legado o ponto de partida para transformação econômica e social: "Isso aqui é um lugar sagrado".

domingo, 30 de maio de 2021

Katia de Queiroz Mattoso: historiadora greco-brasileira - guia biobibliográfico

Aproveitei-me de uma postagem feita pela Biblioteca Virtual Consuelo Pondé, do Governo da Bahia, para reproduzir essa bibliografia de Katia Mattoso. 


Katia de Queirós Mattoso, guia biobibliográfico

 

Katia Mytilineou de Queirós Mattoso, nasceu aos 08 de abril de 1931, em Volos, na Grécia. Faleceu em Paris, em 11/01/2011. Formou-se em Ciência Política na Universidade de Lausanne e completou o doutorado na Universidade de Genebra e na Sorbonne-Paris.

Área de pesquisa

Conspiração dos Alfaiates. Séc. XIX: demografia, família, hierarquias sociais, estrutura e conjunturas econômicas, preços e salários. Estratificação socioeconômica na Bahia oitocentista. Escravidão e liberdade na Bahia colonial e imperial.

Especialidade: 

História econômica e social da Bahia e história da escravidão no Brasil.

Tese:

Au Nouveau Monde: une province d'un nouvel empire: Bahia au XIXe siècle (Thèse de Doctorat d'Etat, Université de Paris-Sorbonne), 5 v. 1986.(Mais tarde abreviada e publicada em português sob o título: Bahia, século XIX. Uma província no Império, Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1992)

Artigos em revistas, capítulos em coletâneas e brochuras:

“O consulado francês na Bahia em 1824”, Anais do Arquivo do Estado da Bahia, n. 39 (1970), pp. 149-220. 

“Caminhos estatísticos na história econômica da Bahia”, Universitas, n. 8/9 (1971), pp. 135-58. 

“A propósito de cartas de alforria, Bahia 1779-1850”, Anais de Historia, n. 4 (1972), pp. 23-52. 

“Os preços na Bahia de 1750 a 1930”, in L’histoire quantitative du Brésil, 1800-1930. (Paris: CNRS, 1973), pp. 167-82.

“Epidemias e flutuações de preços na Bahia no século XIX”, in L’histoire quantitative du Brésil, 1800-1930 (Paris: CNRS, 1973), pp. 183-202 (em parceria com Johildo Lopes de Athayde). 

“Como estudar a história quantitativa na Bahia no século XIX”, in L’histoire quantitative du Brésil, 1800-1930 (Paris: CNRS, 1973), pp. 361-73 (em parceria com Istvan Jancsò).

“Albert Roussin: testemunha da independência da Bahia 1822-1823”, Anais do Arquivo do Estado da Bahia, n. 41 (1973), pp. 116-68. 

“Sociedade e conjuntura na Bahia nos anos de luta pela Independência 1822-1823”, Universitas, n. 15/16 (1973), pp. 5-26. 

“Os escravos na Bahia no alvorecer do século XIX. Estudo de um grupo social”, Revista de História, n. 97 (1974), pp. 109-35. 

“Les esclaves à Bahia au XIXe siècle. Étude d’un groupe social”, Cahiers des Amériques Latines, n. 9/10 (1974), pp. 105-19. Sociedade e conjuntura na época da Revolução dos Alfaiates - Bahia 1798, IV Curso de Estudos Baianos: A Bahia no Século de Ouro, Salvador: Universidade Federal da Bahia, Coordenação Central de Extensão/ FFCH, Departamento de História, 1974. 

“Fontes para a história demográfica da cidade do Salvador, na Bahia”, in Atti dei XL Congresso Internazionale degli Americanisti, Roma e Gênova, 3-10 de setembro de 1972 (Gênova: Tilgher, 1975), v. 4, pp. 247-55. 

“Les recherches historiques à Salvador, Bahia. Un bilan: 1965-1975”, Revue d’histoire économique et sociale, v. 53, n. 4 (1975), pp. 541-58. 

