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quinta-feira, 16 de julho de 2026

A conferência dos Prêmios Nobel de 1988: Uma agenda ainda válida para o século XXI? - Paulo Roberto de Almeida (Via Politica, 2006)

A conferência dos Prêmios Nobel de 1988:

Uma agenda ainda válida para o século XXI?

 

Paulo Roberto de Almeida

Via Política (17/12/2006). Relação de Trabalhos n. 1701; publicados n. 730.


Em janeiro de 1988, reunidos em Paris, sob a iniciativa do humanista polonês Elie Wiesel, 75 cientistas e personalidades do mundo literário, de 31 diferentes países, mas todos agraciados com o Prêmio Nobel, elaboraram dezesseis propostas para tornar o mundo do século XXI melhor do que ele tinha sido no “breve século XX” de mortes, genocídios e destruições maciças.

Passados mais de dezoito anos daquele encontro de “sábios”, o que poderia ser retido daquele conjunto de princípios – na verdade, um enunciado de nobres propósitos – destinados a aperfeiçoar um mundo então claramente insatisfatório? Caberia, antes de mais nada, colocar em seu contexto histórico a conferência convocada para para discutir as “ameaças e promessas no alvorecer do Século XXI”. Num segundo momento, seria útil verificar se aquelas propostas elaboradas dezoito anos atrás ainda guardam validade para os nossos tempos.

A iniciativa do Prêmio Nobel da Paz Elie Wiesel, escritor judeu de naturalidade polonesa, foi, sem dúvida alguma, meritória em seus próprios termos, mesmo se se pode questionar a representatividade intrínseca de cientistas e homens de letras de origens as mais diversas (com maciça presença dos EUA, como é de regra nas premiações Nobel), bem como sua competência específica para debater problemas complexos que afetam a toda a humanidade, ainda que de maneira variada. Uma vez que se reconhece, porém, a um biólogo o direito de apresentar propostas, enquanto cidadão, sobre problemas do desarmamento ou da educação, ou a um homem de letras o de argumentar sobre a melhor maneira de resolver o problema da dívida do Terceiro Mundo ou de acelerar a transferência de tecnologia em favor dos países em desenvolvimento, pode-se concordar em que o impacto mediático de uma conferência de laureados representa uma boa maneira de chamar a atenção da opinião pública ou dos homens de Estado para algumas das questões mais cruciais da agenda mundial.

O problema essencial, contudo, poderia ser colocado da seguinte forma: as propostas formuladas pelos Nobel eram condizentes com a natureza das “ameaças” percebidas e suas recomendações caminhavam realmente em direção das “promessas” do século XXI? Se a principal qualidade de um bom cientista é a de ser um pouco “visionário”, isto é, de saber antecipar-se aos desafios futuros, as “conclusões” dos Prêmio Nobel devem ser julgadas à luz de sua adequação aos cenários desenhados para o novo milênio, ou seja, segundo sua capacidade de realizar, nos termos do filósofo alemão Reinhart Koselleck, uma “projeção utópica do futuro”.

Formulando a questão em outros termos: a agenda que os Nobel estabeleceram para os homens do final do século XX correspondia efetivamente às necessidades de desenvolvimento das sociedades do futuro, tais como as percebemos hoje, e as recomendações propostas representaram algo mais do que a simples manifestação de boa-vontade de homens desvinculados de tarefas executivas ou responsabilidades governamentais? Subsidiariamente, se poderia também indagar se os “remédios” propostos levaram em consideração os meios disponíveis ou a organização social e política do sistema interestatal contemporâneo, bem como a relação de forças nele predominante.

Pretendo neste ensaio fazer a uma “releitura do passado”, adotando o seguinte procedimento: transcreverei o teor completo das 16 propostas originais (traduzidas por mim a partir do documento final da conferência), aduzindo depois comentários onde pertinentes. Creio que a maior parte das propostas se sustenta, ainda hoje, muito embora seu caráter “otimista” já fosse passível de algumas críticas naquele mesmo momento. As três primeiras apresentam, em minha opinião, caráter universalmente válido e não são passíveis de qualquer restrição ou comentário, mas a partir daí tenho qualificações ou condicionantes a agregar, como explicito no seguimento das propostas comentadas.

AS 16 PROPOSTAS DA CONFERÊNCIA DOS NOBEL DE 1988

Comentários de Paulo Roberto de Almeida em 2006 

1. Todas as formas de vida devem ser consideradas como um patrimônio essencial da Humanidade. Causar dano ao equilíbrio ecológico constitui, portanto, um crime contra o futuro.

