sexta-feira, 2 de outubro de 2026

Do Meio: uma quinta-feira brava, tudo por causa de tiranetes togados

 

Após decisões da Justiça, Globo cancela debate 

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Foto: Pablo Porciuncula/AFP

A TV Globo cancelou o debate entre candidatos à Presidênciaprevisto para a noite desta quinta-feira, após decisões do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Supremo Tribunal Federal (STF) alterarem regras eleitorais e outras que haviam sido previamente acertadas com as campanhas. Ronaldo Caiado (PSD), Augusto Cury (Avante) e Romeu Zema (Novo) já estavam na emissora quando o cancelamento foi anunciado. Segundo a Globo, duas notificações recebidas nesta quinta interferiram nas condições estabelecidas para o programa. A primeira foi uma decisão (íntegra) da ministra Estela Aranha, do TSE, que proibiu a emissora de manter vazio o púlpito destinado a candidatos ausentes e de permitir perguntas direcionadas a eles. A segunda decisão (íntegra), do ministro Gilmar Mendes, do STF, determinou que a Globo incluísse Renan Santos (Missão) no programa. Pelas regras da emissora, o candidato ficaria de fora porque seu partido não atingia a representação mínima no Congresso exigida por lei para convite obrigatório. A Globo mencionou ainda uma decisão anterior (íntegra) do presidente do TSE, Nunes Marques, que alterou o entendimento sobre a contagem de parlamentares para participação em debates e garantiu a presença de Romeu Zema. (CNN Brasil, g1 e Poder360)

Os dois principais candidatos à Presidência, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), desistiram de participar do debate antes de a Globo cancelar o encontro. Lula havia confirmado sua ausência na véspera e, na noite de quinta-feira, concedeu uma entrevista ao Flow Podcast. Flávio Bolsonaro, por sua vez, desistiu de participar poucas horas antes do horário previsto para o início do debate. Segundo o senador, a decisão foi motivada pela determinação do TSE para que a Globo retirasse do cenário o púlpito reservado a Lula. Flávio classificou a medida como interferência jurídica por parte do tribunal. (Metrópoles)

Na entrevista que deu ao Flow, Lula criticou o formato dos debatespromovidos pela TV Globo ao justificar sua decisão de não participar do encontro. “Eu há tempos tenho questionado os debates da Globo”, afirmou Lula. O presidente disse considerar inadequado reunir no mesmo confronto candidatos com índices muito diferentes de intenção de voto. “Você não pode levar uma pessoa que tem 49% a debater com o que tem 1%”, declarou. Durante a entrevista (íntegra), Lula também se referiu a Flávio Bolsonaro como “desqualificado”. (Folha e Flow)

Já Flávio fez sua própria live (íntegra) e passou a explorar a reação à decisão do TSE sobre o debate da TV Globo para defender o que chamou de “voto da revolta”contra o Judiciário. A estratégia busca atrair eleitores de outros candidatos e tentar concentrar votos suficientes para uma vitória no primeiro turno. Na transmissão, Flávio acusou o TSE de favorecer Lula. “Eles criaram um sistema de bypass, um mecanismo, uma fraude para escolher quem são os ministros do TSE que vão tomar as decisões a favor do Lula. Estão avacalhando as eleições”, afirmou. (Estadão)

Confira parte do que os líderes nas pesquisas disseram em suas respectivas lives. (UOL)

Meio, 2/10/2026

O Itamaraty não pode ter medo de mudar - Marcos Degaut (FSP)

 CRÉDITO EDITORIAL: Folha de S.Paulo

SEÇÃO: Opinião

AUTOR: Marcos Degaut

DATA DE PUBLICAÇÃO: 1º.out.2026 às 13h42

O Itamaraty não pode ter medo de mudar

Política externa não é mera administração da conjuntura; exige antecipação, prioridades e articulação

Não se trata de promover uma suposta 'Reforma Rubio', mas de reconstrução orientada pelos interesses do Brasil

Marcos Degaut

Ex-secretário especial adjunto de Assuntos Estratégicos da Presidência da República (2017-18, governo Temer), ex-secretário de Produtos de Defesa do Ministério da Defesa (2019-22, governo Bolsonaro) e ex-secretário-executivo da Camex (2019)

O Brasil não precisa de um Itamaraty menor, mas de um mais forte, mais estratégico e mais valorizado. Uma instituição capaz de antecipar transformações, formular opções para o Estado e converter a diplomacia brasileira em influência, mercados, investimentos, tecnologia, segurança e prosperidade.

