segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Falando de amizades: esta vai ocupar um bom pedaço...

República Bolivariana de Venezuela
Presidencia de la República

Comunicado

El Presidente de la República Bolivariana de Venezuela, Comandante Hugo Chávez, a nombre del Pueblo y del Gobierno venezolano, hace llegar sus más efusivas felicitaciones a la compañera Dilma Rousseff, a quien el Pueblo ha electo como primera mujer Presidenta de la República Federativa del Brasil al cabo de una histórica jornada democrática.

La victoria de Dilma Rousseff es fruto de una extraordinaria movilización de las fuerzas populares del Brasil profundo, que con sus sindicatos, movimientos sociales, estudiantiles, intelectuales y artísticos, ha ratificado su voluntad de seguir transitando la senda de desarrollo y progreso social abierta por el Presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

De la mano de nuestro hermano el Presidente Lula, Dilma Rousseff ha contribuido a la transformación del Brasil en un país con mayores oportunidades para todos, acceso a la salud, a la educación y a la vivienda digna, parte integrante y motor fundamental de la gran oleada de justicia e igualdad que atraviesa a Nuestra América.

El rotundo y contundente triunfo de Dilma Rousseff, es la mejor garantía de que el Brasil seguirá transformándose y acercándose cada día más a los pueblos hermanos del continente. En estos últimos años, Brasil y Venezuela hemos comenzado a conocernos de verdad, tejiendo fuertes lazos de amistad, solidaridad y cooperación, con proyectos de gran envergadura para el desarrollo industrial, agroalimentario, científico, tecnológico y energético, entre otros. En esta nueva etapa que se abre para ambas naciones, el liderazgo de la Presidenta Dilma Rousseff será un factor de profundización de la fraternidad venezolano – brasileña.

La victoria de la Presidenta Dilma es también garantía de que el proceso de Unión de los pueblos de nuestra región, mandato fundacional de nuestros Libertadores, seguirá consolidándose en espacios como el Mercosur, la Unasur y la Comunidad de Estados Latinoamericanos y Caribeños.

Vaya al Pueblo del Brasil, desde las tierras del Libertador Simón Bolívar, el inmenso abrazo de felicitación del Pueblo de Venezuela, con nuestra ferviente convicción de que seguiremos construyendo juntos, ahora con la Presidenta Dilma Rousseff al frente, un presente común de bienestar y felicidad.

El Presidente Hugo Chavez ratifica su máxima voluntad para caminar junto a Brasil, ahora con la Presidenta Dilma Rousseff, en la continuación de la nueva Suramérica, cada vez mas independiente y unida.

¡Que Viva el Pueblo de Brasil!
!Que Viva el Presidente Lula!
!Que Viva la Presidenta Dilma Rousseff!

Hugo Chávez Frías
Presidente de la República Bolivariana de Venezuela


Caracas, 31 de octubre de 2010

Nova presidenta: velhas e novas amizades...

Nem sempre se pode escolher os amigos. Mas curioso que os mais apressadinhos são justamente aqueles que mais necessitam de amigos. É ou não é verdade?
Paulo Roberto de Almeida

Ahmadinejad parabeniza Dilma por vitória e pede apoio; Chávez diz que petista saudou venezuelanos
O Globo, 01/11/2010
 
BRASÍLIA - No dia seguinte da eleição presidencial, os presidentes do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, e da Venezuela, Hugo Chávez, felicitaram a presidente eleita, Dilma Rousseff, pela vitória. Ahmadinejad enviou uma carta em que pediu o apoio do Brasil no cenário internacional. Já Chávez falou com a petista por telefone, e disse ela prometeu manter a cooperação entre os países. 

"Estou confiante de que o Brasil vai progredir e desenvolver durante seu mandato presidencial"

Segundo informações da Presidência do Irã, Ahmadinejad disse estar confiante no progresso e desenvolvimento do Brasil "em velocidade máxima" durante o governo de Dilma. Ahmadinejad afirmou ainda que confia que as relações entre o Irã e o Brasil serão intensificadas no próximo governo.
"Estou confiante de que o Brasil vai progredir e desenvolver, em velocidade máxima, durante seu mandato presidencial", afirmou Ahmadinejad na carta.
A notícia ganhou destaque na agência estatal de notícias do Irã, a Irna. Uma fotografia de Dilma ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ilustra a principal reportagem do site em inglês.
Na correspondência enviada à Dilma, o presidente iraniano afirmou estar confiante na ampliação das relações entre o Brasil e o Irã, assim como nos esforços pelo respeito às normas internacionais de Justiça, segurança e estabilidade. 

