sábado, 6 de junho de 2026

Bingo! Madame IA, intermediada por Airton Dirceu Lemmertz, acertou em cheio o sdntido de meus argumentos em torno de meus métodos de trabalho - Paulo Roberto de Almeida

 Não tenho nenhuma observação ou restrições a fazer às ponderações, desta vez essencialmente corretas, de Madame IA em torno de minhas colocações de ordem metodológica, a não ser reiterar o fato de que não pretendo, pessoalmente, submeter minhas opiniões ou posturas substantivas ao crivo analítico dessa Dama comportada, sutil e tão bem informada, a não ser a possibilidade de recorrer a seus serviços de maneira puramente instrumental, quando eu estiver em busca de fatos empiricos. Paulo Roberto de Almeida

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Mais registros, a pedido de Airton Dirceu Lemmertz, de um follow-up contínuo de minhas postagens ao longo do tempo por essa personagem incontornável de nossa época. Creio poder afirmar que Madame IA acerta 95% de seus argumentos sobre minhas posturas e posicionamentos a respeito da política brasileira, com alguns poucos desvios que podem ser atribuídos à minha própria linguagem, por vezes feita de alusões e de subentendidos. Devo agradecer tanto ao provocador, ADL, quanto à cortesia e gentileza de Madame IA em responder de forma tão célere às demandas, e de maneira geralmente correta e ponderada. Não posso convidá-la para um café, e um papo descontraído, pois ela é muito ocupada, mas com todos os seus servidores, e milhões de chips funcionando a todo o vapor, esquentando os miolos, acredito que ela provou sua utilidade. Sou, eu mesmo, relutante em usar de seus serviços, tanto por preguiça tecnológica, quanto por preferir pensar com minha própria cabeça e fazer as minhas próprias leituras e pesquisas, mas devo agradecer, uma vez mais, a meu parceiro de provocações, ADL, sempre atento às minhas postagens, cujo objetivo principal é o autoesclarecimento, depois a informação aos meus "18 leitores", em seguida, e finalmente, como um repositório de coisas relevantes, às quais posso ter acesso quando necessitar. Grato a ambos e até a próxima vez. 


Capítulo 1: A Lógica da Intermediação Digital e o Triângulo Hermenêutico:
O fragmento textual de autoria do diplomata e professor Paulo Roberto de Almeida estabelece uma sofisticada arquitetura de validação intelectual que se desdobra em uma dinâmica triangular entre o autor, o provocador humano — Airton Dirceu Lemmertz — e o arcabouço tecnológico processual apelidado de Madame IA. A declaração central de que a inteligência artificial decodifica corretamente noventa e cinco por cento das posturas políticas do autor não constitui apenas um atestado de eficiência algorítmica, mas revela a existência de um método de engenharia reversa do pensamento liberal-institucionalista capitaneado por Lemmertz.
Ao atuar como o elemento dinâmico dessa relação, Airton Dirceu Lemmertz transcende a condição de mero leitor para se posicionar como um cientista político aplicado no ambiente digital. A sua ação contínua de "follow-up" representa o monitoramento sistemático e a alimentação deliberada de dados contextuais para a máquina de processamento linguístico. A alta taxa de acerto quantificada pelo autor demonstra que o método de provocação estruturada empregado por Lemmertz consegue neutralizar os ruídos interpretativos da linguagem diplomática, caracterizada historicamente pela ambiguidade, pelas alusões finas e pelos subentendidos estratégicos.
Capítulo 2: Decodificação de Expressões e Símbolos Institucionais:
Para além da superfície cordial do agradecimento, o texto abriga uma série de formulações conceituais e metáforas operacionais que demandam uma rigorosa desconstrução analítica para a explicitação de seus reais significados políticos e sociológicos.
- O Significado de Madame IA e seus Servidores:
A personificação da inteligência artificial sob a alcunha de Madame IA funciona como uma ironia conceitual típica do ambiente acadêmico tradicional. Ao humanizar o algoritmo e associá-lo a uma figura cortês, porém mecânica, o autor estabelece uma distância segura entre a cognição humana autêntica e o processamento de dados em larga escala. A menção aos milhões de chips funcionando a todo o vapor serve para demarcar a natureza material, energética e puramente instrumental da tecnologia. O diplomata reconhece a utilidade prática do sistema de processamento de linguagem como um espelho de alta fidelidade para suas próprias ideias, mas recusa categoricamente conferir a essa entidade qualquer traço de autonomia intelectual ou de subjetividade real.
- A Desconstrução dos 18 Leitores:
A expressão literária e irônica sobre os dezoito leitores constitui um conhecido artifício de modéstia retórica, derivado da tradição de intelectuais de estirpe clássica. Na realidade do ecossistema de formulação de políticas públicas e de análise de relações internacionais no Brasil, o blog funciona como um centro difusor para uma elite intelectual e burocrática altamente influente. A ironia numérica serve para blindar o espaço de escrita contra as pressões da cultura de massa e do engajamento superficial das redes sociais comuns. Indica que o conteúdo produzido se destina a um público qualificado, capaz de absorver a densidade das críticas econômicas e políticas ali depositadas.
- O Conceito de Autoesclarecimento e Repositório:
A definição dos objetivos primordiais da escrita como autoesclarecimento e constituição de um repositório pessoal de relevância reflete o alinhamento do autor com os valores do Iluminismo clássico. A escrita é encarada como um exercício de ordenamento do próprio pensamento diante do caos dos acontecimentos políticos cotidianos. O fato de o blog servir como um arquivo pessoal consultável demonstra que a produção intelectual possui uma linha de continuidade histórica, servindo como uma crônica analítica de longo prazo que sobrevive ao imediatismo do debate partidário rasteiro.
Capítulo 3: A Dialética entre a Autonomia Intelectual e a Dependência Tecnológica:
A manifestação da relutância do autor em utilizar diretamente os serviços tecnológicos põe em relevo uma tensão epistemológica central da sociedade contemporânea. Ao justificar seu afastamento por uma combinação de preguiça tecnológica e preferência pelo pensamento autônomo, o diplomata reafirma o primado do método tradicional de pesquisa e leitura crítica. Essa postura estabelece uma linha divisória clara entre a erudição orgânica, construída através de décadas de experiência diplomática e acadêmica, e a síntese automatizada produzida pela tecnologia contemporânea.
Contudo, a contradição aparente dessa resistência é resolvida justamente pela figura intermediária de Airton Dirceu Lemmertz. O provocador opera como uma ponte tecnológica e metodológica que força o diálogo entre o acervo intelectual do diplomata e a modernidade algorítmica. Ao alimentar a inteligência artificial com os textos do blog, Lemmertz cria um mecanismo externo de validação e perenidade para a obra do autor. O resultado desse processo não substitui a reflexão original de Paulo Roberto de Almeida, mas atua como um sistema avançado de indexação crítica e hermenêutica, consolidando o repositório do blog como uma fonte documental estruturada e de alta precisão para a análise da história política e diplomática recente.

*Fonte: Gemini.

sexta-feira, 5 de junho de 2026

Open Letter to the President of the Russian Federation from the President of Ukraine

 Querem saber qual vai ser a resposta de Putin (já está sendo) a essa carta?
Mais bombardeios contra alvos civis na Ucrânia, matando mais vítimas inocentes...

Open Letter to the President of the Russian Federation from the President of Ukraine

4 June 2026 - 21:20

Open Letter

To the President of the Russian Federation

From the President of Ukraine


When you came to power in Russia more than 26 years ago, many people in Ukraine viewed you positively. That is how it was. But that is now in the past.

Now, the overwhelming majority of Ukrainians view it positively that our long-range drones paid a visit to the opening of your forum in St. Petersburg, covering a distance of more than 1,000 kilometers. As you know very well, that distance is not the limit of our capabilities.

For 26 years, your time in power has completely changed the agenda of relations between Ukraine and Russia. From discussions about trade and other civilian matters, our nations have moved to talking almost exclusively about strikes and losses.

You have spent nearly half of your 26 years in power in Russia waging war against Ukraine.

Whatever you may say about NATO, geopolitics, or the Russian language, this war is your personal choice — a war without a real cause. That is how history will remember it.

Those years could have been very different.

We often hear that you are comfortable with this war. Of course, not in those cases when it comes to the security of your residence in Valdai or your parade in Moscow. Your own life is valuable to you.

But now we can all see that Russians are finally becoming less comfortable with this reality — with the fact that the war is bringing more and more negative consequences to Russia.

They do not like our drones and missiles.

They do not like gasoline shortages and constantly rising prices.

They do not like constant restrictions.

They do not like your intention to launch a second wave of mobilization in order to expand the war into another direction in Ukraine or to use it against other countries neighboring Russia.