“Para uma história social seriada da cidade do Salvador no século XIX: os testamentos e inventários como fonte de estudos da estrutura social e de mentalidades”, Anais do Arquivo do Estado da Bahia, n. 42 (1976), pp. 147-98. 

“A carta de alforria como fonte complementar para o estudo de rentabilidade da mão-de-obra escrava urbana (1819-1888)”, in C. M. Pelaez e J. M. Buescu (orgs.), A moderna historia econômica (Rio de Janeiro: APEC, 1976), pp. 149-63. 

“Fontes para o estudo da propriedade rural: o Recôncavo baiano, 1684- 1889”, in Anais do VIII Simpósio de Professores Universitários de História, Aracaju, setembro de 1975 (São Paulo: ANPUH, 1976), pp. 1121-23. 

“Introdução ao estudo dos mecanismos da formação da propriedade no eixo Ilhéus-Itabuna, 1890-1930”, in Anais do VIII Simpósio dos Professores Universitários de História, Aracaju, setembro 1975 (São Paulo: ANPUH, 1976), pp. 570-94 (em parceria com Angelina Nobre Rolim Garcez). 

“Um estudo quantitativo de estrutura social: a cidade do Salvador, Bahia de Todos os Santos, no século XIX. Primeiras abordagens, primeiros resultados”, Estudos Históricos, n. 15 (1976), pp. 7-28.

“A Bahia e os judeus: um velho amor”, Shalom, n. 146 (1977), pp. 18-21. Uma fonte para a pesquisa histórica, Salvador: Prefeitura Municipal de Salvador/Departamento de Cultura, 1977. 

“Inquisição: os cristãos novos da Bahia no século XVIII”, Ciência e Cultura, v. 30, n. 4 (1978), pp. 415-27. 

“Des bahianais comme les autres? 20 nouveaux chrétiens du début du XVIIIe siècle”, Mélanges Prof. Dr. Kellenbenz, Wirschaftskräfte und Wirtschaftswege, n. 4 (1978), pp. 313-32. 

“A família e o direito no Brasil no século XIX. Subsídios jurídicos para os estudos em história social”, Anais do Arquivo do Estado da Bahia, n. 44 (1979), pp. 217-44. 

“Testamentos de escravos libertos na Bahia no século XIX: uma fonte para o estudo de mentalidades”, Salvador: UFBA, 1979 (Coleção Centro de Estudos Baianos, n. 85). 

“Être esclave au Brésil”, Études Portugaises et Brésiliennes (Nouvelle Série III), n. 15 (1980), pp. 34-5. 

“Párocos e vigários em Salvador no século XIX: as múltiplas riquezas do clero secular da capital baiana”, Tempo e Sociedade, n. 1 (1982), pp. 13-48. 

“No Brasil escravista: relações sociais entre libertos e homens livres e entre libertos e escravos”, Anais de História, n. 2 (1982), pp. 392-424. 

“Prefácio”, in Maximiliano de Habsburgo, Bahia 1860. Esboços de viagem (Rio de Janeiro: CEB/FCE, 1982), pp. 11-24. 

“Bahia opulenta. Uma capital portuguesa no Novo Mundo (1549-1763)”, Revista de História, n. 114 (1983), pp. 5-20. 

“Research Note: Trends and Patterns in the Prices of Manumitted Slaves: Bahia 1819-1888”, Slavery and Abolition, v. 7, n. 1 (1986), pp. 59-67 (em parceria com Herbert S. Klein e Stanley Engerman).

“Au Nouveau Monde, une province d’un nouvel empire: Bahia au XIXe siècle (Introduction)”, Histoire, Economie & Société, v. 6, n. 4 (1987), pp. 535-68. 

“Slaves, Free and Freed: Family Structures in Nineteenth Century. Salvador, Bahia (Brazil)”, Luso-Brazilian Review, v. 25, n. 1 (1988), pp. 69-84. 