Esse deveria ser o debate. Em vez disso, tenta-se enquadrar qualquer proposta de modernização em narrativas políticas preconcebidas.

Antes de se conhecerem as ideias, escolhem-se os rótulos. Antes de discutir seu conteúdo, atribuem-se intenções. Constrói-se controvérsia artificial na qual fortalecer a instituição é apresentado como ameaça; rever procedimentos, tentativa de desmonte; questionar disfunções, ataque à carreira. Isso não protege o Itamaraty. Apenas empobrece o debate e favorece os que veem qualquer mudança como ameaça ao status quo.

O mundo mudou. Comércio, tecnologia, defesa, inteligência, energia, minerais críticos e infraestrutura tornaram-se instrumentos de poder. A fronteira entre geopolítica e geoeconomia desapareceu. Política externa não pode ser mera administração da conjuntura. Exige antecipação, prioridades e articulação dos instrumentos do poder nacional.

É nesse contexto que defendo a modernização do Ministério das Relações Exteriores (MRE), uma das instituições mais qualificadas do Estado. Tenho contribuído com ideias e reflexões sobre o tema. Não falo por Flávio Bolsonaro (PL) nem por sua campanha à Presidência da República, e essas ideias não constituem programa fechado ou proposta oficial de governo.

A modernização necessária possui quatro dimensões. A funcional deve recuperar a capacidade de formular, antecipar e propor, fortalecendo análise prospectiva, inteligência estratégica e avaliação de riscos. A administrativa deve simplificar processos, reduzir burocracia e ampliar a delegação de competências. A organizacional deve dar maior centralidade à diplomacia econômica, comércio, investimentos, tecnologia e defesa.

A quarta é profissional. Não existe diplomacia de excelência sem carreira valorizada. As promoções precisam reduzir o peso de critérios subjetivos e ampliar critérios objetivos e verificáveis de mérito, desempenho, experiência e qualificação. É preciso rever o vínculo entre promoção e remoção, criar horizontes profissionais mais previsíveis e reduzir o peso de relações pessoais e grupos de influência na progressão funcional.

Diplomatas mais jovens podem assumir responsabilidades maiores muito antes de alcançarem o topo da carreira. Instituições modernas não desperdiçam experiência esperando que a antiguidade autorize alguém a pensar, decidir e liderar.

A valorização deve alcançar igualmente oficiais de chancelaria e demais servidores com melhores perspectivas de carreira, capacitação, reconhecimento e responsabilidades compatíveis com sua experiência.

Há ainda questão que não deve ser tratada como promessa eleitoral, mas problema estrutural: a remuneração. A diplomacia brasileira perdeu posição relativa em relação a outras carreiras típicas de Estado e acumulou defasagens que precisam ser enfrentadas. Recomposição remuneratória, quando necessária, não é privilégio nem favor, mas instrumento de valorização e retenção de quadros.

Também é preciso desfazer o mito de que servir no exterior significa vida de conforto financeiro. Em muitos postos, custos de moradia, instalação, educação, câmbio e limitações profissionais impostas às famílias tornam os vencimentos insuficientes para uma vida digna e compatível com as responsabilidades de representar o Estado. Valorizar o serviço exterior custa recursos; permitir sua deterioração custa muito mais.

É precisamente diante dessa agenda que causa estranheza reduzir o debate a uma suposta "Reforma Rubio", como noticiou esta Folha. Nunca se discutiu projeto com esse nome nem se defendeu transplantar para o Brasil a reforma do Departamento de Estado americano. O enquadramento desvirtua um debate institucional e transforma ideias de modernização em instrumento de disputa eleitoral.

Não se trata de desmontar a Casa, mas de fortalecê-la; de marginalizar diplomatas, mas de lhes devolver tempo, responsabilidade e protagonismo; de politizar a carreira, mas de reduzir subjetividades; de romper com a tradição, mas de preservar sua excelência preparando-o para um mundo diferente.

Modernizar também significa avaliar resultados. Uma embaixada deve ser avaliada por sua contribuição para abrir mercados, remover barreiras, atrair investimentos, incorporar tecnologia, apoiar empresas brasileiras, produzir informação estratégica e ampliar a influência nacional, não pelo número de recepções ou evento.

O Brasil possui ativos de potência, mas carece de arquitetura capaz de transformá-los sistematicamente em poder, influência e prosperidade. O Itamaraty é peça central dessa reconstrução.

