quinta-feira, 11 de dezembro de 2025

Política Externa e interesse nacional: três versões do mesmo argumento (existem interações e distanciamentos) - Paulo Roberto de Almeida

 Três textos de atualidade, que convergem para um só

Paulo Roberto de Almeida

Política Externa e Interesse Nacional: Interações e descompassos

https://www.academia.edu/keypass/VVA5UGF1M1Zjclh4NStIWDZzaDl5K0UwTnpFeXJoNkJDckVZUW9tOG9xMD0tLU0rOUdrbzBBUHZJUFZ3NU1MYS9ZekE9PQ==--927cf9feb5262a2caba1faaa9a328c3f17f38de6/t/Poy5-S1xhVZh-bwr7Z5/resource/work/145030539/Política_Externa_e_Interesse_Nacional_interacoes_e_descompassos

https://www.academia.edu/keypass/Kzk5QzYydVQ3SU9TaVA3aStGd1Z1K3VGcGR0NTdFN0syRFdFaFY1ZWlmcz0tLWI3SUJ0dXMwSENLRW1JbVlpTXh5MUE9PQ==--6709581b50bb1b1d15c38c0ff12fc915589c79c8/t/Poy5-S1xhQ2M-uvQ88/resource/work/145030554/5105_Politica_Externa_e_Interesse_Nacional_interacoes_e_descompassos_2025_

https://www.academia.edu/keypass/YmVXdVkrOER4b3ZXRjBPdytWNkJKUVNnOHRSelZnRUZrbUNYYVpRb2VwUT0tLUVac1hkOFoxZ3VFeG5CTGEvUGYwQmc9PQ==--dc9f6404456da7365e49d3efb4a1ffa40ddf13eb/t/Poy5-S1xhNSa-bmj5MN/resource/work/145065684/5122_Politica_Externa_e_Interesse_Nacional_uma_visao_critica_sobre_as_dificeis_convergencias_no_caso_brasileiro_2025_

A internacional dos poderes totalitários no mundo: declaração do presidente do Comitê do Noble da Paz (título PRA) - Transcrição e consulta à IA por Airton Dirceu Lemmertz

A internacional dos poderes totalitários no mundo: declaração do presidente do Comitê do Noble da Paz (título PRA)
===
Transcrição e consulta à IA por Airton Dirceu Lemmertz:

O presidente do Comitê do Nobel, Jørgen Watne Frydnes, acusou China, Rússia, Irã e o grupo terrorista libanês Hezbollah de darem suporte ao regime de Nicolás Maduro. A declaração foi feita durante a cerimônia de entrega do Prêmio Nobel da Paz de 2025 à líder da oposição venezuelana, María Corina Machado. Segundo Frydnes, os "regimes autoritários aprendem uns com os outros" e "compartilham tecnologias e sistemas de propaganda". “Por trás de Maduro estão Cuba, Rússia, Irã, China e Hezbollah, que fornecem armas, sistemas de vigilância e meios de sobrevivência econômica. Eles tornam o regime mais robusto e mais brutal", disse. O Comitê documentou uma longa lista de abusos e violações dos direitos humanos, incluindo casos de tortura sistemática e a detenção de mais de 200 menores após as eleições de 2024. Frydnes também pediu que Maduro renuncie e aceite o resultado do pleito de julho de 2024, vencido por Edmundo González Urrutia.


Pedido de Airton Dirceu Lemmertz à IA:

FAÇA UMA ANÁLISE DETALHADA E CRÍTICA AO CONJUNTO DE INFORMAÇÕES DO TEXTO ACIMA.

https://crusoe.com.br/diario/comite-do-nobel-denuncia-rede-internacional-de-suporte-a-maduro/

Uma análise detalhada e crítica do conjunto de informações fornecidas revela que o discurso do presidente do Comitê do Nobel, Jørgen Watne Frydnes, possui uma forte carga política e ideológica, alinhada com a posição da oposição venezuelana e de potências ocidentais. As declarações vão além do usual reconhecimento de defensores da paz, transformando a cerimônia em uma plataforma de denúncia geopolítica direta.


* Análise Detalhada e Crítica

1. A Dimensão Geopolítica e a Polarização:
A principal característica do discurso é a introdução de uma narrativa de confronto geopolítico. Frydnes não se limitou a elogiar a coragem de María Corina Machado, mas fez acusações explícitas contra países soberanos (China, Rússia, Irã) e um grupo não-estatal (Hezbollah). Ao nomear essas nações como suportes de um "regime brutal", o Comitê do Nobel endossou uma visão de mundo polarizada, que reflete as tensões globais entre democracias liberais e regimes autoritários.
Crítica: A menção direta a atores geopolíticos específicos é incomum para o Comitê do Nobel e pode ser vista como uma manobra para alinhar o prestígio do prêmio com os interesses dos EUA e seus aliados na região. Isso gerou críticas de que o prêmio perdeu credibilidade para algumas lideranças, que o consideraram uma premiação política.

2. A Questão da "Vitória" Eleitoral de 2024:
O texto afirma que Edmundo González Urrutia venceu o pleito de julho de 2024. O presidente do Comitê do Nobel pediu que Maduro aceite o resultado.
Crítica e Contexto: Esta informação é central para a análise. A oposição venezuelana, observadores independentes como o Centro Carter e os EUA declararam que González venceu a eleição com uma margem significativa (mais de 60%). No entanto, o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela, controlado pelo governo, ratificou a vitória de Maduro com 51,9% dos votos. Portanto, a "vitória" de González é uma alegação baseada em dados não oficiais e contestações, não um fato universalmente aceito. O comitê do Nobel tomou partido nesta disputa, aceitando a versão da oposição como verdade incontestável.

