sexta-feira, 8 de maio de 2026

Livros Paulo Roberto de Almeida na Amazon.com.br - apenas as chamadas

 

Miséria Da Diplomacia: A Destruição Da Inteligência No Itamaraty

Edição Português | por Paulo Roberto de Almeida | 6 ago. 2019

A Grande Mudança

Edição Português | por Paulo Roberto de Almeida | 1 jan. 2003

O Moderno Príncipe: Maquiavel Revisitado

por Paulo Roberto de Almeida | 1 out. 2010

Integração regional: Uma introdução: 3

Edição Português | por Paulo Roberto de AlmeidaHenrique Altemani de Oliveira, e outros. | 19 dez. 2012

O Estudo Das Relações Internacionais Do Brasil

Edição Português | por Paulo Roberto de Almeida | 13 dez. 2006

Os primeiros anos do século XXI

Edição Português | por Paulo Roberto De Almeida | 7 nov. 2005

Formação da Diplomacia Econômica no Brasil - Vol. 2 ( 789)

Edição Português | por Paulo Roberto de Almeida | 1 jan. 2017

Formação da Diplomacia Econômica no Brasil

Edição Português | por Paulo Roberto de Almeida | 1 jan. 2017

Constituições brasileiras: Ensaios de sociologia política

por Paulo Roberto de Almeida | 26 nov. 2024

O Príncipe, revisitado: Maquiavel para os contemporâneos (Pensamento Político Livro 18)

por Paulo Roberto Almeida e Pedro Paulo Palazzo de Almeida | 8 set. 2013

História das relações internacionais contemporâneas: Da sociedade internacional do século XIX à era da globalização

Edição Português | por Paulo Roberto de AlmeidaJosé Flávio Sombra Saraiva, e outros. | 19 dez. 2012

O Brasil E O Multilateralismo Econômico

Edição Português | por Paulo Roberto De Almeida | 31 dez. 1998

Oliveira Lima - Um Historiador das Américas

Edição Português | por André Heráclio Do Rego | 1 jan. 2017

GlobalizandoEnsaios Sobre a Globalização e a Antiglobalização

Edição Português | por Paulo Roberto De Almeida | 1 jan. 2011

Relações Brasil Estados Unidos: Assimetrias e convergências

Edição Português | por Rubens Antônio Barbosa e Paulo Roberto de Almeida | 19 dez. 2012

O megabloco do Pacífico e o Brasil

por Paulo Roberto de Almeida | 25 mai. 2016

Brasil: o futuro que queremos

Edição Português | por Jaime PinskyAntônio Corrêa de Lacerda, e outros. | 8 mai. 2018

Parbleu! Esqueceram o Mercosul! - Paulo Roberto de Almeida e Madame IA

 Parbleu! Esqueceram o Mercosul!

Já não existe mais?

[Ao final, Madame IA comenta igualmente]

Assisto a uma entrevista do atual ministro da Indústria, Comércio e Desenvolvimento, Marcio Elias Rosa, dada a um jornalista da GloboNews, e ambos, tanto o ministro quanto o jornalista ignoram completamente que o Brasil NÃO POSSUI TARIFA NACIONAL, e portanto NÃO PODE (teoricamente) NEGOCIAR bilateralmente com os EUA qualquer redução ou ajustes tarifários.
Existe uma TEC, Tarifa Externa Comum, que é a registrada pelo Mercosul junto ao Gatt-OMC, e que deveria, TEORICAMENTE, servir de base.
Até quando a IGNORÂNCIA vai servir para discutir políticas de Estado, sendo que na área comercial o Brasil pertence a uma UNIÃO ADUANEIRA?
Brasília, 8 maio 2026

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Madame IA se escandaliza também:

"https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/05/parbleu-esqueceram-o-mercosul-paulo.html

