O livro que organizei sobre os Intelectuais na Diplomacia Brasileira foi fotografado na Livraria Martins Fontes, da Paulista (SP), pelo meu amigo professor Jefferson Cairus (cujos sapatos engraxados estão à mostra):
Intelectuais na Diplomacia Brasileira: a cultura a serviço da nação, organização: Paulo Roberto de Almeida. Rio de Janeiro: Editora Francisco Alves; ISBN: 978-85-265-0497-4; São Paulo: Editora Unifesp; ISBN: 978-65-5632-199-8; 2025, 425 p. Divulgado no blog Diplomatizzando (15/08/2025: link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2025/08/intelectuais-na-diplomacia-brasileira.html).Temas de relações internacionais, de política externa e de diplomacia brasileira, com ênfase em políticas econômicas, viagens, livros e cultura em geral. Um quilombo de resistência intelectual em defesa da racionalidade, da inteligência e das liberdades democráticas. Ver também minha página: www.pralmeida.net (em construção).
O que é este blog?
Este blog trata basicamente de ideias, se possível inteligentes, para pessoas inteligentes. Ele também se ocupa de ideias aplicadas à política, em especial à política econômica. Ele constitui uma tentativa de manter um pensamento crítico e independente sobre livros, sobre questões culturais em geral, focando numa discussão bem informada sobre temas de relações internacionais e de política externa do Brasil. Meus livros podem ser vistos nas páginas da Amazon. Outras opiniões rápidas podem ser encontradas no Facebook ou no Threads. Grande parte de meus ensaios e artigos, inclusive livros inteiros, estão disponíveis em Academia.edu: https://unb.academia.edu/PauloRobertodeAlmeida
Site pessoal: www.pralmeida.net.quarta-feira, 5 de novembro de 2025
Livro: Intelectuais na Diplomacia Brasileira: a cultura a serviço da nação, organização Paulo Roberto de Almeida
sexta-feira, 23 de maio de 2025
Próximo livro: Intelectuais na Diplomacia Brasileira: a cultura a serviço da nação - Organização: Paulo Roberto de Almeida
Tenho o prazer de anunciar que acabo de conceder o Imprimatur para a publicação deste livro, que vinha organizando desde 2018, finalmente em fase de publicação pelas editoras Francisco Alves e Unifesp:
Prefácio 13
Celso Lafer
Apresentação: intelectuais brasileiros a serviço da diplomacia 25
Paulo Roberto de Almeida
Nas origens da feliz interação entre o Itamaraty e a cultura brasileira 25
Por que uma nova iniciativa aliando diplomatas e cultura, muitos anos depois? 30
Um novo projeto cobrindo outros intelectuais associados à diplomacia brasileira 36
Bertha Lutz: feminista, educadora, cientista 39
Sarah Venites
Não tão breve nota introdutória 39
Uma formação cosmopolita 42
A ciência, a educação e o Museu Nacional 45
Política feminista, no Brasil e no mundo 42
O legado de Bertha e considerações finais 61
Afonso Arinos de Melo Franco e a política externa independente 63
Paulo Roberto de Almeida
Um membro do patriciado mineiro, de uma família de estadistas e intelectuais 63
Vida intelectual de Afonso Arinos, de uma família de escritores 65
Um diplomata natural, chanceler num período atribulado 71
A solução parlamentarista, sempre no horizonte 85
A crise brasileira e seu caráter permanente 87
De volta ao planalto, como senador e constituinte 92
San Tiago Dantas e a oxigenação da política externa 99
Marcílio Marques Moreira
Marcos de uma vida intensa 99
San Tiago Dantas e os apelos do autoritarismo 101
A trajetória na luta democrática 105
Uma fina sensibilidade cultural 106
O ingresso na vida política 108
San Tiago e a reforma do Itamaraty 110
San Tiago, diplomata 111
Uma visão original da política externa e da política internacional 116
San Tiago, o pacifista 119
Em busca de uma esquerda “positiva”: San Tiago e Merquior 121
Roberto Campos: um humanista da economia na diplomacia 125