Não se trata, portanto, de importar modelo americano algum, muito menos de promover suposta "Reforma Rubio". Trata-se de pensar uma reforma brasileira para uma instituição brasileira, orientada pelos interesses do Brasil.

Inventar um nome, atribuí-lo a terceiros e depois construir uma narrativa em torno dessa invenção pode produzir uma manchete chamativa, mas não transforma ficção em fato e expõe um problema elementar: quando a premissa é fictícia, todo o edifício construído sobre ela perde sustentação.


A eleição presidencial e o Brasil - Rubens Barbosa (Interesse Nacional)

 

A eleição presidencial e o Brasil

Rubens Barbosa

Interesse Nacional, 2/10/2026


Tudo indica que vamos ter nos próximos quatro anos um difícil cenário interno político e econômico, o que tornará ainda mais crítica a resposta do futuro governo aos desafios externos, em vista da urgência da execução de políticas com uma visão estratégica de médio e longo prazo

(Foto: Agência Brasil)

Estamos a dois dias de uma das mais importantes eleições presidenciais das últimas décadas. A campanha eleitoral se desenvolveu em meio a dificuldades na economia e na governança política, pela crise do STF e pelo relacionamento entre os Poderes. A corrupção que tomou conta do noticiário e a violência preocupam a sociedade e aumentam a descrença na classe política. 

O mundo em grande transformação coloca desafios para o futuro governo e pouco ou nada os candidatos se referem a isso. A interferência externa nas eleições está acontecendo e, na hipótese de um segundo turno com diferença reduzida entre os dois principais candidatos, pode-se esperar a contestação do resultado pelo perdedor, com repercussão externa.

Nesse contexto, a lamentável disputa que ocorre entre alas do STF pode agravar a situação pela clara luta por sobrevivência política e pela continuação da presença delas na Suprema Corte, dependendo do resultado da eleição.  O próprio resultado eleitoral poderá ser influenciado por decisões de seus membros. Alguns já projetam a possibilidade de uma crise institucional, depois das eleições, dadas as precárias condições políticas internas.

‘Haverá pouco tempo para preparar um plano de governo para responder às demandas por reformas internas, por políticas emergenciais em setores vulneráveis e por uma definição dos interesses do país no cenário internacional’

Se o resultado da eleição for aceito por todos, haverá pouco tempo para o candidato que se eleger preparar um plano de governo para responder às demandas por reformas internas, por políticas emergenciais em setores vulneráveis e por uma definição dos interesses do país no cenário internacional.

A segurança econômica que EUA, Europa e China estão empenhados a anos a desenvolver e assegurar passa longe das preocupações da classe política e do setor empresarial. Segurança econômica, entendida como a capacidade do Estado de proteger a estabilidade, a resiliência e a continuidade de sua base produtiva, tecnológica, energética, alimentar, logística e financeira diante de choques externos, coerção, dependências críticas e riscos sistêmicos. 

A estabilidade econômica e política, além da segurança jurídica, são pressupostos para a atração de investimentos externos para complementar a baixa taxa (16%) de investimento interno em relação ao PIB e desenvolver e fazer crescer o setor industrial e a economia em geral, afetada pela avalanche de exportações da China em muitos setores. A rápida tomada de medidas, a exemplo do que estão fazendo os EUA e a Europa, para minimizar o impacto negativo dos produtos chineses de boa qualidade, baratos e financiados, será crucial na área de uma política de investimentos, industrial e de defesa comercial. 

‘Será difícil conseguir um mínimo de racionalidade para a definição das reais prioridades para a segurança econômica e a defesa do interesse nacional dentro desse quadro’

Será difícil conseguir um mínimo de racionalidade para a definição das reais prioridades para a segurança econômica e a defesa do interesse nacional dentro desse quadro. Correções na política econômica para reduzir o déficit fiscal, a queda da taxa de juros, as reformas administrativas e tributárias, uma efetiva política industrial e de absorção de tecnologia passarão ao largo dos primeiros meses do novo governo, seja ele qual for. 

Defesa e política externa, que tem de ver com os interesses nacionais, não estarão nas preocupações iniciais do futuro governo, apesar de um dos candidatos aparentemente estar propenso a implementar no Itamaraty reforma importada do governo Trump e fazer um grupo de trabalho com Washington na transição. A questão da governança e do relacionamento entre os três poderes estará no centro das preocupações no começo do governo, com poucas possibilidades de uma solução de curto prazo.