“Notas sobre as tendências e padrões de preços de alforrias na Bahia, 1819-1888”, in João José Reis (org.), Escravidão e invenção da liberdade: estudos sobre o negro no Brasil (São Paulo: Brasiliense/CNPq, 1988), pp. 60-72 (em parceria com Herbert Klein e Stanley Engerman). 

“Apresentação”, in Gilberto Ferrez, Bahia, velhas fotografias, 1858- 1900 (Rio de Janeiro: Kosmos, 1988), pp. 7-10. 

“Introdução”, in Louis Couty, A escravidão no Brasil (Rio de Janeiro: Fundação Casa de Rui Barbosa, 1988), pp. 11-44. 

“A riqueza dos baianos no século XIX”, CLIO - Revista de Pesquisa Histórica, n. 11 (1988), pp. 61-75. 

“O filho da escrava (em torno da Lei do Ventre Livre)”, Revista Brasileira de História, n. 16 (1988), pp. 37-55. Também publicado em M. del Priore (org.), História da criança no Brasil (São Paulo: Contexto, 1991), pp. 76-97. 

“Brésil, cinq siècles d’histoire”, Geopolitique, n. 28 (1989), pp. 16-30 (em parceria com Antonio Fernando Guerreiro de Freitas). 

“A Revolução Francesa e o movimento baiano de 1798”, Revista do Gabinete [de Leitura de Jundiaí, SP], n. 3 (1989), pp. 137-44. 

“Les chemins de fer au Brésil au XIXe siècle”, in Colloque International sur les Transports et l’Industrialisation, XIXe et XXe siècles (Madrid), 1990 (comunicação em parceria com Maria Barbara Levi). 

“Bahia 1798: os panfletos revolucionários. Proposta de nova leitura”, in Osvaldo Coggiola (org.), A Revolução Francesa e seu impacto na América Latina (São Paulo: EDUSP, 1990), pp. 341-56.

“De la Vieille République à l’Etat Nouveau”, Cahiers du Brésil contemporain, n. 19 (1992), pp. 5-8. 

“Entrevista. Ser historiadora no Brasil”, LPH: Revista de História (UFOP), v. 3, n. 1 (1992), pp. 5-12.

“Les marques de l’esclavage africain”, in Hélène Rivière d’Arc (org.), L’Amérique du Sud au XIXe et XXe siècles (Paris: A. Colin, 1993), pp. 63-84. 

“1492”, Histoire, Economie & Société, v. 12, n. 3 (1993), pp. 323-34. 

“Avant-propos” à segunda edição de Être esclave au Brésil, XVIe-XIXe siècles (Paris: L’Harmattan, 1994), pp. I-XXIX. 

“Pouvoir et nation: a propos de la construction de l’idée nationale brésilienne”, Cahiers du Brésil Contemporain, n. 23/24 (1994), pp. 5-16. 

“Grandeurs et misères du clergé bahianais à la fin de la période coloniale”, Histoire, Economie & Société, v. 13, n. 2 (1994), pp. 291- 319. 

“Au Brésil: cent ans de mémoire de l’esclavage”, Cahiers des Amériques Latines, n. 17 (1994), pp. 65-83. 

“Commentaire” de “Le Melting-pot nord-américain. Mythes et réalités d’hier et d’aujourd’hui”, de Jacques Portes, in Les mouvements migratoires dans l’Occident moderne (Paris: PUPS, 1994), pp.86-9. 

“Christentum und Afrobrasilianer”, in Michael Sievernich e Dieter Spelthahn (orgs.), Fünfhundert Jahre Evangelisierung Lateinamerikas (Frankfurt: Vervuert, 1995), pp. 109-16. 

“Commentaires”, in S. Gruzinski e N. Wachtel (orgs.), Le Nouveau Monde, mondes nouveaux. L’expérience américaine (Paris: EHESS, 1996), pp. 67-73. 

“Introduction”, in Littérature/Histoire: regards croisés (Paris: PUPS, 1996), pp. 7-13. 

