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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Conflitos, Disputas e Soluções Nestes Momentos Desafiadores - Carlos Eduardo de Vasconcelos Revista Será?

Conflitos, Disputas e Soluções Nestes Momentos Desafiadores

Carlos Eduardo de Vasconcelos
Revista Será?, xiv, n. 695, fev 6, 2026 | Artigos

De saída, compreendamos que conflito é a discordância saudável e inevitável da condição humana, que se pode manifestar como disputa negociável, pacificável, arbitrável, escalar para o litígio regrado ou deteriorar como violência desumana. A cultura do diálogo regrado facilita a prática da solução consensual dessas disputas. A cultura patrimonialista, hierárquica, dificulta. Na primeira década do século XXI a “Pesquisa Social Brasileira”, foi compartilhada por Alberto Carlos Almeida, no livro A Cabeça do Brasileiro (Rio de Janeiro: Record, 2007. p. 45-110). Ali se confirma que o ícone da nossa formação social foi o senhor de engenho com grandes propriedades e muitos escravos. Formou-se uma sociedade bastante assimétrica, em que poucos eram proprietários de grandes extensões territoriais e muitos (escravos e trabalhadores livres) não tinham sequer um pedaço de terra.

A pesquisa traz algumas questões sobre como tudo isto repercutia em nossas vidas no início deste século: Eis algumas realidades confirmadas: “Quem mora nas capitais tende a ser menos patrimonialista do que quem mora fora das capitais”; “Os habitantes do Nordeste são mais patrimonialistas do que as pessoas que moram nas demais regiões do Brasil”; “Os homens tendem a ser mais patrimonialistas do que as mulheres”; “Os mais velhos tendem a ser mais patrimonialistas do que os mais jovens”; “As pessoas que fazem parte da população economicamente ativa tendem a ser menos patrimonialistas do que as que não fazem parte”; “A relação entre baixa escolaridade e visão de mundo hierárquica é muito forte”; Os dados da Pesquisa Social Brasileira mostram que hierarquia e autoritarismo estão positivamente relacionados”; “Patrimonialismo e corrupção são ideias afins”. A tolerância à corrupção “é realmente maior entre aqueles de escolaridade mais baixa…”. Aquela importante pesquisa indica que, num movimento inverso, a intensificação dos investimentos na qualidade e intensidade da educação formal e informal e a democratização das informações, sob o influxo da revolução virtual dos conhecimentos, estariam desconstruindo o padrão hierárquico e patrimonialista dessa velha cultura.

Com efeito, as sociedades modernas, centrais, ou mesmo as periféricas, foram incorporando a consciência de uma complexidade crescente e atenuando os códigos do poder hierárquico, na medida em que se afirmavam diferenciações funcionais. Em substituição ao modelo hierárquico unilateral, em sentido único “do poder para o direito” e “do soberano para o súdito”, passou-se progressivamente a construir uma circularidade instável entre poder, direito, estado e cidadania, sob a dinâmica de uma moral pós-convencional. As novas tecnologias da informação estavam facilitando o acesso da grande massa populacional a conhecimentos antes sonegados pelo sistema educacional seletivo. Surgia a expectativa de que as instituições democráticas, a partir daquela já tradicional tripartição do poder formal em executivo, legislativo e judiciário, ampliaria sua ética democrática ao desdobrar-se na desejada cooperação entre Estado, Mercado e Sociedade Civil ativa. Uma espécie de tripartição do poder material do mundo da vida.

De fato, a partir das últimas décadas do século XX expandia-se a esperança de que uma revolução de informações e conhecimentos vinha contribuindo para mudanças substanciais. As pessoas, sociologicamente urbanizadas, tornavam-se avessas às hierarquias tradicionais, pois o amplo acesso ao conhecimento não é compatível com posturas de imposição unilateral. Ao atenuar as hierarquias patrimonialistas, a “Revolução dos Conhecimentos” estaria a deflagrar ondas emancipatórias. Paralelamente à emancipação feminina, parecia avançar, na consciência moral e política do povo, um sentimento-ideia de crescente igualdade racial, ao modo de uma disrupção emancipatória.

Daquela integração do Direito com o mundo da vida surgia a matéria-prima de uma inusitada emancipação social. Em aulas de hermenêutica jurídica e nas práticas de consensualização eu afirmava que as relações piramidais, fundadas em hierarquia e imposição, estavam sendo substituídas por relações prevalentemente horizontais, estruturadas mediante consensos instrumentais. Vivenciava-se algo que se poderia denominar nomadismo virtual, pois é como se estivéssemos passando a conviver numa pluralidade de mundos; não apenas em um lugar definido. Retornava-se à prevalência de recursos maleáveis, de provimento incerto, como em sociedades nômades do passado.

