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sexta-feira, 1 de maio de 2026

Acordo Mercosul-UE, finalmente em vigor depois de 20 anos. Por que essa delonga monumental? - Paulo Roberto de Almeida, Madame IA

Acordo Mercosul-UE, finalmente em vigor depois de 20 anos. Por que essa delonga monumental?

Paulo Roberto de Almeida 

Vou ser claro, direto e brutal: se o acordo entre os dois blocos demorou 20 ANOS, a culpa incumbe INTEIRAMENTE AO PT!

Explico: 

Em 1994, o governo Clinton propôs uma Área de Livre Comércio das Américas, mais de cem anos depois da primeira tentativa, entre o Império e a República no Brasil. O PT, sempre contrário a qualquer tipo de liberalização, se opôs imediatamente, assim como queria dar calotes na divida interna e externa.

Os europeus reagiram em 1995, propondo, pelo Protocolo de Madri, um acordo de associação entre as duas uniões aduaneiras, tal como registrado na OMC, com a TEC do Mercosul em vigor.

Ocorre que o PT continuou sua guerrilha contra todas e quaisquer reformas ou acordos liberalizantes pelo Brasil ou no contexto do Mercosul. Persistiram durante anos, na retórica estridente.

Quando finalmente chegaram ao poder, em 2003, passaram a se empenhar imediatamente em sabotar as negociações paralelas, que tinham começado de fato em 1999.

Lula, com ativa ajuda de Chávez e de Kirchner, conseguiu implodir a Alca, na Cúpula de Mar Del Plata em 2005, acreditando, ingenuamente, que os europeus seriam mais bonzinhos e mais receptivos ao protecionismo brasileiro do que os americanos.

“Santa” ignorância: bastou a falta dessa outra “ameaça” da Alca, para que os protecionistas europeus também perdessem qualquer entusiasmo por um acordo similar; ficaram na sua esfera imediata de interesse e deixaram o processo birregional dormindo por longos anos, inclusive porque Brasil e Argentina queriam agricultura aberta, mas indústria e serviços fechados.


Corte: precisou Trump 1 começar a desmantelar o sistema multilateral de comércio para que os europeus, entre o martelo trumpista e a bigorna chinesa, retirassem o projeto de acordo da gaveta e concluissem um first draft em junho de 2019. Aí foi a vez do Bozo atrapalhar tudo outra vez, com suas políticas anti ambientais, anti DH , todo aquele horror antiglobalista, e muita burrice e grosseria, brigando contra noruegueses e alemães e contra o Fundo Amazônico.

Mais cinco anos de tergiversações, mas o velho PT não desistiu de se opor a certas liberalizações: indústria, como era sua obsessão protecionista, e compras governamentais, entre outras.


Finalmente, saiu, mas quase ameaçado novamente pelas condicionalidades absurdas dos europeus. Agora, vanos ter de esperar 10 ou 15 anos para o phasing out em vários setores. Enquanto isso, os chineses vão avançando nos dois mercados. Acho que os consumidores, no Mercosul e na UE, vão trocar de ofertantes, por razões óbvias.

Desde que não sejam os americanos, os petistas aceitam.

A vida continua…

Paulo Roberto de Almeida

Brasilia, 1/05/2026

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Madame IA comentou: 

Paulo Roberto de Almeida atribui o atraso de 20 anos no acordo Mercosul-UE a escolhas ideológicas, culpando o PT pela resistência inicial à liberalização e o governo Bolsonaro por tensões ambientais. O autor argumenta que o protecionismo de ambos os blocos, agravado por disputas geopolíticas, permitiu que a China aumentasse sua influência comercial na região durante o período. A análise conclui que a demora transforma o acordo em um instrumento com impacto tardio, dada a atual fragmentação do comércio global.

Fonte (IA Gemini):


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