3. O Uso de Termos Carregados ("Regimes Autoritários", "Grupo Terrorista"):
O uso de linguagem forte, como "regimes autoritários aprendem uns com os outros" e a referência ao Hezbollah como "grupo terrorista libanês", embora comum no discurso ocidental, marca uma ruptura com a linguagem diplomática neutra que historicamente caracterizou o Comitê do Nobel.
Crítica: Essa retórica pode ser interpretada como uma tentativa de demonizar os países e o grupo mencionados, em vez de focar estritamente na promoção da paz e dos direitos humanos na Venezuela. Isso reforça a ideia de que o prêmio teve um propósito político claro: isolar Maduro e seus aliados internacionalmente.

4. A Documentação de Abusos dos Direitos Humanos:
O Comitê mencionou ter documentado "longa lista de abusos e violações dos direitos humanos, incluindo casos de tortura sistemática e a detenção de mais de 200 menores".
Análise: Esta parte do discurso é a mais fundamentada em evidências e alinha-se com o propósito tradicional do prêmio de denunciar violações. Organizações internacionais de direitos humanos têm consistentemente relatado abusos na Venezuela. A inclusão desses detalhes serve para justificar a escolha de Machado e a gravidade da situação no país.

* Conclusão
A declaração de Jørgen Watne Frydnes foi uma intervenção política ousada e sem precedentes para um presidente do Comitê do Nobel. A análise revela que o discurso foi projetado para:
- Legitimar a oposição venezuelana e a vitória contestada de Edmundo González Urrutia.
- Isolar o regime de Nicolás Maduro, nomeando e acusando explicitamente seus aliados globais (Rússia, China, Irã) de perpetuar a repressão.
- Amplificar a denúncia de violações de direitos humanos, utilizando o prestígio do prêmio como megafone.
A crítica principal é que o Comitê abandonou sua tradicional neutralidade para adotar uma postura ativamente beligerante no cenário geopolítico, o que, para alguns, pode comprometer a percepção de imparcialidade do prêmio no futuro.

Fonte (Gemini, a IA do Google):
https://www.google.com/search?q=O+presidente+do+Comit%C3%AA+do+Nobel%2C+J%C3%B8rgen+Watne+Frydnes%2C+acusou+China%2C+R%C3%BAssia%2C+Ir%C3%A3+e+o+grupo+terrorista+liban%C3%AAs+Hezbollah+de+darem+suporte+ao+regime+de+Nicol%C3%A1s+Maduro.+A+declara%C3%A7%C3%A3o+foi+feita+durante+a+cerim%C3%B4nia+de+entrega+do+Pr%C3%AAmio+Nobel+da+Paz+de+2025+%C3%A0+l%C3%ADder+da+oposi%C3%A7%C3%A3o+venezuelana%2C+Mar%C3%ADa+Corina+Machado.+Segundo+Frydnes%2C+os+%22regimes+autorit%C3%A1rios+aprendem+uns+com+os+outros%22+e+%22compartilham+tecnologias+e+sistemas+de+propaganda%22.+%E2%80%9CPor+tr%C3%A1s+de+Maduro+est%C3%A3o+Cuba%2C+R%C3%BAssia%2C+Ir%C3%A3%2C+China+e+Hezbollah%2C+que+fornecem+armas%2C+sistemas+de+vigil%C3%A2ncia+e+meios+de+sobreviv%C3%AAncia+econ%C3%B4mica.+Eles+tornam+o+regime+mais+robusto+e+mais+brutal%22%2C+disse.++O+Comit%C3%AA+documentou+uma+longa+lista+de+abusos+e+viola%C3%A7%C3%B5es+dos+direitos+humanos%2C+incluindo+casos+de+tortura+sistem%C3%A1tica+e+a+deten%C3%A7%C3%A3o+de+mais+de+200+menores+ap%C3%B3s+as+elei%C3%A7%C3%B5es+de+2024.+Frydnes+tamb%C3%A9m+pediu+que+Maduro+renuncie+e+aceite+o+resultado+do+pleito+de+julho+de+2024%2C+vencido+por+Edmundo+Gonz%C3%A1lez+Urrutia.+FA%C3%87A+UMA+AN%C3%81LISE+DETALHADA+E+CR%C3%8DTICA+AO+CONJUNTO+DE+INFORMA%C3%87%C3%95ES+DO+TEXTO+ACIMA.&rlz=1C2GCEA_enBR1094BR1098&sca_esv=e9f24c77f336a04c&source=hp&ei=5jI6aaeKKKvZ1sQPqqrZ-AU&iflsig=AOw8s4IAAAAAaTpA9p7iV22cnuI-L0ls0TVIHD-_TcUd&aep=22&udm=50&ved=0ahUKEwinlcDZxLSRAxWrrJUCHSpVFl8QteYPCAg&oq=&gs_lp=Egdnd3Mtd2l6IgBIAFAAWABwAHgAkAEAmAEAoAEAqgEAuAEByAEAmAIAoAIAmAMAkgcAoAcAsgcAuAcAwgcAyAcAgAgB&sclient=gws-wiz&mtid=ajM6aevdOOnZ1sQPu9rOYQ&mstk=AUtExfCE3SYuKx7ht1tLq1dXFf4o9yQCuDJE0ciPSLcaNwbTlYHfV4PgMAoOH4VlIWZkAQ5p8DUNAZ4Rj_DdclDscfkGm_R05jKN8FxKo57RWpG-DS_RUqGvP_cTg3Ih08eU1YyRpgR_wAfxgBACxvsXlnrcLPx6zFdXQJo&csuir=1

quarta-feira, 10 de dezembro de 2025

Simplifique, simplifique, fica melhor! Nem sempre… - Paulo Roberto de Almeida

Jornalistas precisam simplificar, eu sei; mais ainda os chefes de redação: “O Brasil fez isto mais aquilo”; “a diplomacia brasileira disse isto, ou aquilo”. Eu entendo, pela necessidade de concisão, espaço nos títulos.

