quinta-feira, 2 de abril de 2026

Academia.edu usada por buscadores de IA para acessar textos proprietários - Paulo Roberto de Almeida

Exemplos de acessos não identificados em minha página em Academia.edu

Some examples of unidentified accesses to my page in Academia.edu

Quanto tempo mais Academia.edu vai tolerar esse tipo de abuso?

How long Academia.edu will tolerate this kind of abuse? 

(Bem, pelo menos talvez Madame IA passe a errar menos doravante)

(Well, perhaps there will be less errors from Dame AI)

(Uma outra vantagem é recordar-me de textos já esquecidos)

(Some positive feedbacks: remembering my own forgotten texts)


zofpd jtbclgy : 4610) Vidas Paralelas: Rubens Ricupero e Celso Lafer nas relações internacionais do Brasil (2024)

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uzys ctdc : 4826) 80 Anos do Brasil na ONU: a história da diplomacia e de uma vida (2025)

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ywyqkpqewb vzbzio : 2533) Prata da Casa: os livros dos diplomatas (2013)

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jjoce ayukplfd : Livros sobre temas da diplomacia brasileira - Paulo Roberto de Almeida

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csawmvwvu fwiyrngzc : 164) Retorno ao Futuro: A Ordem Internacional no Horizonte 2000 (1988)

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qhn ekqnz : Classicos revisitados: uma serie em plena continuidade (2025)

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icegtkp evdagtih : 4869) Relacoes Estados Unidos-China: consideracoes historico-geopoliticas (2025)

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cupt dlytww : A Parceria: A História Secreta da Guerra na Ucrânia - Adam Entous (NYT)

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mbmhddnxzm gvwjs : 4883) Quem determina, de fato, a Politica Externa Brasileira (2025)

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kqpqwmdgs osc : 4319) O processo de reconhecimento da independência do Brasil (203)

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zdetrtp zmxxgupy : 214) O Estado do Progresso e o Progresso do Estado: projeto (1991)

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oheijvik nfhbxlxre : 4920) Politica Externa e Diplomacia do Brasil: visao historica por um ativo estudioso e um modesto praticante (2025)

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eshaxcl wfetzrtekl : Can Ukraine win? by David Axe (EuroMaidanPress)

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fsbevsjht vdeskabugn : 4939) A politica externa brasileira em face das ameacas ao multilateralismo e ao equilibrio diplomatico (2025)

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iqepmzk zplo : Can studying Mao Zedong help explain Donald Trump? Trump Mao Comparison - China Talk

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ifdhyj beegvev : 4920) Política Externa e Diplomacia do Brasil: visao historica por um ativo estudioso e um modesto praticante

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at ejhtrqdcv : Appeal by the International Academic Community in Support of Serbian Students & Professors (2025)

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pygexmbkms giocglh : Book Review: James J. Sheehan. Making a Modern Political Order: The Problem of the Nation State (H-Diplo)

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qimulf opwnkpe : Relatorio secreto da visita do Vice-Pres João Goulart à China (agosto 1961)

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cidza kgksyeou : 559) O Mercosul e os processos de integracao nas Americas (1996)

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jetiaxkuue aksdwlwlls : 4889) O Brasil no contexto de um novo cenario internacional: incertezas e opcoes (2025)

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vz zwfu : 2434) O Barão do Rio Branco: então e agora (2012)

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rxnfiyaimt hbmdrgni : 4134) O itinerario do multilateralismo e o Brasil: da Liga das Nacoes a ONU (2022)

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pzimxoljz oweoho : 1842) Uma pesquisa sobre o Mercosul: sua possível evolução até 2011 e 2021 (2007)

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fyssyew pyeomf : 014) A inserção econômica internacional do Brasil em perspectiva histórica (2000)

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rijoiwdv dtw : 1342) Do afastamento à integração: as relações do Brasil com a América Latina, do século XIX ao século XXI (2004)

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wyxyjp jhusfclml : 011) Problemas da Integração no Mercosul: Obstáculos Estruturais e Conflitos Negociais (1999)

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qxjdarqmb tvcxixna : 101) Pensamento diplomático brasileiro: introdução metodológica às ideias e ações de alguns dos seus representantes (2013)

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vk mlx : 4889) Apresentacao a Economia e Ideologia, livro de Andre Nunes (2012)

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dqmued ax : 

vkhkh rv : 41) A globalização

 e o desenvolvimento: vantagens e desvantagens de um processo indomável (2004)

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quarta-feira, 1 de abril de 2026

De volta para o passado? Back to the past? - Paulo Roberto de Almeida

De volta para o passado?