Em minhas pesquisas e práticas percebi que acontecimentos em todos os rincões da terra circulavam e afetavam nossos valores e sentimentos, quotidianamente. Que somos emocionalmente desestabilizados por notícias que vêm de longe, mas que entram em nossas casas como se os respectivos acontecimentos estivessem ocorrendo ali nas vizinhanças. Em sua maioria, tragédias do quotidiano, transformadas em espetáculo por uma mídia que nelas encontra substância para grandes audiências e visualizações. Misérias do mundo a conformar cada um em suas misérias pessoais.

No Brasil, milhões de jovens e suas famílias suburbanas, carentes de família, de educação, de saúde e de sustentabilidade econômica, eram induzidos ao uso da força e à prática do ilícito, tentados a um atalho em direção aos confortos da modernidade. Talvez aí a principal razão de tanta violência em sociedades abertas, de feição liberal democrática, em que os direitos humanos ainda não estavam consolidados. Em meio a todas essas mudanças, os cidadãos comuns – com ressalva para os funcionários públicos concursados – já não se sentiam ocupando um lugar seguro. Cada um se percebe sem lugar, num lugar incerto ou, quando muito, num certo lugar. Nessas circunstâncias, a desigualdade de oportunidades assume feições dramáticas, trágicas, insustentáveis. Sob esta globalização comunicativa, a cidadania vai-se universalizando e passa a ostentar uma consciência mais clara do seu direito a uma vida digna, com aspiração de acesso a igual liberdade, inclusive para divergir, e a uma igualdade de oportunidades, inclusive, quem sabe, para a prática do ilícito.

Tudo isso faz combinar a continuidade de velhos conflitos com o desenvolvimento de novas disputas, numa inusitada metamorfose social. Velhos conflitos, assim entendidos aqueles vinculados à posse e controle de bens patrimoniais. Novas disputas, aquelas relativas ao acesso e ao compartilhamento dos bens e oportunidades do conhecimento, à oralidade persuasiva, à consciência da intersubjetividade e, mais recentemente, à internet das coisas. Portanto, à expansão da inteligência da vida biológica, às aplicações da neurociência e da inteligência artificial.

Velhos conflitos, aqueles que têm como paradigmas a hierarquia, a coação, a discriminação, o fundamentalismo, a autocracia. Novas disputas, aquelas que têm como paradigmas a luta pela horizontalização social, mediante a igualdade de oportunidades. E novas oportunidades para uma competição cooperativa entre os povos, para o pluralismo, o universalismo interdependente e multilateral, e toda uma rede de negociadores e mediadores dessas novas situações, com práticas restaurativas e colaborativas.

Acentuava William Uri em sua obra “Chegando à paz – Resolvendo conflitos em casa, no trabalho e no dia a dia. Rio de Janeiro: Campus, (2000: 54-66), que “A revolução dos conhecimentos nos oferece a oportunidade mais promissora em dez mil anos de criar uma co-cultura de coexistência, cooperação e conflitos construtivos”. Por sua vez, Fábio Konder Comparato, em sua obra “Ética: direito, moral e religião no mundo moderno. São Paulo: Companhia das Letras, (2006. p. 18), afirmava que “Após séculos de interpretação unilateral do fenômeno societário, o pensamento contemporâneo parece encaminhar-se hoje, convergentemente, para uma visão integradora das sociedades e das civilizações”.

Mas essa visão integradora enfrentou uma contemporaneidade desafiada a lidar com o artificialismo da vida urbana. Conforme advertia, Cláudio Souto, brilhante professor de Sociologia Jurídica, em seu artigo “Tempo do direito alternativo: uma fundamentação substantiva”. Porto Alegre: Livraria do Advogado (1997. p. 79-81), “A modernidade não eliminou os valores de grupos sociais vingativos, presos a uma moral do “olho por olho”, ancorada no Velho Testamento”. Dizia ele que, a despeito de tantas mudanças, persevera uma antinomia entre a moral legal e determinadas expressões de moral social. Bilhões de pessoas amontoavam-se, crescentemente, em grandes cidades, sem saneamento e condições ambientais para a convivência humana. As pessoas embruteceram-se, tornaram-se rudes, cínicas e socialmente alienadas em suas multidões solitárias. Aquele aspecto positivo e libertário da era dos conhecimentos era convertido em tédio, impaciência, revolta e criminalidade. Essa revolta foi explorada politicamente mediante polarizações partidárias e rebeliões nas ruas. Grupos religiosos passaram a praticar uma espécie de islamização do cristianismo; algo que foi politicamente ampliado nas décadas seguintes.