PRA: Propósito ainda plenamente válido.

2. A espécie humana é única e cada indivíduo que a compõe tem os mesmos direitos à liberdade, à igualdade e à fraternidade.

PRA: Propósito ainda plenamente válido.

3. A riqueza da Humanidade está também na sua diversidade. Ela deve ser protegida em todos os seus aspectos: cultural, biológico, filosófico e espiritual. Para isso, a tolerância, a atenção a outrém, a recusa das verdades definitivas devem ser incessantemente lembradas.

PRA: Propósito ainda plenamente válido.

4. Os problemas mais importantes que a humanidade enfrenta atualmente são ao mesmo tempo universais e interdependentes.

PRA: Os problemas mais importantes não estão expressamente referidos – embora alguns deles figurem nos tópicos seguintes –, mas creio que eles podem ser resumidos da seguinte forma: segurança, paz, bem-estar e igualdade de chances. A segurança e a paz fizeram enormes progressos no mundo, depois que os cientistas e literatos se reuniram em Paris, no início de 1988. O comunismo acabou e com ele a ameaça de um enfrentamento praticamente suicidário entre as duas grandes potências atômicas. As guerras que subsistem são residuais – com uma ou outra exceção – ou reduzidas ao contexto regional e civil interno. O desenvolvimento social também conheceu enormes avanços, muito embora subsistam zonas de fome endêmica, geralmente naqueles contextos de conflitos civis e político, e alguns casos de privação epidêmica, dados os desequilíbrios ambientais criados pelos homens, também em grande medida coincidentes com as zonas de conflito.

A igualdade de chances não é, infelizmente, muito bem disseminada no mundo, mas isso não quer dizer que se trata de um problema “ao mesmo tempo universal e interdependente”, uma vez que a responsabilidade pela educação dos cidadãos – fator primordial da igualdade de oportunidades – permanece indefectivelmente com os Estados nacionais. Não se concebe, neste momento, processos universais de educação e capacitação técnica, pois isso poderia ser assimilado à “desculturação” ou mesmo ao “etnocídio”. Sim, infelizmente, a ditadura do “politicamente correto” e outras inovações típicas dos anti-globalizadores inviabiliza uma diminuição do grau de soberania estatal associada aos processos de educação e socialização para o trabalho.

5. A ciência é um poder. O acesso à ela deve ser igualmente repartido entre os indivíduos e os povos.

PRA: Interessante como proposta, mas algo ingênua. Se a ciência é um poder, então ela nunca será repartida igualmente entre os povos, uma vez que a humanidade não se encontra suficientemente homogeneizada, ou livre de perigos residuais, para que o poder seja repartido de forma equânime. Isso não vai ocorrer antes de muito tempo.

Mas, mesmo que a ciência não fosse um poder, e sim um simples instrumento de poder – o que redunda quase no mesmo –, ainda assim não haveria condições de “dispensá-la” de forma igualitária entre todos os povos e indivíduos. As condições de sua produção implicam custos e ônus para os que investem nessa atividade, o que deve ser de alguma forma compensado. Por isso que à essa produção estão associados mecanismos de monopolização – patentes e outros títulos proprietários – que são a contrapartida indispensável ao investimento inicial.

De forma geral, entretanto, os avanços propriamente científicos já se encontram à disposição de todos, de forma livre e irrestrita, apenas a tecnologia sendo objeto de apropriação monopólica.

6. O fosso existente em muitos países entre a comunidade intelectual e os poderes públicos deve ser reduzido. Cada um deve reconhecer o papel do outro.

PRA: Propósito ainda plenamente válido.

7. A educação deve tornar-se prioridade absoluta de todos os orçamentos e deve contribuir para valorizar todos os aspectos da criatividade humana.

PRA: Propósito ainda plenamente válido.

8. As ciências e tecnologias devem estar à disposição de todos, especialmente dos países em desenvolvimento, de forma a permitir-lhes o controle de seu próprio destino e a definição dos conhecimentos que julguem necessários a seu futuro.

PRA: Os mesmos comentários do item 5 valem para esta proposta também. Cientistas e literatos, em especial os agraciados com o Prêmio Nobel, deveriam saber o que custa chegar a um resultado “premiável”: anos e anos de pesquisas, despesas imensas para resultados por vezes frustrantes, sem contar os falsos caminhos e os ensaios fracassados. Os literatos devem gostar de viver de direitos autorais, do contrário teriam de procurar outro meio de vida. Colocar algo que custou muito à livre disposição de terceiros significaria que existe, sim, “almoço grátis”, o que parece contradizer um dos princípios econômicos mais elementares.