“Introduction”, in Mattoso, Santos e Rolland (orgs.), Mémoires et identités au Brésil (Paris: L’Harmattan/Centre d’Etudes sur le Brésil, 1996), pp. 5-26. 

“Introduction”, in Mattoso, Santos e Rolland (orgs.), Les femmes dans la ville. Un dialogue franco-brésilien (Paris: PUPS/Centre d’Etudes sur le Brésil, 1997), pp. 5-13. 

“Développement et qualité de vie dans le Brésil contemporain: l’exemple de trois agglomérations urbaines”, Histoire, Economie & Société, v.16, n. 3 (1997), pp. 505-21.

“Introduction”, in Mattoso, Santos e Rolland (orgs.), Esclavages. Histoire d’une diversité, de l’Océan Indien à l’Atlantique Sud (Paris: L’Harmattan/Centre d’Etudes sur le Brésil, 1997), pp. 5-25. 

“Introduction” ao dossiê “Le Brésil à l’époque moderne. Perspectives missionnaires et politiques européennes”, Cahiers du Brésil Contemporain, n. 32 (1997), pp. 1-5. 

“A opulência na província da Bahia”, in Luiz Felipe de Alencastro (org.), História da vida privada no Brasil. Império: a corte e a modernidade nacional (São Paulo: Companhia das Letras, 1997), pp. 143-79. 

“Être affranchi au Brésil: XVIIIe-XIXe siècles”, Diogène, n. 179 (1997), pp. 103-121 (em seguida, versão em inglês do mesmo artigo). 

“The Manumission of Slaves in Brazil in the Eighteenth and Nineteenth Centuries”, Diogenes, n. 179 (1997), pp. 117-138. 

“Para mestre Didi: 80 anos”, in Juana Elbein dos Santos (org.), Ancestralidade africana no Brasil (Salvador: SECNEB, 1997), pp. 150-7. 

“L’Europe et le Nouveau Monde au XVIe siècle”, in F. Crouzet e F. Furet (orgs.), L’Europe dans son Histoire. La vision d’Alphonse Dupront (Paris: PUF, 1998), pp.53-78. 

“Hommage à Celso Furtado”, Cahiers du Brésil Contemporain, n. 33/ 34 (1998), pp. 5-20. 

“Société esclavagiste et marché du travail: Salvador de Bahia (Brésil) 1850- 1868”, in M. Merger e D. Barjot (orgs.), Les entreprises et leurs réseaux: hommes, capitaux, techniques et pouvoirs, XIXe-XXe siècles. Mélanges en l’honneur de François Caron (Paris: PUPS, 1998), pp. 167-80. 

“Introduction”, in Mattoso, Santos e Rolland (orgs.), Naissance du Brésil moderne, 1500-1808 (Paris: PUPS, 1998), pp. 5-10. 

“Prefácio”, in Ronaldo Costa Couto, História indiscreta da ditatura e da abertura, Brasil 1964-1985 (Rio de Janeiro: Record, 1998), pp. 11-15. 

“Pero Vaz de Caminha ou la rencontre de deux mondes”, Les langues néo-latines, v. 92, n. 307 (1998-99), pp. 221-31. 

“Apresentation”, in Mattoso, Santos e Rolland (orgs.), Matériaux pour une histoire culturelle du Brésil. Objets, voix et mémoires (Paris: L’Harmattan/Centre d’Etudes sur le Brésil, 1999), pp. 7-9.

“Inégalités socio-culturelles au Brésil à la fin du XIXe siècle: Salvador da Bahia vers 1890”, in Mattoso, Santos e Rolland (orgs.), Matériaux pour une histoire culturelle du Brésil. Objets, voix et mémoires (Paris: L’Harmattan/Centre d’Etudes sur le Brésil, 1999), pp. 21-37. 

“Avant-Propos”, in Mattoso, Santos e Rolland (orgs.), Le Brésil, l’Europe et les equilibres internationaux, XVIe-XXe siècles. XXIIIe Colloque de L’IRCOM (Paris: PUPS/Centre d’Etudes sur le Brésil, 1999), pp. 6-9. 