Com a pandemia, essa carência de pertencimento foi potencializada pelo distanciamento social. As autocracias preveniram-se com medidas mais duras contra a sociedade civil. Para dissimular, passaram a praticar um inesperado expansionismo, com destaque para a invasão da Ucrânia e outras ameaças. Com efeito, o processo civilizatório avançava e já se podia afirmar que, sob a fluidez dos novos modelos institucionais dos Estados Democráticos de Direito, em especial na Europa e nos Estados Unidos, as políticas econômicas e sociais estavam ganhando maior fluidez, até porque as elites tradicionais já não dispunham do monopólio da inovação, do conhecimento e do poder.

Havia uma expectativa de que tal fenômeno tenderia a desestruturar as autocracias e teocracias tradicionais na Rússia, em países islâmicos e no mundo oriental, incluída a China. Mas elas se anteciparam. Aliaram-se e partiram para a guerra imperialista. E reprimiram, ainda mais, os seus cidadãos insatisfeitos. Como reação às humilhações sofridas e em autodefesa geopolítica, o atual governo dos Estados Unidos passou a jogar o jogo dos autocratas. Um jogo sujo, em busca de soluções negociadas mediante ameaças e barganhas supostamente pacifistas, objetivando resgatar a admiração do seu povo e do mundo ocidental, ao tempo em que alimenta vínculos com adversários exaustos, no intento de atemorizá-los pela paz. Um jogo de alto risco.

Consideração final. Como potência média, o Brasil deve seguir as recomendações recentemente feitas em Davos por Mark Carney, primeiro-ministro do Canadá, também considerada potência média. Como bom negociador, afirmou: “Ou você está sentado à mesa ou você está no cardápio”. “Cabem-nos coalizões por tema. Nem a ingenuidade multilateral, nem o isolamento”. “Deve-se negociar antecipadamente com agentes estatais da mesma competência”. “Quando potências médias negociam isoladamente com potências imperialistas, negociam a partir de fragilidades”. Estas são sábias orientações a serem concretizadas, para o bem da ética e do aperfeiçoamento da democracia.

quarta-feira, 25 de novembro de 2020

A China e as obsessões anti-China da família presidencial - Ricardo Bergamini - Pedro Henrique Gomes (G1)

 Balança Comercial: Argentina e China saldo positivo para o Brasil de US$ 29.2 bilhões. Estados Unidos negativo de US$ 3,1 bilhões.

Ricardo Bergamini

1 – Até setembro de 2020 o Brasil exportou US$ 156,5 bilhões e importou US$ 114,3 bilhões, gerando um saldo na balança comercial positivo para o Brasil de US$ 42,2 bilhões.

 

2 – Até setembro de 2020 o Brasil exportou para a nossa inimiga China comunista US$ 53,4 bilhões e importou US$ 24,6 bilhões, gerando um saldo na balança comercial positivo para o Brasil de US$ 28,8 bilhões.

 

3 - Até setembro de 2020 o Brasil exportou para a nossa inimiga Argentina comunista US$ 5,9 bilhões e importou US$ 5,5 bilhões, gerando um saldo na balança comercial positivo para o Brasil de US$ 0,4 bilhão.

 

4 - Até setembro de 2020 o Brasil exportou para o nosso “amigo do peito” Estados Unidos US$ 15,2 bilhões e importou US$ 18,3 bilhões, gerando um saldo  na balança comercial negativo para o Brasil de US$ 3,1 bilhões.

 

5- Até setembro de 2020 a China e Argentina, inimigos comunistas do Brasil, deixaram um saldo positivo para o Brasil de US$ 29,2 bilhões, e o “amigo do peito” Estados Unidos um saldo negativo de US 3,1 bilhões.

 

Embaixada da China repudia postagem que Eduardo Bolsonaro publicou e depois apagou

 

Deputado disse que Brasil apoia aliança global para um 5G 'sem espionagem da China'. Segundo nota da embaixada, falas do filho do presidente caluniam país asiático.

 

Por Pedro Henrique Gomes

G1 — Brasília, 24/11/2020

Embaixada da China no Brasil chama de 'infundadas' postagens feitas por Eduardo Bolsonaro

 

A embaixada da China no Brasil afirmou em nota divulgada nesta terça-feira (24) que são “infundadas” e “solapam” a relação entre os dois países mensagens publicadas em uma rede social pelo deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente Jair Bolsonaro e presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara.

 

O deputado escreveu na noite desta segunda-feira (23) — e depois apagou nesta terça — mensagem sobre o 5G, a internet móvel de quinta geração. Na mensagem, dizia que o governo brasileiro declarou apoio a uma “aliança global para um 5G seguro, sem espionagem da China”.