9. Se a televisão e os novos meios de comunicação constituem um instrumento essencial de educação para o futuro, a educação deve ajudar a desenvolver o espírito crítico em relação ao que é divulgado nesses meios.

PRA: Propósito ainda plenamente válido.

10. A educação, a alimentação e a prevenção são os instrumentos essenciais de uma política demográfica e de redução da mortalidade infantil. A generalização do uso das vacinas existentes e o desenvolvimento de novas vacinas devem constituir a tarefa comum dos cientistas e dos homens políticos.

PRA: Propósito ainda plenamente válido.

11. Todas as pesquisas relativas à prevenção e ao tratamento da AIDS devem ser partilhadas e estimuladas, sem bloqueios ou barreiras, especialmente através da cooperação da indústria farmacêutica. Uma vez disponível, a vacina contra a AIDS deve ser assegurada pelos poderes públicos.

PRA: Propósito ainda plenamente válido.

12. A biologia molecular, que por seus recentes avanços permite prever progressos na medicina e no isolamento da dimensão genética de certas doenças, deve ser estimulada, o que permitirá prever e talvez curar essas doenças.

PRA: Esses progressos científicos, como o das pesquisas com células-tronco, que alcançaram igualmente, no plano tecnológico, a melhoria genética dos alimentos (plantas e animais), vêm sendo infelizmente obstaculizados por fundamentalistas religiosos e outros fundamentalistas ecológicos, que brandem argumentos não científicos para impedir esses avanços. Os cientistas deveriam esforçar-se mais para vulgarizar o conhecimento técnico, afastando os aspectos religiosos e ideológicos que dificultam sua disseminação.

13. O desarmamento dará um estímulo significativo ao desenvolvimento econômico e social, tendo em vista os recursos limitados do mundo, atualmente drenados pela indústria armamentista.

PRA: Propósito ainda plenamente válido, embora realisticamente pouco efetivo.

14. Nós pedimos a organização de uma conferência internacional para tratar em seu conjunto do problema da dívida do Terceiro Mundo, obstáculo ao seu desenvolvimento econômico e político.

PRA: Esse problema já foi praticamente encaminhado, ao longo das duas últimas décadas, com a renegociação das dívidas dos países emergentes – o que implicou algum desconto do valor face – e o cancelamento unilateral ou negociado das dívidas dos países mais pobres. Caberia registrar, contudo, que o problema da dívida não é uma perversão do sistema financeiro internacional, e sim o resultado de fatores contingentes e outros imponderáveis, numa relação quase simétrica, de disponibilidade de liquidez do lado dos credores – que atuam de forma irresponsável, pelo desejo de lucro – e de demanda excessiva por parte dos tomadores, que também atuam de forma irresponsável ao contratarem encargos acima de suas possibilidades. Trata-se de velho e recorrente problema, que não deixará de conhecer novos episódios no futuro.

15. Os governos devem comprometer-se sem ambiguidades e de maneira legalmente vinculatória com o respeito aos direitos do homem, assim como aos tratados por eles ratificados.

PRA: Propósito ainda plenamente válido, mas o obstáculo mais importante à implementação prática dessa idéia é a validade absoluta do princípio westfaliano, consagrado no sistema onusiano, de que a soberania estatal prima sobre o direito “das gentes” no plano internacional. A Carta da ONU começa invocando os “povos das Nações Unidas”, mas seu teor é inteiramente consagrado às prerrogativas e deveres dos Estados, considerados entes exclusivos da formação do direito internacional e de sua observância prática. A próxima fronteira do progresso da humanidade talvez tenha de ser a derroção do respeito absoluta a essa norma westfaliana e a adoção da cláusula democrática e dos direitos humanos preventivos como princípios organizadores da nova comunidade internacional. Não vislumbro, contudo, tal evolução no futuro previsível.

16. A conferência dos laureados do Nobel se reunirá novamente dentro de dois anos para estudar estes problemas. No intervalo, se uma urgência se manifestar, vários Nobel poderão reunir-se localmente, ou em todos os lugares onde os direitos do homem estiverem ameaçados.”