Back to the past? (Não, não é o filme do Bob Zemeckis ao contrário)

Permito-me repostar uma nota que fiz recentemente sobre mais um dos Momentos Decisivos na História do Brasil, parafraseando o título de um dos livros mais interessantes de Antonio Paim. Ele falava de caminhos errados, ou inadequados, que o Brasil adotou no passado, e que determinaram nossos “meios fracassos” ao longo de uma trajetória que poderia ter nos levado a uma etapa mais satisfatória no contexto de nosso processo de desenvolvimento “pela metade”.

Acredito que estamos entrando agora num desses “momentos decisivos” e apenas espero que as escolhas erradas feitas em 2018 não nos leve a uma nova de etapa de retrocessos, a uma nova fase de obscurantismo, de posturas antiambientais, antieducacionais e antihumanas (contra quilombolas, contra indígenas, contra a ciência, contra as minorias, ou contra a simples humanidade). 

Votar, em outubro próximo, no candidato da tribo golpista que queria fazer o Brasil retroceder aos tempos da ditadura militar, seria uma repetição de tudo o que Antonio Paim, um marxista na juventude, que virou um liberal na maturidade, não queria mais ver em sua vida. Não deu no tempo dele. Espero não ter a mesma decepção.

Paulo Roberto de Almeida

Brasilia, 1./04/2026 (não é um “poisson d’Avril)


O Brasil mais uma vez numa de suas encruzilhadas politicas relevantes, e não se trata de simples embate eleitoral


Antonio Paim, um estudioso dos mais competentes, num dos seus livros mais importantes, “Momentos Decisivos da História do Brasil” (sobre o qual já escrevi duas vezes), analisou caminhos alternativos que se apresentaram aos dirigentes nacionais, tendo estes seguido itinerários que se mostraram equivocados do ponto de vista do desenvolvimento econômico e social.

Tivemos vários em nossa história, sendo que o mais recente, em 2018, revelou-se desastroso, sob todos os pontos de vista. A escolha de um dirigente incompetente, ignorante, despreparado e de perfil malignamente autoritário criou um divisor maniqueísta na política nacional ainda mais nefasto do que a infeliz polarização do “nós e eles” criada pelos lulopetistas muitos anos atrás.

O desafio bolsonarista à democracia brasileira se apresenta novamente como um perigo à normalidade da vida politica e social no país, pois que vem no bojo de uma das maiores falcatruas financeiras que já agitaram os meios politicos, que são justamente os que apoiam o grupo que pretende voltar ao poder, e cuja intenção seria a de evitar a completa elucidação dos crimes perpetrados.

Além e acima da corrupção, se situa a gestão absolutamente caótica e moralmente indecente da condução dos assuntos publicos entre 2019 e 2022, e que culminou numa tentativa de golpe de Estado que pretendia fazer o Brasil retornar aos tempos sombrios da ditadura militar.

Este é mais um daqueles momentos mais decisivos da História do Brasil, de que falava Antonio Paim num dos seus livros mais brilhantes, mas pouco divulgados. Vou retomar o assunto, mas desde já permito-me reafirmar: não estamos apenas numa simples escolha de dirigentes políticos, e sim frente a opções fundamentais para o futuro mediato e de longo prazo do país no plano da normalidade democrática e do desenvolvimento econômico e social do Brasil. 

Apresentarei novamente textos já divulgados anteriormente e discutirei as questões relevantes que se nos apresentam em mais uma encruzilhada de nossa História.

Paulo Roberto de Almeida

Brasilia, 25/03/2026


terça-feira, 31 de março de 2026

Leandro Narloch (no X) escreve sobre um dos gigantes da psicologia contemporânea: Robert Trivers

Leandro Narloch (no X) escreve sobre um dos gigantes da psicologia contemporânea.


Robert Trivers, um dos grandes gênios do século 20, acaba de morrer. A importância desse homem para a psicologia e a biologia é imensa.