 

Brasil apoia proposta dos Estados Unidos contra a China no 5GA implementação da tecnologia 5G vuma disputa entre China e Estados Unidos. O governo norte-americano acusa as empresas chinesas de espionagem. A China diz que os Estados Unidos utilizam a questão da soberania nacional para prejudicar empresas chinesas.
“O governo Jair Bolsonaro declarou apoio à aliança Clean Network, lançada pelo governo Donald Trump, criando uma aliança global para um 5G seguro, sem espionagem da China”, escreveu Eduardo Bolsonaro na noite da segunda-feira (23).
Segundo o deputado, a aliança pretende proteger os países participantes de invasões e violações às informações particulares de cidadãos e empresas.
“Isso ocorre com repúdio a entidades classificadas como agressivas e inimigas da liberdade, a exemplo do Partido Comunista da China”, disse Eduardo Bolsonaro. 

Em nota, a embaixada da China no Brasil afirmou que as declarações de Eduardo Bolsonaro seguem "os ditames dos Estados Unidos de abusar do conceito de segurança nacional para caluniar" o país asiático e cercear as atividades de empresas chinesas.

 

“Isso é totalmente inaceitável para o lado chinês e manifestamos forte insatisfação e veemente repúdio a esse comportamento. A parte chinesa já fez gestão formal ao lado brasileiro pelos canais diplomáticos”, diz o texto da embaixada.

 

De acordo com a nota, EUA buscam uma "hegemonia digital exclusiva" por meio de bloqueio à empresa chinesa Huawei.

 

“Os EUA têm um histórico indecente em matéria de segurança de dados. Certos políticos norte-americanos interferem na construção da rede 5G em outros países e fabricam mentiras sobre uma suposta espionagem cibernética chinesa, além de bloquear a Huawei visando alcançar uma hegemonia digital exclusiva. Comportamentos como esses constituem uma verdadeira ameaça à segurança global de dados”, complementou a embaixada.

 

Nesta terça, o ministro das Comunicações, Fábio Faria, foi indagado por jornalistas sobre o assunto. Os repórteres perguntaram se o Brasil entrou na aliança Clean Network a fim de evitar a espionagem chinesa, como havia afirmado o deputado Eduardo Bolsonaro. Faria não quis responder. Disse apenas: “Liga para o Eduardo”.

 

O ministro deu a declaração depois de se reunir com o presidente Jair Bolsonaro, acompanhado do relator na Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) do edital do 5G e de conselheiros da agência. O órgão criará o edital para o leilão das ondas onde a rede operará.

 

Na disputa com a China pela 5G, EUA prometem investimentos no Brasil

 

Na nota, os representantes chineses também disseram que as falas do deputado são "infundadas" e "indignas" com o cargo de presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara e que os fatos comprovam que a China é "amiga e parceira do Brasil" e que a cooperação entre os dois países "impulsiona o progresso e traz benefícios para os dois povos".

 

A embaixada disse que o governo chinês incentiva empresas chinesas a operar com base em ciência, fatos e leis e se opõe a qualquer tipo de especulação e difamação injustificada contra empresas chinesas.

 

Para a representação diplomática da China, as declarações de Eduardo Bolsonaro não refletem o pensamento da maioria da população brasileira e prejudicam a imagem do Brasil.

 

“Instamos essas personalidades a deixar de seguir a retórica da extrema-direita norte-americana, cessar as desinformações e calúnias sobre a China e a amizade sino-brasileira, e evitar ir longe demais no caminho equivocado, tendo em vista os interesses de ambos os povos e a tendência geral da parceria bilateral. Caso contrário, vão arcar com as consequências negativas e carregar a responsabilidade histórica de perturbar a normalidade da parceria China-Brasil”, diz o texto.


segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Do Nascimento do Isla aos Conflitos Atuais do Oriente - Palestra Profa. Rosa Guerreiro, 24/08, RJ

Palestra que se reveste especial interesse para quem acompanha as questões e terríveis problemas que hoje assolam o Oriente Médio.
A Professora Rosa Guerreiro (filha do ex-Chanceler Saraiva Guerreiro, na gestão Figueiredo, 1979-1985) vai proferir no próximo dia 24, às 15:00, no Instituto Pró-Saber, no Humaitá, palestra intitulada "Do Nascimento do Islã aos Conflitos Atuais no Oriente".
A Prof. Guerreiro, portadora de Doutorado em Estudos Medievais pela Sorbonne, alia à sua sólida formação acadêmica a credencial de ter exercido, no âmbito da UNESCO, a coordenação do "Diálogo de Mediação Interreligiosa", no qual teve experiência concreta de atuação em busca de maior aproximação entre o Islã e o mundo ocidental.
Paulo Roberto de Almeida (via Roberto Abdenur)


Do Nascimento do Islã aos Conflitos Atuais do Oriente

Palestra de Rosa Guerreiro

Doutora pela Université Paris IV – Sorbonne
Historiadora especialista em Idade Média
Consultora para rede universitária para o diálogo interreligioso no âmbito da UNESCO.
Ex-Coordenadora na UNESCO para o Diálogo e Mediação Interreligiosos


Data: 24 de Agosto de 2015
Horário: 15 horas
Local: Instituto Superior de Educação Pró-Saber – Largo dos Leões, 70 - Humaitá
Promoção: ANASC-Brasil
  
Após a palestra haverá um lanche de confraternização.
ENTRADA FRANCA

domingo, 27 de julho de 2014

Seria Israel um estado invasor, e portanto ilegítimo? - Rodrigo Constantino (Veja)

Seria Israel um país invasor e, portanto, ilegítimo?

