Temas de relações internacionais, de política externa e de diplomacia brasileira, com ênfase em políticas econômicas, viagens, livros e cultura em geral. Um quilombo de resistência intelectual em defesa da racionalidade, da inteligência e das liberdades democráticas. Ver também minha página: www.pralmeida.net (em construção).
sexta-feira, 19 de setembro de 2025
Memória Diplomática – Paulo Roberto de Almeida
1) 1977: Ingresso na carreira: origem social; autoexílio na ditadura (1970); estudos na Bélgica: graduação, mestrado e início do doutoramento; decisão de voltar ao Brasil; projeto de carreira acadêmica; concurso em plena tentativa de golpe de Frota; teste para possível fichamento SNI: concurso Itamaraty; fichamento ocorreu logo em seguida: descoberta mais tarde (Arquivo Nacional de Brasília: diretório SNI).
2) 1979-1985: casamento; primeiros postos no exterior: Berna e Belgrado: término do doutoramento; viagens pelo socialismo; revisão das concepções políticas e sobre a economia; alguns escritos ainda sob outros nomes: brasileiros na guerra civil espanhola.
3) 1985-1987: trabalho na SERE: professor na UnB e no IRBr: sociologia política; inflação e planos econômicos frustrados; primeiro escritos sobre partidos políticos e política externa, parlamento; convocação da Constituinte: trabalhos sobre Diplomacia/Constituição.
4) 1987-1990: Convite para Washington de Marcílio Marques Moreira (Paulo Tarso); remoção para Genebra, Desarmamento e Delegação Econômica: Paulo Nogueira Batista e Rubens Ricupero: Rodada Uruguai; Unctad; Ompi; estudos de economia e comércio internacional; primeira tentativa de fazer um trabalho sobre a formulação da política econômica externa.
5) 1990-1992: Montevidéu-ALADI; Sensação de grande potência no pequeno Uruguai, ainda muito atrasado; estudo sério da integração: Alalc-Aladi-Mercosul; governo Collor: primeira tentativa de modernização econômica no Brasil; revisão de grandes conceitos da diplomacia terceiro-mundista; algumas incursões acadêmicas; Livro: Mercosul: Textos Básicos (Brasília: IPRI-Fundação Alexandre de Gusmão, 1992, Coleção Integração Regional nº 1; esgotado).
6) 1992-1993: Breve estada em Brasília: primeiro livro sobre a integração e o Mercosul (1993); intensas atividades acadêmicas em diversas instituições do Brasil; muitas viagens para explicar a integração e divulgar seus principais aspectos; Livro: O Mercosul no contexto regional e internacional (São Paulo: Edições Aduaneiras, 1993, 204 p.; ISBN: 85-7129-098-9; Estante Virtual; Academia.edu).
7) 1993-1995: Paris: setor econômico da embaixada, Clube de Paris, OCDE; vida universitária; aprofundamento na História; colaboração com a professor Katia Mattoso; livrinho de história do Brasil; viagens pela Europa;
8) 1995-1999: SERE: chefia da DPF, acordos de investimentos; diplomacia bastante casada à política externa; tese sobre Brasil e OCDE rejeitada em 1996; tese sobre a Formação da diplomacia econômica no Brasil (os mortos não reclamam); Livros: José Manoel Cardoso de Oliveira: Actos Diplomaticos do Brasil: tratados do periodo colonial e varios documentos desde 1492 (edição fac-similar, publicada na coleção “Memória Brasileira” do Senado Federal; Brasília: Senado Federal, 1997; 2 volumes; Volume I: 1493 a 1870; Volume II: 1871 a 1912; Academia.edu); Relações internacionais e política externa do Brasil: dos descobrimentos à globalização (Porto Alegre: Editora da UFRGS, 1998, 360 p.; ISBN: 85-7025-455-5; esgotado; Amazon.com); Carlos Delgado de Carvalho: História Diplomática do Brasil (edição fac-similar: Brasília: Senado Federal, 1998; Coleção Memória brasileira n. 13; 420 p.; Academia.edu); Mercosul: Fundamentos e Perspectivas (São Paulo: Editora LTr, 1998, 160 p.; ISBN: 85-7322-548-3; esgotado; Academia.edu); O Brasil e o multilateralismo econômico (Porto Alegre: Livraria do Advogado Editora, na coleção “Direito e Comércio Internacional”, 1999, 328 p.; ISBN: 85-7348-093-9; Estante Virtual); Velhos e novos manifestos: o socialismo na era da globalização (São Paulo: Editora Juarez de Oliveira, 1999, 96 p.; ISBN: 85-7441-022-5; esgotado; Academia.edu); Mercosul, Nafta e Alca: a dimensão social (São Paulo: LTr, 1999, com Yves Chaloult); O estudo das relações internacionais do Brasil (São Paulo: Editora da Universidade São Marcos, 1999, 300 p.; ISBN: 85-86022-23-3; Estante Virtual; Academia.edu).