PRA: Não se tem notícia de outra reunião dos prêmios Nobel desde então. Se eles se reuniram, não mais voltaram a produzir, em todo caso, um documento abrangente como este. Não seria de todo inútil que os Nobel pudessem continuar oferecendo seus argumentos em prol do aperfeiçoamento da humanidade, embora se possa colocar em dúvida a eficácia desse tipo de exortação para a mudança real das condições de vida de milhões de seres do planeta. O otimismo intrínseco dos cientistas e sua inegável fé no futuro são, de toda forma, incuráveis. Que eles continuem a militar, junto com os homens de letras, pelo aperfeiçoamento da humanidade.

Paulo Roberto de Almeida

Brasília, 17 de dezembro de 2006

 

 

terça-feira, 12 de julho de 2011

Livro: Potencia Brasil: gas e petroleo: disponível livremente

Um livro de que participei, com um capítulo sobre Monteiro Lobato e a emergência da política do petróleo no Brasil, encontra-se disponível para download no site de Via Política. Ver também a ficha do livro e a capa no meu site.
Abaixo o indice para os interessados:

Potência Brasil: Gás natural, energia limpa para um futuro sustentável
Editores: Omar L. de Barros Filho e Sylvia Bojunga
(Porto Alegre: Laser Press, 2008)

Disponível no site de Via Política: http://www.viapolitica.com.br/paginas_extras/leia_potencia_brasil.htm

Índice

Palavra dos editores
Abrindo janelas no campo da energia
Por Omar L. de Barros Filho e Sylvia Bojunga

Monteiro Lobato e a emergência da política do petróleo no Brasil
Por Paulo Roberto de Almeida

A energia como chave do processo de integração regional
Por Daniel García Delgado

Integração energética do subcontinente: novas oportunidades e desafios
Por Luiz Alfredo Salomão e José Magalhães da Silva

Cenários energéticos para o futuro
Por João Carlos França de Luca

A política energética brasileira e o gás natural boliviano
Por José Alexandre Altayde Hage

Construindo a infra-estrutura para o uso do gás natural
Por Armando Martins Laudório

Gás natural: alternativa de desenvolvimento para o RS
Por Percy Louzada de Abreu

Perspectivas da utilização do biogás como fonte de energia
Por José Goldemberg, Suani Teixeira Coelho e Vanessa Pecora

Sobre os autores

Artur Lorentz, diretor-presidente da Companhia de Gás do Rio Grande do Sul - Sulgás

Daniel García Delgado, Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (FLACSO), Argentina.

Luiz Alfredo Salomão, consultor da Petrobras nas áreas de Estratégia e Desempenho Empresarial, Negócios Internacionais e Petroquisa, coordenador do projeto Rede Externa de Inteligência Sobre Energia (REISE) e José Malhães da Silva, consultor da Petrobras, membro do Comitê Brasileiro do Conselho Mundial de Energia (World Council of Energy) e da World Energy Efficiency Association.

José Alexandre Altayde Hage, doutor em Ciência Política pela Unicamp, consultor do núcleo de negócios internacionais da Trevisan Consultoria.

Armando Martins Laudório, presidente da Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado - Abegás.

Percy Louzada de Abreu, engenheiro civil, consultor da Petrobras, onde trabalhou de 1962 a 1999, exercendo as funções de diretor e presidente da Petrobrás Gás e da Petrobrás Química. É também conselheiro da Sociedade de Engenharia do Rio Grande do Sul.

José Goldemberg, Graduado em Física, Doutor em Ciências Físicas e Pós-Doutor pela Universidade de São Paulo; Professor e Orientador do Programa Interunidades de Pós-Graduação em Energia da Universidade de São Paulo (PIPGE); Presidente do Conselho Gerenciador do CENBIO; Secretário Estadual do Meio Ambiente do Governo do Estado de São Paulo (2002 a 2006); autor de inúmeros artigos e livros sobre energia, meio ambiente e desenvolvimento sustentável, com vasta experiência em projetos de geração de energia a partir de biomassa.

João Carlos França de Luca, presidente da Repsol/YPF no Brasil e do Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás - IBP.

Paulo Roberto de Almeida, doutor em Ciências Sociais pela Universidade de Bruxelas (1984) e mestre em Planejamento Econômico e Economia Internacional pelo Colégio dos Países em Desenvolvimento da Universidade de Estado de Antuérpia (1976), escritor e diplomata de carreira.

Omar L. de Barros Filho e Sylvia Bojunga, jornalistas e editores.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Via Politica - Colaborações Paulo Roberto de Almeida

O site Dom Total, repertoriado no post anterior, na verdade republica o que sai publicado sob a coluna Diplomatizando no site Via Politica, de Porto Alegre.
Abaixo uma relação dos artigos mais recentes (nem sei quantos já sairam, provavelmente mais de cem; cheguei a contar 170...).