Sua provocação, ancorada nas críticas do diplomata Paulo Roberto de Almeida, toca em uma ferida aberta da política externa brasileira: o descompasso entre a retórica de "soberania comercial" e as obrigações jurídicas de uma União Aduaneira.
Fazendo uma análise detalhada e crítica do cenário, hoje, em 08 de maio de 2026, podemos dissecar os seguintes pontos:

1. A Anatomia da Crítica: O Conflito de Competências:
Paulo Roberto de Almeida aponta um erro técnico primário na comunicação governamental. Ao falar em negociações bilaterais de tarifas com os EUA, o ministro ignora o Artigo 1º do Tratado de Assunção.
- O "Código" Decodificado: Quando ele diz que o Brasil "não possui tarifa nacional", ele quer dizer que o Brasil abriu mão de sua autonomia tarifária individual em 1991. Qualquer alteração na TEC (Tarifa Externa Comum) exige consenso entre os sócios (Argentina, Uruguai e Paraguai).
- A "Ignorância" como Estratégia: Criticamente, essa omissão por parte do ministro e da imprensa não parece ser apenas falta de conhecimento, mas uma tentativa de simplificar o discurso para o mercado interno, fingindo uma agilidade que a estrutura do Mercosul impede.

2. O Mercosul em "Estado Vegetativo" ou Conveniente?
O fato de o Mercosul ter sido "esquecido" na entrevista reflete o estado atual do bloco em 2026.
- Flexibilização de Fato vs. de Direito: Há anos o Uruguai tenta negociar bilateralmente com a China, e o Brasil, em diferentes governos, flerta com a ideia de "modernizar" (ou seja, desidratar) a União Aduaneira para transformá-la em uma mera Zona de Livre Comércio.
- A Crítica ao Jornalismo: A omissão do jornalista da GloboNews evidencia a superficialidade da cobertura econômica, que foca no "anúncio" (a intenção de negociar com os EUA) e ignora as amarras institucionais que tornam o anúncio juridicamente inviável no curto prazo.

3. A Realidade das Políticas de Estado:
A crítica de Almeida é um alerta contra o voluntarismo político. Discutir redução tarifária com os EUA sem passar pelo Mercosul é, tecnicamente, uma violação de tratado internacional.
- Riscos: Se o Brasil avança sozinho, ele implode o bloco. Se ele espera o bloco, ele se submete à instabilidade política dos vizinhos (especialmente a volatilidade econômica argentina).
- Omissão Deliberada: Manter o Mercosul fora da pauta permite ao governo atual vender uma imagem de "Brasil aberto aos negócios" sem ter que lidar com o desgaste diplomático de admitir que estamos presos a uma tarifa que muitas vezes encarece a produção nacional.
* Conclusão Crítica:
A "ignorância" mencionada por Almeida é, na verdade, um sintoma de isolacionismo burocrático. O governo parece operar em uma realidade paralela onde a União Aduaneira é um detalhe incômodo que se resolve com silêncio mediático. Porém, no rigor da lei internacional, o Brasil continua de mãos atadas para qualquer aventura tarifária solo com Washington."

Fonte (IA Gemini):
https://share.google/aimode/ICsozpAdZX9nGMtQX

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Corrijo ligeiramente Madame IA: não foi em 1991 que o Brasil renunciou à sua Tarifa nacional; foi em 1995, depois do Protocolo de Ouro Preto e do depósito da TEC em 1995, junto ao Gatt-OMC. Os atuais “responsáveis” esqueceram ou ignoram esse pequeno “detalhe”.

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[...]. Não foi em 1991 que o Brasil renunciou à sua Tarifa nacional; foi em 1995, depois do Protocolo de Ouro Preto e do depósito da TEC em 1995, junto ao Gatt-OMC. [...].