Em 1971, aos 28 anos, ainda antes de se formar biólogo, Trivers publicou um pequeno estudo, “The Evolution of Reciprocal Altruism”. O texto de 21 páginas falava sobre como a capacidade de ajudar os outros emergiu em morcegos, pássaros, peixes e humanos. Nas últimas oito páginas, ele explicou por que existe boa parte da psicologia humana.

O enigma que Trivers solucionou foi como a bondade pode ser uma estratégia estável numa espécie. Como a cooperação pode emergir numa população sem que os aproveitadores surfem na bondade dos outros e espalhem seus genes aproveitadores mais do que indivíduos cooperativos?

Trivers resolveu a a questão com a palavra “reciprocidade”. O altruísmo pode ser uma estratégia evolutiva estável se os indivíduos forem capazes de agir de forma recíproca, ou seja, dirigir ajuda de forma condicional, apenas a outros altruístas.

Para isso, humanos desenvolveram um ferramental psicológico: o gosto pela amizade e por fechar acordos, a capacidade de confiar, mentir e desconfiar, de sentir gratidão, culpa e preocupação com a própria reputação, a vontade de agredir e punir quem não cumpre o combinado ou age de forma injusta.

Trivers construiu assim uma ponte entre a biologia e a psicologia – que pavimentaria o surgimento da psicologia evolutiva anos depois.

“Não seria muito exagero dizer que Trivers forneceu uma explicação científica para a condição humana: as relações intrincadas, complicadas e sempre fascinantes que nos ligam uns aos outros”, disse Steven Pinker.

As ideias do Trivers se popularizaram com o livro O Gene Egoísta, do Richard Dawkins.

Eu li o The Evolution of Reciprocal Altruism em 2014, estudando na Inglaterra. Fiquei de queixo caído com a simplicidade, a elegância da teoria: como ela explicava muito com pouco. Baseando-se somente no dilema do prisioneiro jogado repetidas vezes, Trivers explicou boa parte da natureza humana.

Que descanse em paz, Robert Trivers.

A estrutura constitucional das relações internacionais e o sistema político brasileiro (1990) - Paulo Roberto de Almeida

Não sei bem porque, mas a plataforma Academia.edu está me solicitando para postar novamente trabalhos meus que já tinham sido postados, no passado, em minha página. Talvez seja em relação a acessos indevidos (não identificados) em arquivos de vários colegas acadêmicos. Hoje, a plataforma me envia um texto antigo, de 1990, já quase esquecido:

Paulo Roberto de Almeida just uploaded "193) A estrutura constitucional das relações internacionais e o sistema político brasileiro (1990)."

https://www.academia.edu/165380476/193_A_estrutura_constitucional_das_rela%C3%A7%C3%B5es_internacionais_e_o_sistema_pol%C3%ADtico_brasileiro_1990_?email_work_card=title  

A IA está invadindo trabalhos científicos para lucrar com o esforço alheio: o caso de Academia.edu - Paulo Roberto de Almeida

 A IA está invadindo trabalhos científicos para lucrar com o esforço alheio. Acessos não identificados a trabalhos depositados em Academia.edu. Eu mesmo detectei o fenômeno em minha página dessa plataforma acadêmica:


"Tenho muitos trabalhos livremente disponíveis na plataforma Academia.edu, como aliás dezenas, centenas, milhares de outros acadêmicos ao redor do mundo. Esperamos, todos os acadêmicos, que as pessoas que acessam nossos trabalhos, façam um uso leal, adequado, desses trabalhos, segundo as normas habituais de citação e sobretudo ÉTICA no tratamento de propriedade alheia, isto é, copyright, ou obrigação de citação responsável. Deparo-me agora com esta declaração pública de um acadêmico da Universidade de Sevilla, por acesso indiscriminado a seus trabalhos por identidades desconhecidas. Registrei o mesmo fenômeno em minhas postagens em Academia.edu. Creio que é uma FALHA da plataforma ao permitir que pessoas não identificadas continuem a descarregar trabalhos na plataforma.", escreveu Paulo Roberto de Almeida. [...].