Diplomatizando
Paulo Roberto de Almeida


O que podemos aprender com
a experiência dos demais países?
Por Paulo Roberto de Almeida
20.06.2011

Qual a melhor política externa para o Brasil?:
algumas preferências pessoais
Por Paulo Roberto de Almeida
13.06.2011

Qual a melhor política econômica para o Brasil?: algumas opções pessoais
Por Paulo Roberto de Almeida
06.06.2011

Balanço do governo Lula: o desmantelamento das instituições - IV
Por Paulo Roberto de Almeida
30.05.2011

Balanço do governo Lula: os programas da área social - III
Por Paulo Roberto de Almeida
23.05.2011

Balanço do governo Lula: evolução do setor externo - II
Por Paulo Roberto de Almeida
16.05.2011

Balanço do governo Lula: uma
avaliação não complacente - I
Por Paulo Roberto de Almeida
10.05.2011

Por que o mundo não vive em paz?
Breve exame das razões possíveis
Por Paulo Roberto de Almeida
02.05.2011

Fidel Castro: despedida da vida pública e do socialismo
Por Paulo Roberto de Almeida
26.04.2011

Nova geografia comercial: resultados brilhantes para o que se pretendia ter
Por Paulo Roberto de Almeida, de Brasília
20.03.2011

“Brasileiras e brasileiros...”
(O que Dilma realmente
gostaria de dizer)
Por Paulo Roberto de Almeida
14.03.2011

A Guerra Fria Econômica:
um cenário de transição?
Por Paulo Roberto de Almeida
07.02.2011

Wikileaks: verso e reverso
Por Paulo Roberto de Almeida
24.01.2011

Previsões imprevisíveis
para o Brasil em 2011
Resoluções para o novo governo
à maneira de Benjamin Franklin
Por Paulo Roberto de Almeida
17.01.2011

Volta ao mundo em 25 ensaios:
Brasil: o que poderíamos ter feito melhor,
como sociedade, e não fizemos?
Por Paulo Roberto de Almeida
21.12.2010

Volta ao mundo em 25 ensaios:
Distribuição de renda: melhor fazer
pelo mercado ou pela ação do Estado?
Por Paulo Roberto de Almeida
14.12.2010

Volta ao mundo em 25 ensaios:
Por que o Brasil avança tão pouco?
Sumário das explicações possíveis
Por Paulo Roberto de Almeida
06.12.2010

Volta ao mundo em 25 ensaios:
Por que a América Latina não
decola: alguma explicação plausível?
Por Paulo Roberto de Almeida
28.11.2010

Volta ao mundo em 25 ensaios:
Preeminência, hegemonia, dominação, exploração:
realidades ou mitos?
Por Paulo Roberto de Almeida
22.11.2010

Volta ao mundo em 25 ensaios:
Países ou pessoas ricas o são
devido a que os pobres são pobres?
Por Paulo Roberto de Almeida
14.11.2010

Volta ao mundo em 25 ensaios:
Orçamentos públicos devem ser sempre equilibrados?
Por Paulo Roberto de Almeida
07.11.2010

Volta ao mundo em 25 ensaios:
Competição e monopólios (naturais ou não).
Como definir e decidir?
Por Paulo Roberto de Almeida
01.11.2010

Volta ao mundo em 25 ensaios:
Políticas ativas pelos
Estados funcionam?
Se sim, sob quais condições?
Por Paulo Roberto de Almeida
25.10.2010

Volta ao mundo em 25 ensaios:
Livre comércio – uma ideia
difícil de ser aceita (e, no entanto,
tão simples)
Por Paulo Roberto de Almeida
17.10.2010

Volta ao mundo em 25 ensaios:
Como organizar a economia para o maior (e melhor) bem-estar possível
Por Paulo Roberto de Almeida
10.10.2010

Paranoias brasileiras e
sua geografia cambiante:
pequena digressão sobre
uma doença tupiniquim
Por Paulo Roberto de Almeida, de Shanghai
27.09.2010

República Mafiosa do Brasil:
Constituição
Por Paulo Roberto de Almeida
13.09.2010

Mercado político e mercados
econômicos: Marx
e as eleições brasileiras
Por Paulo Roberto de Almeida, de Shanghai
29.08.2010

Volta ao mundo em 25 ensaios: Duas tradições no campo da filosofia social, o liberalismo e o marxismo
Por Paulo Roberto de Almeida
22.08.2010