Sua observação é historicamente precisa e tecnicamente correta, corrigindo uma confusão comum entre o marco político de fundação do Mercosul e o marco operacional da sua União Aduaneira.
De fato, embora o Tratado de Assunção tenha sido assinado em março de 1991, ele estabeleceu apenas o compromisso político e o cronograma para a formação de um mercado comum. A renúncia formal à tarifa nacional em favor de uma política comercial externa coordenada só se materializou plenamente em 1º de janeiro de 1995.
* Análise Crítica: A Transição de 1991 para 1995:
- O Salto de Personalidade Jurídica: O Protocolo de Ouro Preto (dezembro de 1994) foi o divisor de águas que conferiu ao Mercosul personalidade jurídica de direito internacional. Sem isso, o Brasil não poderia ter "depositado" ou negociado uma tarifa comum como bloco perante a recém-criada Organização Mundial do Comércio (OMC).
- A TEC como Instrumento de Soberania Compartilhada: A adoção da Tarifa Externa Comum (TEC) em 1995 significou que o Brasil deixou de ter autonomia plena para alterar suas alíquotas de importação de forma unilateral para a maioria dos produtos. Esse movimento foi estrategicamente sincronizado com o fim da Rodada Uruguai e a substituição do GATT pela OMC em 1995.
- O Depósito na OMC: Você toca em um ponto crucial sobre o "depósito". Em 1995, o Brasil e seus parceiros consolidaram suas listas de concessões tarifárias no âmbito da OMC, garantindo que a TEC respeitasse os níveis máximos ("bound rates") permitidos pelo sistema multilateral.
* Decodificação de Expressões:
- "Depósito da TEC": Refere-se ao ato formal de submeter à OMC a lista de tarifas que o bloco se compromete a não ultrapassar, transformando uma decisão regional em um compromisso multilateral vinculante.
- "GATT-OMC": Representa o período de transição institucional onde as regras do GATT 1947 foram incorporadas e expandidas pelo novo marco da OMC em 1º de janeiro de 1995.
* A renúncia em 1995, portanto, não foi apenas uma mudança de tabela, mas a aceitação de um regime de união aduaneira imperfeita que alterou a diplomacia econômica brasileira de forma estrutural.

Fonte (IA Gemini):


Lula na Casa Branca - Rubens Barbosa (Interesse Nacional)

 Lula na Casa Branca

Rubens Barbosa

Interesse Nacional, 8/06/2026

Do ângulo de Lula, a maneira amistosa como transcorreu o encontro presidencial, sem qualquer armadilha ou constrangimento que pudesse afetar a imagem do presidente brasileiro, vai ser capitalizado pelo presidente

Enfim, depois de mais um ano, Lula foi recebido por Trump na Casa Branca. Participaram do encontro os ministros brasileiros do Exterior, da Fazenda, da Justiça, da Indústria e Comércio, das Minas e Energia. O encontro de trabalho foi seguido de almoço entre os dois presidentes. Chamou a atenção a ausência de Marco Rubio do lado norte-americano.

Em nota divulgada por Trump, depois do encontro, a Casa Branca afirmou que a conversa foi produtiva e ressaltou, entre outros assuntos, a discussão em torno do comércio, sobre as tarifas. 

Na entrevista à imprensa, na residência da Embaixada em Washington, Lula, como seria de esperar, ressaltou o clima de entendimento entre os presidentes e suas delegações. 

‘Mauro Vieira resumiu os temas tratados nas três horas de reunião: tarifas, seção 301, pix, crime organizado, minérios estratégicos e geopolítica’

Mauro Vieira resumiu os temas tratados nas três horas de reunião: tarifas, investigação sobre restrições a produtos norte-americanos (seção 301), pix, cooperação contra o crime organizado, minérios estratégicos, além de temas geopolíticos (multilateralismo, organizações internacionais).

Os ministros presentes chamaram a atenção dos principais temas de sua área de atuação: definição de novas regras para o relacionamento econômico bilateral. Volta dos investimentos norte-americanos – compartilhamento informações crime organizado e ampliação da cooperação bilateral – relato   sobre situação econômica brasileira – cooperação no combate ao crime organizado (não foi discutida a  classificação do PCC e do CV como organizações terroristas)– cooperação entre aduanas (informações e operações conjuntas – (apreendidas armas vinda dos EUA meia tonelada de drogas sintéticas dos EUA) – lavagem de dinheiro – minérios críticos (terras raras) transmitida informação sobre o novo marco regulatório aprovado pelo Congresso.