9) 1999-2003: ministro-conselheiro em Washington; trabalho com brasilianistas; ataques terroristas em NY e W.DC; eleição de Lula; invasão do Iraque; convite para dirigir mestrado do IRBr; diversos livros publicados, inclusive A Grande Mudança (ascensão do PT). Livros: Une histoire du Brésil: pour comprendre le Brésil contemporain (avec Katia de Queiroz Mattoso; Paris: Editions L’Harmattan, 2002, 142 p.; ISBN: 978-2747514538; Amazon.com.br) ; Os primeiros anos do século XXI: o Brasil e as relações internacionais contemporâneas (São Paulo: Editora Paz e Terra, 2002, 286 p.; ISBN: 85-219-0435-5’esgotado; Estante Virtual; Academia.edu); Formação da diplomacia econômica no Brasil: as relações econômicas internacionais no Império (São Paulo: Editora Senac, 2001, 680 pp., ISBN: 85-7359-210-9; 3ª. edição, 2017, dois vols.: ISBN: 978-85-7631-675-6; 1º volume; 2º volume); Le Mercosud: un marché commun pour l’Amérique du Sud (Paris: L’Harmattan, 2000, 160 p.; ISBN: 2-7384-9350-5); O Brasil dos Brasilianistas: um guia dos estudos sobre o Brasil nos Estados Unidos, 1945-2000 (ed. Com Marshall C. Eakin; Rubens Antônio Barbosa; São Paulo: Paz e Terra, 2002; ISBN: 85-219-0441-X; Academia.edu).
10) 2003-2006: convite vetado; temas candentes: Alca, política econômica e escolhas diplomáticas do lulopetismo; trabalho no Núcleo de Assuntos Estratégicos, fora do Itamaraty, mas na PR; ministro Gushiken; saída com Mangabeira; retorno ao MRE, mas sem qualquer oportunidade de trabalho na SERE; professor no Ceub, até 2021. Livros: A Grande Mudança: consequências econômicas da transição política no Brasil (São Paulo: Editora Códex, 2003, 200 p.; ISBN: 85-7594-005-8; esgotado; Estante Virtual); Envisioning Brazil: A Guide to Brazilian Studies in the United States, 1945-2003 (with Marshall C. Eakin; Madison: Wisconsin University Press, 2005, 536 p.; ISBN: 0-299-20770-6; Amazon); Relações Brasil-Estados Unidos: assimetrias e convergências (com Rubens Antonio Barbosa; São Paulo: Saraiva, 2005, 328 p.; ISBN: 978-85-02-05385-4); Formação da diplomacia econômica no Brasil: as relações econômicas internacionais no Império (2ª edição; São Paulo: Editora Senac, 2005, 680 pp., ISBN: 85-7359-210-9; 3ª. edição, 2017, dois vols.: ISBN: 978-85-7631-675-6; 1º volume; 2º volume); Relações internacionais e política externa do Brasil: história e sociologia da diplomacia brasileira (2ª ed.: revista, ampliada e atualizada; Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2004, 440 p.; coleção Relações internacionais e integração n. 1; ISBN: 85-7025-738-4; esgotado; Amazon.com.br).
