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quinta-feira, 28 de maio de 2026

André Malraux, inventor da diplomacia cultural francesa - palestra de Jean-Claude Perrier (UnB, 3/06. 10hs)

André Malraux, inventor da diplomacia cultural francesa.

Palestra na UnB, quarta-feira, 3/06, 10hs, Jean-Claude Perrier

Primeiro Ministro dos Assuntos Culturais da França durante a presidência do General de Gaulle, entre 1959 e 1969, André Malraux marcou profundamente a política cultural francesa e ajudou a projetar a cultura como instrumento central de influência e diálogo internacional 🌎

Escritor, intelectual e homem de ação, Malraux colocou sua visão a serviço de uma política cultural ambiciosa, fortalecendo o papel da França na cena internacional. Seus discursos emblemáticos ilustram como arte, literatura e patrimônio podiam se tornar pontes entre povos, memórias e histórias compartilhadas. 📝Foi ele que inventou a expressão “Brasília, capital da esperança” no seu famoso discurso de 1959.🇫🇷 No âmbito das comemorações do cinquentenário de seu falecimento, Jean-Claude Perrier realizará a palestra “André Malraux, inventor da diplomacia cultural francesa”
📆 na quarta-feira, 3 de junho
🕑 das 10h às 12h
📍no Auditório Roberto Salmeron da Faculdade de Tecnologia da @unb_oficial

Mais do que ministro, Malraux encarnou uma concepção singular da diplomacia cultural: aquela em que a cultura se afirma como espaço de encontro, transmissão e universalidade.

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O célebre discurso de André Malraux em Brasília foi proferido em 25 de agosto de 1959, durante sua visita ao Brasil como Ministro da Cultura da França no governo de Juscelino Kubitschek. [123]
Abaixo estão os principais pontos desse momento histórico:
A "Capital da Esperança"
Malraux visitou o canteiro de obras da nova capital e, impressionado com a ousadia do projeto modernista de Oscar Niemeyer e Lucio Costa, cunhou a expressão "Brasília, capital da esperança". [1]
Destaques do Discurso
  • Monumentalidade e Ousadia: Ele comparou a concepção de Brasília a grandes marcos civilizacionais da humanidade, chamando-a de "a mais ousada que o Ocidente haja concebido" e a "primeira das capitais da nova civilização". [12]
  • Revolução Arquitetônica: Malraux elogiou a coragem de Juscelino Kubitschek ao confiar o projeto aos arquitetos e ao povo brasileiro. [1]
  • Fraternidade e Civilização: Ele apontou a criação da cidade como uma evidência da "latinité" — não apenas como herança histórica, mas como um ideal moderno de fraternidade. [12]
O discurso completo reflete fortemente o pensamento de Malraux sobre a diplomacia cultural e o papel da arte nas sociedades. Você pode ler o documento original detalhando o contexto e as falas através da transcrição preservada no Arquivo do Senado Federal ou na Fundação Malraux. [12]

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