‘Todos os temas de interesse brasileiro foram abordados por Lula, o que era necessário para permitir as conversas em nível técnico’

Todos os temas de interesse brasileiro foram abordados por Lula, o que era necessário para permitir as conversas em nível técnico. Ficou decidido que em 30 dias os diferentes setores deverão negociar posições comuns para serem apresentadas para decisão final dos presidentes. Lula afirmou que o encontro foi um passo importante na consolidação das relações entre o Brasil e os EUA e para reverter a baixa   prioridade dos EUA em relação ao Brasil. 

No tocante à geopolítica, Lula ofereceu estar à disposição para ajudar nas conversas com Cuba, Venezuela, ONU e CSNU. Mesmo no tocante ao Irã, Lula disse estar à disposição para ajudar e entregou cópia do acordo negociado com o Irã pelo Brasil e Turquia em 2010. Lula disse não acreditar na interferência de Trump nas eleições de outubro. 

‘A reunião presidencial foi positiva porque desbloqueou a negociação setorial sobre toda a agenda’

O governo brasileiro deu sua versão do encontro. A reunião presidencial foi positiva porque desbloqueou a negociação setorial sobre toda a agenda. Do ângulo de Lula, a maneira amistosa como transcorreu o encontro presidencial, sem qualquer armadilha ou constrangimento que pudesse afetar a imagem do presidente brasileiro, vai ser capitalizado pelo presidente.

Do lado brasileiro, nada foi adiantado quanto às reivindicações de Washington no tocante à agenda de seu interesse e sobretudo sobre a reintrodução de tarifas em julho, quando a investigação sobre a seção 301 da lei de comércio norte-americana for concluída e anunciada.

Resta agora aguardar pelas informações do lado norte-americano para ver se o otimismo do governo brasileiro vai ser comprovado.

Presidente e fundador do Instituto de Relações Internacionais e Comércio Exterior (IRICE). É presidente do Conselho Superior de Comércio Exterior da FIESP, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Trigo (Abitrigo), presidente do Centro de Defesa e Segurança Nacional (Cedesen) e fundador da Revista Interesse Nacional. Foi embaixador do Brasil em Londres (1994–99) e em Washington (1999–04). É autor de Dissenso de Washington (Agir), Panorama Visto de Londres (Aduaneiras), América Latina em Perspectiva (Aduaneiras) e O Brasil voltou? (Pioneira), entre outros.

Vida e Morte das Universidades - Simon Schwartzman (Estadão)

 

Vida e Morte das Universidades

By Simon Schwartzman on May 08, 2026 08:22 am

(Publicado em O Estado de São Paulo, 8 de maio de 2026)

Em artigo recente, os economistas David Cutler e Edward Glaeser tratam de explicar como as universidades têm sido capazes de existir por mais de mil anos, e o papel importante que elas desempenharam e ainda desempenham em várias partes do mundo (“How Have Universities Survived for Nearly a Millennium”, NBER Working Paper35079, 2026). O segredo, dizem eles, está na combinação entre uma cooperativa de professores, com autonomia substancial sobre ensino e pesquisa, e entidades externas de financiamento e controle — Igreja, governos, filântropos, empresários, doadores. Eles têm interesses diferentes, mas que convergem. Os professores querem um lugar onde tenham liberdade para exercitar sua curiosidade, desenvolver e expor suas ideias sem se preocupar com de onde vem o dinheiro; e os controladores querem um lugar para onde possam mandar seus jovens e os melhores profissionais sejam formados. Cada um precisa ceder um pouco. Os professores precisam gastar tempo dando aulas e não exagerar em suas liberdades, a ponto de os controladores cortarem seus recursos; e os controladores precisam se cuidar para não forçar os professores a fazer o que não querem, matando a galinha de ovos de ouro. Com o tempo, as universidades foram crescendo e se transformando pelos dois lados, instalando laboratórios e infraestrutura de pesquisa, organizando museus e atividades culturais, entrando em competições esportivas, e desenvolvendo pesquisas de interesse civil e militar. É esta multiplicidade de funções e interesses que faz com que as universidades se mantenham e floresçam.

