terça-feira, 6 de setembro de 2011

Bolsas da Fundação Lemann para universidades americanas




A Fundação Lemann oferece bolsas de estudos parciais e integrais em algumas das melhores universidades do mundo para pessoas de talento e potencial, comprometidas com o desenvolvimento do Brasil. O objetivo do programa é  ajudar a formar capital humano qualificado no país, especialmente em áreas cruciais para o nosso desenvolvimento. Além de entrarem para uma rede que abre oportunidades e amplia o potencial de cada um, os Lemann Fellows ainda recebem apoio da Fundação Lemann para desenvolvimento da carreira no retorno ao Brasil. Confira as áreas e as universidades parceiras.

       Columbia
o    Bolsas para os programas de mestrado da School of International and Public Affairs (SIPA)

       Harvard
o    Bolsas para os programas de mestrado da Graduate School of EducationSchool of Public Health e Kennedy School of Government

       Illinois (Urbana and Champaign)
o    Bolsas para mestrado e doutorado, em todas as áreas da universidade    

       Stanford
o    Bolsas para programas de mestrado e doutorado na Escola de Educação

       Universidade da California (Los Angeles)
o    Bolsas para mestrado e doutorado, em todas as áreas da universidade

       Yale
o    Bolsas para o programa World Fellows

O que é preciso para se tornar um Lemann Fellow?
                - Ser admitido em um dos programas conveniados nas universidades parceiras, cumprindo todo o processo regular de candidatura, definido e coordenado por cada instituição de ensino;
- Demonstrar claro comprometimento em retornar ao Brasil ao final do curso;
- Demonstrar claro comprometimento em trabalhar em áreas de crucial importância para o desenvolvimento do país: saúde pública, educação, políticas públicas, segurança pública, governo, responsabilidade social empresarial, entre outras.

Atenção: São as próprias instituições de ensino – e não a Fundação Lemann – que selecionam os bolsistas e realizam todo o processo de admissão e concessão das bolsas.

Novo livro: Globalizando - Paulo Roberto de Almeida

Recebi, em minha caixa, um anúncio de uma livraria que eu sequer desconfiava que tinha o meu cadastro, aliás, sobre o meu mais recente livro disponível na praça: 


GlobalizandoEnsaios sobre a Globalização e a AntiglobalizaçãoGlobalizando
  • ISBN: 9788537508756
  • Editora: Lumen Juris
  • Edição: 1 º Edição
  • Acabamento: brochura
  • Formato: 16x23 cm
  • Paginas: 292
  • Autor(s): Paulo Roberto de Almeida
  • Ano Publicação: 2011





http://www.livrariaultimainstancia.com.br/Produto/132911/Globalizando/


A globalização não precisa de defensores: ela simplesmente existe! Ela segue seu curso independente dos globalizadores, como este que aqui escreve, mas também totalmente indiferente aos protestos ingênuos, ou irracionais, dos antiglobalizadores, que só podem ser considerados ingratos, pois tudo o que eles são, tudo o que eles fazem, eles o devem à globalização. Este livro reúne escritos que tanto explicam os mecanismos da globalização contemporânea - sim, ela já existia antes de nossa era - quanto desmontam as críticas toscas, equivocadas e irracionais dos antiglobalizadores. Se suas propostas fossem seguidas, o mundo seria um lugar pior, mais miserável e menos livre do que ele é, justamente graças à globalização. Paulo Roberto Almeida é doutor em ciências sociais, diplomata de carreira e professor de Economia Política Internacional na pós-graduação do Uniceub (Brasília).


Sumário:
À maneira de prefácio:
O altermundialismo, uma enfermidade infantil da globalização


Parte I
Globalização
1. O Brasil e os primeiros 500 anos de globalização capitalista
2. Contra a corrente: treze idéias fora do lugar sobre as relações internacionais
3. A globalização e as desigualdades: quais as evidências?
4. Três vivas ao processo de globalização: crescimento, pobreza e desigualdade
5. Distribuição mundial da renda: evidências desmentem concentração e divergência
6. O Brasil e os impactos econômicos e sociais da globalização
7. Globalização perversa e políticas econômicas nacionais: um contraponto

Parte II
Antiglobalização
8. Contra a anti-globalização: Contradições, insuficiências e impasses do movimento
9. A globalização e seus descontentes: um roteiro sintético dos equívocos
10. A globalização e seus benefícios: um contraponto ao pessimismo
11. Fórum Social Mundial: nove objetivos gerais e alguns grandes equívocos
12. Um outro Fórum Social Mundial é possível… (aliás, é até mesmo necessário)
13. Fórum Social Mundial 2008: menos transpiração, mais inspiração, por favor...
14. Fórum Surreal Mundial: pequena visita aos desvarios dos antiglobalizadores
15. Uma previsão marxista...

