Objetivo:

Este blog constitui um complemento e a continuidade de blogs anteriores (ver as listas dos blogs na coluna da direita, bem como a explicação das mudanças, no post 488 deste blog, de 17 de junho de 2006). Ele visa, como os anteriores e os demais, apresentar e informar sobre livros, questões culturais em geral, bem como discutir temas de relações internacionais e de política externa do Brasil. Website: www.pralmeida.org.

Sábado, Dezembro 30, 2006

673) A formacao e a carreira do diplomata

Uma preparação de longo curso e uma vida nômade

Paulo Roberto de Almeida

A carreira diplomática tem atraído número crescente de jovens, em decorrência da maior inserção internacional do Brasil e dos avanços da globalização e da regionalização. Os candidatos têm em geral procurado os cursos de graduação em relações internacionais. Cabe indagar se esses cursos fornecem a preparação adequada para o concurso do Itamaraty e, alternativamente, considerando que apenas um número restrito será admitido na carreira, se eles fornecem os instrumentos necessários para lograr uma boa colocação no setor privado, que é ainda o grande “absorvedor” da oferta universitária.
Não é tampouco certo que um curso de graduação em relações internacionais seja a melhor via de acesso à carreira diplomática, uma vez que os requerimentos de entrada são mais amplos, ou mais específicos, do que a grade curricular desses cursos, ainda desiguais e com ênfases distintas nos vários estados: alguns são teóricos, voltados para a pesquisa em política mundial, outros colocam ênfase no comércio internacional e no chamado global business (o que pode ser uma orientação correta, se pensarmos que as relações econômicas internacionais compõem o essencial da agenda contemporânea). Os cursos tradicionais — direito, economia ou administração, com um complemento em línguas — podem ser mais útil ao aspirante à carreira, já que ele poderá se exercer também nas profissões pertinentes. Ele pode, depois, buscar uma especialização em relações internacionais, familiarizando-se com os debates teóricos e com a agenda da política mundial.
Em todo caso, o candidato à carreira pode não receber num curso de graduação, ou num preparatório de seis ou doze meses, o conhecimento de que necessita para atender aos requisitos do concurso do Instituto Rio Branco. Ele precisa ter sólida formação, feita geralmente de anos de acumulação de cultura humanista e de incontáveis leituras. Mais do que qualquer curso ex-catedra, o importante é o esforço individual do candidato, que será idealmente um auto-didata. Um curso de preparação à carreira pode ajudar, ao transmitir um “conhecimento mastigado” e alguma “segurança psicológica”. Mesmo vindo de família modesta e carente de aperfeiçoamentos no exterior ou em cursos de línguas, o candidato motivado pode suprir lacunas pessoais ou de ambiente social ao construir o seu próprio curso, mediante um sério programa de estudos sistemáticos, feito da bibliografia sugerida pelo IRBr, da leitura diária de um jornal econômico e do acesso constante à Internet (como The Economist, Financial Times, Foreign Affairs e outros).
Nos últimos anos, o Instituto Rio Branco tem selecionado um em cada oitenta ou cem candidatos: a seleção é portanto rigorosa e a grande maioria deverá buscar uma outra profissão dentro da área, na espera de poder um dia ingressar na carreira. O mercado é basicamente constituído pelo setor privado, e cabe ao jovem ter consciência disso desde o início. Algumas faculdades mantêm cursos com perfil excessivamente acadêmico, feito de matérias teóricas ou de disciplinas voltadas para os grandes equilíbrios geopolíticos do cenário internacional, como se todos os seus egressos fossem passar a vida discutindo as teorias realista ou racionalista de relações internacionais ou resolvendo algum problema no Conselho de Segurança das Nações Unidas. Essa não é a realidade da agenda mundial, que, mesmo em sua vertente negocial, é feita mais de questões de comércio internacional do que de problemas relativos ao poder mundial.