Rogelio Altez disse: "Em relação a práticas indesejáveis e antiéticas no Academia.edu, detectei recentemente que um usuário anônimo está baixando meus trabalhos um a um, utilizando identidades falsas e ilegíveis, além de uma VPN. O motivo disso permanecerá um mistério até que suas intenções sejam reveladas. Entrei em contato com o Suporte do Academia (support@academiaedu.zendesk.com) para relatar o problema, e eles responderam que “Oferecemos opções de privacidade que permitem aos membros navegar na plataforma de forma mais anônima. O Academia é uma plataforma aberta, e qualquer documento que você enviar pode ser visualizado por qualquer pessoa (registrada ou não) e baixado por qualquer membro do Academia. Eles também podem fazer isso anonimamente. Se você não quiser que os leitores baixem seu documento, você deve removê-lo do site.” Se você observar a lista de "nomes" que baixaram meu trabalho, perceberá que essa é uma estratégia para ocultar suas intenções: awkdxh uel; ndc diyzqowvws; giihjfgl psttrrcch; tjtzycpm tn; ypuy nfacepypb; lhfzsekc jxzmpsfrs; xoqhvi xrvk; yairufhqr srinysx; ophrcolido lsic; rrqezydbz ytkhmjgt; loorlvqlqq hjupnz; jtb vhzeqyn; wjyru xejapqhnw; wnrl chwvopjsfy; sdlmjepglq kyqjrlfa; twbym isfo; idcbbetd hfosf; gqpzvt tbndgm; lhlab farto; zc adsws; rqbwdsp eiovvafksl; xwgdouhwmh jrgquubm; tmitsu pjcsggviba; mxvld peaxmsmjhc; awkdxh uel; ndc diyzqowvws; giihjfgl psttrrcch. Cada um desses "nomes" baixou uma publicação, então eles estão baixando meu trabalho um por um… Se isso aconteceu com algum colega, acho que poderíamos unir forças para solicitar que o Academia.edu proteja nossas publicações aplicando uma estratégia simples que leve os usuários a solicitar o download, para que possam se identificar sem se esconder atrás de identidades falsas.". [...].

Maria Inés Tato complementou: "Estou enfrentando o mesmo problema. A resposta da Academia foi a seguinte: "Obrigado por nos alertar sobre isso! Estamos cientes desses leitores e nossa equipe está trabalhando arduamente para removê-los do site e de outras áreas da sua experiência onde possam estar visíveis. Quando tomamos conhecimento desse tipo de conta, tentamos reagir o mais rápido possível. Queremos assegurar-lhe que a sua conta está segura e que não existe qualquer ameaça de acesso não autorizado por parte destes perfis, mesmo que apenas veja os downloads dos seus trabalhos. Pode ter a certeza de que o download de trabalhos ou a atividade de análise destes perfis não indicam nem têm qualquer ligação com a pirataria informática ou outros tipos de acesso não autorizado. Dito isso, a Academia é uma plataforma muito aberta, e qualquer pessoa pode se cadastrar para ler e baixar artigos. Embora, é claro, preferíssemos que todos completassem seus perfis com seus nomes completos, não os obrigamos a isso neste momento.". Eles reconhecem o problema, mas não parecem inclinados a resolvê-lo. Aguardo qualquer iniciativa coletiva para exigir proteção aos usuários legítimos. Saudações.". [...].
Rogelio Altez, novamente: "Parece que muitos de nós notamos isso... No entanto, desde que trouxemos o problema à tona, não aconteceu novamente (pelo menos ainda não). Acho que devemos nos unir e levar a questão ao Academia.edu. Tem que haver uma solução, pois a plataforma precisa assumir a responsabilidade de proteger nosso trabalho. Vamos ver se conseguimos encontrar uma forma de unir forças numa abordagem conjunta; a questão é: a quem recorrer, além do Apoio Acadêmico? Saudações!".

https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/03/fraudes-em-academiaedu-carta-de-prof-da.html

