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sábado, 31 de julho de 2010

Guerra de Venezuela contra Colombia?: no lo creo, pero nunca se sabe...

O texto abaixo, de um jornalista venezuelano, pode ter sido escrito com intenções de "burla", de comicidade, mas ele tem toda uma parte séria, antes de alinhar as tropas chavistas que iriam ao combate contra os perversos e vendidos colombianos, que o transforma em registro histórico das incontáveis vezes em que o caudilho histriônico de Caracas declarou rotas as relações entre os dois países, retirando seu "embaixador" de Bogotá, interrompendo relações comerciais entre os dois países (e com isso provocando enormes prejuízos aos agentes privados, às populações, ao seu próprio país), deslocando tropas para a fronteira comum, etc. A última vez foi quando as forças armadas da Colômbia efetuaram a famosa operação nas bases das FARC no Equador, junto à fronteira colombiana, provocando, como se sabe, a santa ira e a justa indignação de nossa diplomacia, sempre tão disposta, pronta, aguerrida quando se trata de condenar qualquer violação dos princípios da soberania territorial e da não-intervenção. Nossa diplomacia exigiu desculpas imediatas da Colômbia e armou uma operação na Unasul para condenar o gesto da Colômbia (mas em nenhum momento reclamou das forças armadas venezuelas agrupadas na fronteira com a Colômbia, como se isso fosse absolutamente normal).
Ditadores em perda de apoio político, ameaçados de derrota, são imprevisíveis, sobretudo ditadores desse tipo, que não hesitam nos gestos mais tresloucados, para evitar o que agora parece ser inevitável: a queda, a derrota, o exílio (se não a morte).
Tudo parece comédia, no texto do jornalista, até que se transforme em tragédia...
Paulo Roberto de Almeida

El próximo paso: declarar la guerra
Francisco Rivero Valera
El Universal (Caraca), Viernes, 30 de julio, 2010

Declarar la guerra a Colombia puede ser la idea catastrófica que está dando vueltas y revueltas en la cabeza de Chávez. Sería para matar dos pájaros de un tiro: suspender las elecciones de Septiembre y evitar, en consecuencia, la derrota inminente y mortal de su proyecto político. De paso, utilizaría la guerra como recurso para crear un falso nacionalismo en vista del fracaso de sus extremas cortinas de humo lanzadas últimamente al país con los honores simbólicos a Manuelita Sáenz y la exhumación de los restos de Simón Bolívar. Le importa un comino, por supuesto, la vida de 28 millones de venezolanos y de 45 millones de colombianos, hermanos bolivarianos por historia, por consanguinidad, por cultura, religión, idioma, geografía, genética y otras características indisolubles. Lo importante sería salirse con la suya para implantar su delirante proyecto político por las malas o por las malas.

Pero, la declaración de guerra ya no sería una sorpresa porque desde hace más de 6 años Chávez está intercambiando plomo verbal con Uribe, como juego de ping pong. Recordemos el 14 de Enero del 2005, Chávez anunció la ruptura de relaciones comerciales con Colombia por la captura de Rodrigo Granda, canciller de las FARC; el 25 de Noviembre del 2007,anunció la congelación de las relaciones por la suspensión colombiana de Chávez como mediador en la liberación de rehenes de las FARC; el 2 de marzo del 2008, Chávez ordenó la movilización de diez batallones hacia la frontera en protesta por la incursión colombiana contra un campamento de las FARC en Ecuador, con muerte de su líder Raúl Reyes; el 22 de febrero del 2010 Chávez y Uribe tuvieron un fuerte encontronazo en México, en la cumbre de Río, con piropos literarios incluidos como: sea varón, de Uribe, y váyase p'al carajo, de Chávez. La lista es interminable. Lo último fue el jueves 22 de Julio del 2010, con la ruptura de relaciones diplomáticas en rechazo a las supuestas evidencias colombianas presentadas en la OEA sobre la permanencia de los líderes guerrilleros de la FARC en Venezuela. La evidencia es clara: las FARC y alguien más son el problema.

Pero, tampoco sería sorpresa si Chávez aparece por enésima vez en cadena nacional para decir que ha decidido simplemente declarar la guerra sin tomar en cuenta la opinión de este pueblo manipulado. Y, a lo mejor, en su acostumbrada verborrea, hasta dirá algo sobre la alineación de sus fuerzas.
E imagino que ordenará: al frente Aristóbulo, Jaua, Rafael y Diosdado dirigiendo a los chavistas radicales del PSUV, esos mismos que dicen que entregarán la vida por su máximo líder; después los utilitys de este gobierno: los trabajadores de Pdvsa, pero sin franela roja porque resultarían muy evidentes en las zonas de combate.
En la cuarta línea irá el voluntariado obligado de las instituciones públicas, empleados que prefieren entregar la vida antes que perder sus puestos de trabajo; luego algunos compatriotas campesinos con machetes, palos, escobas y escupiendo chimó para acatar las órdenes del comandante.
Al final, como fuerzas de apoyo en retaguardia, los 10 batallones que Chávez ordenó movilizar el 2 de Marzo del 2008, con una pancarta: tardamos pero no olvidamos. Mientras tanto, las FARC estarán como zamuros, observando el desarrollo de los acontecimientos, listos para saltar y pescar en río revuelto.
Que Dios y la Virgen nos protejan. Amén.

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Aliás, deixou de ser piada, para se converter em realidade, como se deduz da matéria abaixo, um dia depois da que foi acima transcrita:

31/07/2010
Chávez manda soldados para fronteira com a Colômbia
BBC30/07/10

Venezuela – Subindo o tom da crise com a Colômbia, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, anunciou nesta sexta-feira o movimento de tropas para a fronteira entre os dois países, acusou o governo colombiano de ter invadido o espaço aéreo venezuelano e admitiu ter revisado “planos de guerra” para um eventual conflito.

Chávez disse que um helicóptero colombiano permaneceu durante “cinco minutos” no espaço aéreo venezuelano, na zona fronteiriça entre os Estados de Zulia e Tachira.

O líder venezuelano acusou o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, de querer envolver a Venezuela no conflito armado colombiano.

“Há umas três noites, eu dizia ao vice-presidente (Elias Jaua). ‘Que tristeza me dá, confesso, estar revisando planos de guerra”, afirmou Chavez em declarações via telefone ao canal estatal de TV.

Paz
Chávez disse que a “política de guerra” de Uribe “penetrou” território venezuelano em referência a internacionalização do conflito armado colombiano.

“Por isso a imperiosa necessidade de que retomemos a paz (…) mas com o novo governo da Colômbia, não com este, cheio de ódio”, afirmou.

O presidente venezuelano disse as Forças Armadas estão em alerta e que foram enviadas tropas a extensa fronteira, de mais de 2 mil km, “para defender a soberania” do país.

“Não vão nos levar sob chantagem a uma guerra, a uma guerra que não e nossa, é melhor dizemos¨vamos bucar o caminho da paz”, afirmou Chávez ao anunciar o movimento de tropas, o primeiro desde o inicio da crise com a Colômbia.

Denúncia
O conflito binacional teve início há uma semana, quando Bogotá apresentou ao Conselho Permanente da Organização de Estados Americanos (OEA) supostas provas sobre a presença de guerrilheiros das Farc e do ELN na Venezuela.

Em seguida, o presidente venezuelano, Hugo Chávez, qualificou de mentirosas as acusações e rompeu relações diplomáticas com a Colômbia.

Para Chávez, as acusações são parte de uma “desculpa” para justificar uma intervenção armada da Colômbia em seu país, que a seu ver, conta com o apoio dos Estados Unidos.

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