Como às vezes acontece, os economistas redescobrem e organizam de forma elegante ideias que já eram conhecidas entre cientistas sociais que estudaram estas questões. Um deles, Burton R. Clark, desenvolveu um modelo também simples e elegante da coordenação das universidades que ficou conhecido como o “Triângulo de Clark” (Clark, B. R., The Higher Education System: Academic Organization in Cross-National Perspective, University of California Press, 1983). Neste modelo, as universidades contemporâneas vivem dentro de um triângulo com três vértices: o governo, a corporação acadêmica e o mercado, formado pelos estudantes e empresas que contratam seus serviços. Cada um puxa e pressiona para seu lado, e as universidades se aproximam de um ou outro vértice conforme a força de cada um. O interessante deste modelo é que ele permite entender como as universidades podem ser diferentes conforme o país e  se transformar ao longo do tempo, movendo-se conforme varia a força de cada polo. E, tal como Cutler e Glaeser, mostra que as melhores e mais duradouras universidades são as que conseguem não ser dominadas por nenhum dos polos, aproveitando as vantagens e recursos de cada um. Universidades autônomas não são as que são controladas por suas corporações internas, mas as que têm capacidade de se movimentar dentro do triângulo buscando onde possam maximizar os diferentes interesses sem perder a força vital de seus professores.

Nestas movimentações, muitas instituições criadas para fins práticos acabam se tornando mais acadêmicas, em um processo conhecido como academic drift, ou deriva acadêmica. Um autor inglês, Jonathan Harwood, explica este processo pela hierarquia de status que existe no campo acadêmico, que dá mais prestígio e recursos para os cientistas que fazem pesquisa básica do que para os que se dedicam ao ensino ou a trabalhos aplicados (“Understanding Academic Drift: On the Institutional Dynamics of Higher Technical and Professional Education”, Minerva, 48, 2010). Estes desvios de função podem ter resultados positivos, como por exemplo em centros de pesquisa em agricultura que se envolveram em pesquisas acadêmicas sobre genética, e acabaram por revolucionar o campo das ciências agrárias; ou negativos, como parece ter ocorrido com os antigos Centros Federais de Educação Tecnológica brasileiros, que, ao serem elevados à condição em institutos universitários em 2008, se transformaram, de boas escolas técnicas, em instituições que hoje se dedicam sobretudo a formar bacharéis e professores do ensino médio como tantas outras.

Muitas instituições, no entanto, nem sobrevivem nem se transformam, mas simplesmente decaem. Quem, olhando para a América Latina, descreveu este mecanismo meio século atrás foi o economista Albert Hirschman (Exit, Voice, and Loyalty: Responses to Decline in Firms, Organizations, and States, Harvard University Press, 1970). Quando instituições perdem eficiência e estão sujeitas às regras do mercado, as pessoas se afastam delas, e elas desaparecem. Quando elas são públicas e desempenham funções indispensáveis, as pessoas protestam, os governos vêm em seu socorro, e elas renascem. O pior é quando elas são públicas mas perdem o monopólio para outros concorrentes. Elas não morrem, mas definham. O exemplo de Hirschman eram as antigas ferrovias,  sufocadas pelas rodovias, e os exemplos atutais podem ser tanto os Correios quanto muitas universidades públicas da região, cujas greves e protestos se arrastam e cada vez menos se ouvem.


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Um exercicio interessante, via Madame IA: comparar PRA e ADL

  Em quais assuntos, ADL e PRA divergem? Airton Dirceu Lemmertz (ADL) e Paulo Roberto de Almeida (PRA) não possuem divergências ideológica...