Volta ao mundo em 25 ensaios: Individualismo e interesses coletivos: qual a balança exata?
Por Paulo Roberto de Almeida
10.08.2010

(mais, neste link)

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Via Política: mais recente artigo publicado

Mais um, o da semana, que por vezes costuma valer por mais de uma, mas tento respeitar os prazos desta newsletter de Porto Alegre:

O mundo real e o mundo como ele poderia ser...
Por Paulo Roberto de Almeida, de Shanghai
Via Política, 3105.2010

Imaginemos um viajante estratosférico, vindo para a Terra em sua espaçonave, procurando compreender o que vê, em aproximações sucessivas. Primeiro visualizaria aquele planeta azul de que falam os astronautas, depois veria enormes manchas cinzas ou verdes, segundo os oceanos focalizados, manchas interrompidas aqui e ali por grandes ou pequenas massas de cores distintas, correspondendo às regiões dos cinco ou seis continentes entrevistos do espaço: verde para as densas florestas tropicais, o amarelo ou ocre dos espaços desérticos, as tonalidades mais claras das regiões temperadas e o branco dos pólos. Depois, teria a grande variedade de cores exibida pelas implantações agrícolas e construções urbanas das distintas sociedades humanas.

Ler a íntegra aqui.

terça-feira, 13 de abril de 2010

2084) Via Política - Artigos Paulo R Almeida

Tenho publicado regularmente nesta newsletter editada em Porto Alegre, por dois jornalistas conhecidos: Omar Luiz de Barros Filho e Sylvia Bojunga.

Abaixo uma relação dos artigos mais recentes, com sua disponilização na seção Diplomatizando, neste link.

Artigos na ordem mais recente de publicação:
Por Paulo Roberto de Almeida

Elogio da burguesia (com uma deixa para a aristocracia também)
12.04.2010

Manual de diplomacia prática, 11: instrumentos
05.04.2010

Manual de diplomacia prática, 10: atores sociais
29.03.2010

Manual de diplomacia prática, 9: segurança
21.03.2010

Manual de diplomacia prática, 8: blocos de integração
14.03.2010

Manual de diplomacia prática, 7: parcerias estratégicas
07.03.2010

Manual de diplomacia prática, 6: prioridades
28.02.2010

Manual de diplomacia prática, 5: interesse nacional
22.02.2010

Manual de diplomacia prática 4: caráter inovador
08.02.2010

Fórum Social Mundial 2010, uma década de embromação: antecipando as conclusões e desvendando os equívocos
25.01.2010

Manual de diplomacia prática 3: avaliação dos meios
18.01.2010

Manual de diplomacia prática, 2: interação com a economia
11.01.2010

Manual de diplomacia prática, 1: clareza de intenções
27.12.2009

Todas as leis da estupidez humana (2), suite et fin...
13.12.2009

As Leis Fundamentais da Estupidez Humana (1)
06.12.2009

Muro de Berlim, vinte anos depois (4) O que poderá ocorrer com a nova Alemanha, e que ainda não ocorreu?
30.11.2009

Muro de Berlim, vinte anos depois (3) O que poderia ter ocorrido com Berlim e com a Alemanha, e que não ocorreu?
22.11.2009

Nova carta a Raul Castro: seja um pouco mais Gorby e menos Ceausescu
16.11.2009

Muro de Berlim, vinte anos depois (2) Guerra Fria: Berlim de volta ao centro da história contemporânea
11.11.2009

Muro de Berlim, 20 anos depois (1) Berlim e Alemanha no centro da história contemporânea
03.11.2009

De sapatos e da soberania
26.10.2009

A liberdade de destruir a liberdade: um aviso preventivo vindo do passado
18.10.2009

Declaração de Princípios (apenas relembrando certas coisas que são permanentes)
04.10.2009

A crise econômica internacional e seu impacto no Brasil
21.09.2009

Milton Friedman conversa com Roberto Campos no limbo econômico
31.08.2009

Carta aberta a Raul Castro sobre Cuba e o socialismo
17.08.2009

Frases de um perfeito idiota latino-americano (dos grandes)
10.08.2009

Os dez mandamentos da política – em certos governos (Com alguns agradecimentos a Moisés e seus escribas)
02.08.2009

Crônica de um desastre anunciado: o socialismo do século 21 na Venezuela
26.07.2009

A cooperação euro-brasileira no âmbito internacional Uma proposta maximalista para resultados minimalistas
19.07.2009

Postagem em destaque

Ricardo Bergamini alerta para a trajetória preocupante da divida pública brasileira

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