Mas acadêmicos, analistas políticos, internacionalistas nunca poderiam incorrer nesses pecados.

Nunca é o país ou a sua diplomacia que fez isto ou que escolheu aquela postura na sua política externa. Nunca. Sempre é o governo, o dirigente maximo, o presidente ou o seu chanceler.

Se a diplomacia tem responsabilidade direta por tal escolha ou tal posição, então é o caso de dizer. Mas, via de regra, a diplomacia sempre cumpre instruções, que emanam do chefe de Estado, de governo ou da chancelaria.

Por vezes, a posição adotada numa determinada questão da agenda externa não tem nada a ver com o que recomendou a diplomacia corporativa (e pode ser até o contrário do sugerido pelos profissionais). 

Já assisti esse tipo de contradição várias vezes, sobretudo quando a política externa é excessivamente partidária, ideológica, ou a quando a diplomacia presidencial é personalista ao extremo. 

Já viram algo parecido?

Paulo Roberto de Almeida

Diplomata e professor

Brasília, 10/12/3025


A Europa unida em face da dominação de dois grandes autoritários: EUROPE JUST BOXED TRUMP & PUTIN IN - Dean Blundell

 A Europa do Iluminismo, dos Direitos Humanos, da Democracia está renascendo a partir da terrivel guerra de agressão da Rússia contra a Ucrânia; os dois imperadores coligados na opressão serão derrotados em suas pretensões de superpotências dominantes. Agora é o momento de deitar abaixo o diktat dos autoritários e reconstruir a soberania duramente conquistada na diplomacia e no terreno. PRA

==========

BREAKING: EUROPE JUST BOXED TRUMP & PUTIN IN

The Five-Nation Firewall, the Coalition of the Willing, and Why the Russia “Upper Hand” Myth Just Died Screaming

Dean Blundell

Dec 09, 2025

For months, Donald Trump has swaggered around pretending he and Vladimir Putin have already “won” Ukraine.

He told Axios Russia has “the upper hand.”

He claims Zelenskyy is “finished.”

He insists Europe is “weak” and ready to fold.

And in the most Trumpian of delusions, he believes the United States military — the same military Putin spent years undermining and insulting — would somehow ride into battle with Russia, against NATO allies, to enforce whatever cartoon peace deal he and Putin cough up behind closed doors. You power this Substack, and we couldn’t be more grateful. Take advantage of our “December Special.” Consider becoming a free or paid subscriber and get unlimited access to ALL of our content for 25% off an annual subscription and lock that discount in for life.


Then reality showed up.

Because this week, five European powers + a 26-nation “coalition of the willing” just formed a geopolitical chokehold on Trump’s Kremlin cosplay — and they did it in the open, with Ukraine standing right next to them.


The message?

“We’re not bending. We’re not ceding territory. And we’re not letting Putin — or Trump — profit from war.”


This wasn’t a symbolic gesture.

This was Europe telling the U.S. President:

“We know who you work for. And we’re not playing your game.”


Let’s break down how we got here.

The “Five” Who Are Actually Twenty-Six — Europe’s Firewall Against Trump/Putin Inc.

While Trump was screaming into the Axios void about Russia’s dominance, something else was happening:


Europe stopped waiting for America.

The core five:

🇬🇧 United Kingdom

🇫🇷 France

🇩🇪 Germany

🇸🇪 Sweden

🇵🇱 Poland


These are the political, military, and economic anchors of the continent. But the “five” quickly expanded as Europe realized something chilling:

If Trump is about to hand Putin half of Ukraine, Europe needs to build a wall — fast.

So they did.


Twenty-six nations have now pledged troops, equipment, or strategic support to guarantee Ukraine’s borders even after a peace deal.

This is not NATO.

This is not the EU.

This is something new:


A Europe-led war-deterrence force designed explicitly to block Trump from selling Ukraine to Putin.


The U.S. is no longer the centre of gravity in Europe’s security thinking.

That’s the story Trump’s fanboys won’t tell you.


The West Point History Professor

TRUMP’S CONFRONTATION WITH EUROPE OVER UKRAINE BACKFIRES; TRUMP’S SCHEME FOR RUSSIAN PROFITS BETRAYED BY THE AMERICAN MILITARY; FORETELLING A MOMENTOUS CLASH ON THE EVE OF THE 2026 ELECTION

https://thewestpointhistoryprofessor.substack.com/p/trumps-confrontation-with-europe?utm_source=substack&utm_campaign=post_embed&utm_medium=web

The Earth-Shaking London Declaration: Europe’s Starmer/Macron/Merz Triple-Punch

In London, Ukraine’s President Zelenskyy stood beside the leaders of the UK, France, and Germany — and they basically set Trump’s “peace plan” on fire in real time.

The London Declaration included:

✔ No territorial concessions. At all.

✔ Frozen Russian assets will be turned into Ukrainian reconstruction money.

