Adivinhem quem mais, depois da Venezuela, vai apoiar a proposta de internacionalização do conflito interno da Colômbia, ou seja, a luta de seu governo legal contra um grupo de narcoterroristas, também conhecido como FARC?
Não prometo um doce a quem acertar, pois esta é muito fácil...
Paulo Roberto de Almeida
Uribe rejeita internacionalização de acordo de paz com guerrilhas
BBC Brasil, 28/07/2010
Caracas – O presidente da Colômbia Álvaro Uribe rejeitou nesta terça-feira a possibilidade de internacionalizar um processo de paz com as guerrilhas colombianas, ao afirmar que a medida daria “oxigênio” aos grupos armados.
“Sabemos que a cobra do terrorismo quando sente que está encurralada e que está com uma corda no pescoço pede processos de paz, para que afrouxemos a forca e para que ela possa tomar oxigênio e voltar a envenenar”, disse afirmou Uribe, durante ato de despedida no ministério de Defesa, em Bogotá.
As declarações de Uribe ocorrem em meio ao giro que o ministro de Relações Exteriores da Venezuela, Nicolás Maduro, faz a sete países da região para concertar um “plano de paz” que deve ser apresentado na quinta-feira, na reunião de chanceleres da Unasul (União de Nações Sul-Americanas), em Quito, como proposta para solucionar a crise binacional.
Uribe disse que não se deixará “enganar” e que os colombianos sabem “como conduzir processos de paz”, em referência ao controvertido processo de desmobilização de grupos paramilitares.
“Agora querem internacionalizar a solicitação para que levantemos a forca e nessa armadilha, não vamos cair”, afirmou Uribe, que desde que chegou ao poder, em 2002, endureceu a política de combate às guerrilhas.
Venezuela
Logo depois, o chanceler colombiano Jaime Bermudez disse que a proposta venezuelano representa “intromissão” nos assuntos internos de seu país.
“Não há nada mais sensível que uma política de segurança e paz”, afirmou Bermudez.
A saída militar e não negociada do conflito é uma das principais críticas dos opositores do uribismo, por considerar que a medida incrementa a violência no interior do país e afasta a possibilidade real de um acordo de paz, que daria fim à guerra que já dura mais de 60 anos.
Uribe, que deixará o governo em 10 dias, disse que seu governo pede o cumprimento das normas internacionais para combater os grupos armados.
Sem fazer referência direta à Venezuela, Uribe disse que “alguns setores” falam de paz, quando o problema é a segurança regional para que não exista “nenhum bandido”.
Temas de relações internacionais, de política externa e de diplomacia brasileira, com ênfase em políticas econômicas, viagens, livros e cultura em geral. Um quilombo de resistência intelectual em defesa da racionalidade, da inteligência e das liberdades democráticas. Ver também minha página: www.pralmeida.net (em construção).
quarta-feira, 28 de julho de 2010
As FARC e o conflito Venezuela-Colombia: proposta de internacionalizacao
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Um comentário:
Professor,
Internacionalizar a paz querem. Fazer algo para conter o consumo de drogas que destrói as nossas cidades, transforma gerações em zumbis e garante o financiamento as FARC ninguém quer.
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