Rodrigo Constantino  VEJA, 27/07/2014 

A primeira acusação que alguns fazem a Israel diz respeito ao próprio direito de a nação judaica existir. Judeus vivem naquela região há milênios. Os judeus europeus começaram a se mudar para onde hoje é Israel em números significativos desde 1880. Quem aceita a Austrália, para dar um exemplo, como sendo legitimamente uma nação, não pode questionar a legitimidade da presença judaica onde hoje é Israel. Várias nações surgiram por decisões políticas e diplomáticas, mas Israel parece ser a única julgada como não merecedora do direito de existir.
As terras adquiridas no Oriente Médio pelos judeus não foram fruto de colonização, mas sim compradas, muitas vezes de especuladores árabes que viviam no Líbano. Eram terras pobres, e os compradores eram refugiados de regimes opressivos que procuravam uma nova vida num lugar em que seus ancestrais viveram e foram expulsos.
A Judeia mudou de nome para Palestina no começo da era pós-Cristo, quando os judeus foram expulsos pelos romanos. Mas a região nunca deixou de contar com numeroso contingente judaico. Muitos viviam pacificamente com árabes, até que Maomé desferiu atrocidades contra seu novo inimigo, chegando a massacrar homens, mulheres e crianças judias. Suas ordens eram claras: “Jamais podem existir duas religiões na Arábia”. Ainda assim, Tel Aviv foi uma cidade predominantemente judaica desde a sua fundação em 1909. O argumento de que o Estado de Israel é colonizador na origem e não tem sequer o direito à existência é injusto e falso.
A Palestina sempre foi dividida em várias partes territoriais, sendo que a maior delas era governada de Damasco por um paxá. Mas não se pode dizer que os palestinos habitavam uma “nação” da Palestina antes da criação de Israel. A edição de 1911 da Encyclopaedia Britannicadescreveu a população da Palestina como compreendendo grupos “étnicos” muito diferentes, falando não menos do que 50 línguas.
Eram vastas milhas sem habitação alguma, e tribos de beduínos espalhadas pelo território. Nunca houve uma união em forma de nação, formando uma Palestina. Os judeus ocuparam, legal e pacificamente, uma pequena parcela desse vasto território, transformada em nação por medidas de segurança após a Segunda Guerra, quando ficou evidente a insustentabilidade de convivência mútua entre judeus e muçulmanos, cujos líderes haviam apoiado abertamente o nazismo de Hitler.
Já na Primeira Guerra, os árabes muçulmanos lutaram, em sua maioria, ao lado dos imperialistas otomanos, e mesmo derrotados, ficaram com cerca de 80% do território. O primeiro Estado estabelecido na Palestina foi um emirado, chamado Transjordânia, exclusivamente árabe. Mas havia clara oposição à formação de um Estado judaico, e os líderes árabes começaram a exigir a eliminação de qualquer presença judaica na Palestina.
Muitos gritavam que “a religião de Maomé nasceu com a espada”. Os ocidentais, em especial os britânicos, acreditaram que a centralização do poder nas mãos de um religioso ou político facilitaria o controle da região. Husseini foi escolhido, mas se tratava de um antissemita virulento, com declarado ódio aos judeus. O líder dos palestinos aproximou-se de Hitler, e insistiu que sua “solução final” chegasse à Palestina, liquidando os judeus do mapa. Em 1929, ocorreu o massacre de Hebron, quando 60 judeus foram mortos e o restante foi expulso da cidade.
Em 1937, a divisão em dois Estados foi proposta, e os judeus aceitaram de imediato, enquanto os árabes rejeitaram, alegando que a Palestina fosse toda colocada sob o controle árabe, com os judeus sendo transferidos para outro país. Durante o Holocausto, a suástica tornou-se um símbolo bem recebido entre muitos palestinos, e a SS deu tanto apoio financeiro como logístico aos pogroms antissemitas na Palestina.
Em 1944, uma unidade de comando árabe-alemã sob as ordens de Husseini foi lançada na Palestina num esforço para envenenar os poços de Tel Aviv. Mesmo estando novamente do lado perdedor da guerra, várias vantagens foram oferecidas aos palestinos após a queda de Hitler. Mas não era suficiente. Os judeus tinham de sumir dali, e a criação de Israel, para proteção dos judeus, nunca foi aceita.