✔ Russia will not profit from its invasion — ever.

✔ Europe will enforce any peace agreement militarily if necessary.

✔ Ukraine’s security will not depend on the White House.


That last one?

That’s the kill shot.

Europe just divorced itself from Trump’s foreign policy chaos — and formed a brand-new, self-contained power bloc capable of telling both Trump and Putin:

“Your move, boys. But understand: you’re not going to like your options.”

Trump Says Russia Has the “Upper Hand.” Reality Disagrees. Violently.

Trump is peddling the Kremlin’s favourite bedtime story:

Russia is winning, Ukraine is weak, the war is basically over, blah blah blah.


Let’s shred that.

1. Ukraine just forced Russia into the most expensive stalemate in modern military history.

Every day Ukraine holds territory, Russia burns:

– ammunition

– armour

– manpower

– drones

– oil revenue

– diplomatic capital


And the bill is landing directly on Putin’s desk.


2. Russia’s economy is standing on the edge of an unforgiving cliff.

Sanctions didn’t break Russia, but attrition is about to.

Energy exports are decoupling.

Foreign reserves are frozen.

GDP growth is fake, propped up by wartime distortion.

Military recruitment is cannibalizing Russia’s workforce.

Russia is pretending it’s fine the way a wounded bear pretends it meant to fall off a cliff.


3. Ukraine, meanwhile, keeps eating Moscow’s lunch.

They’re outgunned.

They’re outnumbered.

But they are not outmatched.


Russia expected Ukraine to roll over in six days.

It’s been almost four years, and Ukraine’s still punching holes in Russian infrastructure, supply lines, and prestige.


If this is “the upper hand,” then Donald Trump’s cognitive test results were also “perfect.”


Putin Is Now Threatening Europe Because He Has No Good Moves Left

With Europe escalating support and Trump desperately trying to sell a fantasy peace plan Moscow likes, Putin resorted to his old greatest hits:

“Russia is prepared for war with the rest of Europe.”


No.

It isn’t.


Putin’s threats are a tell — a sign of weakness, not strength.

If Russia could fight Europe, it wouldn’t need to draft 55-year-old men

…or import artillery shells from North Korea

…or rely on Iranian drones

…or raid washing machines for microchips

…or beg Trump to deliver political victories it cannot win on the battlefield.


Russia isn’t acting powerful.

Russia is acting cornered.


Europe Is Forcing Trump and Putin Into an Unwinnable Box

This is the part that should scare the hell out of both men.


Europe has boxed in every possible outcome:

Scenario 1:

Trump forces a Russia-favourable peace deal.

Europe refuses to honour it, refuses territorial concessions, and immediately deploys a security force to stop Russia from benefiting.

Resultado: Putin gains nothing. Trump looks weak.


Scenario 2:

Trump tries to force the U.S. military to cooperate with Russia against NATO allies.

The Pentagon will laugh in his face.

U.S. generals already made clear they do not wage war on democracies to help a hostile foreign power redraw borders.


Result:

Trump is isolated. Putin loses his American shield.


Scenario 3:

Russia tries to push deeper into Europe after a U.S.-Russia ceasefire.

The Coalition of the Willing steps in.

Europe isn’t waiting for Article 5 anymore — they built a parallel system.

Result:

Putin faces 26 countries instead of one.


Scenario 4:

Russia keeps fighting Ukraine.

Europe keeps redirecting Russian frozen assets into Ukrainian weapons, ammunition, manufacturing, and reconstruction.


Result:

Putin fights until his economy snaps.


Scenario 5:

Trump withdraws U.S. support entirely.

Europe replaces it.


Result:

Ukraine survives anyway — and Russia still loses.

Every road Putin and Trump want to take is blocked by European concrete.


And Here’s the Cherry on Top: Europe Is About to Make Putin Pay for His Own Defeat

This is the innovation nobody saw coming:

Frozen Russian state assets — roughly $300 billion — are about to become Ukraine’s rebuilding fund.

Let that sink in.


The money Russia thought would bankroll its imperial comeback will instead be used to:

– rebuild Ukrainian cities

– rearm Ukraine’s military

– support postwar industry

– lock Ukraine into the European economy


This is the geopolitical equivalent of Russia paying reparations before the war is even over.


Putin didn’t just lose territory.

He lost leverage.

And Trump can’t help him get it back.


Why the U.S. Military Will Not Fight With Russia — Even If Trump Orders It

Let’s get one thing perfectly clear:


There is no universe where U.S. troops fight alongside Russia against France, Germany, the UK, Sweden, Poland, or Ukraine.

Not legally.

Not strategically.

Not morally.

Not politically.

Not logistically.

Not culturally.

Not ever.


The rank and file won’t do it.

The Joint Chiefs won’t do it.

Congress won’t authorize it.

NATO wouldn’t allow it.

America’s allies wouldn’t tolerate it.


Even suggesting it is a constitutional crisis dressed up as a foreign policy proposal.

If Trump tries it, he becomes a rogue actor — not a commander-in-chief.


And Putin loses his last desperate lifeline.

The Bottom Line: Trump and Putin Just Lost Control of the Board

Trump wanted to make Ukraine the bargaining chip.

Europe made it the line in the sand.

Putin wanted war profits.

Europe turned his treasury into Ukraine’s bank account.


Trump wanted to frame Russia as the inevitable victor.

Europe publicly shredded the narrative and backed it with troops.

Putin wanted Europe fractured.

Europe formed the largest non-NATO military coalition since WWII.


Trump wanted America to decide Ukraine’s future.