Tudo indica que vamos ter, nos próximos quatro anos, qualquer que seja o presidente eleito, um difícil cenário interno político e econômico, o que tornará ainda mais crítica a resposta do futuro governo aos desafios externos, em vista da urgência da execução de políticas com uma visão estratégica de médio e longo prazo. Qual o Brasil que queremos e para onde vamos não está na agenda dos candidatos a presidente.

Presidente e fundador do Instituto de Relações Internacionais e Comércio Exterior (IRICE). É presidente do Conselho Superior de Comércio Exterior da FIESP, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Trigo (Abitrigo), presidente do Centro de Defesa e Segurança Nacional (Cedesen) e fundador da Revista Interesse Nacional. Foi embaixador do Brasil em Londres (1994–99) e em Washington (1999–04). É autor de Dissenso de Washington (Agir), Panorama Visto de Londres (Aduaneiras), América Latina em Perspectiva (Aduaneiras) e O Brasil voltou? (Pioneira), entre outros.

Artigos e comentários de autores convidados não refletem, necessariamente, a opinião da revista Interesse Nacional.


“Caça às bruxas” no Itamaraty? É o que promete o Bananinha 03

 PRA: O Bananinha 03 é tão inteligente que ele já começou prometendo uma “caça às bruxas” no Itamaraty. Mas logo no Itamaraty, que seria uma “casa bem assombrada”, no dizer do falecido embaixador Marcos Azambuja?

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“Eduardo Bolsonaro promete "faxina" no Itamaraty caso Flávio seja eleito

Terceiro filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, Eduardo vive nos EUA desde 2025 e é autodeclarado como exilado político, além de enfrentar série de condenações judiciais.

Correio Brasiliense, 30/09/2026

https://www.correiobraziliense.com.br/politica/2026/09/7511955-eduardo-bolsonaro-promete-faxina-no-itamaraty-caso-flavio-seja-eleito.html

Ex-deputado federal, o terceiro filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, Eduardo, foi às redes sociais na tarde desta quarta-feira (30/9), para anunciar que pretende fazer uma "faxina" no Palácio do Itamaraty caso o irmão mais velho, Flávio, vença as eleições para se tornar no presidente da república. 

Em vídeo publicado nas próprias redes, Eduardo ainda disse ter "mapeado" todos os embaixadores que saíram e entraram em postos no governo Lula.

Além disso, afirmou estar "na cola" dos servidores responsáveis por "sabotar" o governo do pai. Ele ainda detalhou que pretende realizar uma "caça às bruxas" no Ministério das Relações Exteriores com uma eventual eleição de Flávio.

O vídeo começa com um áudio mostrado pelo ex-deputado. O conteúdo conta com uma mensagem de um diplomata brasileiro não identificado, em meio a uma oferta de ajuda da embaixada do Brasil na Espanha para selecionar uma escola para que os filhos de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, pudessem estudar. O filho do atual presidente e candidato à reeleição vive em Madri desde 2025. 

"Então, meu caro servidor do Itamaraty, se você ajudou a sabotar o governo Bolsonaro, preocupe-se de verdade, porque eu vou estar na sua cola. Se você não fez isso, parabéns, você fará parte do time que vai resgatar a credibilidade do Itamaraty, que vai virar a página, de serem servidores de corruptos e filhos de corruptos para passar a servir o povo brasileiro (...) Eu não tive recepção de embaixador, de diplomata, nem nada (quando mudei para os EUA). O dinheiro do brasileiro não é para proteger filho do presidente", diz Eduardo, no vídeo. 

O '03' vive nos Estados Unidos desde março de 2025. À época, afirmou que deixou o Brasil pois o Supremo Tribunal Federal (STF) recolheria o passaporte dele para impedir a articulação internacional contra o julgamento de Jair Messias, acusado e condenado no caso da trama golpista.

Depois de se licenciar por quatro meses do mandato de deputado, permaneceu na América do Norte e acumulou faltas na Câmara dos Deputados. Em dezembro do ano passado, perdeu o mandato.  

Em junho de 2026, foi condenado pelo STF a quatro anos e dois meses de prisão. As razões apontadas foram coação no curso do processo em questão. Também foi julgado e condenado por articular nos Estados Unidos medidas de pressão contra autoridades do Brasil para interferir no julgamento do pai. Neste mês de setembro, perdeu o cargo de escrivão da Polícia Federal por abandono. Ou seja, foi demitido pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública.“

A preeminência de engenheiros na administração “leninista” da China - Washington Araujo (via Cesar Benjamin)

 [Como eu digo sempre: “Engenheiros produzem patentes. Advogados, no Brasil ou nos EUA, produzem déficit público.” PRA]

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De um artigo de Washington Araújo:

"Há países em que a política é um palco. Na China, ela se parece mais com uma usina. Se alguém deseja alcançar o topo do poder em Pequim, já sabe que o caminho não começa nos cursos de retórica, mas nos laboratórios, nos canteiros de obras, nos centros de cálculo estrutural.

