O leitor Gustavo Machala postou um comentário ao post anterior, sobre a "Politica Nuclear do Iran (6)", que parece encaixar-se perfeitamente, ainda que involuntariamente, a atual diplomacia brasileira.
Claro, ele estava escrevendo em geral, com base em sua compreensão do que se poderia chamar de "caráter nacional brasileiro" (aliás, objeto de um belo livro por Dante Moreira Leite), e traduziu muito bem o que constitui, essencialmente, nossa postura internacional.
Transcrevo aqui, para que não se perca como simples nota de rodapé, como ele mesmo antecipa:
PRA,
Relendo algumas coisas de Raízes do Brasil, de SBH, encontrei um trecho que me lembrou da atuação da diplomacia brasileira no governo Lula, principalmente o caso recente de iniciativa na questão nuclear no Irã. É apenas curiosidade (não dá mais que pé de página em qualquer hipótese), mas acho que vale ser citado:
"Ostensivamente ou não, a idéia que de preferência formamos para nosso prestígio no estrangeiro é a de um gigante cheio de bonomia superior para com todas as nações do mundo. (...) Não ambicionamos o prestígio de país conquistador e detestamos notoriamente as soluções violentas. Desejamos ser o povo mais brando e o mais comportado do mundo. Pugnamos constantemente pelos princípios tidos universalmente como os mais moderados e os mais racionais."
Sérgio Buarque de Holanda:
Raízes do Brasil
(São Paulo: Companhia das Letras, 1995), p. 177
Temas de relações internacionais, de política externa e de diplomacia brasileira, com ênfase em políticas econômicas, viagens, livros e cultura em geral. Um quilombo de resistência intelectual em defesa da racionalidade, da inteligência e das liberdades democráticas. Ver também minha página: www.pralmeida.net (em construção).
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