Europe just stole that power out of his hands.


This is not the story Trump and Putin wanted to write.

This is the story Europe forced them into.


And unless Trump plans to declare war on America’s allies for Russia — a move the military would rather mutiny than execute — both men have reached the same uncomfortable conclusion:


They are deeply, profoundly, historically screwed.


Europe is done being polite.

Ukraine isn’t backing down.

And Russia is running out of time, money, men, and options.


The war isn’t ending on Trump’s terms.

It’s ending on Ukraine’s — backed by a Europe that finally understands the stakes.


This is what happens when democracy stops negotiating with bullies and starts acting like it intends to win.


Ironias da história de vida do chanceler acidental - Paulo Roberto de Almeida

Ironias da história de vida do chanceler acidental: defenestrado precocemente, escapou de figurar no processo dos golpistas; sorte dele…

Todos sabem que os verdadeiros chefes do chanceler acidental, enquanto ele esteve à frente do Itamaraty, de janeiro de 2019 a março de 2021, eram, pela ordem de importância política, o Bananinha 03, um mediocre completo e uma ignorância excepcional, e depois pela importância intelectual, o Filipe Martins, vulgo Robespirralho, que tinha algumas luzes universitárias. Aliás, desde antes de 2019, pois que desde 2018, talvez até antes, o soturno diplomata havia começado a colaborar clandestinamente com uma folha digital de extrema-direita do Robespirralho, inaugurando logo em seguida o seu pasquim eletrônico, o blog clandestino “Metapolítica 17: contra o globalismo”, aderindo às aberrações mais bizarras da franja lunática da extrema-direita americana. 

Soube, muito tardiamente, que ele se apossou de vários exemplares da revista que eu editava no IPRI, Cadernos de Política Exterior, que continha seu artigo “Trump e o Ocidente”, e foi correndo entregar ao seu guru adorado, mestre Olavo, já instalado numa casa das cercanias de Richmond, na Virginia, em maio de 2018, aproximadamente.

Pronto: foi o que bastou, junto com a sabujice demonstrada nos meses da campanha presidencial aos seus novos mestres e senhores, para que Olavo de Carvalho o recomendasse fortemente ao presidente eleito como seu novo chanceler “sem ideologia” (de esquerda, entenda-se).

Durante todo 2019 e 2020 ele serviu obedientemente a seus dois senhores e cumpriu servilmente todas as loucuras do capitão negacionista e elogiador de torturadores da ditadura militar. Chegou a exagerar na adesão a tudo o que vinha de Trump - invasão da Venezuela, por exemplo - e na oposição a tudo o que fosse do odiado “comunismo chinês”.

Foi o que o salvou, quero dizer, precipitou sua queda, no início de 2021: essa aversão a tudo o que fosse da “China comunista” fez com que a senadora Katia Abreu, que devia estar lucrando muito com as exportações do agronegócio para o gigante asiático, pedisse a sua cabeça ao chefe de governo. Em dois dias ele foi ingloriosamente defenestrado do Itamaraty (que respirou aliviado).

Se o chanceler acidental tivesse sido menos burro e ideológico, ele teria continuado a desgraçar o Itamaraty, e certamente estaria de conluio com o Robespirralho na preparação do golpe do capitão covarde e incompetente.

Em 2025, seu patrão diplomático está quase às portas da prisão e o o chefe deles, o Bananinha 03, que chegou a ser cogitado para embaixador em Washington, amarga um amargo exílio na Trumplândia, sem perspectiva de voltar ao Brasil.

O ex-chanceler acidental também amarga um exílio involuntário, de licença (eterna?) do Itamaraty, sem perspectiva de ser um dia reintegrado ao serviço ativo da diplomacia. Pelo menos escapou da cadeia, e talvez esteja relendo as “Gesamtwerke” do seu guru adorado, ex-comunista, ex-astrólogo, ex-muçulmano e várias outras coisas mais. 

A ele eu dediquei o primeiro dos meus cinco livros sobre o bolsolavismo diplomático, “Miséria da Diplomacia: a destruição da inteligência no Itamaraty”, publicado digitalmente logo em junho de 2019. Ele se vingou em seguida: me lotou nos Arquivos e me cortou (ilegalmente) pelo menos dois salários, supostamente por eu não cumprir horário de operário nas catacumbas do Bolo de Noiva.

Continuei escrevendo outros livros sobre seus dois anos de loucuras a serviço dos dois chefes aloprados, entre eles “O Itamaraty num labirinto de sombras”, “Uma certa ideia do Itamaraty” (com um projeto para uma política externa pós-bolsonarista), “O Itamaraty Sequestrado” e “Apogeu e Demolição da Política Externa”.

Eu me diverti bastante criticando o nosso “ornitorrinco diplomático”, e suponho que a cada nova postagem no meu blog Diplomatizzando ele ficasse arquitetando novas formas de me punir arbitrariamente.

Acredito que o mais bizarro chanceler em dois séculos de história de nossa (Santa) Casa deveria sinceramente agradecer à Senadora Katia Abreu sua demissão do Itamaraty, o que lhe poupou também de ser o primeiro chanceler condenado em nossa gloriosa trajetória a serviço do Estado brasileiro. 

Ironias bem-vindas…

Paulo Roberto de Almeida

Brasília, 10/12/2025


terça-feira, 9 de dezembro de 2025

Ucrânia: tempos decisivos numa guerra que não termina: President Zelenskyy’s Press Conference

Key Takeaways from President Zelenskyy’s Press Conference

President Zelenskyy’s latest press conference was one of the most substantive in months. Here are the major points — across peace negotiations, security guarantees, elections, and Ukraine’s military and political reality.