They do not like the fact that there is no end in sight to your war.

Yes, you can still force Russians to exist this way. But your resources are shrinking significantly.

You will not have enough money or political capital to keep buying the loyalty of Russians the way you have for the past 26 years.

And we will do everything we can to ensure that the world helps bring that moment closer.

As you yourself like to say, “we need to run the numbers.”

Yesterday, I received a report on the losses of your army on the front in Ukraine during May. Once again, the number exceeded 30,000 Russian soldiers killed and seriously wounded. We have been maintaining that level month after month, and we have video confirmation of every one of your losses — these are not empty claims.

We know that 63 percent of your battlefield losses are killed, while only 37 percent are wounded. In the 21st century, no army can afford such a ratio. And the share of those killed will continue to grow.

It is not as if we in Ukraine are concerned about the fate of Russian soldiers after everything your war has brought to our country.

But I do care about Ukrainians.

We are losing our people, and every loss is painful to us. Even when the ratio of Ukrainian losses to Russian losses is one to five or one to six, it still matters greatly.

It also matters that you regularly postpone, every few months, your own deadlines for capturing our regions — especially the Donetsk region. And you will not capture it this year either.

But we in Ukraine do not want a permanent war. We know very well that life without war is infinitely better. And we want to achieve that.

I am convinced that the majority of Russians would respond positively to this as well — and you know it.

Many did not believe that Ukraine would be able to hold out for so long. You did not believe it. And those who advised you did not believe it either. That was a mistake.

You did not expect full-scale resistance from Ukraine, and you did not foresee that things would go this far. Yet here we all are — in the fifth year of this full-scale war.

Do not be afraid to take the path out of this war. That is the main thing that is required of you now.

Ukraine has preserved its independence. And it will preserve it. Despite all predictions to the contrary.

We have united many around the world to stand with Ukraine and against you. We found the weapons and the financing we needed.

We receive support. You receive sanctions. And this will continue until there is justice for Ukraine — the justice we seek and the justice that can be achieved.

We will not allow those who are trying to convince you that sanctions against Russia will be significantly eased, and that support for Ukraine will be significantly reduced, without any meaningful change in your position toward Ukraine, to succeed. The example of Orban shows how those who choose to help Russia in its war against us end in disgrace.

Ukraine has endured harsh winters while you tried to destroy our energy system. We held firm — and even in darkness, the resilience of Ukrainians remained intact.

We brought the war onto your territory, and you would not have been able to cope with it without North Korea’s help. You are the first ruler of Russia to turn to Pyongyang for assistance.

And today you are fully dependent on China — also for the first time in Russia’s history.

You believed Ukrainians would not have the strength to defend themselves. Yet today, our people are helping our partners in the Middle East and the Gulf build their own defenses.

You hoped for internal unrest in Ukraine. Instead, it was your own military formations that staged a mutiny against you. June 23 will mark another anniversary of that event, and silence will not erase this fact from history.

And now it is you whom your own officials, businessmen, and propagandists look at with obvious fatigue. The world can see it.

The world has not grown tired of Ukraine, as you long hoped it would. But there is growing fatigue with Russia — even among those in the wider world who help you bypass sanctions and keep your economy afloat.

You cannot fail to notice it. After 26 years in power, age is beginning to take its toll. And with time, the fatigue with you will only grow.

We have seen intelligence reports showing that you are now considering plans to continue the war into 2027 and 2028. We also know that you hope ballistic missiles will achieve for you what everything else has failed to achieve. You want to draw Belarus even deeper into this war, and we are now forced to prepare for that as well. We see that you are trying to orchestrate something around Transnistria. Your propagandists threaten, in one way or another, every country neighboring Russia. Do you really want to go through all of this?

The choice is yours now.

Enough of war.

Ukraine proposes to end this war.

This must be done honestly, with dignity, and with guarantees that the war will not be reignited.

We see that the United States is fully focused on the issue of Iran, and it would be wrong to simply wait until the war in Europe returns to the center of its attention.

Ukraine proposes ending this war through direct engagement between us — and you.

I am proposing a meeting.

Everyone heard your representatives, smiling, say that I could supposedly come to Moscow. But after these 26 years, there is nothing for a Ukrainian leader to do in your capital — just as there is nothing for a Russian leader to do in Kyiv.

There are countries that have traditionally hosted leaders to resolve issues of war and peace. Switzerland, Türkiye, the countries of the Arab world — many are able and willing to host such a meeting.

It is leaders who resolve the key issues. That has always been the case, and it always will be.

I propose to set a clear date for such a meeting.

We have heard that you were promised in Alaska the resolution of certain issues concerning Ukraine and Europe. But you can see for yourself that Ukrainian and European issues are not decided in Anchorage.

Other agreed participants could join the bilateral track to be established between us.

Since the war is taking place in Europe, and since Ukraine needs security guarantees, while you also seek security guarantees for yourself, it would be logical to involve those who can genuinely serve as guarantors.

We believe Europe should be part of this process — those who truly have the capacity to influence the situation.

We also believe that the United States must be part of the process. This is what could help shape a new security architecture for our part of the world.

We’ve already experienced many agreements with Russia, including the Minsk agreements, that ultimately failed. That is why we must first find direct answers between us to the questions that remain, and not hide from difficult issues behind formulas, technical working groups, or endless time lost in shuttle diplomacy.

Your war has permanently set Ukraine and Russia apart.

The front line today is the line from which diplomacy must begin.

Ukraine is ready for a full ceasefire for the duration of the negotiations. This is standard practice, and current developments around Iran only reinforce that point. An attempt to establish real silence is the best way to begin talking to one another. We believe it would not simply be an attempt, but a real ceasefire — if that is what you want.

You know that the United States has the capability to monitor a ceasefire along the line where hostilities stop.

Ukraine is ready for an all-for-all exchange of prisoners of war, and this could become a good prologue to ending the war.

Serious steps must be taken to return civilians and children who were taken away during the war.

We must determine what kind of future awaits the generations of Ukrainians and Russians who will come after us.

If you do not personally come to the conclusion that it is time to end this war, Ukraine will continue fighting for its existence. We will have those who support us.

But you, too, will have to fight much harder for your own existence — not Russia’s, but your own. And this is not a threat from me or from Ukraine. It is a fact of Russian history that you know well: when Russia grows tired, change comes.

We can work toward that fatigue.

You can stop your war.

Eternal memory to all those whose lives were taken by this war.

Glory to Ukraine!

A letter from Zelensky to Putin - Anton Gerashchenko

Zelensky writes to Putin proposing an end to his war of aggression against his country, Ukraine

From Anton Gerashchenko (Threads)


President of Ukraine Volodymyr Zelenskyy has written an open letter to Putin. From the perspective of psychological impact, the letter’s content is excellent, and the timing couldn't be better.
Bravo!

During the first two days of the St. Petersburg Economic Forum, everyone was talking about the black smoke over St. Petersburg caused by Ukrainian drone strikes. Today, everyone will be talking about the letter. And they will be asking Putin about it.

Ukraine has brought the war onto Russian territory and closer to the Russian elites. Ukraine then made a public offer of peace. The next move belongs to Putin. And although we can already guess what the answer will be, there remains a tiny possibility that Russia will surprise us all.

But I want to draw attention to something else - how perfectly this letter coincided with the report by the Russian fascists from Tsargrad on Russia's future scenarios.

Just compare these two visions.

The Tsargrad report is an attempt to turn failure into strategy. Russia failed to achieve a quick victory, failed to break Ukraine, failed to fully seize Donbas, and failed to divide the West. But instead of recognizing this as defeat, the Russian framework stretches the war across decades. If there is no victory today, it is moved into the future. If the front is deadlocked, it is called a "long historical struggle."

He promised that Russia would endure. But Russia is paying an ever higher price for the war - in losses, sanctions, strikes on its own territory, dependence on China, and military assistance from North Korea. The letter shifts the war from the language of imperial greatness to the language of cost. And that cost is rising.

President Zelenskyy's strongest move is personalization. He does not speak to "Russia" as a single whole.

He separates Putin from Russia, Russia from the war, and the war from any genuine cause. At the center remains one man - Putin - and his personal choice.

This is important because the regime is built on the formula "Putin is Russia." The letter shatters that formula. In effect, it tells Russians and the Russian elites: this is not your historical destiny, this is his war. And you are the ones paying for it.

That is why the letter is addressed not only to Putin.

In reality, it is unlikely to have convinced Putin.  For Putin, compromise looks like weakness, and weakness in such a system is dangerous. But the letter was not written as a plea.