Algumas especializações podem responder melhor ao perfil específico para uma inserção nos mercados regionais de trabalho. Uma cidade como Brasilia, governamental e diplomática por excelência, chama naturalmente uma formação centrada nas disciplinas diretamente ligadas à diplomacia (direito, história, línguas, economia internacional), para um trabalho no governo, nas organizações internacionais ou no meio acadêmico. Métropoles como São Paulo e Rio de Janeiro, onde se localizam a maior parte das empresas internacionais brasileiras e o grosso das multinacionais (em atividades diversas dos serviços e da indústria), requerem formações voltadas para o chamado global business, com matérias de comércio exterior, finanças internacionais etc. No sul do país, mais voltado para atividades do agribusiness e em contato direto com os parceiros do Mercosul, as especializações podem estar no comércio internacional (inclusive normas relativas ao Mercosul), em questões fitossanitárias e no domínio da língua espanhola.
Alguém dotado de conhecimento acadêmico, de uma boa disposição para o auto-aprendizado e de senso prático em algumas das áreas mencionadas tem chances de subir em qualquer profissão, à medida em que sua experiência de vida o colocar em contato com pessoas dotadas de densidade nessas áreas. Nunca se deve chegar num primeiro emprego como se não se necessitasse de treinamento ou de aperfeiçoamento técnico e profissional. Atitudes do tipo “eu sei fazer”, “eu sei tudo”, “deixa comigo”, geralmente conduzem a desastres, ou pelo menos a situações de constrangimento funcional.
A carreira diplomática é única nos seus requisitos de entrada, não apenas em termos da bagagem intelectual acumulada ao longo de anos de estudo, mas também no sentido em que o diplomata deve exibir algumas qualidades de convivência e de interação social que serão importantes no desempenho ulterior. Por isso os exames de ingresso na carreira envolvem disciplinas tradicionais, mas também entrevistas com banca examinadora que julga as aptidões do candidato para aquele tipo de profissão: a maturidade entra em linha de conta nesse contexto, o comportamento social, assim como a própria aparência pessoal.
Meu trabalho como servidor público federal, na carreira de diplomata, teve início em dezembro de 1977, por meio de um concurso direto, o que, aliado ao fato de já possuir mestrado, dispensou-me de frequentar o curso de preparação mantido pelo Instituto Rio Branco. Desde essa época (um quarto de século já), servi no exterior em diversas missões diplomáticas e no Brasil (Ministério das Relações Exteriores, em Brasília), geralmente na área econômica. Em postos, estive nas embaixadas em Berna, Belgrado e Paris, ademais das delegações do Brsil em Genebra e Montevidéu (Aladi). Mais recentemente fui chefe da Divisão de Política Financeira e de Desenvolvimento do Itamaraty, de 1996 a 1999, e desde outubro daquele ano até outubro de 2003 fui Ministro Conselheiro na Embaixada em Washington, o mais importante dos postos externos do Ministério das Relações Exteriores. Paralelamente ao exercício regular das atividades profissionais, pude manter, ainda que de maneira alternada, minha carreira acadêmica, o que me habilitou não apenas a ministrar cursos em universidades do Brasil e do exterior, como também a fazer pesquisas e manter uma produção de livros e artigos que hoje compõe a bibliografia especializada no campo das relações internacionais. Uma amostra dessa produção pode ser vista em minha página pessoal: www.pralmeida.org.

Paulo Roberto de Almeida
Brasília, 15 de janeiro de 2004

18 comentários:

edgirl disse...

Olá,
Meu nome é Graziela tenho apenas catorze anos e estu no primeiro colegial . Achei muito interessante seu texto sobre a carreira diplomática, me interesso por essa carreira e as informções que o senhor me passou foram muito úteis, agradeço desde já!
gostaria de saber qual seria a melhor faculdade para cursar se eu desejar seguir essa carreira .
aguardo sua resposta!

edgirl disse...

