Que gracinha: os russos não gostam do nome, e querem ampliar o grupo, para algo bem maior.
Que tal "Bric-à-Brac"?
Paulo Roberto de Almeida
BRICS
Rússia pede ampliação do Brics e novo nome
Em Moscou, diplomatas veem adesão de novos membros em até 2 anos
POR BLOOMBERG NEWS, 20/05/2015
Aceitar a África do Sul foi a parte fácil. O Brics, clube dos mercados emergentes que deve sua existência ao então economista do Goldman Sachs Group Inc. que cunhou a sigla para designar o grupo formado por Brasil, Rússia, Índia e China, busca uma expansão maior. E qualquer ideia para rebatizá-lo é bem-vinda, ao menos para os russos.
— Pode levar um ano ou dois, mas este é um processo absolutamente inevitável. Muitos países querem entrar no grupo, grandes economias em desenvolvimento — afirmou Vadim Lukov, vice-representante da Rússia no bloco.
A Rússia receberá, em julho, a sexta cúpula anual da organização, cuja importância é crescente em Moscou num momento em que o presidente Vladimir Putin trava a maior batalha contra os Estados Unidos e a Europa desde a Guerra Fria devido ao conflito na Ucrânia, que já dura um ano.
Na cúpula do ano passado, no Brasil, o Brics chegou a um acordo para criar um banco de desenvolvimento com US$ 50 bilhões para rivalizar com o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial, além de criar uma reserva cambial de US$ 100 bilhões. A Rússia está promovendo a criação de uma rede de rating do Brics para contrabalançar os relatórios de crédito das americanas Standard and Poor’s e Moody’s Investors Service, segundo Lukov “escancaradamente politizados”, e também uma associação energética.
BANCO COM US$ 50 BI
O Brics evoluiu em relação ao termo cunhado para os quatro membros originais em 2001 pelo então economista do Goldman Sachs, Jim O’Neill, para descrever o peso crescente dos maiores mercados emergentes na economia global. Em 2011, a África do Sul se juntou ao clube para dar uma representação geográfica mais ampla ao Brics — mas embora atualmente haja uma moratória para a admissão de novos membros, a melhor hora de pensar na expansão será quando as novas estruturas financeiras estiverem em operação, avaliou Lukov. Segundo ele, o banco de desenvolvimento tem um capital separado de US$ 50 bilhões para alocar e está disposto a admitir qualquer país que compartilhe os valores do Brics.
A Grécia poderia ser um deles. A possível entrada do membro da União Europeia no banco do Brics está em discussão, mas isso não ocorreria antes da cúpula de julho, disse à agência RIA Novosti o vice-ministro das Finanças russo, Sergei Storchak.
Como ficaria o nome da organização com novos membros?
— Vou pensar a respeito. Pense você também — sugeriu Lukov.
Temas de relações internacionais, de política externa e de diplomacia brasileira, com ênfase em políticas econômicas, viagens, livros e cultura em geral. Um quilombo de resistência intelectual em defesa da racionalidade, da inteligência e das liberdades democráticas. Ver também minha página: www.pralmeida.net (em construção).
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