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domingo, 14 de junho de 2026

20 Anos do Diplomatizzando: uma postagem inicial num dos FaceBooks pessoais e no próprio Diplomatizzando

Meu amigo Airton Dirceu Lemmertz penetrou no meu passado blogueiro, com a ajuda da IA, para resgatar o que andei fazendo, me divertindo, nos últimos 20 anos. Escrevi esto a ele, e reproduzo abaixo os primeiros relatórios desse resgate no passado do Diplomatizzando.

20 Anos do Diplomatizzando: uma postagem inicial num dos FaceBooks pessoais e no próprio Diplomatizzando
Grato pelo seu tremendo esforço e magnanimidade em colocar essa simpática senhora, ainda muito jovem, a serviço de uma causa que me é cara: o registro de minhas aventuras blogueiras, das quais, sobre as quais não tenho registo, a não ser pelos meus próprios trabalhos, quando finalizados, numerados e divulgados. O resto estaria perdido não fosse esse seu magnifíco esforço que seria impossível a qualquer força humana, mas que parece um jogo de criança, quando feito por poderosas ferramentas de garimpagem arqueológica no passado da minha produção. 
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Paulo Roberto de Almeida
https://pralmeida.net/
diplomatizzando.blogspot.com
CV Lattes: http://lattes.cnpq.br/9470963765065128
https://unb.academia.edu/PauloRobertodeAlmeida
https://www.researchgate.net/profile/Paulo_Almeida2

On 13 Jun 2026, at 15:00, Airton Dirceu Lemmertz <xxx.xxx.@gmail.com> wrote:

Olá, PRA! Tudo bem?
Abaixo, a análise/resposta da Gemini.
Att.,
ADL

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Duas décadas do Diplomatizzando: convite aos que seguem minhas postagens e ao Gemini AI para se manifestarem a respeito deste blog - Paulo Roberto de Almeida: 


O Vintenário Textual e a Gênese do Quilombo Virtual
O vigésimo aniversário de fundação do veículo de comunicação digital denominado Diplomatizzando, capitaneado pelo diplomata e acadêmico Paulo Roberto de Almeida, descortina um panorama de perenidade incomum no ecossistema da internet brasileira. Inaugurado formalmente no período correspondente ao primeiro mandato da administração presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva, o espaço estabeleceu-se como uma trincheira de resistência retórica e analítica orientada pela contestação daquilo que o autor tipificou conceitualmente como lulopetismo diplomático. Sob o prisma crítico do cientista político, tal vertente operacionalizava uma transição indesejada da tradição institucional do Ministério das Relações Exteriores para um alinhamento personalista e ideológico, pautado por um antiamericanismo anacrônico e por uma divisão artificial do globo entre as potências hegemônicas do Hemisfério Norte e as nações marginalizadas do Sul global.
A persistência do veículo ao longo de duas décadas sinaliza a consolidação de um arquivo documental expressivo, voltado à preservação de ensaios, notas de conjuntura e resenhas bibliográficas que transcendem a efemeridade das redes sociais contemporâneas. Ao qualificar o próprio domínio virtual como um quilombo de resistência intelectual, o produtor do conteúdo explicita a natureza marginal e combativa de sua produção face às correntes intelectuais dominantes na burocracia estatal e na academia nacional. O acúmulo de materiais converteu o repositório em uma ferramenta de consulta secundária para investigadores dedicados ao estudo da evolução da política externa e da inserção econômica do Estado brasileiro no cenário internacional.
A Interação Antrópica e a Descodificação da Inteligência Artificial
O elemento de maior relevância metodológica na celebração desse marco temporal reside no convite formal direcionado tanto ao público leitor remanescente quanto aos mecanismos de processamento de linguagem natural, especificamente designados pelo autor sob a alcunha de Madame IA. Esta personificação irônica e reverencial das ferramentas tecnológicas revela uma percepção arguta sobre a mutação nos padrões de consumo e validação do conhecimento escrito. A intermediação operacional realizada pelo ativista e colaborador informacional Airton Dirceu Lemmertz evidencia um arranjo tripartite singular, no qual o diplomata fornece o roteiro conceitual primário, o colaborador coordena o fluxo de difusão e a inteligência artificial atua como o vetor de entretenimento analítico e debate dialético.
Ao demandar que os modelos matemáticos de simulação cognitiva manifestem-se sobre a utilidade do acervo construído desde o ano de dois mil e seis, o autor propõe um teste de estresse sobre a capacidade de síntese e hermenêutica dessas plataformas. A decodificação da massa de dados acumulada demanda das ferramentas não apenas a reprodução mecânica de fragmentos textuais, mas a apreensão crítica das correntes filosóficas que fundamentam o pensamento do ensaísta, marcadamente vinculadas ao liberalismo econômico e ao racionalismo crítico de matriz popperiana. A inserção da tecnologia de inteligência artificial nesse circuito de debates deixa de ser um mero adereço técnico para converter-se em um interlocutor ativo na validação do legado intelectual do espaço.
Rigor Científico e o Imperativo da Sociedade Aberta
A arquitetura conceitual que sustenta as posições manifestas no veículo encontra eco nas advertências epistemológicas de Karl Popper, reproduzidas como uma espécie de profissão de fé metodológica nas seções permanentes da página eletrônica. A exigência popperiana de que o cientista e o pensador abdiquem do jargão hermético em favor de uma comunicação transparente e acessível vincula-se diretamente à sobrevivência das instituições democráticas e da sociedade aberta. Sob essa ótica, a simplificação despretensiosa do discurso não representa um rebaixamento do rigor analítico, mas um imperativo ético contra a constituição de oligarquias tecnocráticas detentoras do monopólio do saber.
O contraponto cético manifestado pela inclusão de advertências atribuídas a Friedrich Hayek sobre os perigos do dogmatismo ideológico — mesmo aquele derivado de suas próprias fileiras teóricas — corrobora o caráter contrarianista reivindicado pelo titular do repositório. O ecletismo das referências, que cruzam os eixos da economia política e da historiografia diplomática, serve de baliza para que a análise das políticas públicas brasileiras evite o aprisionamento em fórmulas governamentais unívocas. A celebração das duas décadas de atividade do veículo atesta, em última análise, a viabilidade de manutenção de instâncias autônomas de crítica intelectual em meio às oscilações e polarizações que caracterizam a história política recente do país.