Olá, me chamo Graziela e tenho apenas catorze anos. Estou cursanod o primeiroa nod do ensino médio e me interessei muito pelo texto que o senhor escreveu sobre diplomacia. Agradeço desde já pela ajuda , mas gostaria de saber qual seria o melhor curso (faculdade)que eu deveria ingressar para seguir a carreira de diplomata?

Paulo R. de Almeida disse...

Cara Graziela,
Voce ainda tem dois ou tres anos para decidir por voce mesma qual seria o melhor curso que voce deveria fazer para se preparar nao apenas para a carreira diplomatica, mas para a vida em geral, para uma preparação técnica e profissional que lhe dê ampla abertura de oportunidades em sua vida futura, e não apenas e exclusivamente para a carreira diplomática. Esta é uma possibilidade, mas não uma certeza, tendo em vista o extremo rigor do processo de seleção e a necessidade, sua, portanto, de uma preparação ultra-sofisticada para ser bem sucedida nos exames de ingresso. Isso dependerá, sobretudo, de muita leitura e de muito estudo, que você terá de fazer, se quiser passar nos exames, independentemente de toda e qualquer carreira que voce decidir seguir paralelamente e de todo curso de graudação que decidir empreender. As fileiras mais comumente seguidas, para os que se preparam para o exame de ingresso na diplomacia são direito, economia, administração, letras, ciências sociais e, também, relações internacionais. Esta última, porém, ainda apresenta problemas tanto em relação à qualidade dos cursos existentes quanto às possibilidades de emprego no mundo profissional, extraindo a própria carreira diplomática, que é mais uma possibilidade do que uma certeza, como disse antes.
Eu lhe desejo, de toda forma, sucesso nos estudos, e que você possa decidir quanto ao seu curso com pleno conhecimento de causa.
Cordialmente,
Paulo Roberto de Almeida
(da próxima vez que escrever um comentário, deixe seu nome e endereço eletronico, pois você poderá não ler esta resposta, se não entrar novamente no meu blog.)

rafael disse...

Ola Paulo,
Desde ja, agradeco imensamente a criacao deste blog.
Me chamo Rafael, tenho 24 anos, sou formado em Propaganda e Marketing (mackenzie / 2006) e ha 1 ano moro na Irlanda.
Em viagem recente de ferias por 6 paises (Alemanha, Russia, Mongolia, China - olimpiadas/08, India e Turquia) tive a oportunidade de conhecer uma pessoa que me falou sobre a carreira diplomatica. O interesse foi imediato e logo que voltei a Dublin procurei informacoes a repeito.

Li sobre os temas relacionados/exigidos nos exames e me pareceram bem interessantes, tendo em vista que desejo complementar minha formacao com algo na area de economia (politica, internacional e financeira) e que faz parte dos meus planos uma estadia de 6 meses na Franca antes de voltar para o Brasil em definitivo.

Gostaria da sua ajuda, em primeiro lugar para localizar fontes confiaveis de informacao sobre a carreira. Em um segundo momento, gostaria de um direcionamento, uma dica de que tipo de curso/habilitacao fora do pais seria mais importante ou valorosa para a carreira diplomatica.

Sem mais, agradeco imensamente a atencao.
Um forte abraco,
Rafael (biotto25@hotmail.com)

nilsonphi disse...

Olá Sr. Paulo R. Almeida, meu nome é Nilson, tenho 23 anos, curso o sexto o periodo de Direto e sonho e seguir carreira diplomática, pois, além de ser um concurseiro fanático (sou servidor do Tribunal de Justiça de Minas Gerais e já fui aprovado em dois concuros do Ministério Público de MG, sou apaixonado por Direito Constitucional, Direito Administrativo,Inglês, Ciencia Politica, Filosofia e, principalmente História, sabendo, eu, ser essas a principais disciplinas da diplomática. Porém, o concurso parece ser bastante puxado!!! tendo uma grande quantidade de provas... Gostaria de saber se, depois de aprovado pelo certame e pelo curso ofercido pelo Instituto Rio Branco, é obrigado a servir no estrangeiro ou se há a alternativa em ficar na pátria servindo em album posto??? e, todo ano há concurso??? Desde já, obrigado. "Não aprendemos pelas palavras que que nos falam externamente, mas sim pelas verdades que nos ensinam interiormente" - Santo Agostinho.