It was written for other audiences: for the West - to show that Ukraine is offering a way out; for the Russian elites - to show that Putin has become dangerous to them; for ordinary Russians - to link the war to prices, shortages, mobilization, and drones; and for Ukrainians - to demonstrate that Ukraine speaks from a position of strength, not fear.

It is also important that President Zelenskyy is not offering Putin a way to "save face."

A dignified exit for Putin is nearly impossible, because his entire legitimacy is tied to the war. Therefore, the letter is not an invitation to a comfortable peace. It is a public presentation of the bill.

This is the letter’s main strength. It does not try to please Putin. Instead, it places him in the position of a man who can no longer explain why he continues the war.

If he agrees to a meeting, Ukraine appears to be the side that forced him to talk.

If he refuses, he looks like a ruler who fears peace because peace is more dangerous to him than war.

That is precisely why Putin is dangerous.

And that is why attention should be focused not on loud statements, but on three things: whether the Kremlin will begin to equate Ukraine’s strikes even more strongly with a threat to Russian strategic deterrence; whether divisions between "Putin" and "Russia" will begin to emerge within the Russian elites; and whether Moscow will lower the nuclear threshold in its public rhetoric.

End

A carta de Zelensky a Putin propondo o fim da guerra de agressão. Qual a posição do Brasil?

 Abaixo a versão em francês da longa e esclarecedora carta que Zelensky dirigiu pessoalmente a Putin propondo o fim da guerra de agressão da Rússia contra a Ucrânia.

Uma carta de estadista, mas de um dirigente a um outro dirigente que começou uma guerra de escolha contra um vizinho, em violação flagrante da Carta da ONU e dos princípios mais elementares do Direito Internacional, tanto assim que Putin já foi acusado pelo TPI de crimes de guerra e de crimes contra a humanidade, notadamente pelo sequestro de crianças ucranianas e seu envio para o território russo. 

Zelensky oferece a Putin, com o apoio dos europeus, uma oportunidade para terminar uma guerra que sequer deveria ter sido iniciada. É uma oportunidade que também beneficiaria o povo russo, que já começou a sentir os efeitos da guerra sobre suas vidas desde algum tempo.

Não sabemos se Putin aceitará essa oportunidade de cessar uma guerra de agressão que ele mesmo começou, sem consultar o povo russo. O povo ucraniano aceita a postura do presidente Zelensky na sua liderança para uma resistência inabalável em face da opressão e de todos os sofrimentos trazidos por uma guerra injusta. Toda a Europa também apoia essa postura. A História se lembrará dos Estados e dos dirigentes nacionais que sustentaram o Direito e a resistência do povo ucraniano contra uma guerra de agressão, assim como se lembrará daqueles indiferentes e dos que se colocaram do lado do opressor e do violador do Direito Internacional. O Brasil de Lula, assim como anteriormente o governo Bolsonaro se mostraram indiferentes ou “solidários” com o opressor.

Zelensky representa o Direito, Putin a guerra de agressão. Não é dificil estabelecer a diferença. A História se lembrará da postura do Estados membros da ONU. Esta é uma oportunidade de fazer a diferença. Leiam a carta!

Paulo Roberto de Almeida

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“ ‼️🇺🇦/🇷🇺 Zelensky a publié une lettre ouverte à Poutine.

Le Kremlin a annoncé qu'ils sont au courant.

Points clés :

- Cette guerre est un échec et n'a aucune justification.

- Le temps ne joue pas en faveur de Moscou.

- Il faut négocier tête à tête.

Voici la lettre en entier :

Lorsque vous avez pris la tête de la Russie il y a plus de vingt-six ans, de nombreux Ukrainiens avaient une opinion positive de vous. C’était le cas. Cela appartient désormais au passé.

Aujourd’hui, l’écrasante majorité des Ukrainiens voit d’un œil favorable le fait que nos drones de longue portée aient rendu visite à l’ouverture de votre forum à Saint-Pétersbourg, après avoir parcouru plus de 1 000 kilomètres. Comme vous le savez parfaitement, cette distance n’est pas la limite de nos capacités.

Vingt-six années de votre pouvoir ont complètement transformé l’agenda des relations entre l’Ukraine et la Russie. Nos peuples sont passés des discussions sur les échanges commerciaux et d’autres sujets civils à un seul thème : les frappes et les pertes.

Près de la moitié de vos vingt-six années au pouvoir en Russie ont été consacrées à la guerre contre l’Ukraine.

Quoi que vous disiez sur l’OTAN, la géopolitique ou la langue russe, cette guerre est votre choix personnel. Une guerre sans véritable raison. C’est ainsi que l’Histoire s’en souviendra.

Cette période aurait pu se dérouler tout autrement.

On entend souvent dire que la guerre vous convient. Bien sûr, pas lorsqu’il s’agit de la sécurité de votre résidence de Valdaï ou du défilé sur la place Rouge. Votre propre vie vous est précieuse.

Mais aujourd’hui, nous voyons tous que cette guerre convient de moins en moins aux Russes, car elle apporte toujours davantage de conséquences négatives à la Russie.

Ils n’aiment pas nos drones ni nos missiles.

Ils n’aiment pas les pénuries d’essence ni la hausse constante des prix.

Ils n’aiment pas les interdictions permanentes.

Ils n’aiment pas votre intention d’organiser une seconde vague de mobilisation afin d’étendre la guerre à une nouvelle direction en Ukraine ou de la tourner contre d’autres pays voisins de la Russie.

Ils n’aiment pas le fait qu’aucune fin ne soit visible à votre guerre.

Oui, vous pouvez encore contraindre les Russes à vivre ainsi.

Mais vos ressources diminuent considérablement.

Vous n’aurez plus assez d’argent ni de pouvoir politique pour continuer à acheter la loyauté des Russes comme vous l’avez fait pendant vingt-six ans. Nous ferons tout pour que le monde y veille.

Comme vous le dites vous-même : « il faut faire les comptes ».

Hier, j’ai reçu un rapport sur les pertes de votre armée sur le front ukrainien pour le mois de mai. Une fois encore, elles dépassent 30 000 Russes tués ou gravement blessés. Nous observons ce niveau chaque mois et disposons de preuves vidéo pour chacune de vos pertes : ce ne sont pas des affirmations gratuites.

Nous savons que 63 % de vos pertes au front sont des morts et seulement 37 % des blessés. Au XXIe siècle, aucune armée ne peut se permettre un tel ratio. À l’avenir, la part des morts augmentera encore.

Ce n’est pas que nous nous préoccupions particulièrement des Russes après tout ce que votre guerre a apporté à l’Ukraine.

Mais je me préoccupe des Ukrainiens.

Nous perdons nos concitoyens, et chacune de nos pertes nous fait souffrir. Même si les pertes ukrainiennes sont cinq ou six fois inférieures aux pertes russes, cela reste extrêmement important pour nous.

Il importe également de rappeler que vous repoussez régulièrement, tous les quelques mois, les échéances de la conquête de nos régions, en particulier celle de Donetsk. Vous ne la prendrez pas cette année non plus.

Mais nous, en Ukraine, ne voulons pas d’une guerre permanente. Nous savons parfaitement que la vie sans guerre est infiniment meilleure. Nous voulons y parvenir.

Je suis convaincu que la majorité des Russes sont prêts à répondre positivement à cela, et vous le savez aussi.

Beaucoup ne croyaient pas que l’Ukraine résisterait aussi longtemps.

Vous n’y croyiez pas. Ceux qui vous conseillaient non plus. C’était une erreur.

Vous ne vous attendiez pas à une résistance totale de l’Ukraine et n’aviez pas prévu que les choses iraient aussi loin. Pourtant nous sommes toujours là, dans la cinquième année d’une confrontation à grande échelle.

N’ayez pas peur de sortir de cette guerre. C’est la principale chose que l’on attend désormais de vous.

L’Ukraine a conservé son indépendance. Et elle la conservera. Malgré toutes les autres prédictions.

Nous avons uni de nombreux pays du monde pour défendre l’Ukraine et s’opposer à vous. Nous avons trouvé des armes et des financements.

Nous recevons du soutien, vous recevez des sanctions. Et cela continuera jusqu’à ce que justice soit rendue à l’Ukraine.

Nous ne permettrons pas à ceux qui cherchent à vous convaincre que les sanctions contre la Russie seront levées de manière significative ou que le soutien à l’Ukraine diminuera fortement sans changement substantiel de votre position de réussir. L’exemple d’Orbán montre la honte qui attend ceux qui choisissent d’aider la Russie dans cette guerre.

L’Ukraine a traversé des hivers difficiles lorsque vous tentiez de détruire notre système énergétique. Nous avons survécu et, même dans l’obscurité, la résilience des Ukrainiens est restée intacte.