Várias nações muçulmanas, lideradas pelo Egito, atacaram Israel, tendo como alvos civis inocentes. Suas bases militares eram deliberadamente cercadas por escudos civis, para qualquer reação de Israel causar danos a inocentes, afetando sua imagem frente à opinião pública. Apenas a perfídia impede alguém de notar a diferença moral entre alvejar expressamente civis e atingir acidentalmente civis, defendendo-se.
Em 1967, uma nova guerra contra os judeus teve início, pelas claras iniciativas de Nasser. Os exércitos árabes estavam aglomerados ao longo da fronteira de Israel, prontos para atacar. Os planos de guerra egípcios incluíam o massacre da população civil de Tel Aviv. Israel derrotou seus inimigos na Guerra dos Seis Dias, com um número de baixas civis árabes menor que em qualquer guerra comparável.
Em outubro de 1973, o Egito e a Síria desfecharam ataques-surpresa contra Israel no Yom Kippur, o dia mais sagrado do ano judaico. Israel tem armas nucleares desde os anos de 1960, mas jamais as usou, mesmo nessa guerra absurda. Ainda assim acusam de genocida aquele que se defendia de forma moderada dos inimigos fanáticos.
Israel simplesmente não podia existir. O terrorismo seria adotado como prática comum para esse objetivo final: exterminar o povo judeu. Nada além disso seria aceito pelos líderes palestinos, cuja existência do inimigo externo serve como escusa para o totalitarismo interno. O falecido terrorista Yasser Arafat não negou tal objetivo, ao declarar que a OLP planejava “eliminar o Estado de Israel e estabelecer um Estado puramente palestino”.
O sobrinho de Husseini, acusado de desviar milhões de dólares da OLP, continuou, afirmando que tornaria “a vida impossível para os judeus através de guerra psicológica e explosão populacional”. Enquanto a mulher e filha de Arafat viviam confortavelmente na França, filhos de palestinos, alguns com apenas 13 anos, eram mandados pelo líder como bombas humanas para o assassinato de crianças, mulheres e idosos judeus.
Até mesmo um deficiente físico foi jogado no mar em um seqüestro de um navio pelos terroristas palestinos. Suas ações incluem bombas em sinagogas, discotecas, jardim-de-infância, aviões e shopping centers. Ainda assim, a ONU recebia Arafat como um respeitado líder. O método estava funcionando, e os ataques terroristas se intensificavam. Hoje, a OLP é vista como “moderada” e o grupo terrorista Hamas é o radical que muitos querem na mesa de negociação. O vetor resultante caminha na direção do radicalismo.
O duplo padrão do julgamento internacional deixa evidente o viés antissemita. A ocupação da Palestina pela Jordânia e pelo Egito jamais foi condenada pela ONU, nem foi alvo de preocupação dos grupos de direitos humanos. O fato de os próprios árabes e muçulmanos serem os maiores assassinos dos palestinos nunca foi duramente criticado. São sempre dois pesos e duas medidas. Israel é sempre o culpado.
O Tibete foi ocupado pela China comunista, teve boa parte de seu povo dizimada sem qualquer motivo, mas a “ocupação” de Israel na Palestina merece infinitamente mais atenção da mídia, e a ONU jamais condenou a China por isso. Se Israel consegue matar um terrorista palestino em um ataque cirúrgico, é acusado de “terrorismo de Estado”. Até mesmo um muro construído por Israel foi condenado, e comparado ao Muro de Berlim, ignorando a obviedade de que um tenta impedir a entrada de terroristas, e o outro a saída do próprio povo escravo.
Não adianta: qualquer ação que Israel tome para combater o terrorismo será vista como condenável. É a sua própria existência que não aceitam.
Rodrigo Constantino

quinta-feira, 25 de julho de 2013

A "baleia" brasileira e a "lhama" boliviana - Fernando Molina (muito mal informado)

La revancha del Brasil con Bolivia

Infolatam
La Paz, 24 julio 2013
Por FERNANDO MOLINA


(Especial Infolatam).