Stefani disse...

Olá Paulo Roberto.
Sou caloura de Direito da Universidade Federal do Paraná, e sempre tive a convicção de que deveria ser diplomata. Sou insuficiente em conhecimento de idiomas e minha aprovação veio através de minha própria auto-determinação pois sempre estudei em escolas públicas. Sei que tenho pela frente 5 anos para me dedicar ao estudo do IRBr, mas muitas pessoas me contradizem dizendo que o ingresso a esta instituição é praticamente impossível. Gostaria de saber se muitos jovens conseguem ser admitidos e qual o tempo de estudo em média para a aprovação no Instituto Rio Branco.
Deixo aqui o meu muito obrigada por suas palavras.
Stefani.

Paulo R. de Almeida disse...

Stefani,
Nada do que depende unicamente da propria capacidade individual deve ser considerado impossivel, NADA. Podemos considerar impossiveis determinadas tarefas que dependem de outras variaveis, externas ou imponderáveis, ou que requerem extraordinária força bruta, como escalar uma montanha muito alta, ou fazer uma maratona por selvas ou desertos.
NENHUM concurso publico está fora do alcance de qualquer pessoa determinada a vencer, isto é um fato.
Portanto, depende unicamente de voce uma preparacao adequada, o que voce tem amplo tempo de fazer, na perspectiva de cinco anos completos de estudos de graduacao.
O que voce deve fazer é comecar desde ja a estudar, fazendo um programa sistematico de leituras e anotacoes, seguindo os cinco proximos concursos do Rio Branco e ir preparando-se paralelamente ao curso de Direito.
Voce pode estar atualmente em defasagem em relacao a jovens de classe media alta ou mais que tiveram toda a sorte do mundo de estudar em excelentes escolas privadas, que aprenderam linguas desde pequenos, enfim, que dispuseram de todas as condicoes para ter uam excelente preparacao precoce e focada nessa carreira. Mas nada disso é insuperavel com esse prazo de quatro ou cinco anos de leituras intensas e preparacao metodica e meticulosa, desde que voce se empenhe de verdade.
Eu nunca antes tinha me preparado para o concurso do Rio Branco, e no entanto entrei na primeira vez, com muito pouca preparacao especifica. É verdade que no meu caso, venho de anos e anos de leituras intensas, desde crianca, assim que tinha uma enorme carga de conhecimentos acumulados ao longo dos anos.
Isso voce pode fazer tambem, desde que se dedique. Voce pode aprender ingles sozinha, lendo intensamente e vendo filmes e noticiario na TV. Deve sempre treinar a redacao, em Portugues, em linguas e em qualqeur outra materia. Comece respondendo a todas as perguntas das provas do Rio Branco, sem ler as respostas, claro...
Comece agora e bons estudos.
-------------
Paulo Roberto de Almeida
pralmeida@mac.com

Thais disse...

Olá !

Me chamo thais estou cursando o pimeiro ano do ensino médio. Pretendo exercer a carreira de diplomata,mas aqui no Rio de Janeiro é um pouco dificil. Faço curos de ingles espanhol e japones. Gostaria que o senhor me orientasse.
Agradeço desde já, aguardarewi sua resposta

Paulo R. de Almeida disse...