11) 2006-2010: ostracismo e refúgio na Biblioteca do Itamaraty; reflexões sobre a diplomacia brasileira e as escolhas do lulopetismo diplomático; intensa atividade acadêmica; viagens pelo Brasil nas universidades. Livros: O Estudo das Relações internacionais do Brasil: um diálogo entre a diplomacia e a academia (Brasília: LGE Editora, 2006, 385 p.; ISBN: 85-7238-271-2; Amazon.com.br; Academia.edu); O Moderno Príncipe: Maquiavel revisitado (Rio de Janeiro: Freitas Bastos, edição eletrônica, 2009, 191 p.; ISBN: 978-85-99960-99-8; esgotado; ASIN: B00F2AC146); Globalizando: ensaios sobre a globalização e a antiglobalização (Rio de Janeiro: Lumen Juris Editora, 2010, xx+272 p.; ISBN: 978-85-375-0875-6; Amazon.com.br); Guia dos Arquivos Americanos sobre o Brasil: coleções documentais sobre o Brasil nos Estados Unidos (com Rubens Antônio Barbosa e Francisco Rogido Fins; Brasília: Funag, 2010, 244 p.; ISBN: 978-85-7631-274-1; Academia.edu); O Moderno Príncipe (Maquiavel revisitado) (Brasília: Senado Federal, Conselho Editorial, 2010, 195 p.; ISBN: 978-85-7018-343-9; esgotado; ver ASIN: B00F2AC146).
12) 2010: curta estada na China; pavilhão brasileira na Exposição Universal de Xangai; viagens pela China, Macau, Hong Kong, Japão.
13) 2012: licença-prêmio, convite como professor no IHEAL-Sorbonne: 6 meses em Paris e viagens pela Europa; Livro: Relações internacionais e política externa do Brasil: a diplomacia brasileira no contexto da globalização (Rio de Janeiro: LTC, 2012, 328 p.; ISBN: 978-85-216-2001-3; esgotado; não disponível na Amazon; Estante Virtual).
14) 2013-2015: último posto no exterior: consulado geral em Hartford, CT; intenso trabalho acadêmico: livro sobre o lulopetismo diplomático: Nunca Antes na Diplomacia (2014); viagens pela América do Norte; a maior crise da história econômica do Brasil: 2014-15. Livros: O Príncipe, revisitado: Maquiavel para os contemporâneos (Hartford: Edição de Autor, 2013, 187 p.; 658 KB; Edição Kindle, ASIN: B00F2AC146); Integração Regional: uma introdução (São Paulo: Saraiva, 2013, 192 p.; ISBN: 978-85-02-19963-7; Amazon.com.br); Volta ao Mundo em 25 Ensaios: Relações Internacionais e Economia Mundial (Brasília: 1ª edição: 2014; 2ª. edição: 2018; Kindle edition; 809 KB; ASIN: B00P9XAJA4); Rompendo Fronteiras: a Academia pensa a Diplomacia (Kindle, 2014, 414 p.; 1324 KB; ASIN: B00P8JHT8Y); Codex Diplomaticus Brasiliensis: livros de diplomatas brasileiros (Kindle, 2014, 326 p.; ASIN: B00P6261X2; Academia.edu; ).