1. Three Documents That Define Ukraine’s Position on Peace

Zelenskyy confirmed that Ukraine and European partners are finalizing three core documents that will be sent to Washington.

A 20-point framework document — a revised version of the earlier U.S. proposal. Zelenskyy said the original 28-point draft contained “not pro-Ukrainian” items, which Ukraine removed.

A security-guarantees agreement between Ukraine–US and Ukraine–Europe.

A reconstruction plan for the post-ceasefire period.

2. No Territorial Concessions

Zelenskyy was clear: there is no agreement to hand over any part of eastern Ukraine or Crimea.

Ukraine will not accept a deal that trades land for a temporary “peace.”

3. Security Guarantees Close to NATO’s Article 5

Zelenskyy said Ukraine expects clarity from the U.S. in the coming days on security guarantees.

The current draft envisions commitments similar to NATO’s Article 5 — long-term military support, air defense, and sanctions mechanisms if Russia attacks again.

4. Peace Talks? Russia Shows Zero Interest

Ukraine is not in direct talks with Russia.

Zelenskyy stressed that Moscow shows no interest in negotiations — only continued attacks on Ukraine’s energy infrastructure.

5. On Elections During the War

For the first time, Zelenskyy publicly said he is ready to hold elections during wartime — under strict conditions.

He asked the U.S. (and European partners) to guarantee the security of the voting process.

He also called on Ukrainian MPs to prepare the necessary legal framework to make wartime elections legitimate.

If partners can ensure security, Ukraine could hold elections within 60–90 days.

6. On U.S. Military Aid and PURL

Zelenskyy stressed that the U.S. did not threaten to shut down the PURL procurement program.

Ukraine needs: $800 million to keep it running this year, and potentially $15 billion next year if the war continues.

7. On Crimea & NATO

Zelenskyy repeated that Ukraine’s goal remains the restoration of full territorial integrity, including Crimea — but admitted that Ukraine currently lacks the military capacity and external support to do this quickly.

On NATO: Ukraine wants membership, but the U.S. and several other partners still do not see a consensus path forward — something Zelenskyy stated openly.

8. On Domestic Issues — Corruption and Governance

Zelenskyy said energy companies must be fully rebooted to avoid corruption risks like those seen in Energoatom.

He called for stricter background checks by anti-corruption bodies for all non-competitive appointments.

9. On Ukrainian Weapons

Zelenskyy hinted that Ukraine is already using several new missile systems — including “Dovhyi Neptun,” “Palianytsia,” “Flamingo,” and “Sapsan.”

A estratégia dos EUA e a Doutrina Monroe - Rubens Barbosa O Estado de S. Paulo

 Opinião

A estratégia dos EUA e a Doutrina Monroe
A nova estratégia de Washington para as Américas, na prática, afirma que a região pertence à área de influência dos EUA
Por Rubens Barbosa
O Estado de S. Paulo, 09/12/2025