"Falei com a presidenta Dilma. Me encarregou de cumprimentar todo o povo venezuelano"
 Ahmadinejad não menciona os Estados Unidos, mas reclama dos "padrões duplos" utilizados por parte da comunidade internacional para analisar questões específicas. Ele se referiu ao programa nuclear iraniano, que é alvo de sanções do Conselho de Segurança das Nações Unidas e unilateralmente de vários países. O tom da carta é de pedido de apoio ao Irã.
Hugo Chávez, por sua vez, usou seu Twitter para afirmar que, por telefone, a presidente eleita garantiu que vai continuar com a parceria entre Venezuela e Brasil.
- Falei com a presidenta Dilma. Encarregou-me de cumprimentar a todo o povo venezuelano. "Seguiremos construindo a Unidade Brasil-Venezuela", disse (Dilma) - relatou Chávez.

Nova presidenta: a analise sobria dos banqueiros do Citi

Na verdade, de alguns economistas brasileiros, mas a serviço dos mesmos banqueiros, que antigamente os aliados da nova presidenta (estou esperando a designação oficial, mas parece que ela já se declarou favorável a essa horrível designação) chamariam de especuladores de Wall Street. Hoje, eles já não acham mais isso: são aliados, e como...
Paulo Roberto de Almeida

Brazil Macro Flash: Outcome of Presidential Elections Reflects Desire for Continuity
Marcelo Kfoury
Stephan Kautz
Leonardo Porto

Bottom Line
As expected, Ms. Dilma Rousseff won the presidential race and will replace President Lula on January 1st. This result represents the overall desire to continue with current policies, meaning strong economic growth and social programs. Overall, the PT and its alliance had a strong showing in Congress, granting a majority at both houses while the opposition, especially the PSDB, managed to come out strong at gubernatorial elections. Therefore, the next administration shouldn’t have much difficulty dealing with Congress, but the opposition might start breeding the future leaders for upcoming elections. The focus of market attentions now should be on the cabinet formation and potential reforms agenda.

Key Points
Ms. Rousseff had 55 million votes while Mr. Serra received 43 million, the tightest presidential election since 1989. Ms. Rousseff had 10 million votes less than President Lula had back in 2006. In spite of a holiday tomorrow, attendance was not much different from previous elections, with absenteeism just slightly higher. Ms. Rousseff won in 15 states, mostly focused on the Northeastern region, while Mr. Serra led in 11 states, with stronger showings in the Southern regions.

Regarding gubernatorial elections, the PSDB consolidated as the main opposition party, winning eight states, which represent over 46% of the total population. In the second round, the PSDB won four of five state elections in dispute and governs two states more than in 2006. The PT and PMDB elected five states’ governors each, while the PSB won in six states.

At Ms. Rousseff’s first press conference, she was accompanied by the former Minister of Finance Antonio Palocci, in a signal that he might have a key post in her administration, likely the Chief of Staff. The economic policy team was also present, including current Minister Mantega and BCB chairman Meirelles. Both are likely to be around in the transition until the end of the year and even in the beginning of Ms. Rousseff’s administration. Finally, she mentioned little about the future, highlighting to keep campaign promises and keep inflation low.

We believe markets will focus now on FX and fiscal policies, namely whether there will be any change coming. So far, until the end of the year we expect no meaningful changes in both. Yet, the Congress needs to finish voting on the 2011 Budget Law, which could provide an opportunity to check whether more conservative spending estimates could be included, opening room for taming the current expenses growth.