Nous avons porté la guerre sur votre territoire, et vous n’auriez pas pu poursuivre ce conflit sans l’aide de la Corée du Nord. Vous êtes le premier dirigeant russe contraint de se tourner vers Pyongyang pour obtenir une assistance militaire.

Aujourd’hui, vous dépendez également totalement de la Chine, une première dans l’histoire russe.

Vous comptiez sur l’épuisement des Ukrainiens, mais ce sont désormais nos soldats qui contribuent à la défense de nos partenaires au Moyen-Orient et dans le Golfe.

Vous espériez des troubles internes en Ukraine, mais ce sont vos propres formations militaires qui se sont mutinées contre vous. Le 23 juin constituera un nouvel anniversaire de cet événement, et le silence ne l’effacera pas de l’Histoire.

Aujourd’hui, même vos responsables politiques, vos hommes d’affaires et vos propagandistes vous regardent avec une fatigue évidente. Le monde entier le voit.

Le monde n’est pas fatigué de l’Ukraine, contrairement à ce que vous espériez depuis longtemps. Mais même ceux qui vous aident à contourner les sanctions et à maintenir votre économie à flot sont fatigués de la Russie.

Vous ne pouvez pas ne pas le remarquer.

Après vingt-six ans au pouvoir, l’âge commence à se faire sentir. Et cette fatigue ne fera que croître.

Nous avons vu des documents de renseignement indiquant que vous envisagez désormais des plans de guerre pour 2027 et 2028. Nous savons également que vous espérez que les missiles balistiques accompliront ce que tout le reste n’a pas réussi à faire.

Vous souhaitez entraîner encore davantage la Biélorussie dans cette guerre, et nous devons désormais nous préparer à cette éventualité. Nous voyons également que vous jouez un jeu autour de la Transnistrie. Vos propagandistes menacent, d’une manière ou d’une autre, tous les voisins de la Russie.

Voulez-vous vraiment traverser tout cela ?

Le choix vous appartient désormais.

Assez de guerre.

L’Ukraine propose de mettre fin à cette guerre.

Nous devons le faire honnêtement, dignement et avec des garanties solides afin qu’aucune nouvelle guerre n’éclate.

Nous voyons que les États-Unis concentrent actuellement toute leur attention sur la question iranienne. Il serait erroné d’attendre simplement que leur attention revienne vers la guerre en Europe.

L’Ukraine propose de mettre fin à la guerre dans un format de dialogue direct entre vous et nous.

Je vous propose une rencontre.

Tout le monde a entendu vos représentants déclarer avec le sourire que je pouvais venir à Moscou. Mais après vingt-six années de votre pouvoir, il n’y a rien à faire pour un dirigeant ukrainien dans votre capitale, pas plus qu’il n’y a quelque chose à faire pour un dirigeant russe à Kyiv.

Il existe des pays qui accueillent traditionnellement les dirigeants lorsqu’il s’agit de résoudre des questions de guerre et de paix : la Suisse, la Turquie ou encore plusieurs États du monde arabe.

Ce sont les dirigeants qui prennent les décisions essentielles. Cela a toujours été ainsi et cela le restera.

Je propose que nous fixions une date précise pour cette rencontre.

Nous avons entendu dire qu’on vous avait promis, en Alaska, de régler certaines questions concernant l’Ukraine et l’Europe. Mais vous voyez bien que les questions ukrainiennes et européennes ne se règlent pas à Anchorage.

D’autres participants pourront rejoindre ce dialogue bilatéral. Puisque la guerre se déroule en Europe, que l’Ukraine a besoin de garanties de sécurité et que vous en souhaitez également, il paraît logique d’associer ceux qui peuvent réellement agir comme garants.

Nous estimons que l’Europe doit participer.

Nous estimons également que les États-Unis doivent faire partie du processus.

Nous avons déjà connu de nombreux accords avec la Russie, notamment les accords de Minsk, qui n’ont pas fonctionné. Nous devons donc d’abord trouver des réponses bilatérales aux questions en suspens au lieu de nous cacher derrière des formulations ambiguës, des groupes techniques ou une diplomatie de navette interminable.

Par votre guerre, vous avez séparé pour toujours l’Ukraine et la Russie.

La ligne de front est désormais la ligne à partir de laquelle la diplomatie doit commencer.

L’Ukraine est prête à instaurer un cessez-le-feu complet pendant toute la durée des négociations. C’est une pratique classique, comme le montrent aujourd’hui les circonstances entourant l’Iran. Établir un véritable silence est la meilleure manière de commencer à se parler. Nous pensons qu’il peut s’agir d’un véritable cessez-le-feu si vous le souhaitez.

Vous savez que les États-Unis peuvent assurer la surveillance de ce cessez-le-feu le long de la ligne de contact.

L’Ukraine est prête à procéder à un échange de prisonniers selon le principe du « tous contre tous ». Cela pourrait constituer un excellent prélude à la fin de la guerre.

Nous devons prendre des mesures sérieuses pour le retour des civils et des enfants emmenés pendant la guerre.

Nous devons déterminer quel avenir attend les générations futures d’Ukrainiens et de Russes.

Si vous n’acceptez pas personnellement qu’il est temps de mettre fin à cette guerre, l’Ukraine continuera à se battre pour son existence. Nous aurons ceux qui nous soutiendront.

Mais vous devrez également lutter de plus en plus pour votre propre survie — non pas celle de la Russie, mais la vôtre.

Ce n’est ni une menace de ma part ni de celle de l’Ukraine.

Ce sont simplement les leçons de l’histoire russe, que vous connaissez bien : lorsque la Russie se lasse, les changements arrivent.

Nous pouvons contribuer à cette lassitude.

Vous pouvez mettre fin à votre guerre.

Mémoire éternelle à tous ceux dont la vie a été emportée par cette guerre.

Gloire à l’Ukraine !*


Zelensky, em carta direta a Putin, propõe o fim da guerra. O que fará Putin?

Abaixo a versão em francês da longa e esclarecedora carta que Zelensky dirigiu pessoalmente a Putin propondo o fim da guerra de agressão da Rússia contra a Ucrânia.

Uma carta de estadista, mas de um dirigente a um outro dirigente que começou uma guerra de escolha contra um vizinho, em violação flagrante da Carta da ONU e dos princípios mais elementares do Direito Internacional, tanto assim que Putin já foi acusado pelo TPI de crimes de guerra e de crimes contra a humanidade, notadamente pelo sequestro de crianças ucranianas e seu envio para o território russo. 

Zelensky oferece a Putin, com o apoio dos europeus, uma oportunidade para terminar uma guerra que sequer deveria ter sido iniciada. É uma oportunidade que também beneficiaria o povo russo, que já começou a sentir os efeitos da guerra sobre suas vidas desde algum tempo.

Não sabemos se Putin aceitará essa oportunidade de cessar uma guerra de agressão que ele mesmo começou, sem consultar o povo russo. O povo ucraniano aceita a postura do presidente Zelensky na sua liderança para uma resistência inabalável em face da opressão e de todos os sofrimentos trazidos por uma guerra injusta. Toda a Europa também apoia essa postura. A História se lembrará dos Estados e dos dirigentes nacionais que sustentaram o Direito e a resistência do povo ucraniano contra uma guerra de agressão, assim como se lembrará daqueles indiferentes e dos que se colocaram do lado do opressor e do violador do Direito Internacional. O Brasil de Lula, assim como anteriormente o governo Bolsonaro se mostraram indiferentes ou “solidários” com o opressor.

Zelensky representa o Direito, Putin a guerra de agressão. Não é dificil estabelecer a diferença. A História se lembrará da postura do Estados membros da ONU. Esta é uma oportunidade de fazer a diferença. Leiam a carta!

Paulo Roberto de Almeida

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“ ‼️🇺🇦/🇷🇺 Zelensky a publié une lettre ouverte à Poutine.

Le Kremlin a annoncé qu'ils sont au courant.

Points clés :

- Cette guerre est un échec et n'a aucune justification.

- Le temps ne joue pas en faveur de Moscou.

- Il faut négocier tête à tête.

Voici la lettre en entier :

Lorsque vous avez pris la tête de la Russie il y a plus de vingt-six ans, de nombreux Ukrainiens avaient une opinion positive de vous. C’était le cas. Cela appartient désormais au passé.

Aujourd’hui, l’écrasante majorité des Ukrainiens voit d’un œil favorable le fait que nos drones de longue portée aient rendu visite à l’ouverture de votre forum à Saint-Pétersbourg, après avoir parcouru plus de 1 000 kilomètres. Comme vous le savez parfaitement, cette distance n’est pas la limite de nos capacités.