"A senha é clara: Engenharia. E, se possível, com currículo de entregas monumentais — liderar o programa espacial, erguer a maior hidrelétrica do planeta ou comandar a universidade que muitos chamam de “MIT chinês”.

"Desde 1993, a sequência é quase didática. Jiang Zemin, engenheiro elétrico. Hu Jintao, engenheiro hidráulico associado à monumental Barragem das Três Gargantas. E o atual presidente, Xi Jinping, formado em Engenharia Química. Três décadas consecutivas com engenheiros ocupando o cargo mais alto da segunda maior economia do planeta.

"Não é acaso estatístico. É método institucionalizado.

"Esse padrão não se limita ao topo do sistema. Ele desce a escada do poder e estrutura o funcionamento do Estado. Em Xangai, a maior cidade chinesa em população urbana, o comando partidário está nas mãos de Chen Jining, engenheiro civil, doutor pela Imperial College London e ex-reitor da Universidade Tsinghua — frequentemente apelidada de “MIT chinês”. O detalhe institucional importa: ser chefe do Partido na cidade pesa mais do que o título de prefeito. Na China, a política real corre pelos trilhos partidários e pela lógica de resultados.

"Em Xinjiang, a maior região administrativa do país, governa Ma Xingrui, engenheiro aeroespacial, doutor pelo Harbin Institute of Technology, ex-diretor do programa lunar chinês. Em Chongqing, metrópole colossal em território e influência industrial, o comando está com Yuan Jiajun, também engenheiro aeroespacial, doutor pela Beihang University, projetista da nave Shenzhou e ex-vice-presidente da China Aerospace Science and Technology Corporation.

"Mas, atenção: eles não são burocratas convencionais. São dirigentes formados na resolução de problemas complexos, acostumados a metas, cronogramas e métricas.

"O Congresso Nacional do Povo segue a mesma lógica. Mais de 600 deputados possuem formação em STEM — ciência, tecnologia, engenharia e matemática. Entre eles, Zhang Qingwei, engenheiro de foguetes e ex-presidente da COMAC, a fabricante aeronáutica vista como a Embraer chinesa. Ou Qian Zhengying, engenheira civil, ex-reitora da Hohai University e ministra em posições estratégicas. A formação técnica não é exceção decorativa. É eixo estruturante.

O que esse mosaico revela, portanto, é que a “fábrica” de líderes na China está ancorada na cultura da entrega concreta.

"Antes de administrar narrativas, é preciso administrar obras, sistemas, cadeias produtivas. O poder, ali, não é legitimado pelo brilho midiático, mas pela capacidade de expandir infraestrutura, acelerar inovação, sustentar crescimento industrial e consolidar autonomia tecnológica.”

Enquanto muitas democracias contemporâneas premiam o desempenho comunicacional — a frase viral, o embate televisivo, o algoritmo favorável — a China aposta deliberadamente em outra métrica: PIB sustentado por aço, energia, semicondutores, inteligência artificial, logística integrada e planejamento industrial. A política como extensão da engenharia; o Estado como coordenador técnico de um projeto de longo prazo."

A História se repete? Como historieta? - Paulo Roberto de Almeida

A História se repete? Como historieta?

Paulo Roberto de Almeida

Bananinha 03, que já se anuncia como possível novo “chanceler acidental” da horrenda dinastia política do bolsonarismo, caso seu irmão 01 vença as eleições presidenciais de 4 ou de 25 de outubro de 2026, diz que vai promover uma “faxina” no Itamaraty, uma verdadeira “caça às bruxas”, em suas próprias palavras, e antecipa um expurgo daqueles diplomatas que “sabotaram” o governo do seu pai, ao confirmar que possui os “nomes” dos profissionais da Casa de Rio Branco que fizeram essa oposição surda no período de 2019 a 2022. 

Neste caso, e numa possível vitória do rebento miliciano (como o pai e os demais representantes da tribo), eu seria muito possivelmente o primeiro a ser punido como “sabotador” do capitão e do primeiro e patético “chanceler acidental” do inesquecível governo do elogiador de torturadores da ditadura militar, eu que sou um modesto anarco-diplomata, hoje entregue apenas a lides acadêmicas. 