Polindo a Prata da Casa: mini-resenhas de livros de diplomatas (Kindle edition, 2014, 151 p., 484 KB; ASIN: B00OL05KYG); Prata da Casa: os livros dos diplomatas (Hartford: edição para a Funag, 2013, 667 p; não publicada; disponível em Research Gate; 2ª. edição de Autor; 16/07/2014, 663 p.; Academia.edu; Research Gate); Nunca Antes na Diplomacia...: A política externa brasileira em tempos não convencionais (Curitiba: Editora Appris, 2014, 289 p.; ISBN: 978-85-8192-429-8; Academia.com.br); The Drama of Brazilian Politics: From 1814 to 2015 (with Ted Goertzel; 2015, 278 p.; Edição Kindle, ASIN: B00NZBPX8A; ISBN: 978-1-4951-2981-0; Amazon); Révolutions bourgeoises et modernisation capitaliste : Démocratie et autoritarisme au Brésil (Sarrebruck: Éditions Universitaires Européennes, 2015, 496 p.; ISBN: 978-3-8416-7391-6 ; Inroduction : Academia.edu; livre complet : Amazon.com); Die brasilianische Diplomatie aus historischer Sicht: Essays über die Auslandsbeziehungen und Außenpolitik Brasiliens (Saarbrücken: Akademiker Verlag, 2015, 204 p.; Übersetzung aus dem Portugiesischen ins Deutsche: Ulrich Dressel; ISBN: 978-3-639-86648-3; Amazon.com; Amazon.com.br); O Panorama visto em Mundorama: Ensaios Irreverentes e Não Autorizados (Hartford: 2a. edição do autor, 2015, 294 p.; DOI: 10.13140/RG.2.1.4406.7682; nova edição, ampliada dos artigos até o final de 2015, em 4/12/2015, em 374 p.; Research Gate; edição original: Academia.edu); Paralelos com o Meridiano 47: Ensaios Longitudinais e de Ampla Latitude (Hartford: Edição do Autor, 2015; 543 p.; 1908 KB; DOI: 10.13140/RG.2.1.1916.4006; Academia.edu; ASIN: B082Z756JH; Research Gate).
15) 2016: Impeachment de Dilma Rousseff; finalmente o retorno a um trabalho na SERE; Livro: Carlos Delgado de Carvalho: História Diplomática do Brasil (Brasília: Senado Federal, 2016, 504 p.; ISBN: 978-85-7018-696-6; Academia.edu).
17) 2016-2018: diretor do IPRI: intensa produção de livros e palestras, viagens pelo Brasil e no exterior (Portugal: Estoril Political Forum); relatório de atividades: dezembro 2018. Livros: Oswaldo Aranha: um estadista brasileiro, Sérgio Eduardo Moreira Lima; Paulo Roberto de Almeida; Rogério de Souza Farias (orgs.); Brasília: Funag, 2017; 2 vols.; vol. 1, 568 p.; ISBN: 978-85-7631-696-1; vol. 2, 356 p.; ISBN: 978-85-7631-697-8); O homem que pensou o Brasil: trajetória intelectual de Roberto Campos (Curitiba: Appris, 2017, 373 p.; ISBN: 978-8547304850; Diplomatizzando; Amazon.com.br); Formação da diplomacia econômica no Brasil: as relações econômicas internacionais no Império (3ª edição; Brasília: Funag, 2017; 2 vols.; 964 p.; ISBN: 978-85-7631-675-6; 1º volume; 2º volume); A Constituição contra o Brasil: ensaios de Roberto Campos sobre a Constituinte e a Constituição de 1988 (São Paulo: LVM, 2018, 448 p.; ISBN: 978-8593751394; Amazon).