Paulo Roberto de Almeida
Uma vida relativamente bem documentada, senão totalmente devassada 125
O diplomata enquanto economista e, ocasionalmente, homem de Estado 131
Além da economia: um observador sofisticado do subdesenvolvimento brasileiro e latino-americano 136
Além da economia: o humanismo na sua versão irônica e política 147
A premonição das catástrofes evitáveis, um fruto de sua racionalidade 152
Um longo embate contra sua própria instituição 156
A Weltanschauung evolutiva de Roberto Campos: do Estado ao indivíduo 162
Meira Penna: um liberal crítico do Estado patrimonial brasileiro 171
Ricardo Vélez-Rodríguez
Breve síntese biográfica 171
A crítica de Meira Penna ao Estado patrimonial 173
O Brasil e o liberalismo 175
Patrimonialismo, o mal latino 176
Patrimonialismo e familismo clientelista 183
Patrimonialismo e formalismo cartorial 188
Patrimonialismo e estatismo burocrático 192
Patrimonialismo e mercantilismo 194
Patrimonialismo e corrupção 198
Alternativas ao patrimonialismo 199
Um Tocqueville brasileiro 202
Obras de José Oswaldo de Meira Penna 204
Outras obras 205
Lauro Escorel: um crítico engajado 207
Rogério de Souza Farias
Esperançosa inteligência 207
Retórica militante 211
Escolástico inútil 215
Cultura da política 220
Sergio Corrêa da Costa: diplomata, historiador e ensaísta 233
Antonio de Moraes Mesplé
Os anos 40 233
D. Pedro I e a exceção brasileira 240
Floriano Peixoto e a história diplomática da Revolta da Armada 248
Juan Perón, o hipernacionalismo argentino e a conexão nazista 261
A globalização lexical e a Francofonia 276
Um diplomata de escol 281
Wladimir Murtinho: Brasília e a diplomacia da cultura brasileira 285
Rubens Ricupero
Colocar o Estado a serviço da cultura 285
As origens e os episódios latino-americanos 286
A história de Wladimir é um romance de aventuras 289
As marcas de Murtinho na cultura do Brasil 291
Brasília como nova capital da cultura brasileira 293
O legado de Wladimir Murtinho em Brasília e para o Brasil 295
Vasco Mariz: meu tipo inesquecível 299
Mary Del Priore
Uma infância carioca 299
Como se fabrica um escritor e musicólogo? 300
Itinerários na diplomacia: Porto e Belgrado 303
De volta à América Latina e novos desafios diplomáticos 305
A obsessão pela música 307
Um longevo diplomata-escritor 312
Vasco: demasiadamente humano 325
José Guilherme Merquior, o diplomata e as relações internacionais 333
Gelson Fonseca Jr.
O intelectual e o diplomata 334
Encontros com Merquior 340
Os textos sobre questões diplomáticas 345
O intelectual antes do diplomata 364
A coruja e o sambódromo: sobre o pensamento de Sergio Paulo Rouanet 367
João Almino
Diplomacia 367
Literatura 369
Filosofia 372
Iluminismo e universalismo 374
Universalismo e etnocentrismo 376
Relativismo e particularismos 378
Civilização ou barbárie 379
A permanência da obra 383
Apêndices 385
1. O Itamaraty na cultura brasileira (2001), sumário da obra 387
2. Introdução de Alberto da Costa e Silva à edição de 2001 389
3. Alberto da Costa e Silva – 1931-2023, Celso Lafer 407
Sobre os intelectuais na diplomacia 413
Sobre os autores 419
[Ficha catalográfica, 425]
[Brasília, 23 de maio de 2025]
quinta-feira, 20 de março de 2025
Intelectuais na Diplomacia Brasileira: A Cultura a Serviço da Nação Organização: Paulo Roberto de Almeida (Francisco Alves)
Próximo livro sendo preparado para publicação:
Intelectuais na Diplomacia Brasileira: A Cultura a Serviço da Nação
Organização: Paulo Roberto de Almeida
Índice
Prefácio , 13
Celso Lafer
Apresentação: intelectuais brasileiros a serviço da diplomacia , 23
Paulo Roberto de Almeida
Nas origens da feliz interação entre o Itamaraty e a cultura brasileira , 23
Por que uma nova iniciativa aliando diplomatas e cultura, muitos anos depois? 27