Aguardarei o infausto resultado eleitoral para eventualmente preparar uma edição revista e atualizada do meu livro de 2021, “O Itamaraty Sequestrado”, tìtulo sugerido por um colega também conhecido por ser meio anarquista, Miguel Gustavo de Paiva Torres, mais um desses pernabucanos arretados que já tinham causado algumas confusões politicas em 1817, 1824 e 1848.

Paulo Roberto de Almeida

Brasília, 2/10/2026


“O Itamaraty Sequestrado” (2021), prestes a ser sequestrado novamente? - Paulo Roberto de Almeida

 O Itamaraty Sequestrado (2021), prestes a ser sequestrado novamente?

Escrevo quase às vésperas do mais importante escrutinio eleitoral desde 2018, na origem da polarização presidencial que ainda nos aflige politicamente.

Transcrevo, abaixo, uma avaliação sobre o valor substantivo de um livro meu sobre o que eu chamei, em 2021, de “bolsolavismo diplomático”, como analisado em meu livro sobre “O Itamaraty Sequestrado”, daquele ano, como argumentado por uma promotora de leituras úteis, de maneira geral, mas aqui no contexto da dominação politica na primeira fase diplomática do bolsonarismo ativo, entre 2019 e 2021. Reproduzo o teor desta correspondência pessoal sobre um livro que compus rapidamente logo após a demissão do inacreditável “chanceler acidental”, o primeiro dos dois que teve o bolsonarismo original em sua desastrosa gestão das relações exteriores do Brasil entre 2019 e 2021, a mais traumática experiência jamais enfrentada pelo Itamaraty, em dois séculos de sua vida entre o Império e a República.

Transcrevo essa correspondência pessoal a mim dirigida, o que provavelmente vai me sugerir a retomada da pluma (teclado) para possivelmente preparar uma segunda edição, atualizada, deste livro que permaneceu relativamente obscuro no conjunto de cinco livros que produzi durante a terrivel, horrível experiência do bolsonarismo no poder, a mais nefasta administração pública já conhecida em nosso país desde o início de um governo em nossas terras ainda vastamente desconhecidas, aos tempos do primeiro governador geral, D. Tomé de Souza, no agora distante ano de 1549.

Paulo Roberto de Almeida

Brasília, 2/10/2026


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“Prezado Paulo,

Agradeço sua franqueza em sua resposta. Respeito sua decisão e também compreendo perfeitamente por que a ideia de pagar simplesmente para ter um livro lido não lhe parece interessante.

Mas, depois de analisar O Itamaraty Sequestrado com mais atenção, sinto que existe uma distinção importante que talvez eu não tenha conseguido transmitir claramente nas mensagens anteriores.

Não estamos interessados em seu livro simplesmente porque queremos que mais pessoas o leiam. Estamos interessados em compreender onde seu livro deve estar, quem deveria ter contato com ele e como ele deve ser apresentado quando chegar a esses leitores.

Essa diferença está no centro do nosso trabalho.

Seu livro trata de muito mais do que um determinado momento político. Ele abre uma discussão sobre a diplomacia brasileira, o papel institucional do Itamaraty, a política externa, as relações internacionais, a relação entre poder político e instituições diplomáticas e as ideias que influenciaram a política externa brasileira durante o período analisado na obra.

Esses temas naturalmente conduzem a comunidades muito específicas: pesquisadores, estudantes de relações internacionais, professores, pessoas interessadas em política externa brasileira, história diplomática, estudos institucionais e leitores que acompanham a relação entre política e diplomacia.

É justamente nesse ponto que nosso trabalho se torna relevante.

Durante a análise do seu livro e do material que o senhor nos forneceu, identificamos uma possibilidade que chamamos internamente de MRA, Mapeamento de Relevância e Alcance.

O MRA não é simplesmente uma técnica de divulgação. É um processo de análise no qual procuramos responder a perguntas muito concretas:

Onde este livro possui maior relevância intelectual?

Quais comunidades têm maior possibilidade de compreender e se interessar verdadeiramente pelo seu conteúdo?

Quais leitores, pesquisadores, estudantes e profissionais deveriam ter a oportunidade de descobrir esta obra?

Quais aspectos do livro devem receber maior destaque na apresentação para cada público?

