Tenho colocado muitos posts sobre o Estatudo da (Des)Igualdade Racial recentemente aprovado no Brasil. Em resposta tenho recebido diversos comentários raivosos de partidários desse instrumento racista, vários deles ofensivos.
Essas pessoas estão manifestamente descontentes, senão com ódio de minha posição, expressamente contrária ao espírito, à letra e aos efeitos de curto, médio e longo prazo desse veículo de construção do Apartheid no Brasil.
Seus defensores acham que ele vai resgatar o povo negro-africano, fazendo um amálgama indevido entre os negros e mulatos brasileiros e os africanos da época da escravidão.
Eles não se dão conta de que estão estimulando um sistema que pertence ao mesmo universo filosófico que o racismo hitlerista, ele também baseado numa concepção de diferença racial.
O fato de que o nazismo proclamava a superioridade da "raça ariana" e que os afro-descendentes atuais pretendam à "igualdade racial", mas distinguindo os "negros" brasileiros, não impede que os dois instrumentos sejam aparentados, em suas intenções respectivas de separar raças e de tratá-las de maneira diversa.
Isso é aparteísmo, ou Apartheid.
Isso é racismo, da pior espécie.
O povo brasileiro é diverso e misturado.
Os racistas negros pretendem transformá-lo em uma nação de etnias separadas.
Paulo Roberto de Almeida
Temas de relações internacionais, de política externa e de diplomacia brasileira, com ênfase em políticas econômicas, viagens, livros e cultura em geral. Um quilombo de resistência intelectual em defesa da racionalidade, da inteligência e das liberdades democráticas. Ver também minha página: www.pralmeida.net (em construção).
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3 comentários:
Apenas deixando meu apoio a sua posição em relação ao assunto (que também é a minha). É ridícula, para não dizer estúpida, a forma como este estatuto tenta resolver as diferenças sócio-econômicas da população.
É absurdo criar uma separação entre os brasileiros, que a meu ver é inconstitucional, apenas para resgatar uma dívida hipotética e conceitual com a população negra do país. Existe sim a necessidade de retirarmos as pessoas da marginalidade, da pobreza, de gerar empregos, de garantir a saúde, a educação, de incluir socialmente e de forma integral a população POBRE do país, não apenas a população negra.
Os analfabetos, aqueles sem saúde, sem educação, sem moradia, os necessitados... todos estes da "raça" branca, amarela, ou seja lá quantas cores inventem para nos diferenciar uns dos outros, estes não tem direito a nada. Absurdo e completamente sem sentido.
Raça é um conceito ultrapassado em termos científicos (cf. Danilo Sérgio Pena, UFMG).
Esse pesquisador do ICB de BH provou que a cor da pele é apenas um dos elementos herdados dos ancestrais.
Branca pura é só a cocaína. O resto é ignorância.
100% APOIADO! GOSTEI DA SUA OPNIÃO , CONTINUE , TE DOU MEU TOTAL APOIO COM UM AFROBRASILEIRO!!
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