18) 2019-2021: novo ostracismo sob o bolsonarismo diplomático: livros sobre as aberrações da diplomacia bolsolavista; pandemia e os horrores do negacionismo vacinal. Livros: Contra a corrente: Ensaios contrarianistas sobre as relações internacionais do Brasil (2014-2018) (Curitiba: Appris, 2019, 247 p.; ISBN: 978-85-473-2798-9; Amazon.com.br); Miséria da diplomacia: a destruição da inteligência no Itamaraty (Brasília: Edição do autor, 2019, 184 p., ISBN: 978-65-901103-0-5; Boa Vista: Editora da UFRR, Clube de Autores, 2019, 165 p., Coleção “Comunicação e Políticas Públicas vol. 42; ISBN livro impresso: 978-85-8288-201-6; ISBN livro eletrônico: 978-85-8288-202-3; Academia.edu; Amazon.com.br); Vivendo com livros: uma loucura gentil (Brasília: Edição de Autor, 2019, 344 p.; 557KB; ISBN: 978-65-00-06750-7; Kindle, ASIN: B0838DLFL2); Um contrarianista no limbo: artigos em Via Política, 2006-2009 (Brasília: Edição de Autor, 2019, 331 p; 2439 KB; Kindle, ASIN: B083611SC6; Academia.edu); Minhas colaborações a uma biblioteca eletrônica: contribuições a periódicos do sistema SciELO (Brasília: Edição de Autor, 2019, 525 p.; 920 KB; Kindle, ASIN: B08356YQ6S); Paralelos com o Meridiano 47: Ensaios Longitudinais e de Ampla Latitude (Brasília, Edição do Autor, 2019, 543 p.; 1908 KB; Kindle, ASIN: B082Z756JH); O panorama visto em Mundorama: ensaios irreverentes e não autorizados (Brasília: 2ª. edição do Autor, 2019, 655 p.; 5725 KB; Academia.edu; Kindle, ASIN: B082ZNHCCJ); Pontes para o mundo no Brasil: minhas interações com a RBPI (Brasília, Edição do Autor, 2019, 685 p.; 1693 KB; Kindle, ASIN: B08336ZRVS); Marxismo e socialismo no Brasil e no mundo: trajetória de duas parábolas na era contemporânea (Brasília: Edição do autor, 2019, 200 p.; ISBN: 978-65-00-05969-4; Kindle, ASIN: B082YRTKCH); 2ª edição: Brasília: Diplomatizzando, 2023, 214 p.; ASIN: B0CR31C5YG)
19) 2022: aposentadoria, continuidade do trabalho acadêmico; mais livros e dedicação aos netos e a meus próprios livros; Livros: A grande ilusão do Brics e o universo paralelo da diplomacia brasileira (Brasília: Diplomatizzando, 2022, 277 p.; 1377 KB; ISBN: 978-65-00-46587-7; ASIN: B0B3WC59F4); Construtores da Nação: projetos para o Brasil, de Cairu a Merquior (São Paulo: LVM Editora, 2022, 304 p.; ISBN: 978-65-5052-036-6; Amazon).
20) 2023-2025: organização da doação de minha biblioteca ao Itamaraty: “Coleção PRA” na Biblioteca do Itamaraty; vários projetos de livros e publicações mais recentes: Vidas Paralelas: Rubens Ricupero e Celso Lafer nas relações internacionais do Brasil (Ateliê de Humanidades) e Intelectuais na Diplomacia Brasileira: a cultura a serviço da nação (Francisco Alves-Unifesp). Livros: O Brasil no contexto regional e mundial: artigos sobre nossa dimensão internacional (Brasília: Diplomatizzando, 2023, 216 p.; 1323 KB; ISBN: 978-65-00-89870-5; ASIN: B0CR1Z682R); Marxismo e socialismo: trajetória de duas parábolas na era contemporânea (2ª ed.; Brasília: Diplomatizzando, 2023, 307 p.; ISBN: 978-65-00-05969-4; ASIN: B0CR31C5YG; 1ª. edição: Marxismo e socialismo no Brasil e no mundo: trajetória de duas parábolas na era contemporânea (Brasília: Edição do autor, 2019, 283 p.; 844 KB; ISBN: 978-65-00-05969-4; Edição Kindle, ASIN: B082YRTKCH); Intelectuais na diplomacia brasileira: a cultura a serviço da nação (Rio de Janeiro: Francisco Alves; São Paulo: Unifesp, 2025); Vidas Paralelas: Rubens Ricupero e Celso Lafer nas relações internacionais do Brasil (Rio de Janeiro: Ateliê de Humanidades, 2025).
quinta-feira, 18 de setembro de 2025
Palgrave Handbook on Geopolitics of Brazil and the South Atlantic - contribuição de Paulo Roberto de Almeida
Um livro do qual participei com um artigo sobre o nascimento do pensamento geopolítico no Brasil do século XIX, analisando a contribuição de Varnhagen e seu Memorial Orgânico (1949-1851):
https://link.springer.com/book/9789819511686
O que esperar da política externa nas Eleições de 2026? - Danilo Sorato Le Monde Diplomatique Brasil
BRASIL
O que esperar da política externa nas Eleições de 2026?