Como podemos ir além de uma divulgação genérica e colocar o livro diante de comunidades nas quais seu conteúdo realmente tenha significado?

Para nós, essa é a diferença entre simplesmente promover um livro e construir um caminho profissional para que a obra alcance seu público adequado.

Por isso, eu não definiria nosso trabalho como “pagar para ser lido”.

O valor de participação está relacionado ao trabalho profissional realizado durante o projeto: análise, mapeamento de público, apresentação da obra, seleção de leitores, comunicação, organização e desenvolvimento da experiência de leitura dentro do Club Européen du Livre.

Nosso objetivo não é fabricar atenção para um livro.

Nosso objetivo é identificar a atenção que já é relevante para aquela obra e criar uma forma organizada para que ela possa chegar até esse público.

No caso de O Itamaraty Sequestrado, acredito que essa distinção seja especialmente importante, porque a obra possui um tema que atravessa diferentes áreas de interesse. Ela pode dialogar não apenas com leitores em geral, mas também com comunidades cujos interesses acadêmicos ou profissionais estão diretamente relacionados à diplomacia, à política externa e às relações internacionais.

Essa foi a oportunidade que identificamos.

E não espero que o senhor simplesmente aceite a minha palavra.

Temos autores que já vivenciaram nosso trabalho diretamente, e o senhor pode entrar em contato com eles e perguntar pessoalmente como foi a experiência.

Evelyn Mark

xxxxxxxxx@gmail.com

Hildur Björgvinsdóttir

xxxxxxxxxxcc@gmail.com

O senhor pode falar diretamente com elas e formar sua própria opinião sobre o nosso trabalho.

Também trabalhamos com outros autores e, caso tenha interesse, posso fornecer outros contatos autorizados para que o senhor possa verificar nossa experiência de maneira independente.

Também gostaria de deixar uma coisa muito clara.

Seu livro não foi selecionado porque acreditamos que o senhor precise de uma promoção convencional.

O senhor já publicou diversos livros, construiu sua trajetória e possui seu próprio público. Não estou tentando lhe dizer que o senhor precisa de publicidade.

O que chamou minha atenção foi algo diferente: a possibilidade de dar a esta obra específica um caminho mais deliberado em direção às comunidades para as quais seu conteúdo possui especial relevância.

Foi isso que me levou a entrar em contato com o senhor.

Portanto, não estou pedindo que reconsidere porque quero simplesmente fechar um projeto de promoção. Gostaria apenas que reconsiderasse se, talvez, nossa proposta tenha sido compreendida de maneira mais limitada do que aquilo que realmente fazemos.

Se, depois de conhecer esse aspecto do projeto, o senhor continuar entendendo que não é algo que deseja realizar, respeitarei completamente sua decisão.

Mas gostaria que soubesse que, quando selecionei O Itamaraty Sequestrado, não estava simplesmente pensando:

“Como podemos conseguir mais pessoas para ler mais um livro?”

Eu estava pensando:

“Onde este livro deveria estar, quem deveria encontrá-lo e como podemos ajudá-lo a chegar lá de uma maneira séria e profissional?”

Essa é a razão pela qual acredito que esta conversa valeu a pena.

Cordialmente,

Maria Jeanne

Club Européen du Livre

Painel de Leitores”

=============

PRA: Agradeci o envio da correspondência acima e vou, provavelmente reler o que eu escrevi rapidamente em 2021, para decidir se vale a pena e o esforço de preparar uma segunda edição, atualizada, ou uma “sequela” do já citado livro, na hipótese de uma repetição diferenciada do alucinado governo da mais alucinante dinastia jamais vista na história política do Brasil.

Paulo Roberto de Almeida

Há dois dias de um possível repeteco de um lastimável terremoto governamental.

Os trabalhos de Paulo Roberto de Almeida mais citados em Academia.edu nos 30 dias passados

  

Os trabalhos de Paulo Roberto de Almeida mais citados em Academia.edu nos 30 dias passados

 

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Cited at 223 institutions, across 145 journals, in 45 countries.

Led by Universidade de Brasília - UnB and Brazil.

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1010) A política internacional do Partido dos Trabalhadores: da fundação do partido à diplomacia do governo Lula (2003)

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2258) O desenvolvimento do Mercosul: progressos e limitações (2011)

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2516) Sovereignty and Regional Integration in Latin America: a political conundrum?