A ilusao do Bric - Oliver Stuenkel

OPINIÃO

A ilusão do Bric

OLIVER STUENKEL

 O Globo, 27/10/2010


O principal legado do presidente Lula no campo da política externa é o fortalecimento das parcerias do Brasil com outras potências emergentes, sobretudo os países do Bric. O comércio com a China está em expansão. Entrou em vigor um acordo de isenção de vistos entre Brasil e Rússia. As relações com a Índia nunca estiveram melhor. O Brasil está certo de querer forjar vínculos bilaterais mais estreitos com os gigantes asiáticos emergentes.
Mas, embora o Brasil deva fortalecer os vínculos individualmente, o próximo presidente brasileiro deve tomar cuidado para não levar a aliança Bric demais a sério. A marca melhorou a imagem do Brasil, mas juntar forças e apostar na importância estratégica da aliança não pode senão resultar em decepção. A marca Bric, criada pelo banqueiro Jim O'Neill, não vai sobreviver a longo prazo.
Que o acrônimo Bric tenha deixado de ser mero termo de investimento para se tornar uma realidade política não é sinal de presciência de O'Neill. O triunfo da marca Bric e sua aceitação entusiástica até por parte de seus "membros", apesar de suas inadequações, indicam o anseio não satisfeito das potências emergentes de compreenderem um mundo cada vez mais complexo, e que lugar nele lhes cabe.
O desafio de encontrar maneiras categóricas de entender o mundo tem precedentes. Historicamente, acadêmicos buscaram estabelecer distinções entre países ao classificá-los por categorias e blocos organizados de acordo com diferentes variáveis. Em 1946, Winston Churchill estabeleceu tal conceito quando introduziu a ideia da Cortina de Ferro. Pouco depois, Alfred Sauvy cunhou o termo Terceiro Mundo, ajudando seres humanos a entenderem o sistema internacional.
Atualmente, esses modelos já não têm significado, e há muitas propostas para novas maneiras de se repensar a realidade geopolítica. Quando criou os Brics, O'Neill estava apenas considerando aspectos econômicos; sendo assim, os países que ele escolheu eram muito heterogêneos. O Brasil e a Índia são duas democracias que ainda não estão plenamente estabelecidas na atual ordem mundial, enquanto a China e a Rússia, dois regimes não democráticos, são poderes estabelecidos desde 1945. Os quatro discordam sobre quase tudo, incluindo mudança climática, direitos humanos e a reforma da governança global.
Apesar de todos estes fatores, o termo Brics virou um conceito chave entre analistas. Os líderes do Brasil, da Índia, da Rússia e da China começaram a se referir a eles mesmos como "membros do Bric". Em 2009, os presidentes Lula e Hu Jintao e os primeiros-ministros Medvedev e Singh encontraram-se em São Petersburgo para uma cúpula do Bric.
Por que os quatro líderes decidiram juntar-se e transformar a categoria de investimentos de O'Neill em realidade política? O que mais os unia parecia ser seu interesse comum em mudar a maneira como o mundo era conduzido. Após o otimismo inicial e os grandes anúncios de uma "nova ordem mundial", no entanto, os membros do Bric deram-se conta de que suas posições eram demasiadamente divergentes para concordarem sobre quaisquer medidas específicas. A categoria de O'Neill é ampla demais para ser significativa.
O que o sucesso da marca Bric realmente mostrou é que os acadêmicos e investidores não são os únicos a buscar uma categoria que possa capturar a realidade. Chefes de Estado anseiam, igualmente, por uma maneira significativa de compreender o mundo. Os quatro líderes encontraram-se em São Petersburgo essencialmente para "experimentar" a categoria que O'Neill tinha inventado para eles. Em vez de apontar para as semelhanças, seu comportamento refletia o forte desejo de entender a que categoria eles pertenciam. Em um mundo de rápidas mudanças, onde parâmetros tradicionais tais como ocidente e oriente, norte e sul e rico e pobre já não orientam as potências emergentes, colocar o "chapéu Bric" foi apenas outro episódio, embora certamente não o último, na busca complexa de sua identidade e de seu lugar em um mundo que vão, em breve, dominar.

OLIVER STUENKEL é cientista político.

Treze promessas da candidata, agora presidente: meus comentarios (Paulo R. Almeida)


As promessas da candidata eleita: breve avaliação

Paulo Roberto Almeida

Assim como fiz brevemente em relação ao candidato da oposição, vou examinar, ainda que brevemente, os compromissos assumidos pela candidata oficial, agora eleita, que deveriam funcionar como uma série de engajamentos genéricos a serem cumpridos nos próximos quatro anos. Justamente, em virtude de seu caráter por demais genérico, certos “compromissos” não representam quase nada.