16. Perguntas impertinentes a um amigo anti-globalizador
17. Fórum Social Mundial 2010, uma década de embromaçãoÀ guisa de conclusão:
Se, nouvelle manière (ou as qualidades do homem na globalização)

Obras de Paulo Roberto de Almeida
Livros do Autor
Livros
 Um texto mais recente sobre o mesmo problema: 
Triste Fim de Policarpo Social Mundial

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

New Book: Starting Over: Brazil since 1985 - Albert Fishlow


New Book Publication:
Starting Over: Brazil since 1985
by Albert Fishlow

Tuesday, September 13, 2011
5:30 p.m. - 8:30 p.m.
Presentation: 6:00 - 7:30 p.m. Reception: 7:30 p.m. - 8:30 p.m.
AS/COA (In cooperation with the Brazilian-American Chamber of Commerce, Inc.)
680 Park Avenue, New York, NY

In Starting Over: Brazil since 1985, author Albert Fishlow reflects on how the changes that Brazil has undergone over the last twenty years have transformed the social, political, economic, and diplomatic realms in that country and will affect its future, and especially influence Dilma Rousseff's presidency.

Albert Fishlow is Professor Emeritus at both the University of California-Berkeley and Columbia University. He was a Paul A. Volcker Senior Fellow for International Economics at the Council of Foreign Relations and professor of economics and director of the Center for International & Area Studies at Yale University. He served as deputy assistant secretary of state for Inter-American Affairs from 1975 to 1976, and received the National Order of the Southern Cross from the government of Brazil in 1999. 
Fishlow's published research has addressed issues in economic history, Latin American development strategies, as well as economic relations between industrialized and developing countries. Since the 1960s he has written extensively about the Brazilian economy, with seminal contributions ranging from the history and impact of import substitution, industrialization policies and debt crises, income distribution and social welfare, inflation and macroeconomic policies.

Confirmed Speakers:
 •Otaviano Canuto, Vice President and Head of Poverty Reduction and Economic Management (PREM), World Bank
•Albert Fishlow, Professor Emeritus, International and Public affairs, Columbia University, Director, Center for Brazilian Studies, and Director, Institute for Latin American Studies, Columbia University.
•Christopher Sabatini, Senior Director, Policy, Americas Society/Council of the Americas and Editor-in-Chief, Americas Quarterly
•Lisa Schineller, Director, Latin American Sovereign Ratings, Standard & Poor's
•Paulo Vieira da Cunha, Principal, Emerging Markets, Tandem Global Partners

Prior registration is required.
Registration Fee: $35.00 for AS, COA and BACC members; $50.00 for non-members. Includes a signed Copy of Starting Over.
Event Information: Please contact Sophia Costa at scosta@as-coa.org or 212-277-8369 or visit www.as-coa.org.
Press Inquiries: Please contact Alex Andrews at aandrews@as-coa.org or 212-277-2384.
Cancellation Policy: Please contact Juan Serrano via e-mail at jserrano@counciloftheamericas.org, by 3:00 p.m., Monday, September 12, 2011.

Keynesian economics: the best charge, ever...

No legend, no undertitles, no need...


David Landes: Prometeu Liberado -- a Revolução Industrial na Europa


Uma resenha de 2005, quase esquecida:

Um Prometeu industrial desengonçado
Paulo Roberto de Almeida



David S. Landes: 
Prometeu Desacorrentado: transformação tecnológica e desenvolvimento industrial na Europa ocidental, de 1750 até os dias de hoje
(2. ed. Rio de Janeiro: Campus, 2005, 628 p.).



A tradução do título para o português é imprecisa: trata-se de um Prometeu unbound, isto é, liberado, não unchained. Mas isso não tira o valor da segunda edição deste clássico, agora com novo prefácio e epílogo - no mais o texto permanece igual ao de 1969, originalmente um ensaio da Cambridge Economic History. David Landes, professor emérito de Harvard, já tinha feito um complemento a Adam Smith, em A Riqueza e a Pobreza das Nações (Campus, 1998), soberbo nos desenvolvimentos globais, mas falho no que toca à América Latina e ao Brasil, analisados pela ótica enviesada da ("esqueçam-o-que-escrevi") teoria da dependência de FHC.