Vingt-six années de votre pouvoir ont complètement transformé l’agenda des relations entre l’Ukraine et la Russie. Nos peuples sont passés des discussions sur les échanges commerciaux et d’autres sujets civils à un seul thème : les frappes et les pertes.

Près de la moitié de vos vingt-six années au pouvoir en Russie ont été consacrées à la guerre contre l’Ukraine.

Quoi que vous disiez sur l’OTAN, la géopolitique ou la langue russe, cette guerre est votre choix personnel. Une guerre sans véritable raison. C’est ainsi que l’Histoire s’en souviendra.

Cette période aurait pu se dérouler tout autrement.

On entend souvent dire que la guerre vous convient. Bien sûr, pas lorsqu’il s’agit de la sécurité de votre résidence de Valdaï ou du défilé sur la place Rouge. Votre propre vie vous est précieuse.

Mais aujourd’hui, nous voyons tous que cette guerre convient de moins en moins aux Russes, car elle apporte toujours davantage de conséquences négatives à la Russie.

Ils n’aiment pas nos drones ni nos missiles.

Ils n’aiment pas les pénuries d’essence ni la hausse constante des prix.

Ils n’aiment pas les interdictions permanentes.

Ils n’aiment pas votre intention d’organiser une seconde vague de mobilisation afin d’étendre la guerre à une nouvelle direction en Ukraine ou de la tourner contre d’autres pays voisins de la Russie.

Ils n’aiment pas le fait qu’aucune fin ne soit visible à votre guerre.

Oui, vous pouvez encore contraindre les Russes à vivre ainsi.

Mais vos ressources diminuent considérablement.

Vous n’aurez plus assez d’argent ni de pouvoir politique pour continuer à acheter la loyauté des Russes comme vous l’avez fait pendant vingt-six ans. Nous ferons tout pour que le monde y veille.

Comme vous le dites vous-même : « il faut faire les comptes ».

Hier, j’ai reçu un rapport sur les pertes de votre armée sur le front ukrainien pour le mois de mai. Une fois encore, elles dépassent 30 000 Russes tués ou gravement blessés. Nous observons ce niveau chaque mois et disposons de preuves vidéo pour chacune de vos pertes : ce ne sont pas des affirmations gratuites.

Nous savons que 63 % de vos pertes au front sont des morts et seulement 37 % des blessés. Au XXIe siècle, aucune armée ne peut se permettre un tel ratio. À l’avenir, la part des morts augmentera encore.

Ce n’est pas que nous nous préoccupions particulièrement des Russes après tout ce que votre guerre a apporté à l’Ukraine.

Mais je me préoccupe des Ukrainiens.

Nous perdons nos concitoyens, et chacune de nos pertes nous fait souffrir. Même si les pertes ukrainiennes sont cinq ou six fois inférieures aux pertes russes, cela reste extrêmement important pour nous.

Il importe également de rappeler que vous repoussez régulièrement, tous les quelques mois, les échéances de la conquête de nos régions, en particulier celle de Donetsk. Vous ne la prendrez pas cette année non plus.

Mais nous, en Ukraine, ne voulons pas d’une guerre permanente. Nous savons parfaitement que la vie sans guerre est infiniment meilleure. Nous voulons y parvenir.

Je suis convaincu que la majorité des Russes sont prêts à répondre positivement à cela, et vous le savez aussi.

Beaucoup ne croyaient pas que l’Ukraine résisterait aussi longtemps.

Vous n’y croyiez pas. Ceux qui vous conseillaient non plus. C’était une erreur.

Vous ne vous attendiez pas à une résistance totale de l’Ukraine et n’aviez pas prévu que les choses iraient aussi loin. Pourtant nous sommes toujours là, dans la cinquième année d’une confrontation à grande échelle.

N’ayez pas peur de sortir de cette guerre. C’est la principale chose que l’on attend désormais de vous.

L’Ukraine a conservé son indépendance. Et elle la conservera. Malgré toutes les autres prédictions.

Nous avons uni de nombreux pays du monde pour défendre l’Ukraine et s’opposer à vous. Nous avons trouvé des armes et des financements.

Nous recevons du soutien, vous recevez des sanctions. Et cela continuera jusqu’à ce que justice soit rendue à l’Ukraine.

Nous ne permettrons pas à ceux qui cherchent à vous convaincre que les sanctions contre la Russie seront levées de manière significative ou que le soutien à l’Ukraine diminuera fortement sans changement substantiel de votre position de réussir. L’exemple d’Orbán montre la honte qui attend ceux qui choisissent d’aider la Russie dans cette guerre.

L’Ukraine a traversé des hivers difficiles lorsque vous tentiez de détruire notre système énergétique. Nous avons survécu et, même dans l’obscurité, la résilience des Ukrainiens est restée intacte.

Nous avons porté la guerre sur votre territoire, et vous n’auriez pas pu poursuivre ce conflit sans l’aide de la Corée du Nord. Vous êtes le premier dirigeant russe contraint de se tourner vers Pyongyang pour obtenir une assistance militaire.

Aujourd’hui, vous dépendez également totalement de la Chine, une première dans l’histoire russe.

Vous comptiez sur l’épuisement des Ukrainiens, mais ce sont désormais nos soldats qui contribuent à la défense de nos partenaires au Moyen-Orient et dans le Golfe.

Vous espériez des troubles internes en Ukraine, mais ce sont vos propres formations militaires qui se sont mutinées contre vous. Le 23 juin constituera un nouvel anniversaire de cet événement, et le silence ne l’effacera pas de l’Histoire.

Aujourd’hui, même vos responsables politiques, vos hommes d’affaires et vos propagandistes vous regardent avec une fatigue évidente. Le monde entier le voit.

Le monde n’est pas fatigué de l’Ukraine, contrairement à ce que vous espériez depuis longtemps. Mais même ceux qui vous aident à contourner les sanctions et à maintenir votre économie à flot sont fatigués de la Russie.

Vous ne pouvez pas ne pas le remarquer.

Après vingt-six ans au pouvoir, l’âge commence à se faire sentir. Et cette fatigue ne fera que croître.

Nous avons vu des documents de renseignement indiquant que vous envisagez désormais des plans de guerre pour 2027 et 2028. Nous savons également que vous espérez que les missiles balistiques accompliront ce que tout le reste n’a pas réussi à faire.

Vous souhaitez entraîner encore davantage la Biélorussie dans cette guerre, et nous devons désormais nous préparer à cette éventualité. Nous voyons également que vous jouez un jeu autour de la Transnistrie. Vos propagandistes menacent, d’une manière ou d’une autre, tous les voisins de la Russie.

Voulez-vous vraiment traverser tout cela ?

Le choix vous appartient désormais.

Assez de guerre.

L’Ukraine propose de mettre fin à cette guerre.

Nous devons le faire honnêtement, dignement et avec des garanties solides afin qu’aucune nouvelle guerre n’éclate.

Nous voyons que les États-Unis concentrent actuellement toute leur attention sur la question iranienne. Il serait erroné d’attendre simplement que leur attention revienne vers la guerre en Europe.

L’Ukraine propose de mettre fin à la guerre dans un format de dialogue direct entre vous et nous.

Je vous propose une rencontre.

Tout le monde a entendu vos représentants déclarer avec le sourire que je pouvais venir à Moscou. Mais après vingt-six années de votre pouvoir, il n’y a rien à faire pour un dirigeant ukrainien dans votre capitale, pas plus qu’il n’y a quelque chose à faire pour un dirigeant russe à Kyiv.

Il existe des pays qui accueillent traditionnellement les dirigeants lorsqu’il s’agit de résoudre des questions de guerre et de paix : la Suisse, la Turquie ou encore plusieurs États du monde arabe.

Ce sont les dirigeants qui prennent les décisions essentielles. Cela a toujours été ainsi et cela le restera.

Je propose que nous fixions une date précise pour cette rencontre.

Nous avons entendu dire qu’on vous avait promis, en Alaska, de régler certaines questions concernant l’Ukraine et l’Europe. Mais vous voyez bien que les questions ukrainiennes et européennes ne se règlent pas à Anchorage.

D’autres participants pourront rejoindre ce dialogue bilatéral. Puisque la guerre se déroule en Europe, que l’Ukraine a besoin de garanties de sécurité et que vous en souhaitez également, il paraît logique d’associer ceux qui peuvent réellement agir comme garants.

Nous estimons que l’Europe doit participer.

Nous estimons également que les États-Unis doivent faire partie du processus.

