Os militares costuma ser, como é sabido, perfeitamente nacionalistas, o que combina com sua natureza patrioteira e de entranhada defesa da nação. Enfim, isso é conhecido.
Daí decorre uma posição perfeitamente protecionista, ou seja, de defesa da produção nacional, se possível de auto-abastecimento, quando não de perfeita autarquia, o que já cai no terreno da irracionalidade econômica e dos custos inúteis para a sociedade.
Se, além de tudo isso, o Exército ainda assumir uma posição rentista, tentando preservar reservas de mercado para si próprio, aí a questão já entra no terreno da completa irresponsabilidade econômica E POLÍTICA.
Em qualquer país capitalista NORMAL, uma empresa que não consegue ser competitiva no mercado, ou se ajusta ou desaparece.
Em um país dominado pelo capitalismo de Estado, não apenas elas são preservadas como ajudadas.
Abaixo uma demonstração disso:
RESTRIÇÕES DO EXÉRCITO À COMPRA DE ARMAS PELAS PMs!
Coluna do Cesar Maia, 4 de maio de 2010
(CEL-MA) Registro um entrave que o exército (principal protagonista no sistema de controle de armas no Brasil) faz para as Polícias Militares na aquisição de armas. Hoje só autorizam a compra de armas caso seja pela IMBEL (fábrica de armamento brasileiro, cujo principal acionista é o exército). Uma pistola .40 da Imbel custa $1.700,00, já uma pistola GLOCK (melhor do mundo, Austríaca) custa 450 dólares, com todas as taxas de importação, isto é, metade do preço. A Polícia Militar do RJ quer comprar 40.000 pistolas e não consegue autorização do Exército para comprar o melhor equipamento pela metade do preço. A PM-RJ já realizou algumas licitações internacionais, mas, continuamos vivendo sob as restrições irracionais do exército.
=========
Termino (PRA):
Até quando o Brasil vai suportar esse capitalismo de fachada, que traz custos insuportáveis para a sociedade?
Temas de relações internacionais, de política externa e de diplomacia brasileira, com ênfase em políticas econômicas, viagens, livros e cultura em geral. Um quilombo de resistência intelectual em defesa da racionalidade, da inteligência e das liberdades democráticas. Ver também minha página: www.pralmeida.net (em construção).
terça-feira, 4 de maio de 2010
Exercito Brasileiro: uma forca nacionalista, protecionista, rentista...
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Exercito,
reserva de mercado
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2 comentários:
É muito lamentável quando um Doutor em Ciências Sociais se deixa levar por um texto desprovido de consistência. Há uma lei federal que determina que, havendo similar nacional, a arma seja adquirida de fabricante nacional. O Exército cumpre a lei, coisa que muitos não fazem. Pior ainda é acreditar no comparativo de preço. Pesquise.
Caro Anonimo,
Grato pelo conselho de pesquisar mais sobre o assunto. Todo doutor em Ciencias Sociais, assim como qualquer um que se aventure a comentar processos economicos e realidades regulatorias, deve mesmo pesquisar, para saber se o meu, o seu, o nosso dinheiro vem sendo empregado com o melhor dos criterios possiveis, que em linguagem microeconomica significa maximizacao do bem-estar, ou seja, comprar suas "utilidades" pelo melhor preço, esperando a melhor qualidade.
Nao e' por que existe uma "lei nacional" que determina a preferencia do similar nacional que um cidadao preocupado com a melhor utilizacao possivel do seus recursos tem a obrigacao de concordar com ela. Leis tambem podem ser idiotas e irracionais do ponto de vista economico.
Se o exercito cumpre a lei, ele tambem poderia cumprir a lei do bom senso, ou a da maxima utilidade, que e' sempre utilizar seus parcos recursos -- por definicao escassos -- para a maior satisfacao possivel. Exclusividade nacional nao representa para mim uma boa lei: ela faz rentistas no pais e torna os nacionais consumidores obrigatorios de produtos caros e nem sempre da melhor qualidade.
Comparativo de preço todo mundo faz, inclusive voce mesmo, quando vai comprar qualquer bem de mercado em regime de competicao.
Acredito que se trate ainda de um bom criterio micro e macroeconomico.
Pensar nao doi, e meu blog foi feito justamente para isso, tanto que atraiu seu comentario.
Agradeco, mais uma vez.
Paulo Roberto de Almeida
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