O titã liberado é o sistema fabril: seu aparecimento na Inglaterra chocou Marx, que condenou a vil exploração do proletariado. Ele ainda não tinha visto nada, pois a China modorrava na imobilidade industrial. Hoje as fábricas chinesas não se distinguem, pelas condições de trabalho, das manufaturas de Manchester do século 19. A história é européia, mas esse Prometeu desajeitado que é a grande indústria leva seus grilhões ao mundo, o que desespera os antiglobalizadores, mas encantaria Marx, que confiava no papel revolucionário do capitalismo para destruir as "muralhas da China", o despotismo asiático e os reinos bárbaros do Oriente.

A China, a Índia e as nações islâmicas fracassadas do Oriente Médio constituem, precisamente, o objeto do epílogo, a parte verdadeiramente nova do livro. Landes argumenta que a globalização "não é uma causa, nem uma ideologia. É simplesmente a procura de riqueza". A civilização industrial do Ocidente foi a mais formidável máquina de criação de riquezas da história, ao associar possibilidades tecnológicas com o faro pelos negócios de homens liberados das restrições do mercantilismo. Por que esse processo revolucionário ainda não conseguiu romper os grilhões do subdesenvolvimento? É que empréstimos, ensinamentos e presentes podem até ajudar, mas de nada adiantam se o movimento não for conduzido a partir de dentro. 

Landes demonstra como as condições tecnológicas e institucionais foram reunidas na Europa Ocidental e continuam a distinguir o Ocidente desenvolvido, ainda que países do Oriente - como o Japão, a Coréia e, agora, a China - lhe tenham seguido os passos. Esses bons alunos da escola européia, a começar pelos Estados Unidos, copiaram as técnicas, não necessariamente as instituições e as políticas econômicas. Landes diz que não é relevante que os "orientais" não tenham seguido a via do liberalismo, e sim que tenham integrado suas economias aos mercados globais, algo que os pregadores de uma industrialização à la List dificilmente reconhecem. 

O cerne do livro não é uma discussão das economic policies dos "copiadores" e sim um fascinante racconto storico do desenvolvimento tecnológico da industrialização européia. São seis capítulos, com poucas seções internas e relativamente poucas estatísticas, mas muitos dados qualitativos e análises sobre cada fase. Uma introdução metodológica explica por que a revolução industrial ocorreu na Europa e não em outros lugares. Coloca a questão - que será seguida ao longo do livro - das razões pelas quais as mudanças ocorreram em épocas e locais determinados da Europa, isto é, como o padrão de desenvolvimento diferiu de um país para outro. Nesse sentido, a Europa é um grande laboratório, por ter nações ricas e pobres, grandes e pequenas, todas as formas de governo e um rico mosaico de tradições culturais.

Desde a Revolução Industrial inglesa, disseminada pelo continente, até o período entre guerras e a reconstrução subseqüente, Landes descreve as indústrias mais relevantes do ponto de vista tecnológico: têxtil, metalúrgica, química e de maquinaria, além da mineração de carvão por seu papel energético. Todas elas são situadas no contexto da organização industrial, isto é, da coordenação dos fatores de produção e do manejo dos produtos manufaturados. O resultado é um painel fascinante das raízes da "hegemonia" ocidental, não em virtude de uma história colonialista e opressora, e sim da capacidade de mobilizar e transformar as forças da natureza, liberando o Prometeu desengonçado do capitalismo industrial dos velhos grilhões da miséria educacional e da secular opressão da pobreza material.


1420. “Um Prometeu industrial desengonçado”, Brasília, 17 abr. 2005, 2 p. Resenha de David S. Landes: Prometeu Desacorrentado: transformação tecnológica e desenvolvimento industrial na Europa ocidental, de 1750 até os dias de hoje (2. ed. Rio de Janeiro: Campus, 2005, 628 p.). Publicada na Desafios do Desenvolvimento (Brasília: IPEA-PNUD, a. I, n. 10, mai. 2005, p. 76 link: http://desafios2.ipea.gov.br/desafios/edicoes/10/artigo13441-1.php); sob o título “Prometeu desacorrentado: transformação tecnológica e desenvolvimento”, no Meridiano 47 (Brasília: IBRI, n. 61, ago. 2005, p. 16-17; link: http://www.mundorama.info/Mundorama/Meridiano_47_-_1-100_files/Meridiano_61.pdf); na revista Plenarium (Brasília: Câmara dos Deputados, a. II, n. 2, nov. 2005, p. 340-341). Relação de Publicados n. 561, 582, 595 e 652. 

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 Insistindo numa tarefa ainda não cumprida (não inteiramente): Duvidas depois da meia-noite:  Uma pergunta sem resposta precisa: por que os ...