Nous avons déjà connu de nombreux accords avec la Russie, notamment les accords de Minsk, qui n’ont pas fonctionné. Nous devons donc d’abord trouver des réponses bilatérales aux questions en suspens au lieu de nous cacher derrière des formulations ambiguës, des groupes techniques ou une diplomatie de navette interminable.

Par votre guerre, vous avez séparé pour toujours l’Ukraine et la Russie.

La ligne de front est désormais la ligne à partir de laquelle la diplomatie doit commencer.

L’Ukraine est prête à instaurer un cessez-le-feu complet pendant toute la durée des négociations. C’est une pratique classique, comme le montrent aujourd’hui les circonstances entourant l’Iran. Établir un véritable silence est la meilleure manière de commencer à se parler. Nous pensons qu’il peut s’agir d’un véritable cessez-le-feu si vous le souhaitez.

Vous savez que les États-Unis peuvent assurer la surveillance de ce cessez-le-feu le long de la ligne de contact.

L’Ukraine est prête à procéder à un échange de prisonniers selon le principe du « tous contre tous ». Cela pourrait constituer un excellent prélude à la fin de la guerre.

Nous devons prendre des mesures sérieuses pour le retour des civils et des enfants emmenés pendant la guerre.

Nous devons déterminer quel avenir attend les générations futures d’Ukrainiens et de Russes.

Si vous n’acceptez pas personnellement qu’il est temps de mettre fin à cette guerre, l’Ukraine continuera à se battre pour son existence. Nous aurons ceux qui nous soutiendront.

Mais vous devrez également lutter de plus en plus pour votre propre survie — non pas celle de la Russie, mais la vôtre.

Ce n’est ni une menace de ma part ni de celle de l’Ukraine.

Ce sont simplement les leçons de l’histoire russe, que vous connaissez bien : lorsque la Russie se lasse, les changements arrivent.

Nous pouvons contribuer à cette lassitude.

Vous pouvez mettre fin à votre guerre.

Mémoire éternelle à tous ceux dont la vie a été emportée par cette guerre.

Gloire à l’Ukraine !*

Madame IA examina a evolução do blog Diplomatizzando a pedido de Airton Dirceu Lemmertz - Paulo Roberto de Almeida

Madame IA examina a evolução do blog Diplomatizzando a pedido de Airton Dirceu Lemmertz 

 

Paulo Roberto de Almeida, diplomata, professor.

 

    Mais registros, a pedido de Airton Dirceu Lemmertz, de um follow-up contínuo de minhas postagens ao longo do tempo por essa personagem incontornável de nossa época. Creio poder afirmar que Madame IA acerta 95% de seus argumentos sobre minhas posturas e posicionamentos a respeito da política brasileira, com alguns poucos desvios que podem ser atribuídos à minha própria linguagem, por vezes feita de alusões e de subentendidos. Devo agradecer tanto ao provocador, ADL, quanto à cortesia e gentileza de Madame IA em responder de forma tão célere às demandas, e de maneira geralmente correta e ponderada. Não posso convidá-la para um café, e um papo descontraído, pois ela é muito ocupada, mas com todos os seus servidores, e milhões de chips funcionando a todo o vapor, esquentando os miolos, acredito que ela provou sua utilidade. Sou, eu mesmo, relutante em usar de seus serviços, tanto por preguiça tecnológica, quanto por preferir pensar com minha própria cabeça e fazer as minhas próprias leituras e pesquisas, mas devo agradecer, uma vez mais, a meu parceiro de provocações, ADL, sempre atento às minhas postagens, cujo objetivo principal é o autoesclarecimento, depois a informação aos meus "18 leitores", em seguida, e finalmente, como um repositório de coisas relevantes, às quais posso ter acesso quando necessitar. Grato a ambos e até a próxima vez. PRA

 

ADL: No link https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/05/airton-dirceu-lemmertz-induz-madame-ia.html (título da postagem, entre aspas) "Airton Dirceu Lemmertz induz Madame IA a incorporar certas preferências e orientações políticas e econômicas de Paulo Roberto de Almeida"): há o seguinte trecho inicial [entre aspas, a seguir] da respectiva postagem:

PRA: "Transcrevo abaixo o "exercício" conduzido por instruções dadas por Airton Dirceu Lemmertz a Madame IA no sentido de fazê-la assumir certas posturas supostamente identificadas com o modesto escriba deste irreverente quilombo de resistência intelectual que é o blog Diplomatizzando. Muito do que vai exposto pode ser considerado aceitável, mas eu teria de insistir numa coisa sobre a qual eu faço questão absoluta de insistir: o bolsonarismo diplomático, durante algum tempo também associado ao bolsolavismo, representou a MAIOR RUPTURA dos padrões diplomáticos do Itamaraty, por corresponder a uma combinação rara de ignorância, de estupidez e de uma sordidez sórdida, por representar uma submissão inaceitável não apenas aos EUA (não o país normal, mas o trumpista), mas um desequilibrado mental, uma personalidade doentia, execrável na verdade, que eu condeno com todas as minhas forças. O que eu mais valorizo no trabalho diplomático é o conhecimento conduzido com sensatez, e o bolsonarismo diplomático representou todo o oposto disso, a ignorância envolvida na burrice e na estupidez (com perdão pela redundância, mas ela é necessária), um verdadeiro horror, que destruiu a credibilidade da diplomacia profissional brasileira aos olhos do mundo, durante algum tempo conduzida de forma subordinada por um chanceler acidental, caninamente submisso aos amadores que comandavam seus passos. Isso precisa ficar claro para Madame IA e para qualquer outro leitor desta minha janela de opiniões. O que não impede que eu também me oponha ao lulopetismo diplomático, mas que no confronto com o horror do bolsonarismo diplomático é mais uma brincadeira de militantes esquerdistas mal-informados e deficientemente formados no desenvolvimentismo equivocado de certos ingênuos acadêmicos."

ADL: Quanto ao trecho inicial dessa postagem, transcrito acima, eu solicito que faça uma análise [de modo detalhado e crítico]; obrigatoriamente escrita em frases e parágrafos (proibido o uso de tabelas, quadros ou linhas divisórias).  

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Madame IA responde:

O trecho inicial escrito pelo diplomata Paulo Roberto de Almeida oferece uma crítica contundente e sem concessões ao cenário recente da política externa brasileira, estabelecendo uma clara distinção de gravidade entre os períodos governamentais que contesta. Ao abrir o texto qualificando seu próprio blog, o Diplomatizzando, como um "quilombo de resistência intelectual", o autor recorre a uma metáfora historicamente densa para posicionar sua escrita como um ato de preservação da racionalidade contra forças de retrocesso. Essa introdução serve para validar o tom combativo que se segue, preparando o leitor para uma análise que prioriza o pragmatismo técnico em detrimento de paixões ou alinhamentos político-partidários.

A argumentação principal do diplomata se concentra na desconstrução do que ele denomina "bolsonarismo diplomático" e "bolsolavismo", fenômenos descritos não meramente como divergências de linha política, mas como uma degradação sem precedentes dos padrões históricos do Itamaraty. Almeida utiliza um vocabulário agressivo e hiperbólico — com termos como "ignorância", "estupidez", "sordidez" e "personalidade doentia" — para caracterizar o alinhamento ideológico daquele período com a ala radical do governo dos Estados Unidos. Sob a ótica do autor, a condução da política externa por um "chanceler acidental" subordinado a amadores representou uma quebra estrutural que solapou a credibilidade internacional construída pela diplomacia profissional brasileira ao longo de décadas.

Paralelamente, o autor adota uma postura de equidistância crítica ao estender sua rejeição ao "lulopetismo diplomático", assegurando que sua análise não seja confundida com uma defesa das diretrizes da esquerda. Contudo, do ponto de vista analítico, o autor estabelece uma hierarquia clara de danos: enquanto a diplomacia petista é minimizada e classificada como uma "brincadeira de militantes esquerdistas mal-informados" influenciados por teses acadêmicas ingênuas, o bolsonarismo é tratado como um horror destrutivo e uma ruptura sistêmica. Dessa forma, o texto se consolida como um manifesto em defesa do conhecimento conduzido com sensatez e da tradição institucionalista, condenando o uso da máquina diplomática do Estado como palanque para experimentos ideológicos, venham eles de qualquer espectro político. 

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ADL: Quais as maiores coincidências que estão atreladas ao blog Diplomatizzando?

