domingo, 3 de janeiro de 2021

O Brasil retrocede, rapidamente: 2018 e 2021: exportamos indústrias, e somos chamados de imperialistas

 Em 3 de janeiro de 2018, eu “publicava” a seguinte nota na minha página do Facebook:

Pela definição de imperialismo de Rosa Luxemburgo e de Lênin (que aliás copiaram de Hobson), segundo a qual um país imperialista é um "exportador de capitais", o Brasil já é, desde muito tempo, um país imperialista: 

"70% das novas indústrias no Paraguai vêm do Brasil.

Pois bem, hoje, 3 de janeiro de 2021, fui relembrado disso pelo FB e reproduzi a nota com este comentário inicial:

Creio que deve continuar assim, ou seja, o “imperialista” Brasil “exporta” suas indústrias para o Paraguai, o que é excelente para o vizinho país guarani, que cresce e fica um pouco mais rico (era o de menor renda per capita do Mercosul, não sei se ainda é).

O Brasil se desindustrializa precocemente, seja porque várias dessas indústrias fecham por não serem mais competitivas, em face de importações (ainda que continuemos protecionistas, mas a defasagem não é coberta pela tarifa e outras taxas), seja porque outras se mudam para o Paraguai, para a China, para não desaparecerem justamente. 

A culpa? Não é só da Receita, ainda que esta seja focada exclusivamente na arrecadação, qualquer que seja o estado do paciente. 

Tudo é caro no Brasil: mão de obra, energia, transportes, burocracia, até a corrupção, que saiu da faixa dos milhares para a dos milhões.

O Brasil retrocede? Certamente! Até quando vira “imperialista”.

Paulo Roberto de Almeida

Brasília, 3/01/2021


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