A disputa em 2026 colocará a frente dois tipos de projeto para as relações exteriores do país: um autônomo e outro dependente dos EUA
Danilo Sorato
https://diplomatique.org.br/o-que-esperar-da-politica-externa-nas-eleicoes-de-2026/
Desde a constituição de 1988, a política externa brasileira tem se comportado na busca do desenvolvimento aproveitando os fluxos da globalização [1]. Essa premissa se alinha ao imperativo categórico de tomar posições multilaterais em diversos organismos internacionais, tais como a ONU, OMC, etc. Em paralelo, houve uma definição da participação estratégica do país em torno da sua região mais próxima, a América do Sul. Esse objetivo se traduziu na integração econômica pela via do Mercosul e na integração político-militar na Unasul.
No que toca a relação com os EUA, houve um intercâmbio de posições a depender do presidente de turno. Em alguns momentos, optou-se por uma parceria alinhada e dependente dos interesses americanos; em outros, buscou esforços para construir uma posição autônoma e independente dos interesses estadunidenses.
Apesar de ainda não haver a definição de todos os nomes que tencionam o cargo de presidente da república, há indícios que nos levam a projetar possíveis projetos de política externa dos candidatos. Dentre os nomes indicados para o pleito eleitoral estão, Lula da Silva (PT), Tarcísio de Freitas (Republicanos), Ratinho Jr. (PSD), Zema (Novo), Caiado (União Brasil). A pergunta central é o que esperar dos candidatos a presidente em relação a política externa nas Eleições de 2026?

Palácio da Alvorada. Brasília – DF
Foto: Ricardo Stuckert / PR
Lula: da volta do protagonismo mundial a confirmação de país soberano
Recentemente, Lula da Silva deixou claro que será candidato à reeleição em 2026, salvo se sua saúde não deixar. Isso aponta um cenário esperado e estável no que se refere a política externa. Com um projeto de autonomia frente aos EUA, o petista vai pretender confirmar que seu projeto de política externa 4.0 é baseado na afirmação da soberania brasileira e na autodeterminação dos povos.
Em 2022, Lula prometeu recolocar o Brasil no cenário mundial. E bem, após quase 3 anos, é notável que o país retomou protagonismo internacional. Seja exercendo o papel de receptor de grandes eventos, tais como, G-20, BRICS+ e COP-30; seja no choque direto com a administração Donald Trump em relação ao tarifaço.
A mídia internacional deixou de afirmar que o Brasil era um “pária internacional” para colocar destaque as ações que o país vem apresentando nas grandes agendas globais, bem como na tensão exercida com os EUA. Essa posição deverá ser reafirmada no projeto político para 2026. E os demais candidatos? Quais são as suas propostas de política externa?
De Tarcísio a Caiado: EUA mais, EUA menos
Ainda que não haja planos de governo dos candidatos mais à direita, a partir da análise dos discursos recentes é possível projetar quais serão as prioridades em seus projetos de relações internacionais do país.
O candidato Tarcísio de Freitas (Republicanos) tem se expressado no sentido de assumir a herança de Jair Bolsonaro. Nesse sentido, além de assumir uma postura de aproximação com os EUA, ele vem criticando o governo que supostamente abandonou a tradição pragmática de se relacionar com todos os países.
Além disso, já fez gestos e elogios a política fiscal da Argentina, numa clara postura de imitar o recorte ministerial imposto por Javier Milei. Isso indica que Tarcísio deverá buscar uma aproximação com a Argentina, aproveitando-se do distanciamento político de Lula e Milei.
