Talvez, mas apenas por enquanto. Se eles continuarem a trabalhar tão pouco, e a tomarem férias e feriados tão longos, eles vão passar a viver menos bem do que os americanos (a despeito das grandes desigualdades existentes nos EUA).
Os brasileiros, sempre tão prontos a copiarem idéias erradas, acham (principalmente os sindicalistas) que devemos adotar os métodos e estilos de vida europeus, e não os americanos, pois os primeiros seriam mais "humanos", ou mais "civilizados", e os segundos seriam mais "selvagens", mais capitalistas, enfim.
Como diriam alguns, no longer...
Os europeus começam a enfrentar as consequências de suas políticas generosas: mais desemprego, mais dívida pública, perspectivas sombrias pela frente.
Acho que eles precisariam trabalhar mais e se queixar menos.
Eu também acho que a Europa é mais "agradável" do que os EUA, mas se os europeus quiserem aguentar o seu estilo, vão precisar pensar rápido em como aumentar sua produtividade no trabalho, do contrário vão enfrentar problemas muito em breve (aliás, já estão enfrentando).
Abaixo, por especialistas, um artigo que evidencia que a legislação rígida de trabalho (justamente aquela que temos no Brasil e que ainda queremos ampliar) está contribuindo para maior desemprego e baixa produtividade.
Work and Leisure in the U. S. and Europe: Why so Different?
Alberto Alesina
Edward Glaeser
Bruce Sacerdote
IDEAS, Department of Economics, University of Connecticut
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Abstract:
Americans average 25. 1 working hours per person in working age per week, but the Germans average 18. 6 hours. The average American works 46. 2 weeks per year, while the French average 40 weeks per year. Why do western Europeans work so much less than Americans? Recent work argues that these differences result from higher European tax rates, but the vast empirical labor supply literature suggests that tax rates can explain only a small amount of the differences in hours between the U. S. and Europe. Another popular view is that these differences are explained by long-standing European “culture,” but Europeans worked more than Americans as late as the 1960s. In this paper, we argue that European labor market regulations, advocated by unions in declining European industries who argued “work less, work all” explain the bulk of the difference between the U. S. and Europe. These policies do not seem to have increased employment, but they may have had a more society-wide influence on leisure patterns because of a social multiplier where the returns to leisure increase as more people are taking longer vacations.
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Temas de relações internacionais, de política externa e de diplomacia brasileira, com ênfase em políticas econômicas, viagens, livros e cultura em geral. Um quilombo de resistência intelectual em defesa da racionalidade, da inteligência e das liberdades democráticas. Ver também minha página: www.pralmeida.net (em construção).
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