OS 13 COMPROMISSOS

1. Expandir e fortalecer a democracia política, econômica e social. Garantia irrestrita de liberdade religiosa, de imprensa e de expressão
PRA: Tendo em conta as barbaridades que foram sendo ditas, ao longo dos últimos oito anos, sobre a “grande mídia”, sobre essa alucinação coletiva chamada “Partido da Imprensa Golpista”, mais carinhosamente chamada de PIG, e todas as obsessões de petistas e aliados contra uma coisa chamada “monopólio das comunicações nas mãos de grandes grupos”, é realmente bem-vindo que a candidata se tenha comprometido a “expandir e fortalecer” tudo isso que vai acima.
Na verdade, tudo isso nem precisaria ser dito, sequer mencionado, se não subsistissem desconfianças de que, entre seus colegas de partido e outros apoiadores dotados de vocação totalitária, se apresentassem novamente as mesmas propostas dessas “conferências nacionais” manipuladas por partidos e grupelhos anti-democráticos, empenhados em construir uma imprensa à imagem e semelhança de outras que existem em países justamente anti-democráticos e totalitários.
Nada disso precisaria existir, se não fosse esse comichão de restringir as ditas liberdades. Aliás, a candidata não precisa garantir nada. A Constituição já garante. Ela não precisa fazer nada, basta ficar quieta e não mexer com a imprensa, que dispensa totalmente suas “garantias” para continuar existindo e funcionando normalmente. Quem precisa de garantias é a sociedade, de que dinheiro público não vá para uma imprensa amestrada, para órgãos de informação escravos do poder e coisas do gênero.
Uma boa coisa seria a presidente eleita – sorry, mas não consigo chamá-la de presidenta, coisa horrível de se dizer, sem qualquer sentido aliás – prometer acabar com o ministério da propaganda (vulgarmente conhecido como Secom) e suas imensas verbas, gastas inutilmente em fazer publicidade do governo. Quando o governo tem algo a dizer para a sociedade, se for relevante, não se preocupe que a imprensa repercutirá, de graça para o governo. Todo o resto é propaganda, e portanto dispensável.

2. Construir mais. Crescimento com distribuição de renda
PRA: ??!!! So what? Alguém é contra o crescimento, contra “construir mais”? Bem, talvez os ecologistas, mas esses a candidata sabe como tratar. Alguém seria a favor do crescimento com concentração de renda? Mesmo sendo, ninguém vai dizer.
Na verdade, são os governos que concentram renda, ao dar bolsa-banqueiro (juros altos dos títulos da dívida pública), bolsa-industrial (dinheiro barato do BNDES, para certos projetos ditos “estratégicos”), altos salários para os mandarins da República, a começar pelo Judiciário e Legislativo, pensões e aposentadorias generosas para os mesmos, universidade pública gratuita para os filhos dos ricos, enfim, toda uma série de mecanismos concentradores – a começar pela inflação, que muitos economistas da tropa da presidente favorecem, em troca de “mais emprego” – que governos ditos populares costumam praticar sem mesmo ter consciência do que estão fazendo.

3. Projeto Nacional de Desenvolvimento que assegure a transformação produtiva
PRA: Essa conversa de “projeto nacional” sempre aparece naqueles grupos que tem essa vocação de praticar “engenharia social”. Alguém já viu algum país hoje rico e avançado que tenha alcançado esse estágio de desenvolvimento através de um “projeto nacional”? Acho que essas nações simplesmente trabalharam duro até ficarem ricas e prósperas. Se em vez de perder tempo com essas bobagens que nunca foram implementadas, o novo governo simplesmente estimular a atividade empresarial privada, parar de fazer “despoupança” com o dinheiro da sociedade já seria uma ótima coisa. Os melhores projetos costumam ser os mais simples: produzir, criar empregos, distribuir riqueza pela via do mercado, etc. Se projeto nacional de desenvolvimento fosse receita milagre de desenvolvimento, os países socialistas, com todos os seus planos quinquenais e o planejamento centralizado, teriam conseguido se tornar potências avançadíssimas, não a miséria e o desastre social, humano e material que foram, até soçobrarem na irrelevância econômica total.