Outro presidenciável é Ratinho Jr (PSD). Diferente de Tarcísio, ele não tem falado da política externa com tanta frequência. Mas tem deixado alguns indícios para o seu projeto político. Por exemplo, segundo ele a culpa do tarifaço americano é porque Lula falou em desdolarização. A fala em si já aponta que ele não deverá apostar no BRICS+, visto que o pagamento em outras moedas é uma proposta do grupo.
Além disso, ao acenar com essa fala, ele reproduz a fala de Donald Trump para impor o tarifaço ao Brasil. Logo, deduz-se que Ratinho Jr. deverá alinhar-se aos EUA, inclusive reproduzindo frases do aliado americano.
O candidato Zema (Novo) é outro presidenciável que tem apostado seus discursos em criticar a aproximação brasileira com os BRICS+. Com um discurso muito similar ao de Bolsonaro em 2018, Zema aponta que o Brasil não deve ficar no grupo porque supostamente se relacionaria com “ditaduras”. Percebe-se que o atual governador de Minas aposta na política de aproximação máxima com os EUA, e imitando Javier Milei vai retirar o Brasil de um bloco que compensa economicamente nossa balança comercial deficitária com os EUA.
Por fim, Ronaldo Caiado (União Brasil), o único candidato a presidente que já enfrentou Lula anteriormente em 1989, tem apostado em um discurso antigo e recorrente para justificar a aproximação com os EUA em seu projeto político para 2026. Ele tem focado em utilizar a crítica da suposta política externa ideológica do PT, algo utilizado por diversos presidenciáveis ao longo da Nova República, de FHC a Bolsonaro.
Muito discurso, pouca agenda de política externa
Recentemente, Lula da Silva tem feito comparações de sua trajetória política com Getúlio Vargas. Há paralelos e há diferenças. Mas o que se percebe é que de todos os candidatos para a eleição de 2026, o petista é o mais experiente no quesito política externa assim como o “pai dos pobres”. Ao analisar os discursos da oposição, percebe-se um alinhamento em torno da figura dos EUA. Mas não há claridade nos diversos temas que compõe a agenda externa brasileira.
Essa demonstração de fragilidade na agenda externa, vai na direção contrária ao que Lula já conhece e fez na política externa. Desde parcerias multilaterais a bilaterais, passando pela discussão de agendas de governança global, acordos de paz, meio ambiente, inovação, dentre outros. O próprio BRICS+ é uma criação da política externa 2.0 do petista em 2009, e nasceu da vontade de criar uma alternativa econômica aos EUA em nossa balança comercial.
Se Getúlio foi visto como um exímio articulador das relações internacionais brasileiras no período entre 1930-1945, ao fazer um equilíbrio entre os EUA (potência econômica) e a Alemanha (potência ascendente), Lula busca esse mesmo equilíbrio entre EUA (potência) e a China (potência ascendente) após a crise de 2008.
Danilo Sorato é professor de História e Relações Internacionais. Doutor em Estudos Estratégicos pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Pesquisador do Laboratório de Política Externa Brasileira (LEPEB/UFF) e Pesquisador do Centro de Estudos Estratégicos e do Planejamento Espacial Marinho (CEDEPEM/UFF/UFPel). Escreveu diversos artigos acadêmicos e jornalísticos sobre as relações internacionais do Brasil, em especial os governos Temer, Bolsonaro e Lula.
A sociedade americana está profundamente doente - Paulo Roberto de Almeida
A sociedade americana está profundamente doente
Não apenas pelo armamentismo doentio, que ceifa vidas impunemente de maneira continua, com base numa falsa premissa constitucional, o direito de portar armas, estabelecido numa fase de construção de uma nação em ambiente supostamente hostil e perigoso para a salvaguarda da vida dos cidadãos.
Não apenas pelo vício exponencial do uso de drogas opiáceas, problema social, e nacional, que se pretende resolver pela restrição da oferta, não pela atuação corretiva na demanda, que se mantém persistentemente alta.