Um novo projeto cobrindo outros intelectuais associados à diplomacia brasileira 32
Bertha Lutz: feminista, educadora, cientista , 35
Sarah Venites
Não tão breve nota introdutória , 35
Uma formação cosmopolita , 38
A ciência, a educação e o Museu Nacional , 40
Política feminista, no Brasil e no mundo , 46-7
O legado de Bertha e considerações finais , 54
Afonso Arinos de Melo Franco e a política externa independente , 57
Paulo Roberto de Almeida
Um membro do patriciado mineiro, de uma família de estadistas e intelectuais 57
Vida intelectual de Afonso Arinos, de uma família de escritores , 58
Um diplomata natural, chanceler num período atribulado , 63
A solução parlamentarista, sempre no horizonte , 73
A crise brasileira e seu caráter permanente , 75
De volta ao planalto, como senador e constituinte , 79
San Tiago Dantas e a oxigenação da política externa , 85
Marcílio Marques Moreira
Marcos de uma vida intensa , 85
San Tiago Dantas e os apelos do autoritarismo , 87
A trajetória na luta democrática , 90
Uma fina sensibilidade cultural , 91
O ingresso na vida política , 92
San Tiago e a reforma do Itamaraty , 94
San Tiago, diplomata , 95
Uma visão original da política externa e da política internacional , 99
San Tiago, o pacifista , 102
Em busca de uma esquerda “positiva”: San Tiago e Merquior , 104
Roberto Campos: um humanista da economia na diplomacia , 107
Paulo Roberto de Almeida
Uma vida relativamente bem documentada, senão totalmente devassada 107
O diplomata enquanto economista e, ocasionalmente, homem de Estado 112
Além da economia: um observador sofisticado do subdesenvolvimento brasileiro e latino-americano 117
Além da economia: o humanismo na sua versão irônica e política , 125
A premonição das catástrofes evitáveis, um fruto de sua racionalidade , 129
Um longo embate contra sua própria instituição , 132
A Weltanschauung evolutiva de Roberto Campos: do Estado ao indivíduo 136
Meira Penna: um liberal crítico do Estado patrimonial brasileiro , 145
Ricardo Vélez-Rodríguez
Breve síntese biográfica , 145
A crítica de Meira Penna ao Estado patrimonial , 146
O Brasil e o liberalismo , 148
Patrimonialismo, o mal latino , 149
Patrimonialismo e familismo clientelista , 153
Patrimonialismo e formalismo cartorial , 157
Patrimonialismo e estatismo burocrático , 160
Patrimonialismo e mercantilismo , 161
Patrimonialismo e corrupção , 163
Alternativas ao patrimonialismo , 165
Um Tocqueville brasileiro , 167
Lauro Escorel: um crítico engajado , 171
Rogério de Souza Farias
Esperançosa inteligência , 171
Retórica militante , 174
Escolástico inútil , 177
Cultura da política , 182
Sergio Corrêa da Costa: diplomata, historiador e ensaísta , 193
Antonio de Moraes Mesplé
Os anos 40 , 193
D. Pedro I e a exceção brasileira , 198
Floriano Peixoto e a história diplomática da Revolta da Armada , 206
Juan Perón, o hipernacionalismo argentino e a conexão nazista , 217
A globalização lexical e a Francofonia , 230
Um diplomata de escol , 234
Wladimir Murtinho: Brasília e a diplomacia da cultura brasileira , 237
Rubens Ricupero
Colocar o Estado a serviço da cultura , 237
As origens e os episódios latino-americanos , 238
A história de Wladimir é um romance de aventuras , 240
As marcas de Murtinho na cultura do Brasil , 242
Brasília como nova capital da cultura brasileira , 244
O legado de Wladimir Murtinho em Brasília e para o Brasil , 246
Vasco Mariz: meu tipo inesquecível , 251
Mary Del Priore
Uma infância carioca , 251
Como se fabrica um escritor e musicólogo? , 252
Itinerários na diplomacia: Porto e Belgrado , 254
De volta à América Latina e novos desafios diplomáticos , 256
A obsessão pela música , 258
Um longevo diplomata-escritor , 262
Vasco: demasiadamente humano , 271
José Guilherme Merquior, o diplomata e as relações internacionais 279
Gelson Fonseca Jr.