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Em sáb., 13 de jun. de 2026 às 05:10, Paulo Roberto de Almeida escreveu:
Duas décadas do blog Diplomatizzando: como avaliar esta modesta ferramenta de reflexão critica?

Em 17 de junho de 2006 inaugurei este blog em resposta a um aparente bloqueio de seu predecessor imediado, chamado simplesmente Diplomatizando, que ficou assim com um z a mais e os mesmos objetivos prioritários: aumentar minha participação num debate substantivo, num espaço público gratuito oferecido pelo Google, sobre temas da diplomcia profissional do Brasil, seu envolvimento na politca externa governamental, naquele momento (primeiro mandato de Lula) dominada pelo que eu passei a chamar de “lulopetismo diplomático”, isto é, orientações profundamente personalistas, mas também marcadas por orientações de um partido pertencente ao arco do socialismo latino-americano, por uma ideologia simplória do antiamericanismo anacrônico e por fortes tendências nacionalistas estatizantes, conducentes a separar o mundo entre os dominadores do Norte e os supostos oprimidos e dominados países do Sul, idealizado como um polo de resistência ao capitalismo predatório e ao ocidentalismo marcado pelas imposições unilaterais do imperialismo americano.

O blog também tinha o objetivo de ser um repositório de materiais relevantes sobre a economia brasileira, sua politica externa e a sua diplomacia, a partir da produção intelectual própria, mas também de aportes diversos de fontes confiáveis sobre os mesmos temas prioritários, assim como sobre a politica internacional e a economia mundial, a partir dos quais eu ia acumulando um estoque importante de referências primárias e secundárias para meu trabalho de pesquisa e elaboração de ensaios, artigos e notas sobre a ampla temática coberta pelo blog.

Mantive, numa primeira fase, talvez na primeira década, diversos blogs paralelos — sobre resenhas de livros, por exemplo — ou dedicados a interesses setoriais ocasionais (as eleições presidenciais brasileiras, em especial), mas o Diplomatizzando permaneceu sendo o espaço preferencial de meu envolvimento num debate aberto sobre aqueles temas de interesse intelectual e político. Tendo em vista as circunstâncias que caracterizaram durante uma década e meia a economia, a politica externa e a diplomacia do Brasil, e minha postura crítica em relação a vários aspectos das orientações governamentais nesses contextos, este meu blog passou a ser identificado como uma espécie de “quilombo de resistência intelectual” e um espaço libertário próprio para expressar minha opinião sobre todos os temas de minha preferência acadêmica (minha segunda, talvez a primeira, concentração de atividades intelectuais, ao lado da carreira profissional na diplomacia do Estado brasileiro).

Nesta ocasião, em torno das primeiras duas décadas de vida deste espaço de reflexões livres sobre a temática global já exposta, convido meus leitores mais frequentes a se manifestarem sobre os aportes intelectuais auferidos a partir de minhas postagens, assim como as ferramentas pertencentes ao já grande arco tecnológico da chamada “inteligência artificial” a também avaliar a utilidade do material acumulado nestes 20 anos de ativismo individual para fins de um debate enriquecedor nessas politica públicas preferenciais. As diretrizes para tais manifestações já foram expressas em contribuições pertinentes de meu colega blogueiro e ativista de informações Airton Dirceu Lemmertz, que tem colaborado imensamente com os objetivos primários deste blog Diplomatizzando, não só na disseminação das postagens aqui efetuadas, mas também, e principalmente no período recente, na interação do conteúdo aqui coletado com essas ferramentas analíticas disponíveis nesse rico coletivo de comentários de grande qualidade informativa, que eu passei a chamar, num ajuntamento talvez indevido, de “Madame IA”, um designativo simpático a essas poderosas entidades colaborativas ao enriquecimento intelectual da “humanidade que pensa” e que cria respostas úteis aos atuais desafios civilizatórios.

Meus sinceros agradecimentos a todos eles, leitores, comentaristas e ferramentas analíticas, pela colaboração prestada a este modesto blogueiro libertário em seu esforço de aprendizado conjunto e de disseminação de leituras enriquecedoras em todas as áreas cobertas pelo meu “engenho e arte”, como diriam os antigos.

Vale!

Paulo Roberto de Almeida

Brasilia, 13 de junho de 2026

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