Thais,
Voce está iniciando o seu curso secundário e já sabe o que pretende fazer no futuro. Meus parabéns: poucos jovens sabem, com você parece saber desde já, o que pretendem exatamente da vida. Mas, como você já sabe o que quer, tudo fica mais fácil e você certamente não precisa da minha orientação, pois saberá se organizar desde já para começar sua longa preparação para a carreira diplomática.
Acredito que voce deva começar por fazer um programa de leituras sérias, sobre o Brasil e o mundo, tudo o que você puder encontrar que seja de boa qualidade: história, geografia, política, economia, cultura em geral. E comece a ler tudo isso em inglês, na internet, eventualmente.
Fazendo isso de forma sistemática, você verá que, no meio do curso de graduação, você já estará preparada para se tornar diplomata, e não terá sido com a minha ajuda e sim com o seu próprio esforço.
Boa sorte nos estudos e sucesso na realização de sua vocação.
PS.: Da proxima vez que pretender uma resposta direta, aprenda a deixar um endereço...

Eliane disse...

olá!
Meu nome é Eliane, e tenho interesse em seguir carreira diplomática.
Tenho Faculdade de Administração de Empresas (ênfase em Tecnologia Têxtil), e começo a cursar Psicologia este ano. Gostaria de saber quais as possibilidades que tenho, em paralelo ao curso de Psicologia faço Inglês e Espanhol. Gostaria que você me desse dicas de leitura e sobreo caminho melhor a seguir.
Obrigada!

Paulo R. de Almeida disse...

Eliane,
Voce precisaria se dedicar uma enormidade às leituras obrigatorias ou recomendadas do Guia do Estudos do Instituto Rio Branco. Veja tudo no site do MRE.
Recomendaria a voce fazer Francês, também, além do Espanhol. Você precisa ser muito boa em Inglês e Português, evidentemente, além de ter uma excelente cultura geral.
Comece desde já...
PRA

Gabriella disse...

Prezado Sr. Paulo Roberto de Almeida,
Meu nome é Gabriella, tenho 20 anos e sou acadêmica do quarto ano de Administração com Habilitação em Comércio Exterior.
Gostaria de pedir algumas dicas sobre minha preparação para engressar na carreira de diplomata. Para tanto, colocarei alguns pontos sobre minha formação até o presente momento.
Faço estágio há dois anos em uma empresa de assessoria em comércio exterior, sendo responsável pela documentação de pós-embarque. Para isto, realizo intensas leituras na área de direito, política e economia internacionais.
Adoro estudar idiomas. Falo inglês, espanhol e francês (sendo fluente em todas elas, o que meu estágio exige). E gostaria de saber quais outros idiomas seriam interessantes para a formação focada na carreira diplomática.
Tenho cinco artigos publicados em congressos (regionais e internacionais) na área de administração e direito internacional, e uma republicação em um congresso regional.
Ao pesquisar sobre diplomacia, desenvolvi um plano de estudos (além das disciplinas curriculares da universidade e das leituras necessárias para meu estágio) que envolvem aprofundamento específico em história nacional, direito, política mundial e português.
Tendo apresentado alguns pontos de minha formação, gostaria de receber dicas sobre em quais pontos melhorar / focar para preparação adequada para a carreira diplomática.
Desde já, apresento votos de estima e consideração.

Atenciosamente,
Gabriella (gabis_psyer@hotmail.com / gabriella_gmb@yahoo.com.br)

Paulo R. de Almeida disse...

Gabriella,
Voce me parece extremamente focada em seus estudos, que todos se encaixam na preparacao recomendada para o concurso.
Acredito que voce já está no bom caminho. Preserve as tres linguas, unicamente, pois apenas elas ja bastam, sendo que o seu ingles precisa ser perfeito, tambem na redacao, pois voce nao terá exames orais na entrada.
Bem, tudo o que voce precisa fazer é pegar o Guia de Estudos e comecar a ler sistematicamente. Eu fiz uma selecao menor em meu site, mas voce deve ler de tudo, pois a cultura geral e a literatura lhe servirao para a redacao de portugues.
Ter 20 anos e cinco artigos já é uma gloria. Meus parabens.
Voce já está dentro, só precisa agora administrar a maneira de ingressar na primeira vez.
Eu lhe recomendaria pegar TODAS as provas dos ultimos cinco anos, e faze-las sem olhar o modelo e ver como voce se sai.
Se quiser treino, e estiver em SP ou Rio, existem cursinhos preparatorios.
Boa sorte e meus parabens uma vez mais.
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Paulo Roberto de Almeida
pralmeida@mac.com
www.pralmeida.org

Valéria Santos disse...