O intelectual e o diplomata , 280
Encontros com Merquior , 284
Os textos sobre questões diplomáticas , 289
O intelectual antes do diplomata , 306
A coruja e o sambódromo: sobre o pensamento de Sergio Paulo Rouanet 309
João Almino
Diplomacia , 309
Literatura , 311
Filosofia , 313
Iluminismo e universalismo , 314
Universalismo e etnocentrismo , 316
Relativismo e particularismos , 318
Civilização ou barbárie , 319
A permanência da obra , 323
Apêndices:
1. O Itamaraty na cultura brasileira (2001), sumário da obra , 325
2. Introdução de Alberto da Costa e Silva à edição de 2001 , 327
3. Alberto da Costa e Silva – 1931-2023, Celso Lafer , 343
Sobre os intelectuais na diplomacia , 349
Sobre os autores , 353
quinta-feira, 22 de setembro de 2022
Livros sobre os 200 anos da independência do Brasil, organização, autoria de José Theodoro Mascarenhas Menck, nas edições da Câmara dos Deputados
Meu amigo historiador e jurista, colega no, e secretário geral do, Instituto Histórico e Geográfico do Distrito Federal (IHGDF), José Theodoro Mascarenhas Menck, organizou ou escreveu pessoalmente diversos volumes no contexto da Comissão da CD de comemorações dos 200 anos da independência do Brasil, que relaciono abaixo:
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| Livros na coleção do Bicentenário da Câmara dos Deputados |
"D. Pedro I, entre o voluntarismo e o constitucionalismo", em dois volumes; o primeiro volume cuida da vida do Imperador; o segundo, trata de aspectos da controvertida personalidade do Príncipe, com textos também de dois eminentes sócios acadêmicos, Luiz Henrique Cascelli de Azevedo e Bernardo Felipe Estellita Lins.
Também figuram na coleção: "A Imprensa no processo de Independência do Brasil"; "D. Leopoldina, Imperatriz e Maria do Brasil"; "Primeiras Eleições Gerais no Brasil (1821)"; "D. João VI e a construção das bases do Estado Nacional"; "José Bonifácio de Andrada, Patriarca da Nacinalidade", "O constitucionalismo e o fim do absolutismo régio", todos disponíveis na Biblioteca digital da CD.
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
O "nunca antes" se amplia ao continente: nunca depois a Unasul sera como antes...
Curioso que a Casa -- encarnação anterior da Unasul -- deveria ter seu secretariado no Rio de Janeiro, o que seria bem mais agradável -- e mais "à mão" -- para Lula continuar jogando em vários tabuleiros ao mesmo tempo, mas essa possibilidade foi recusada por quase todos os "parceiros" sul-americanos, que acabaram aceitando a proposta de Chávez para colocar o secretariado em Quito. Se Lula tiver de passar em Miami para vir ao Brasil, certamente vai tratar de mudar também esse "nunca antes".
Vamos ver...
Paulo Roberto de Almeida
Lula pode ocupar a secretaria da Unasul
O presidente equatoriano, Rafael Correa, disse nesta terça-feira que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ou o ex-governante uruguaio, Tabaré Vázquez, poderiam ocupar a secretaria da União de Nações Sul-Americanas (Unasul).
O cargo ficou sem representante depois da morte do ex-presidente argentino, Néstor Kirchner.
A agência de notícias “Andes” informou que o tema foi abordado pelos chefes de Estado do Equador e do Uruguai, José Mujica, durante a visita oficial que o uruguaio realizou ao país andino.
“Teremos que seguir fazendo consultas, ainda não há um consenso, estamos só reunindo ideias”, assinalou o governante equatoriano à imprensa.
Além disso, Correa comentou que na lista estão muitos ex-presidentes da região, “portanto temos que seguir pensando um pouquinho, tomara que possamos conseguir um nome de consenso até Georgetown”.
Na capital de Guiana ocorrerá, em 26 de novembro, uma cúpula presidencial do Grupo, na qual o Equador entregará a Presidência.
O presidente equatoriano se mostrou esperançoso de que, até essa data, receba uma ratificação adicional do tratado constitutivo da Unasul, que daria caráter legal ao organismo.
“Temos oito países que aprovaram o tratado e nos falta um para que a Unasul tenha vida jurídica”, acrescentou.