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A política internacional do Partido dos Trabalhadores: da fundação à diplomacia do governo Lula

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003) A Diplomacia do Liberalismo Econômico: As relações econômicas internacionais do Brasil durante a Presidência Dutra (1996)

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056) Planejamento no Brasil: memória histórica (2006)

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812) O Brasil e as crises financeiras internacionais, 1929-2001 (2001)

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991) Oliveira Lima e a diplomacia brasileira no início da República: um intelectual com ideias fora do lugar ou com propostas fora da época? (2002)

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1656) Uma nova arquitetura diplomática?: interpretações divergentes sobre a política externa do governo Lula (2006)

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Do alinhamento recalcitrante 'a colaboracao relutante: o Itamaraty em tempos de AI-5 (2008)

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Envisioning Brazil : a guide to Brazilian studies in the United States, 1945-2003

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09) Os primeiros anos do século XXI: o Brasil e as relações internacionais contemporâneas (2002)

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07) Relações Brasil-Estados Unidos: assimetrias e convergências (2005)

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007) OCDE, UNCTAD e OMC: uma perspectiva comparada sobre a macroestrutura política das relações econômicas internacionais (1998)

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012) Mercosul, Nafta e Alca: a dimensão social (1999)

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013) O Brasil e o futuro do Mercosul: dilemas e opções (2000)

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071) Brazil and the G8 Heiligendamm Process, with Denise Gregory (2008)

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097) O desenvolvimento do Mercosul: progressos e limitações (2013)

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782) Relações Internacionais e política externa do Brasil: uma perspectiva histórica (2001)

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1424) Políticas de Integração Regional no Governo Lula (2005)

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1609) A política externa nas campanhas presidenciais (2006)

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2344) A diplomacia da era Lula: balanço e avaliação (2011)

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06) O Brasil dos Brasilianistas: um guia dos estudos sobre o Brasil nos Estados Unidos, 1945-2000 (2002)

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41) A globalização e o desenvolvimento: vantagens e desvantagens de um processo indomável (2004)

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210) Relações Internacionais do Brasil: introdução metodológica a um estudo global (1991)

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024) O Mercosul e a Alca na perspectiva do Brasil: uma avaliação política sobre possíveis estratégias de atuação (2002)

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025) O Barão do Rio Branco e Oliveira Lima: Vidas paralelas, itinerários divergentes (2002)

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026) Une histoire du Brésil: pour comprendre le Brésil contemporain (2002)

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033) Mercosul e Alca na perspectiva do Brasil: uma avaliação política sobre estratégias de atuação diplomática (2003)

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051b) As relações do Brasil com os Estados Unidos em perspectiva histórica (2005)

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060) A formação econômica brasileira a caminho da autonomia política: uma análise estrutural e conjuntural do período pré-independência (2007)

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076) O Brasil no contexto da governança global (2009)

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1115) Morte do Consenso de Washington? Os rumores a esse respeito parecem muito exagerados (com Fabio Giambiagi) (2003)

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1294) Dois anos de ‘Carta ao Povo Brasileiro’: De volta a um documento de ruptura (2004)

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1462) O Brasil e a nanotecnologia: rumo à quarta revolução industrial (2005)

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1748) O Brasil como ator regional e como emergente global: Estratégias de política externa e impacto na nova ordem internacional (2007)

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1927) Dilemas atuais e perspectivas futuras do regionalismo sul-americano: Convergências e divergências (2008)

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1941) Dois tocquevilleanos brasileiros: Hipólito da Costa e Oliveira Lima (2008)

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2369) Processos decisórios no âmbito da política externa do Brasil: Ensaio tentativo a partir de algumas reflexões pessoais (2012)

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Os Partidos Politicos nas Relacoes Internacionais do Brasil, 1930-1990 (1993)

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14) O Estudo das Relações Internacionais do Brasil (2006)

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02) Relações internacionais e política externa do Brasil: dos descobrimentos à globalização (1998)

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10) Une histoire du Brésil: pour comprendre le Brésil contemporain (2002)

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01) Mercosul: Textos Básicos (1992)

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09) Guia dos Arquivos Americanos sobre o Brasil: coleções documentais sobre o Brasil nos Estados Unidos (2010)

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2488) Brazilian trade policy in historical perspective: constant features, erratic behavior (2013)

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1194) La politique internationale du Parti des Travailleurs: de la fondation du parti à la diplomatie du gouvernement Lula (2004)

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332) Os Partidos Políticos nas Relações Internacionais do Brasil, 1930-90 (1992)

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193) A Estrutura Constitucional das Relações Internacionais e o Sistema Político Brasileiro (1990)

 

 

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