Prezado Sr. Paulo Roberto de Almeida,
Acabei de formar-me em licenciatura em educação artística pela UFMA, e sempre achei deveras atraente a carreira de diplomata. Gostaria, portanto, de sua sincera opinião: tenho chance, mesmo com uma área não tão corriqueira?
Pretendo fazer mestrado em Comunicação.
Sem, mais, agradeço!
Atenciosamente,
Valéria Santos.

Paulo R. de Almeida disse...

Valeria,
Vou lhe responder o que eu poderia responder a qualquer pessoa, com qualquer tipo de formação (ou mesmo sem formação específica alguma, se isso fosse possível),
TODOS têm condições de ingressar na carreira diplomática, a partir de qualquer formação que seja, desde que se disponham a estudar seriamente, e profundamente, toda a bibliografia recomendada no Guia de Estudos. Ou seja, é preciso dispor de uma excelente cultura geral, um mais que perfeito conhecimento de Português, um otimo conhecimento de inglês, e um conhecimento aprofundado das matárias setoriais que são objeto dos exames pertinentes. Eu acho, aliás, que o Itamaraty não deveria cobrar nenhum tipo de diploma de ninguém, sequer o do curso primário, bastaria ter altos requisitos de ingresso nas provas de seleção. O que se busca não é um diplomado em alguma coisa, mas uma pessoa preparada para a vida, dotada de conhecimentos extensivos e profundos nas matérias que serão, supostamente, objeto de trabalho diplomático (história, direito, economia, línguas, geografia, etc).
Por isso, eu lhe digo, se voce quiser seguir a carreira diplomática, basta estudar, e tudo lhe será possível.
Cordialmente,
Paulo Roberto de Almeida

Anônimo disse...

Olá Sr. Paulo Roberto ,eu me chamo jonathan tenho 16 anos moro no rio de janeiro e acabei de terminar o 3° ano do ensino médio falo Italiano e pretendo seguir a carreira diplomati pretendo me formar em economia internacional. será que essa é uma boa opção para que eu possa ingressar na carreira diplomatica ?

Paulo R. de Almeida disse...

Jonathan,
Excelente opção a sua, de estudar economia, com enfase na economia internacional, eu mesmo teria essa idéia. Nao esqueça, porem, que voce tambem deve ter amplos conhecimentos em história, geografia, direito e, sobretudo, línguas, com destaque para o Ingles, mas também Frances e Espanhol.
Seu Portugues tambem precisa ser perfeito, sobretudo o escrito.
Bons estudos, comece agora e se prepare seriamente.
PRA

Jeremias Barreto disse...

Boa noite Sr. Paulo Roberto, me chamo Jeremias e sou graduando em Comunicação Social na UESC, Bahia. Lendo seu texto, que por sinal facilitou e muito meu entendimento sobre a carreira diplomática, percebi que as áreas mais próximas ao êxito diplomático estão ligadas aos cursos de Economia e/ou Direito. Estou no 4º Semestre de comunicação e tenho três anos em curso de Inglês. Gosto muito de História, geográfia e, sobretudo, estudos culturais. Qual conselho o Sr, teria para me apróximar mais ainda da carreira? Desde já grato!

Att, Jeremias Barreto
e-mail: jerebarreto@yahoo.com.br

"O que seria a comunicação se não um bate-boca sem fim?!'