“Avant-Propos”, in Mattoso (org.), L’Angleterre et le monde, XVIIIeXXe siècle. L’histoire entre l’économique et l’imaginaire. Hommage à François Crouzet (Paris: L’Harmattan, 1999), pp. 5-22. 

“Prefácio”, in Franck Ribard, Le carnaval noir de Bahia. Ethnicité, identité, fête afro à Salvador (Paris, L’Harmattan, 1999), pp. 13-5. 

“Le monde luso-brésilien: problèmes d’identité de part et d’autre de l’Atlantique”, in E. Carreira e I. Muzart Fonseca dos Santos (orgs.), Eclats d’Empire du Brésil à Macao (Paris: Maisonneuve et Larose, 2000), pp. 37-54. 

“Prefácio”, in Geraldo Pieroni, Os excluídos do Reino: a inquisição portuguesa e o degredo para o Brasil colônia (São Paulo: Imprensa Oficial de São Paulo/Ed. da UnB, 2000), pp. 9-10. 

“Introduction”, in Mattoso, Santos e Rolland (orgs.), Modèles poliques et culturels au Brésil (Paris: PUPS, 2003), pp. 7-21. 

“Introduction: le noir et la culture africaine au Brésil”, in Mattoso, Santos e Rolland (orgs.), Le noir et la culture africaine au Brésil (Paris: L’Harmattan, 2003), pp.7-18. 

“A Bahia ela mesma”, in Ana Cecília Martins, Marcela Miller e Monique Sochaczewski (orgs.), Iconografia baiana do século XIX na Biblioteca Nacional (Rio de Janeiro: Biblioteca Nacional, 2005), pp. 12-37. 

“Prefácio”, in André Héraclio do Rêgo, Famille et pouvoir régional au Brésil. Le coronelismo dans le Nordeste. 1850-2000 (Paris: L’Harmattan, 2006), pp. 7-9. 

“Quand Pierre Chaunu pensait le Nouveau Monde”, in Jean-Pierre Bardet, Denis Crouzet e Annie Molinié-Bertrand (orgs.). Pierre Chaunu historien (Paris: PUPS, 2012), pp. 131-4.

Livros 

Presença francesa no movimento democrático baiano de 1798, Salvador: Itapuã, 1969. 

Dirigentes industriais na Bahia. Vida e carreira profissional, Salvador: Mestrado em Ciências Econômicas da UFBA, 1975. 

Textos e documentos para o estudo da história contemporânea (1789- 1963), São Paulo: HUCITEC/EDUSP, 1977. 

Bahia: a cidade do Salvador e seu mercado no século XIX, São Paulo: HUCITEC/Prefeitura Municipal de Salvador, 1978. 

Ser escravo no Brasil. Trad. James Amado. São Paulo: Brasiliense, 1982. 

Família e sociedade na Bahia do século XIX, São Paulo: Corrupio/CNPq, 1988.

Referências: Homenagem realizada pelos profs. João J. Reis e Evergton Sales Souza na Revista Afro-Ásia, n° 48 (2013) http://www.scielo.br/pdf/afro/n48/a11n48.pdf (bibliografia completa)

 

Quando trabalhei na embaixada do Brasil em Paris, estivemos, eu e Carmen Lícia, muitas vezes com Katia Mattoso, em sua casa e na Sorbonne. Dei algumas palestras para seus alunos.