4. Defender o meio ambiente e garantir o desenvolvimento sustentável
PRA: Muito bem. Lá vai a presidente, que já afirmou em Copenhagen que o meio ambiente era uma ameaça ao desenvolvimento, agora sai para defendê-lo bravamente. Não sei por que, mas tenho uma bronca desse tal de “desenvolvimento sustentável”; acho a maior bobagem politicamente correta já criada nos últimos 30 anos. Ponto.

5. Erradicar a pobreza
PRA: Uau! Excusez du peu, como diriam os franceses. Não se trata nem de diminuir a miséria ou eliminar a pobreza extrema, mas simplesmente "erradicar a pobreza". E isso em 4 anos! Bem, quem sou para contestar a presidente? Acho que os EUA, uma das nações mais avançadas do planeta, mas que ainda tem muitos pobres, vão pedir a receita da solução milagre...

6. Governo para todos com atenção especial ao direito dos trabalhadores
PRA: Xiii! Acho que vem mais engessamento da legislação trabalhista por aí, o que não seria nada estranho, em se tratando de um governo eleito com o apoio dos sindicatos de trabalhadores, alguns até verdadeiras máfias sindicais. Trata-se da melhor garantia de que o desemprego vai continuar alto nos próximos anos.
Mas se eu falar em reforma da legislação trabalhista, no sentido da empregabilidade, vão me chamar de "neoliberal". Acho que eles vão conseguir aprovar a lei das “40 horas”, sem redução de salário, o que deve aumentar um pouco mais o desemprego, como aliás ocorreu na França e suas 35 horas, frustradas. Veremos...

7. Educação para igualdade social
PRA: ??? Não imaginaria ninguém prometendo educação para a desigualdade. Agora, o que isso quer dizer, exatamente, eu não sei. Acho que nem a candidata eleita...

8. Trabalhar o Brasil em políticas científica e tecnológica
PRA: “Trabalhar” o Brasil? É com esse tipo de linguagem que se pretende trabalhar no governo? Acho melhor eles fazerem um curso de Português antes...
Aguardo maiores esclarecimento, pois a frase não quer dizer rigorosamente nada. Enquanto isso vou “trabalhar” a massa do pão de queijo.

9. Universalizar a saúde e garantir a qualidade de atendimento do SUS
PRA: Curioso: o presidente atual já tinha dito que a saúde no Brasil estava quase perfeita! Será que aconteceu alguma coisa no caminho que atrapalhou? Será que foi a “extinção perversa” da CPMF? Mas não pode ser: a arrecadação continuou a subir depois disso, ultrapassando, aliás, os volumes previstos para a CPMF. Tenho por mim que o problema da saúde não é tanto a necessidade de mais dinheiro e sim de gestão e de boa administração. Coisas que um Estado organizado pode fazer em quatro anos...
Pode até universalizar, mas acho que vai sair um pouco mais caro do que meio PIB. Aí, vão vir novamente com aquela história da CPMF. Alguém acredita?

10. Vida nas cidades. Habitação, Saneamento e Transportes
PRA: So what?, como diriam os ingleses. Aguardaremos nossa vida... E o pessoal do campo, não leva nada?

11. Valorizar a cultura nacional e dialogar com as outras
PRA: Vamos colocar a nossa cultura a "dialogar" com as outras. Bom programa. Se parar de dar dinheiro para artista incompetente para ganhar o seu próprio dinheiro no mercado, já estaria muito bom. Esses filminhos oficialescos costumam ser horríveis.

12.Combater o crime e garantir a segurança dos cidadãos
PRA: Muito bem. Acho que é isso. Faltou só dizer como...

13. Presença ativa e altiva do Brasil no mundo.
PRA: OK, não precisamos mais nos preocupar com a nossa soberania. Ainda bem que ela está assegurada. Eu me sinto tão mais tranqüilo assim: poder dizer não ao império, poder dizer sim aos países pobres... Tão melhor...

Dilma Roussef
            PRA: Presidente ou presidenta?
Shanghai, 1 de novembro de 2010

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