Não apenas pelo apoio irracional dado pelo partido fundado por Lincoln a um desequilibrado dirigente que degrada todas as instituições públicas da democracia concebida pelos pais fundadores para justamente se opor ao domínio de um rei celerado, e que também ameaça o mundo do alto da sua arrogância demencial.
Por uma combinação de tudo isso, numa maioria eleitoral que não conseguiu avançar na educação cidadã para corrigir as deformações apontadas, e que insiste em enveredar pelo, e aprofundar o ritmo de seu próprio declínio como sociedade funcional.
Parece a maldição dos deuses do Olimpo, uma síntese de ilusões autoalimentadas.
Paulo Roberto de Almeida
Brasília, 18/09/2025
A Câmara esbofeteia o Brasil (Editorial Estadão)
quarta-feira, 17 de setembro de 2025
Revista do Instituto Histórico e Geográfico do Distrito Federal - Edição comemorativa dos 65 anos do IHGDF
RIHGDF - REVISTA DO INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DO DISTRITO FEDERAL
https://revistaihgdf.com.br/index.php/ojs
A Revista do Instituto Histórico e Geográfico do Distrito Federal é uma revista associada ao Instituto Histórico Geográfico do Distrito Federal, que completou no ano de 2025, 65 anos (sessenta e cinco) de existência.https://revistaihgdf.com.br/index.php/ojs
Aceita para publicação artigos, ensaios, documentos, resenhas bibliográficas e biográficas, entrevistas e atualidades relacionados às áreas de ciências humanas, sociais aplicadas e linguística, letras e artes, resultantes de estudos teóricos, pesquisas, reflexões sobre práticas atualizadas na área. Os textos em português devem ser inéditos, de autores(as) brasileiros(as) ou estrangeiros(as), conforme padrão da Revista do Instituto Histórico e Geográfico do Distrito Federal.
Edição Atual
v. 14 n. 1 (2025): Revista do IHG_DF
Visualizar v. 14 n. 1 (2025): Revista do IHG_DF
Edição comemorativa dos 65 anos do IHGDF
Publicado: 2025-05-09
Expediente
Editorial
Thérèse Hofmann Gatti
Artigos
Estudo Histórico do Cinema Brasileiro Mediante Importantes Autores e Obras
Roberto Minadeo
O conceito de heteronomia de Arendt para a compreensão das práticas de exceção durante repressão à luta armada no Brasil
Hugo Studart
Permanências imperiais e nova ordem global no teste da história
Paulo Roberto de Almeida
PDF: https://revistaihgdf.com.br/index.php/ojs/article/view/9/17
“Seu doutor, eles nem parecem gente”
a outra história da “Coluna Prestes”, 100 anos depois
Gustavo Henrique Marques Bezerra
Perdão e conversão na política: mundano ou sagrado?
O conteúdo paulino dos acordos políticos. Maragatos e Pica-paus, degola, ódio, intolerância política e a execução do pai de Leonel Brizola.
Luís Maximiliano Leal Telesca Mota
Padre Aleixo Susin, das obras a obra.
Um padre pioneiro na construção do (Mutirão) Guará
Luís Gustavo Ferrarini Venturelli, Arnaldo Jose Damaso de Oliveira Souza
Hollywood no Cerrado e o devir do espaço:
Sobrevivência, imagem e narrativa
Valéria Cristina Pereira da Silva, Alberto da Silva
Permanências medievais nos relatos dos viajantes da modernidade:
André Thevet, Jean de Léry e Claude D’Abbeville (séculos XVI e XVII).
Carmen Lícia Palazzo
Museu Memorial Brasília
Filipe Rizzo Oliveira
Festivais de cinema de arquitetura: narrativas audiovisuais, protagonismo e ativismo no espaço urbano contemporâneo
Liz da Costa Sandoval, Tânia Siqueira Montoro
Tradução
O Sonho de Dom Bosco sobre a América do Sul
Sebastião Moreira Duarte
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