Se dice que la diplomacia brasileña es como una ballena: se mueve lentamente, pero nadie quiere recibir sus coletazos. Bolivia acaba de comprobarlo. En los últimos días, Brasil “recordó” un incidente de hace dos años y con ello echó por tierra la estrategia del Gobierno boliviano de sacarle el mayor rédito político a lo sucedido el 2 de julio, cuando varios gobiernos europeos desviaron y revisaron el avión del presidente Evo Morales, movidos por la chapucera sospecha de que en él viajaba el prófugo estadounidense Edward Snowden.
¿Qué “recordó” Brasil? Que años atrás la policía boliviana había inspeccionado tres veces aviones oficiales brasileños, entre ellos, en octubre de 2011, el del ministro de Defensa Celso Amorim, quien, entrevistado por la Folha de Sao Paulo, calificó el procedimiento boliviano como “abusivo, lamentable y condenable”. Es decir, Brasil mostró al mundo que el Gobierno boliviano había hecho algo parecido a aquello por lo que acababa de poner a los gobiernos europeos en la picota del escarnio, hasta lograr una disculpa pública de Francia y España, y luego darse el lujo de considerarla “insuficiente”.
Como es lógico, la revelación brasileña sumió a las autoridades bolivianas en la perplejidad. Cuando salió a la luz bajo la forma de una filtración a la prensa, éstas la consideraron “una broma”. Pero luego el Ministerio de Defensa de Brasil y el propio Amorim la confirmaron, lo que las obligó a aceptar los hechos, para de inmediato atribuirlos a un “error” del personal encargado de la seguridad de los aeropuertos. Recurrieron así al mismo expediente que usó Francia para justificar su negativa a autorizar que el avión de Morales entrara en su espacio aéreo.
De modo que aquello que el Gobierno había considerado un inverosímil pretexto francés, ahora es su propia justificación ante el Brasil… La vida da vueltas.
Lo más interesante, sin embargo, no es comprobar una vez más el doble discurso del Gobierno de Bolivia, sino preguntarse por qué Brasil denunció (o confirmó, que para el caso es lo mismo) un incidente que hasta aquí había mantenido en secreto. ¿Por qué la ballena sopló un chorro de agua helada contra La Paz?
La presidenta Dilma Ruseff apoyó a Morales en su última batalla simbólica contra las “fuerzas imperialistas”. Si las relaciones entre Brasil y Bolivia hubieran sido normales, probablemente el incidente de 2011 se habría convertido en una de las tantas anécdotas que los diplomáticos brasileños que trabajaron en La Paz se cuentan, entre risas, en sus comidas informales.
Pero las relaciones entre los dos países no son normales, ni mucho menos. El Brasil está harto de los constantes desplantes bolivianos en su contra, un fenómeno de insolencia y provocación que se debe tanto a la imprudencia estratégica de Morales como a la total impotencia del ministro David Choquehuanca para organizar y darle una dirección coherente a las relaciones exteriores del país.
Las cosas comenzaron a deteriorarse con la nacionalización de las refinerías bolivianas de petróleo que estaban en manos de Petrobras. Sin embargo, mejoraron más tarde por la decisión del presidenteLula de apoyar a Morales en su enfrentamiento con las elites regionales y políticas que, de 2006 a 2008, se plantaron en su contra. Pero luego volvieron a dañarse por la cancelación del contrato firmado por la empresa brasileña OAS para la construcción de una carretera, el incumplimiento boliviano de algunos acuerdos bilaterales, la poca “química” que hay entre Evo Dilma (se rumorea que por el desdén con que el gobernante boliviano habría tratado hace algunos años a la ahora mandataria brasileña, cuando ésta “sólo” era presidenta de Petrobras).
Y, finalmente, se estropearon del todo por culpa de dos graves eventos: la concesión de asilo brasileño al senador Roger Pinto, enjuiciado con saña por el Gobierno de Morales, y el arresto irracional, revanchista, de más de una decena de hinchas brasileños, después de un partido de fútbol internacional en el que una bengala encendida por un brasileño (que escapó a su país y confesó lo que había hecho) mató accidentalmente a un niño boliviano.
El ministro Choquehuanca trató estos problemas en lo que ya es un estilo, es decir, como si no le incumbieran. Morales impuso su voluntad de no conceder salvoconducto de salida a Pinto, que desde hace un año languidece en la embajada brasileña en La Paz. Y nadie se ha preocupado seriamente de resolver el problema de los hinchas, la mitad de los cuales todavía se encuentra en prisión, esperando un juicio que puede tardar muchísimo tiempo.
La fresa sobre la crema: El embajador brasileño en Bolivia, Marcel Viato, será removido en los próximos meses. Su cambio se debe a la animadversión que sus reclamos y críticas despertaron en el Gobierno, al que no le gusta que no lo halaguen y suele considerar un “conspirador” a cualquier persona con criterio independiente.
Todo esto sucedió entre Bolivia y Brasil. Todo esto Brasilia se lo había tomado, como se dice aquí, “con mucha soda”. Hasta que en el asunto del avión vio su oportunidad para recordarle a Morales que el que siembra vientos, suele cosechar tempestades.