409. “Introduction à l’Étude des Relations Internationales du Brésil”, Paris, 5 março 1994, 30 p. (Partes 1 e 2: “Nature du Problème et État de la Recherche” e “Périodisation Historique et Caractérisation Générale) e 22 pp (Parte 3: “Synthèse du développement depuis l’ère coloniale”, não terminada inteiramente em sua versão francesa). Texto baseado no trabalho n° 144 (publicado em português na Contexto Internacional vol. 13, nº 2, julho-dezembro 1991), concebido como suporte à conferência dada, a convite da Profa. Katia de Queiros Mattoso, no curso “Méthodes et Problématiques de l’Histoire Moderne et Contemporaine”, para formação de D.E.A. em “Histoire Moderne et Contemporaine” do “Institut d’Histoire” da l’Université de Paris-Sorbonne (Paris IV), pronunciada no dia 9 de março de 1994. Inédito. Postado na página de Academia.edu (28/12/2020; link: https://www.academia.edu/44784099/409_Introduction_a_letude_des_relations_internationales_du_Bresil_1994_); divulgado no blog Diplomatizzando (28/12/2020; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2020/12/introduction-letude-des-relations.html).


Tenho um livro publicado com ela: 

447. “Le Brésil de 1984 à 1994: Stabilisation du régime démocratique et bouleversements dans la vie économique”, Paris, 15 agosto 1994, 21 p. Texto sobre a história contemporânea, elaborado para integrar, juntamente com texto dos Profs. Katia de Queirós Mattoso e Antonio Fernando Guerreiro de Freitas (Brésil: Cinq Siècles d’Histoire), brochura de divulgação da Embaixada. Longo processo de revisão (publicação delongada). Divulgado na plataforma Academia.edu (29/12/2020; link: https://www.academia.edu/44790963/447_Le_Bresil_de_1984_a_1994_Stabilisation_du_regime_démocratique_et_bouleversements_dans_la_vie_economique_1994_) e no blog Diplomatizzando (29/12/2020; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2020/12/le-bresil-de-1984-1994-stabilisation-du.html).

485. “Le Brésil de 1984 à 1995: Consolidation du régime démocratique et tentatives de stabilisation économique”, Paris 31 de agosto de 1995, 18 p. Atualização do trabalho n. 447, cobrindo a inauguração da Presidência Fernando Henrique Cardoso, para brochura da Embaixada do Brasil. Nova revisão geral e reformulação do último capítulo, sobre a questão social (Trabalho n. 497), em 4 de outubro de 1995. Publicado (p. 27-47), juntamente com o texto da Prof. Katia de Queirós Mattoso, sob o título geral Brésil: cinq siècles d’histoire (Paris: Ambassade du Brésil, 1995, 52 pp.). Relação de Publicados n. 183.

789. Une histoire du Brésil: pour comprendre le Brésil contemporain, Washington, 10 mai. 2001, 140 p. Nova edição do livro de história do Brasil, Brésil: cinq siècles d’histoire, preparada a pedido da Embaixada do Brasil em Paris. Proposta de edição comercial feita à Edition L’Harmattan, mediante Denis Rolland. Consultada Prof. Katia de Queirós Mattoso para atualização da primeira parte. Revisão em 2 agosto, com base em correções francesas e novos acréscimos de atualidade. Enviada a Paris em 6 de agosto, com capa elaborada por Maira Palazzo de Almeida. Nova revisão efetuada em 31 setembro de 2001, enviada a Denis Rolland em 1 outubro. In: Paulo Roberto de Almeida et Kátia de Queiroz Mattoso, Une histoire du Brésil: pour comprendre le Brésil contemporain (Paris: Editions L’Harmattan, 2002, 142 p.; ISBN: 2-7475-1453-6). Relação de Publicados n. 342.


Minha homenagem em sua morte:  

2273. “Katia de Queiroz Mattoso: obituário de um membro do Conselho da RBPI”, Brasília, Brasília, 17 de maio de 2011, 3 p. Para a Revista Brasileira de Política Internacional (vol. 54, 1/2011, p. ; link: http://ibri-rbpi.org/2011/07/14/katia-de-queiroz-mattoso-obituario-de-um-membro-do-conselho-da-rbpi-por-paulo-roberto-de-almeida/). Divulgado no Blog Diplomatizzando (link: http://diplomatizzando.blogspot.com/2011/05/katia-de-queiroz-mattoso-saudades-de.html). Relação de Publicados n. 1041.