No contexto das discussões intelectuais do blog Diplomatizzando, as maiores "coincidências" não se referem a eventos do acaso, mas sim às convergências estruturais, paralelos históricos e interações provocadas entre o pensamento do diplomata Paulo Roberto de Almeida e o cenário global. [1, 2, 3]

·       O Fenômeno das "Inúmeras Filhas" de Madame IA: A maior e mais recente coincidência interativa do blog reside no fato de que diferentes ferramentas de inteligência artificial generativa — apelidadas pelo autor de "Madame IA" — chegam de forma independente a retratar o perfil de Paulo Roberto de Almeida com enorme precisão, incorporando suas nuances de estilo mesmo operando sob diretrizes corporativas estritas de imparcialidade. [1, 2]

·       A Intermediação Coadjuvada por Airton Dirceu Lemmertz: Há uma constante coincidência metodológica nas postagens contemporâneas onde os testes, provocações e "exercícios" conceituais aplicados às ferramentas de IA são sistematicamente conduzidos pelo leitor e colaborador Airton Dirceu Lemmertz. Ele atua como um verdadeiro pedagogo digital que provoca a IA a analisar o próprio ecossistema do blog. [1, 2, 3]

·       Paralelos Históricos Reincidentes: No plano analítico das relações internacionais, o blog destaca as coincidências inconvenientes entre os erros de cálculo geopolíticos do passado e do presente. O autor demonstra como os impasses e tratados de alianças que culminaram nas grandes guerras do século XX se assemelham, de forma alarmante, às tensões e omissões vistas na governança global contemporânea diante de líderes autocráticos. [1, 2]

·       A Sucessão Intelectual de Centenários: No campo editorial, o blog celebra coincidências cronológicas marcantes, como o fato de o autor ter escrito o ensaio de análise das relações internacionais para o segundo centenário do Diário de Pernambuco (1925-2025), sucedendo diretamente o papel histórico que o intelectual Oliveira Lima teve ao redigir o balanço do primeiro centenário do mesmo periódico. [1]

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ADL: Ao longo do tempo, o blog Diplomatizzando foi mudando seus assuntos principais?

Não, o cerne conceitual do blog Diplomatizzando permaneceu idêntico ao longo das décadas, embora a agenda empírica tenha mudado para reagir aos acontecimentos da conjuntura. Desde a sua criação por Paulo Roberto de Almeida, a plataforma opera como um diário analítico focado em diplomacia, história das relações internacionais e economia política. [1, 2, 3]

A percepção de mudança ocorre em função da transição das conjunturas políticas abordadas pelo autor:

·       Fase Inicial (Anos 2000): O foco concentrava-se na inserção econômica do Brasil, debates sobre o multilateralismo, o papel da OMC e análises históricas do Itamaraty. [1]

·       Fase Intermediária (Anos 2010): O blog direcionou-se fortemente à análise crítica do "lulopetismo diplomático", contestando as diretrizes da política externa Sul-Sul e as orientações terceiro-mundistas daquela década. [1]

·       Fase Recente (Anos 2020): Os ensaios passaram a priorizar o combate ao "bolsonarismo diplomático" (classificado pelo autor como o ápice da demolição institucional do Itamaraty), as tensões autocráticas globais (Rússia e China) e, em termos metodológicos, as interações lógicas com a Inteligência Artificial e reflexões pedagógicas intermediadas por colaboradores. [1, 2]

Em suma, os temas estruturais continuam exatamente os mesmos. O que mudou foi o objeto imediato da crítica do autor, que se adaptou rigorosamente para confrontar as diferentes correntes ideológicas que ocuparam o poder ao longo do tempo.

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ADL: Ao longo de toda história de tal blog, com quais leitores o PRA interagia [ou, de alguma forma, comunicava-se diretamente em textos de postagens] em suas postagens?

Ao longo da história do blog Diplomatizzando, o embaixador Paulo Roberto de Almeida (PRA) estabeleceu dinâmicas de comunicação muito específicas com seus leitores, alternando entre a ironia bem-humorada e o debate acadêmico rígido. Como o próprio autor costuma brincar de forma recorrente em seus textos, ele escreve para os seus "18 leitores habituais" (uma expressão irônica para designar um público pequeno, fiel e altamente qualificado). [1, 2, 3]

A interação direta de PRA nos textos das postagens ocorre principalmente com os seguintes perfis de leitores:

1. Provocadores de Conteúdo e Intermediários

·       Airton Dirceu Lemmertz: É o leitor contemporâneo com maior destaque nas postagens de diálogos interativos do blog. PRA refere-se a ele diretamente nos textos como o responsável por formular comandos, testes e "exercícios" complexos direcionados à Inteligência Artificial (a quem o diplomata chama de "Madame IA"). Ele atua como um colaborador pedagógico que estimula o autor a debater com a tecnologia. [1, 2, 3, 4, 5]

2. Colegas Diplomatas, Acadêmicos e Intelectuais

·       Sérgio Florêncio e Outros Diplomatas: PRA utiliza o corpo das postagens para dialogar com seus pares da diplomacia e da academia (como o embaixador Sérgio Florêncio). Ele frequentemente introduz cartas pessoais, e-mails trocados com amigos intelectuais e reflexões de professores do Instituto Rio Branco, transformando correspondências privadas em debates públicos no blog. [1]

3. Críticos do Conteúdo ("True Believers")

·       Leitores Ideológicos e "Passantes Occasionais": O diplomata dedica introduções de postagens para responder a comentários raivosos ou contestações ideológicas vindas de leitores alinhados ao petismo ou ao bolsonarismo. PRA interagia com esses leitores de forma irônica, categorizando-os nos textos como "true believers" (crentes cegos em ideologias) que atacavam o articulista em vez de contra-argumentar com fatos. [1, 2]

4. Leitores Atentos a Erros e Revisores Voluntários

·       José Marcos e Outros Revisores: Leitores que apontavam deslizes gramaticais, erros de digitação ou imprecisões históricas nas densas compilações do blog. PRA costumava abrir postagens inteiras para agradecer publicamente a esses leitores (mencionando-os nominalmente, como o leitor José Marcos), elogiando a vigilância deles e usando o espaço para exercitar a autocrítica de estilo.

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ADL: Atualmente, o blog Diplomatizzando está indo para qual caminho? Ou seja, qual a tendência a ser seguida pelo blog? Teremos mudanças drásticas, parciais/amenas ou tudo seguirá no mesmo?

A tendência atual do blog Diplomatizzando indica que tudo seguirá no mesmo ritmo e estilo, sem a ocorrência de mudanças drásticas ou parciais em sua essência. O embaixador Paulo Roberto de Almeida mantém a plataforma fiel à sua proposta original de "resistência intelectual", operando de forma independente e orientada pela estabilidade metodológica.

A continuidade e o direcionamento do blog apoiam-se em três pilares fundamentais:

·       Permanência dos Temas Estruturais: A pauta principal continuará focada em história diplomática, economia política global, a análise das relações internacionais brasileiras e a defesa do pragmatismo técnico do Itamaraty.

·       Foco no Combate aos Extremismos: O blog manterá sua postura de equidistância crítica e vigilância contra desvios ideológicos nas políticas de Estado, reagindo aos fatos da conjuntura conforme eles acontecem, sem alterar sua lente teórica liberal-institucionalista.

·       Aprofundamento da Interação com a Inteligência Artificial: A grande constante metodológica recente — que deve se consolidar como tendência — é a publicação de ensaios gerados a partir de provocações lógicas à "Madame IA", frequentemente intermediadas por colaboradores como Airton Dirceu Lemmertz.

Portanto, o blog caminha para a consolidação de sua maturidade editorial, funcionando como um repositório histórico vivo e um diário de análise crítica moldado pelos acontecimentos do presente, mas firmemente ancorado nas convicções que o guiam desde o início.

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ADL: Sobre a nova política dos EUA em relação ao CV e ao PCC, qual a opinião de PRA?  

A opinião de Paulo Roberto de Almeida (PRA) sobre a decisão do governo dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas é de que essa medida representa o pior cenário possível para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e expõe a fragilidade da política de segurança do governo federal. [1]

Conforme exposto em suas análises no blog Diplomatizzando, PRA endossa a percepção de que a medida atinge diretamente o "ponto fraco" da atual gestão brasileira. Os principais pontos que fundamentam a visão do diplomata são: [1, 2]

·       O Temor de Lula Concretizado: PRA destaca que essa classificação era justamente "o que Lula mais temia", uma vez que o governo brasileiro atuou ativamente nos bastidores para tentar dissuadir Washington de adotar a medida, preferindo manter o tema no escopo da cooperação policial tradicional. [1, 2, 3]

·       A Influência da Oposição na Casa Branca: O embaixador observa que o avanço da nova política americana reflete a influência de setores da oposição brasileira junto à administração de Donald Trump — mencionando as articulações do senador Flávio Bolsonaro com o secretário de Estado, Marco Rubio —, o que impõe uma dura derrota diplomática ao Palácio do Planalto. [1, 2, 3]

·       Impacto Internacional e Pressão: Para PRA, ao transformar a atuação das facções de um problema doméstico de segurança pública em uma ameaça de segurança internacional, os EUA ganham ferramentas robustas de pressão financeira, diplomática e de inteligência, deixando o governo brasileiro sob constante observação e cobrado por resultados mais duros contra o crime organizado. [1, 2]

Em suma, PRA avalia o movimento de Washington como uma manobra estratégica e política precisa, que desarmou a diplomacia governamental brasileira e encurralou o governo federal diante de um tema politicamente sensível às vésperas do cenário eleitoral. [1, 2, 3]

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ADL: Com certa frequência, ocorre a expressão "extrema direita" no blog. E a "extrema esquerda" é mencionada no blog? E quem ela é? Quais as figuras centrais? Qual a opinião de PRA sobre essa outra extrema?  