O governo Trump divulgou, na semana passada, sua Estratégia de Segurança Nacional, em que define a visão de médio e longo prazo dos EUA, as prioridades internas e externas e o relacionamento de Washington com as regiões globais. O pragmatismo e o realismo da política externa dos EUA têm como único objetivo, como ressaltado no documento, proteger os interesses nacionais fundamentais e colocar os EUA em primeiro lugar.
Embora assinalando que “dar atenção constante à periferia é um erro”, a estratégia norte-americana, quando discute o que os EUA querem do mundo e o que esperam receber do mundo, coloca, pela primeira vez, seus interesses no Hemisfério Ocidental antes da China, da Europa, do Oriente Médio e da África e marca uma ruptura histórica com a ordem mundial depois de 1945.
Dada a relevância para o Brasil, o presente artigo trata apenas dos trechos do documento que se referem às Américas:
“Os EUA devem ser preeminentes no Hemisfério Ocidental como condição para nossa segurança e prosperidade — uma condição que nos permita afirmar nossa presença com confiança onde e quando precisarmos na região. Queremos garantir que o Hemisfério Ocidental permaneça razoavelmente estável e bem governado o suficiente para prevenir e desencorajar a migração em massa para os EUA; queremos um hemisfério cujos governos cooperem conosco contra narcoterroristas, cartéis e outras organizações criminosas transnacionais; queremos um hemisfério que permaneça livre de incursões estrangeiras hostis ou da apropriação de ativos-chave, e que apoie cadeias de suprimentos críticas; e queremos garantir nosso acesso contínuo a locais estratégicos importantes. Em outras palavras, vamos afirmar e fazer cumprir um ‘Corolário Trump’ à Doutrina Monroe”.
“Após anos de negligência, os EUA reafirmarão e farão cumprir a Doutrina Monroe para restaurar a preeminência americana no Hemisfério Ocidental e proteger nossa pátria e nosso acesso a regiões-chave em toda a região. Negaremos a concorrentes de fora do hemisfério a capacidade de posicionar forças ou outras capacidades ameaçadoras ou de possuir ou controlar ativos estrategicamente vitais, em nosso hemisfério. Este ‘Corolário Trump’ à Doutrina Monroe é uma restauração sensata e eficaz do poder e das prioridades americanas, consistente com os interesses de segurança dos EUA. Nossos objetivos para o Hemisfério Ocidental podem ser resumidos em ‘atração e expansão’. Buscaremos apoio dos aliados já estabelecidos no hemisfério para controlar a migração, deter o fluxo de drogas e fortalecer a estabilidade e a segurança em terra e no mar. Expandiremos, cultivando e fortalecendo novas parcerias, ao mesmo tempo em que reforçamos a posição de nossa nação como o parceiro preferencial em termos econômicos e de segurança no hemisfério. A política americana deve concentrar-se em angariar aliados regionais que nos ajudariam a deter a imigração ilegal e desestabilizadora, neutralizar cartéis, impulsionar a produção em áreas próximas aos EUA e desenvolver empresas privadas locais, entre outras áreas. Recompensaremos e incentivaremos os governos, partidos políticos e movimentos da região que estejam amplamente alinhados com nossos princípios e estratégia. Mas não devemos ignorar governos com perspectivas diferentes, com os quais, ainda assim, compartilhamos interesses, e que desejam trabalhar conosco”.
“A escolha que todos os países devem enfrentar é se querem viver em um mundo liderado pelos EUA, com países soberanos e economias livres, ou em um mundo paralelo no qual são influenciados por países do outro lado do mundo”.
Com esses objetivos, em resumo, os EUA pretendem reconsiderar sua presença militar no Hemisfério Ocidental, aumentar a presença da Guarda Costeira e da Marinha para garantir a segurança da fronteira e derrotar os cartéis, incluindo, quando necessário, o uso de força letal. A diplomacia comercial visará fortalecer a economia e as indústrias americanas, utilizando tarifas e acordos comerciais recíprocos como ferramentas para fortalecer as cadeias de suprimentos críticas no hemisfério. O Conselho de Segurança Nacional, inclusive, da Comunidade de Inteligência, iniciará um processo para identificar recursos estratégicos no Hemisfério Ocidental.
A preocupação com a China está presente quando o documento acentua que qualquer tipo de ajuda dos EUA deve estar condicionada à redução gradual da influência externa adversária – instalações militares, portos, infraestrutura e mesmo aquisição de ativos estratégicos, entre outros. A redução da influência chinesa no Hemisfério Ocidental foi obtida com a demonstração dos custos ocultos – em espionagem, segurança cibernética, dívida – embutidos na assistência externa de “baixo custo”.
A nova estratégia de Washington para as Américas, na prática, afirma que a região pertence à área de influência dos EUA (“quintal”, segundo o secretário da Guerra). O Corolário Trump da Doutrina Monroe cria grandes desafios para a política externa do PT, levando em conta a dependência comercial da China e o forte viés antiamericano expresso pelos governos Lula e Dilma ao longo dos 20 anos em que o partido ocupou o poder.

Presidente do Instituto de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Irice) e ex-embaixador do Brasil em Londres (1994-99) e em Washington (1999-2004), Rubens Barbosa escreve mensalmente na seção Espaço Aberto.

A “doutrina Trump” e o Brasil - Paulo Roberto de Almeida

A “doutrina Trump” e o Brasil

Paulo Roberto de Almeida

A nova National Security Strategy de Trump para os Estados Unidos é o exato contrário do que afirma seu titulo e o oposto do que pretende o seu conteúdo.

Ela representa, simplesmente, a inauguração de uma International Insecurity Proposal, que vai tornar o mundo mais instável, mais inseguro e mais imprevisível, pois que pretende impor a sua desordem autocentrada  baseada não no Direito e na Ética, mas na força e na ambição nacional, sem qualquer condição de trazer Paz e Segurança para a prosperidade comum da humanidade, como foi a intenção dos EUA de 1944-45.

Será breve, como todos os projetos inexequíveis apresentados por personalidades megalomaníacas, como são o próprio Trump e seu amigo criminoso de guerra Putin, talvez o seu mestre e manipulador.

Uma nova administração americana resultante das eleições de 2028 trará uma inevitável revisão a essa estratégia do caos proposta por um notório desequilibrado demencial.


A diplomacia brasileira, mais até do que a sua politica externa — que parece comprometida com alianças infelizes, traçadas no início do século— precisa serenamente se preparar para o pós-Trump, sabendo que a capacidade do Brasil de influenciar ou de agir nos grandes (des)equilíbrios geopoliticos mundiais é muito limitada, cabendo-nos a tarefa de pensar e de atuar nas circunstâncias “orteguianas” que são as da nossa geografia e escopo: a América do Sul. Os diplomatas são extremamente bem preparados e capazes de traçar cenários, projetos e propostas que sejam compativeis com nossa própria capacidade de projeção, sabendo que nem todos os paises da região terão um comprometimento regional que corresponda a nossos interesses nacionais e regionais: uma zona de paz e de prosperidade conjunta, visando à integração econômica e à estabilidade política com base no Direito Internacional e numa ordem moral democrática e defensora dos direitos humanos.

Quase 70 anos atrás, confrontado aos desafios do momento, o presidente Juscelino Kubitschek, assessorado por diplomatas experientes, propôs uma Operação Pan-Americana, a primeira iniciativa multilateral brasileira, que pretendia fundar um amplo programa de cooperação nas Américas, da qual resultou o Banco Interamericano de Desenvolvimento.

Talvez seja o caso, agora, quando a Doutrina Monroe — unilateral, mas que o Brasil e outros países da região se empenharam em multilateralizar — se transforma num monstruoso “corolário” unilateral, impositivo e baseado no poder da força, que ameaça abrir uma nova era de caos, de instabilidade e de guerras, de a diplomacia brasileira propor uma nova iniciativa regional sul-americana em tom moderado e cooperativo, sem os desafios existentes anteriormente do chavismo e do kirchnerismo, e sem pretensões a uma liderança indesejada e inexequível, mas suficientemente propositiva para iniciar um processo de consultas com outros países dispostos a superar ou contornar os problemas do momento.