O relato apresentado expõe uma tensão fundamental no ecossistema da comunicação científica digital: o conflito entre a ideologia do Acesso Aberto (Open Access) e a segurança da propriedade intelectual em plataformas de redes sociais acadêmicas.
Abaixo, apresenta-se uma análise dividida em três eixos principais: a vulnerabilidade estrutural da plataforma, a ética da autoria e as respostas institucionais.
1. A Fragilidade Estrutural do Academia.edu: Conveniência vs. Proteção:
A queixa central dos acadêmicos foca na facilidade com que o anonimato é instrumentalizado na plataforma.
- O Paradoxo do Acesso: O Academia.edu opera sob um modelo de "fricção mínima". Para crescer e manter métricas de engajamento altas, a plataforma facilita o download por perfis incompletos ou não registrados. Isso cria uma porta aberta para ferramentas de coleta automatizada de dados (scrapers) e usuários que desejam ocultar sua identidade.
- Métricas de Impacto: A plataforma utiliza notificações de leitura para manter o interesse do autor. Contudo, quando os downloads partem de identidades ilegíveis, a métrica de sucesso torna-se uma evidência de vulnerabilidade, transformando o alcance acadêmico em exposição de risco.
2. Análise da Identidade Digital e Uso de VPNs:
O uso de identidades automáticas e VPNs é frequentemente uma estratégia deliberada de ocultação de rastro digital.
- Automatização: Downloads sequenciais sugerem o uso de bots para alimentação de repositórios externos ou para o treinamento de modelos de linguagem e inteligência artificial sem o devido licenciamento. O fenômeno provavelmente não é uma ação individual isolada, mas uma operação de coleta de dados em larga escala.
- Limitação da Citação Responsável: O apelo à ética e ao uso leal encontra barreiras técnicas contra agentes anônimos. A citação responsável pressupõe um reconhecimento mútuo entre pares; robôs e perfis fictícios operam fora desse contrato social e acadêmico.
3. A Resposta da Plataforma: Modelo de Negócios e Responsabilidade:
As respostas do suporte técnico revelam uma postura institucional que prioriza a abertura do sistema:
- Minimização do Risco: Ao afirmar que não há ameaça de acesso não autorizado, a plataforma foca na segurança da conta (login), ignorando a preocupação dos autores com a extração em massa do conteúdo intelectual para fins não autorizados.
- Transferência de Responsabilidade: A sugestão de remover o trabalho caso não se deseje o download anônimo transfere o ônus para o autor. Isso ignora o direito do pesquisador de ser lido dentro de um ambiente que garanta a integridade e a rastreabilidade da obra, conforme previsto em normas de direitos autorais.
4. Conclusão: A Necessidade de Resposta Coletiva:
A proposta de união de forças mencionada pelos pesquisadores aponta para a única via de pressão sobre plataformas privadas:
- Ação Coletiva: Reclamações individuais costumam receber respostas genéricas. Uma abordagem conjunta de pesquisadores renomados pode gerar o risco de um êxodo de conteúdo qualificado, o que afetaria o valor da plataforma.
- Governança: O caso demonstra que plataformas com fins lucrativos podem priorizar o tráfego de dados em detrimento de ferramentas de verificação (como captchas rigorosos ou login obrigatório).
- Alternativas: Diante dessas falhas, a utilização de repositórios institucionais universitários e bibliotecas digitais públicas surge como uma alternativa mais segura para garantir a preservação e o uso ético da produção científica.
A proteção da propriedade intelectual na era digital exige a implementação de barreiras tecnológicas que equilibrem a visibilidade da pesquisa com a identificação responsável de quem a consome.

Fonte (IA Gemini):
https://share.google/aimode/P9wAqyvknE9znSNJl

segunda-feira, 30 de março de 2026

É ausência de patriotismo ou simples submissão voluntária? - Paulo Roberto de Almeida

 É ausência de patriotismo ou simples submissão voluntária?

Nas eleições presidenciais brasileiras de 2026, pela primeira vez na história do Brasil, os Estados Unidos da América terão um candidato concorrendo para Presidente do Brasil que podem chamar de seu.
Esse candidato estará comprometido, na presidência, a defender os interesses da grande potência do Norte e, mais especificamente, os interesses pessoais do seu atual mandatário.
Está a vista de todos, de forma transparente e ostensiva, quem é o candidato. O mais impressionante é que o candidato dos EUA se apresenta como um patriota, sem nenhum constrangimento.
Os eleitores brasileiros, os cidadãos do Brasil, independentemente de suas crenças políticas, de suas inclinações ideológicas, de sua visão sobre o futuro do Brasil, estão dispostos a votar num candidato que promete defender os interesses de uma grande potência, aquela que justamente infligiu constrangimentos ilegais no plano comercial contra os produtores e exportadores brasileiros?

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