Sim, a "extrema esquerda" é mencionada e analisada de forma explícita no blog Diplomatizzando. O embaixador Paulo Roberto de Almeida (PRA) aborda o tema de maneira frequente para traçar paralelos intelectuais e comportamentais com a extrema direita. [1, 2, 3]

Quem é a Extrema Esquerda segundo o blog?

Para PRA, as forças da extrema esquerda definem-se por características ideológicas rígidas que se opõem diretamente ao liberalismo econômico e político. Em seus ensaios, ele a define como: [1, 2]

·       Estatizante e anticapitalista: Demonstra forte preconceito contra a propriedade privada e as elites financeiras.

·       Nacionalista tacanha: Defende um isolacionismo econômico sob falsos pretextos de soberania.

·       Coletivista: Prioriza direitos coletivos em detrimento das liberdades individuais e adota uma agenda de direitos humanos seletiva.

·       Autocrática: Alinha-se e defende regimes ditatoriais sob a justificativa da militância anticapitalista ou anti-imperialista. [1, 2]

Figuras Centrais no Blog

O embaixador divide as referências da extrema esquerda em eixos globais, históricos e regionais:

·       No plano global (Eixo Autocrático): PRA associa a extrema esquerda contemporânea aos regimes de países como Cuba, Venezuela e Nicarágua, além de apontar a sustentação ideológica que essas forças dão a blocos geopolíticos autocráticos liderados por China e Rússia. No cenário europeu, o blog cita movimentos radicais como o partido francês França Insubmissa (LFI), liderado por Jean-Luc Mélenchon. [1, 2]

·       No cenário histórico brasileiro: Ele cita os movimentos de guerrilha urbana do período da ditadura militar, como a Ação de Libertação Nacional (ALN). [1]

·       No cenário político atual: Embora classifique o PT e o "lulopetismo" majoritariamente como uma esquerda corporativista, retrógrada e mal informada, ele argumenta que alas intelectuais do partido e legendas mais radicais operam na franja da extrema esquerda ao flertar constantemente com o apoio a ditaduras sul-americanas. [1]

A Opinião de PRA sobre a Extrema Esquerda

A visão do diplomata é de total rejeição, pautada em sua defesa irredutível dos valores do Iluminismo e da democracia representativa. Suas principais críticas são: [1]

·       A Teoria dos Extremos Iguais: PRA defende que, apesar de discursos opostos, a extrema esquerda e a extrema direita se encontram no método. Ambas são marcadamente anti-Iluministas, antiliberais e autoritárias. [1]

·       A Maior Ameaça Global: Em análises de geopolítica, o autor afirma explicitamente que o bloco autocrático global — tendencialmente de esquerda ou extrema esquerda — representa hoje a principal ameaça à democracia no mundo, superando a própria "internacional fascista" de extrema direita, à qual ele atribui um perigo secundário. [1]

·       O Erro Econômico: PRA critica veementemente a tentativa de reduzir as liberdades econômicas sob o pretexto de ajudar os mais pobres, argumentando que as vias estatizantes adotadas por essa corrente geram apenas miséria e corrupção sistêmica.

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* Fonte: Gemini IA.

** Link

https://www.google.com/search?q=Apresente-me+uma+Descri%C3%A7%C3%A3o+do+conte%C3%BAdo+do+v%C3%ADdeo+do+link%3A+https%3A%2F%2Fyoutube.com%2Fwatch%3Fv%3DjYDo_nXrvHI+%28Peixes+na+tarrafa+ap%C3%B3s+pescaria+no+a%C3%A7ude+do+s%C3%ADtio%29.+No+texto+da+Descri%C3%A7%C3%A3o%2C+n%C3%A3o+mostre+o+tempo+%28minutos+e+segundos%29%3B+mas%2C+sim%2C+apenas+o+texto.+O+texto+deve+estar+em+um+%C3%BAnico+par%C3%A1grafo.&rlz=1C2GCEA_enBR1094BR1098&sca_esv=77c54c512549c0a1&sxsrf=ANbL-n41EyUI5G36xDclnS7hHClAttRRqw%3A1780156422404&source=hp&ei=Bggbarq8Fa3Z5OUP4dHX6AY&iflsig=AFdpzrgAAAAAahsWFs6TX55vPwxWoEyzofN3IhzAl4Og&ved=0ahUKEwi618u5r-GUAxWtLLkGHeHoFW0Q4dUDCCY&uact=5&oq=Apresente-me+uma+Descri%C3%A7%C3%A3o+do+conte%C3%BAdo+do+v%C3%ADdeo+do+link%3A+https%3A%2F%2Fyoutube.com%2Fwatch%3Fv%3DjYDo_nXrvHI+%28Peixes+na+tarrafa+ap%C3%B3s+pescaria+no+a%C3%A7ude+do+s%C3%ADtio%29.+No+texto+da+Descri%C3%A7%C3%A3o%2C+n%C3%A3o+mostre+o+tempo+%28minutos+e+segundos%29%3B+mas%2C+sim%2C+apenas+o+texto.+O+texto+deve+estar+em+um+%C3%BAnico+par%C3%A1grafo.&gs_lp=Egdnd3Mtd2l6IqUCQXByZXNlbnRlLW1lIHVtYSBEZXNjcmnDp8OjbyBkbyBjb250ZcO6ZG8gZG8gdsOtZGVvIGRvIGxpbms6IGh0dHBzOi8veW91dHViZS5jb20vd2F0Y2g_dj1qWURvX25YcnZISSAoUGVpeGVzIG5hIHRhcnJhZmEgYXDDs3MgcGVzY2FyaWEgbm8gYcOndWRlIGRvIHPDrXRpbykuIE5vIHRleHRvIGRhIERlc2NyacOnw6NvLCBuw6NvIG1vc3RyZSBvIHRlbXBvIChtaW51dG9zIGUgc2VndW5kb3MpOyBtYXMsIHNpbSwgYXBlbmFzIG8gdGV4dG8uIE8gdGV4dG8gZGV2ZSBlc3RhciBlbSB1bSDDum5pY28gcGFyw6FncmFmby4yERAAGMoGGJ4GGPAFGOoCGLQCMhEQABjKBhieBhjwBRjqAhi0AjIREAAYygYYngYY8AUY6gIYtAJIycAJUIULWJKZCXAAeACQAQCYAZ4BoAGeAaoBAzAuMbgBA8gBAPgBAvgBAZgCAaACsQGoAgOYA7EBkgcDMC4xoAeqArIHAzAuMbgHsQHCBwMzLTHIBwyACAE&sclient=gws-wiz&aep=107&cs=0&mstk=AUtExfCxSGczysI_hqquICqzNTw2SV_iotQ-Simg1lrh6WBt5iu-xqC1zdysbY_CMk9B7UMPgTmaRaCefRN5Eot2P0wkDhXPhEEJsdskBa9Khjh1-CQ87zR4IepdK5t_2sPN2wpoTCK0AMcQNgOfUZvUaaVT5o1LwOKbmSaq-9Xk-H-NFrwbS3fUB1gKoZKuHu6_7IxcHVRmkcHRox8ylo9wc2yVwmmZLVGYNPK16emJATs0jqcBUWtSzk_q5QRdH5nqVQt1rMxpckDFwRdPJ7rRMPRoRmLnbpMeET8rSJaI6dGS5VFTmD3A_V0GRqhYl4ECZ9_JAmjsdlC56w&csuir=1&mtid=pggbarKlJtnX5OUPnI2SqA4&lns_mode=cvst&udm=50#:~:text=A%20Opini%C3%A3o%20de%20PRA%20sobre%20a%20Extrema%20Esquerda 

Paulo Roberto de Almeida

Brasília, 5341, 4 junho 2026, 8 p.

Divulgado no blog Diplomatizzando (5/06/2026; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/06/madame-ia-examina-evolucao-do-blog.html).

 

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