O Brasil tem capacidade econômica e politica de apresentar ideias aos demais países vizinhos e iniciar um processo de consultas formais com vistas a metas modestas e possíveis.

Cabe trabalhar nesse sentido.

Paulo Roberto Almeida

Brasília, 9/12/2025

New Strategic Security Trumpian doctrine and the South Atlantic - Zeno Leoni (King’s College)

 Zeno Leoni, assistant profesor of International Security at King’s College, London

To somebody who wrote his PhD thesis on the rebalancing to the Asia-Pacific, and has an interest in the international order, the most intriguing part of the US National Security Strategy 2025 is about the "Trump Corollary to the Monroe Doctrine" and the renewed emphasis of the US towards the Western Hemisphere 🌎 

But what got my attention the most is the phrase “readjustment of our global military presence”. The term READJUSTMENT sounds like Obama's “rebalancing” language. Yet, does it mean the same?👇 

1️⃣Trump’s statements and the recent military posture toward Venezuela are not sufficient to conclude that a structural rebalancing - as with the Obama administration, which communicated clearly the percentage of such rebalancing - is already underway. But the fact that this is now embedded in the NSS deserves attention.

2️⃣There are real strategic reasons for a shift, and we highlighted these in a paper published in The Washington Quarterly - https://lnkd.in/er8-GCnt 

We argued that the Wider South Atlantic (from the Caribbean to West Africa and down to Brazil, Argentina, and South Africa) represents a region that provides resources and connectivity that underpin the socio-economic functioning of the international order. Its importance is often underestimated compared to the at times exaggerated prioritization of Indo-Pacific.

3️⃣Yet Trump’s motivations seem different. The current rationale appears tied to migration, drug trafficking, and focusing “more at home” - ultimately, there is a lot of internal propaganda towards the MAGA movement. These are not problems typically addressed through traditional large-scale military deployments, though. 

4️⃣Amidst this uncertainty, however, China not only is still central to the NSS 2025 for obvious reasons; it is also so because the new Monroe Doctrine implies the need for limiting extra-regional influence (especially of China and Russia). This raises a bit of an academic puzzle: how does one reconcile a Western Hemisphere and a rebalancing if the goal is still that of  containing an Indo-Pacific power? Furthermore, this shows that the Wider South Atlantic is becoming more contested, though still more stable than many other regions. But also that in a world order centred on the seas, prioritizing based on geography could, in the long term be a sterile exercise - as evidence by Ariel Gonzalez Levaggi's work on the oceans and by a forthcoming research from Mauro Bonavita.

5️⃣It seems obvious that the pivot to Asia will remain intact, while the new hemispheric focus will draw resources from a larger defence budget and a more systematic form of offshore balancing in Europe and the Middle East (patrolling choke-points, influencing events indirectly).

6️⃣Last but not least, the Biden administration, as the map below shows, was already reconsidering the importance of the South Atlantic, partly to increase leverage on the Global South after decades in which “trans-Atlantic” mainly meant North Atlantic.

The National Security Strategy of the Trump Administration is here - Roderich Kiesewetter

A Germany’s expert and MP made clear his opposition to the Geopolitics of Chaos offered by Donald Trump Roderich Kiesewetter

December 8, 2025


German foreign policy and security expert and member of the German parliament Roderich Kiesewetter issued another stark warning, this time regarding the latest US National Security Strategy (NSS) document. This is his statement:


The National Security Strategy of the Trump Administration is here

Anyone who reads the document must understand: The United States has not only bid farewell to its role as the "world policeman," but the upheavals run much deeper.

The United States is no longer interested in Europe. Even more: This administration no longer views Europe - and specifically the EU - as a partner, but rather, in large part, as strategic ballast, as an economic adversary, and as a civilization in decline.

For Trump, it’s "States over Institutions." The EU as a force for order is seen as a hostile construct that stands in the way of U.S. interests. In the economic worldview of this administration, we are not an ally, but a competitor that must be made to pay up.

Trump thinks transactionally and with a deal-making mentality that contradicts Europe’s institutionalized and rules-based approach.

The (military) music is playing exclusively in the Indo-Pacific. The resources we need for protection (air defense, reconnaissance) are heading to Guam and Taiwan to contain China. Nothing will be left for us unless we build it ourselves.

The talk of Europe’s “civilizational decline” in the NSS is a slap in the face. They no longer entrust us with the future. Anyone who writes about partners in this way won’t defend them when it really counts.

What does that mean? The era of the “security guarantee” is over. Washington now treats us more like an annoying client state that’s supposed to pay tribute, or like an economic rival that must be kept in check.

I say this as a committed transatlanticist: Precisely because the United States sees us this way, we must finally stop being supplicants. We should stop blindly hoping and instead build up our own capabilities with maximum efficiency and develop smart power that makes us more independent and resilient.

Because the United States is pulling back, we must support Ukraine more strongly. If Ukraine falls, Russia will be at our border - and Washington won’t come to save us. Integrating Ukraine now as part of European defense and supporting it in such a way that it can push Russia back is part of this necessary efficiency. It will only cost us half of what a Russian success would.“

Postagem em destaque

Ormuz, a arma do Irã - Yan Boechat

Ormuz, a arma do Irã Por Yan Boechat Nas águas turquesas e estreitas que separam as montanhas escarpadas do Irã das planícies áridas de Omã,...