Fernando Molina (La Paz, 1965) es periodista y escritor. Autor de numerosos ensayos, entre ellos El pensamiento boliviano sobre los recursos naturales y Pulso de las palabras. También ha publicado numerosos artículos en obras colectivas, revistas, periódicos y sitios web de La Paz, Santiago de Chile, Bogotá, México y Madrid. Algunos de ellos han sido traducidos al francés y al inglés. Ha ganado algunos importantes premios periodísticos y literarios bolivianos. Actualmente es asesor editorial del diario Página 7.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

O novo espantalho militar americano (alias velho): China

Todo militar é paranoico, profissionalmente quero dizer. Eles sempre precisam de inimigos, do contrário como iriam arrumar o dinheiro para comprar seus brinquedinhos?
Os americanos em especial precisam desesperadamente de inimigos credíveis. Se não existem, precisam inventá-lo.
O Pentágono é um gastador irresponsável, uma entidade drogada no desperdício...
Paulo Roberto de Almeida

China advierte a EEUU por reorientación militar Asia
Por Chris Buckley
PEKIN (Reuters, 9/01/2012) - El Ministerio de Defensa chino advirtió el lunes a Washington que sea "cuidadoso en sus declaraciones y acciones" después de que Estados Unidos dio a conocer una nueva política con la que busca compensar la creciente capacidad de China aumentando su influencia en Asia.

El Ministerio de Defensa chino advirtió el lunes a Washington que sea "cuidadoso en sus declaraciones y acciones" y dijo que seguía de cerca la nueva estrategia de defensa estadounidense enfocada en el ascenso de China.

El comunicado del portavoz del Ministerio de Defensa Geng Yansheng ha sido la mayor reacción de Pekín hasta ahora a la nueva estrategia develada por el Pentágono la semana pasada.
"Hemos tomado nota de que Estados Unidos publicó esta guía para su estrategia de defensa, y observaremos atentamente el impacto que el ajuste estratégico militar estadounidense tiene en la región de Asia-Pacífico y sobre el desarrollo de la seguridad global", dijo Geng en un comunicado difundido en la página web del Ministerio (www.mod.gov.cn).
"Las acusaciones contra China por el lado de Estados Unidos en este documento son totalmente infundadas", dijo Geng, quien agregó que Washington debe ser "cuidadoso en sus declaraciones y acciones".
El Gobierno del presidente Barack Obama anunció una estrategia para aumentar la fuerza en Asia, en un intento por contrarrestar la creciente capacidad de China para controlar el poder de Estados Unidos en la región, aun cuando sus tropas se están retirando en otras partes del mundo.
Bajo la nueva estrategia, Estados Unidos mantendrá grandes bases en Japón y Corea del Sur y desplegará marines, buques de la fuerza Naval y aviones en territorio del norte de Australia.
Su principal objetivo es contrarrestar potenciales intentos de China e Irán de bloquear su capacidad en áreas como el mar del Sur de China y el Estrecho de Ormuz.
China ha intentado equilibrar su inquietud por las medidas de Washington y su deseo de mantener relaciones estables, mientras ambos países lidian con el frente político interno: este año Obama buscará la reelección y el Partido Comunista chino se embarcará en una transición del liderazgo.
Hasta ahora, los funcionarios chinos han evitado comentarios polémicos, como la noción de que Estados Unidos pretende rodear a China, difundida en diarios y sitios web populares en la nación asiática.

CRECIENTE PREOCUPACION

La ampliada presencia militar estadounidense en Asia se basa en un error de cálculo sobre la intención de Pekín de modernizar sus defensas militares, dijo el lunes el Ministerio de Relaciones Exteriores chino.
"La acusación contra China en el documento no tiene fundamento y es poco realista", indicó el portavoz de la cancillería Liu Weimin en una conferencia de prensa de rutina en respuesta a una pregunta de la prensa estatal sobre si China representa una amenaza para la seguridad estadounidense.
"China adhiere al camino del desarrollo pacífico, a una política exterior independiente y pacífica y a una defensiva política de defensa nacional", agregó.
Aun así, hay una creciente preocupación en Estados Unidos y Asia en torno a los avances militares chinos de los últimos años.
Pekín ha expandido su poderío naval con submarinos y un portaaviones y también ha aumentado sus capacidades de misiles y vigilancia, extendiendo su alcance ofensivo en la región y alterando a sus países vecinos.
Pero el presidente chino, Hu Jintao, dejó en claro que quiere evitar las disputas que agriaron las relaciones con Washington en la primera mitad del 2011.
Hu se retirará del poder a fines del 2012 y su esperado sucesor, el vicepresidente Xi Jinping, seguramente visitará Estados Unidos en los próximos meses.

(Reporte adicional de Michael Martina, editado en español por Silene Ramírez)
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